SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

ESTOU APAVORADO

ZERO HORA 02/04/2014 | 07h59

Estou apavorado, afirma frentista rendido por ladrões que levaram caixa eletrônico em Porto Alegre. Crime aconteceu por volta das 3h em estabelecimento no bairro Rubem Berta



Posto do bairro Rubem Berta foi assaltado na madrugadaFoto: Diogo Zanatta / Especial


Thiago Tieze



Quando chegou ao trabalho na noite de terça-feira, o frentista rendido por um grupo de bandidos na madrugada desta quarta-feira, em Porto Alegre, não imaginava os minutos de terror que iria passar. Ainda assustado e sem querer se identificar, a vítima contou à reportagem de Zero Hora que temeu pela própria vida e a de familiares.

Segundo o frentista, que trabalha sozinho nas madrugadas em um posto a Avenida Baltazar, no bairro Rubem Berta, o expediente transcorria normalmente até que uma van branca, com sete criminosos encapuzados parou no posto. Ao descerem do veículo, o bando já foi anunciando o assalto e rendendo o funcionário, que Estava acompanhado de familiares.

— Eles tiraram meu dinheiro, me revistaram e depois trancaram a minha família no banheiro. Fui obrigado a abrir a loja de conveniências, desarmar o alarme e ajudá-los a carregar o caixa até a van. Eles ficavam dizendo que sabiam onde eu morava, que iam me matar e matar a minha família se eu não os ajudasse — relatou o frentista.

Espaço onde ficava o caixa
Foto: Diogo Zanatta, Especial

Segundo a vítima, os ladrões, que portavam pistolas e revólveres, deram tapas na cara dele e aparentavam nervosismo. Ele diz que não faz ideia de quem sejam os bandidos, pois eles estavam com as cabeças cobertas, assim com as placas do carro.

— Estou apavorado. Eles nos ameaçavam de morte. Estava preocupado pelos meus familiares — afirma.

De acordo com a vítima, em dois anos é a segunda vez que sofre um assalto. O medo provocado por este só não é maior do que a necessidade de trabalhar. Mesmo que o trauma provocado pela experiência seja grande, esta noite ele vai ter que retornar ao trabalho e esperar que nada pior aconteça.

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