SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

HOMICÍDIO POR DINHEIRO INVESTIGADO POR NOVE ANOS


O empresário José Jair Farias, assassinado em Santa Cruz em 2005 Foto: Reprodução


JORNAL EXTRA 06/06/14 07:36

Publicitário que matou zelador teria cometido homicídio no Rio por dinheiro, diz família de vítima

Carolina Heringer



A família do empresário José Jair Farias acredita que a briga por dinheiro entre ele e sua mulher, a advogada Ieda Cristina Martins, podem ter sido o que motivou o seu assassinato, em dezembro de 2005. Ieda e seu atual companheiro, o publicitário Eduardo Tavares Pinto Martins, são apontados pelo delegado da 36ª DP (Santa Cruz), Geraldo Assed, como suspeitos de participar do crime. O casal é investigado ainda pela morte do zelador Jezi Lopes de Souza, em São Paulo.

- Depois que eles terminaram a relação, a Ieda pedia dinheiro a o José com frequência. Inclusive, ela chantageava meu irmão, e só permitia que ele visse o filho se desse alguma quantia a ela. As suspeitas recaem sobre eles, inclusive porque o José já tinha sido ameaçado pelo Eduardo com uma arma. Mas vamos esperar que a polícia trabalhe - ponderou o aposentado João Almir de Farias, de 65 anos, irmão da vítima.

O publicitário EduardoEduardo Tadeu, ao ser preso, em SP Foto: Marco Ambrosio / Agência O Globo



O estopim para o crime, acredita Jair, foi o fato de José não ter aceitado passar para o nome de Ieda um motohome, espécie de trailer que valia R$ 120 mil.

- Ela já tinha levado R$ 100 mil do meu irmão, dinheiro que seria usado por ele para pagar o 13º salário de seus funcionários, mas não estava satisfeita. Queria mais, como sempre - recorda o aposentado.

Foto: Reprodução



Numa carta que a família de José diz ter sido escrita por Ieda após ó término de seu relacionamento com o empresário, que durou cerca de 5 anos, a advogada pede R$ 1 mil ao ex-marido para ajudar com algumas despesas. “Meu amor, por favor te peço mais uma vez, não fique com raiva de mim. Pois só tenho muito amor por você (...) Penso mais nas crianças (...) Prometo que quando eu tiver lhe ajudarei sempre. Pois nós somos uma família”, implorou Ieda na correspondência.

Nove anos de investigações

Nesta quinta-feira, o delegado Geraldo Assed ouviu o filho de Ieda com José, um jovem de 18 anos, além de um irmão da advogada. Outros familiares dos dois também já foram prestaram depoimento. No início da próxima semana, Assed vai a São Paulo ouvir Eduardo.

- Os únicos suspeitos, por enquanto, são Eduardo e a Ieda, pois só os dois tinham problemas com a vítima. Eles tinham desavenças com José que envolviam dinheiro e relacionamento. Mas ainda precisamos de provas concretas do crime. Isso ainda não temos - ponderou o delegado.

O inquérito que apura a morte de José Jair já dura 9 anos, sem que tenha sido concluído. Nesse período, de acordo com a Polícia Civil, as investigações estavam em andamento e foram ouvidas dez testemunhas, entre familiares da vítima e de Ieda. Os últimos depoimentos do caso foram colhidos em 2013.

A polícia também afirma que solicitou medidas cautelares nesse período, como as quebras dos sigilos telefônico e bancário.

Buscas

Nesta quinta-feira, a Polícia Civil de São Paulo encontrou documentos falsos na casa de Eduardo. Ele está preso temporariamente pela morte de um zelador e confessou o crime. Ieda também teve prisão decretada por suspeita de participação na morte, mas conseguiu liberdade. De acordo com policiais envolvidos na prisão, o publicitário confessou o crime e acrescentou que a motivação foram desavenças que tinha com a vítima.

Zelador Jezi Lopes de Souza, de 63 anos, encontrado esquartejado em São Paulo Foto: Reprodução / TV Globo



Eduardo e Ieda teriam se conhecido pela internet em 2001. No ano seguinte, José Jair registrou uma ocorrência contra o publicitário por ameaça. Na delegacia, disse ter ido resolver um problema com a ex-mulher, quando foi interpelado por Eduardo.

Em 20 de dezembro de 2005, o corpo de Jair foi encontrado com dois tiros, dentro de seu Corsa prata, na Estrada dos Palmares, em Santa Cruz. Um projétil e um estojo de uma pistola calibre PT 380 foram encontrados no local.

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