SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

BLACK BLOCS ASSUMEM PROTESTO PACÍFICO E DEPREDAM TUDO, INCLUSIVE CARROS DE LUXO

Do G1 São Paulo 19/06/2014 21h31

Protesto do Passe Livre termina com bancos e carros de luxo depredados. PM diz que acompanhou de forma ‘diferente’ a manifestação do MPL. Nesta quinta (19), policiais não escoltaram o protesto como de costume.

Amanda Previdelli e Marcelo Mora






A celebração de um ano da redução da tarifa do transporte público em São Paulo terminou com depredação de quatro agências bancárias na Avenida Rebouças e com a destruição de carros de luxo em uma concessionária na Marginal Pinheiros. O ato desta quinta-feira (19) foi convocado pelo Movimento Passe Livre (MPL).


O protesto reuniu cerca de 1,3 mil pessoas, segundo a Polícia Militar. Desta vez, a PM não manteve policiais ao lado dos manifestantes como fez durante todos os atos anteriores. Durante o protesto, a corporação informou ao G1 que adotou "estratégia diferente" e acompanhou "à distância". A Tropa de Choque interveio para desbloquear a Marginal Pinheiros cerca de 20 minutos após as depredações ocorrerem. Ninguém foi preso.



O G1 procurou a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e a Polícia Militar para obter detalhes da operação realizada nesta tarde e aguarda retorno.

O Movimento Passe Livre disse que não teve conhecimento dos atos de depredação, pois dispersou antes da Tropa de Choque da PM chegar à Marginal Pinheiros.

Festa popular

Segundo militantes do MPL, o movimento conseguiu cumprir parcialmente o proposto. A ideia do ato era pedir tarifa zero, a readmissão dos metroviários desligados após greve da categoria, e celebrar um ano da revogação do aumento na tarifa dos transportes.

“Conseguimos chegar no nosso trajeto de forma tranquila, e realizar um pouco do que a gente queria." O Passe Livre pretendia utilizar a Marginal Pinheiros para realizar uma “festa popular”, com apresentações musicais, teatrais e jogos juninos.

Os manifestantes chegaram a ensaiar uma partida de futebol na pista, o rapper Rincon Sapiência cantou a música “Transporte público”, mas afirmam que interromperam a celebração quando foram informados que a Tropa de Choque da PM estava a caminho.

“Começamos a dispersar para o Largo da Batata e não sabemos mais o que aconteceu. Quando soubemos que o Choque estava chegando, já começamos a acelerar as pessoas para não acontecer nenhuma tragédia.”

Da concentração ao tumulto

Os manifestantes se reuniram às 15h na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista. De lá, o grupo seguiu para a Marginal Pinheiros, nas imediações da Ponte Eusébio Matoso.

No caminho para Pinheiros, o grupo interditou totalmente a Avenida Rebouças nos dois sentidos. Diversos carros que tentavam entrar na via tiveram que retornar na contramão.

Cerca de duas horas após o ato começar, um grupo de mascarados atacou ao menos quatro agências bancárias, agrediu um cinegrafista arremessando um cone e quebrou vidros de um carro de reportagem da TV Gazeta. O tumulto ocorreu na Avenida Rebouças, já na esquina com a Avenida Brasil. Uma parte dos manifestantes, alguns deles também com o rosto coberto, tentou impedir as depredações de outras agências bancárias e de concessionárias na Avenida Rebouças.



Por volta das 18h10, os primeiros integrantes do grupo chegaram à Marginal Pinheiros, e interditaram as vias expressa e local no sentido Rodovia Castello Branco.

O MPL incendiou seis catracas de papelão simbolizando o apelo por tarifa zero no transporte público, principal reivindicação do movimento. Nesta quinta, o MPL pedia também a readmissão dos 42 metroviários desligados da companhia após paralisação de cinco dias.

Às 19h, boa parte dos manifestantes se dispersou. Um grupo de black blocs, porém, montou uma barreira com pedaços de madeira, ferragens, pneus encontrados em uma concessionaria, e manteve a interdição na Marginal Pinheiros.

Carros de luxo depredados

Na sequência, os mascarados depredaram uma concessionaria Caltabiano. Todos os carros da agência foram destruídos. Mascarados usaram pedras, extintores e pedaços de pau para quebrar vidros e amassar os veículos de luxo. Entre eles haviam Mercedes-Benz e Smarts. O prejuízo pode chegar a R$ 2 milhões.

Somente por volta das 19h15 policiais da Tropa de Choque chegaram à Marginal Pinheiros e removeram as barricadas. Os manifestantes se afastam, correndo pelo bairro. Houve confronto com policiais em Pinheiros, nas imediações do Bar Pirajá. Os mascarados usaram rojões em direção aos PMs, que revidaram com bombas de gás.

Durante o tumulto, a Estação Pinheiros da Linha 4 – Amarela do Metrô chegou a ser fechada. Na região do Largo da Batata, vândalos depredaram bicicletas que estavam estacionadas em um ponto de empréstimo mantido pelo banco Itaú.

Bandeiras do Brasil que adornavam carros também foram retiradas. Nas ruas Butantã e Teodoro Sampaio, os manifestantes atearam fogo em lixos, lixeiras e nas ruas e depredaram vidros de agências bancárias.

Carros depredados durante ato do MPL (Foto: Nacho Doce/Reuters)

Protesto fechou pista da Marginal Pinheiros (Foto: Reprodução/Globonews)

Manifestantes defendem agência contra depredação. (Foto: Rodrigo Dionisio/Frame/Estadão Conteúdo)













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