SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

PRESO BANDIDO DE CLASSE MÉDIA QUE ATERRORIZADA COPACABANA NO RJ

O GLOBO 04/06/2014 9:08

POR VERA ARAÚJO
Bandido de classe média que aterrorizava Copacabana é preso. Bruno Martins é suspeito de três homicídios, além de crimes relacionados ao tráfico drogas e roubos

Bruno Migon Benévolo Martins foi preso no último domingo - Reprodução

RIO - Um rapaz de 20 anos, que passava facilmente por um jovem surfista, morador de classe média da Zona Sul, é apontado por moradores de Copacabana como o terror do bairro. Preso em flagrante durante um assalto a uma banca de jornal na Rua Duvivier, às 5h15m do último domingo, Bruno Migon Benévolo Martins é suspeito de três homicídios ocorridos no bairro, além de crimes de tráfico drogas, roubos a estabelecimentos comerciais e a transeuntes, segundo a Polícia Civil. A titular da 12ª DP (Copacabana), Izabela Santoni, afirmou que Bruno é o chefe da gangue de classe média responsável pelo aumento dos índices de criminalidade da região.

Olhar altivo, Bruno intimidava as vítimas andando armado de pistola pelas ruas de Copacabana, às vezes a pé, outras de bicicleta. Ele costumava voltar aos locais onde praticava o crime, com o propósito de aterrorizar quem já havia sido assaltado por ele. Quem esboçasse alguma reação costumava dizer: "você não tem amor à vida". Por agir assim, muitas de suas vítimas tinham medo de procurar a delegacia. Com a prisão, a delegada acredita que o número de registros contra Bruno tende a crescer.

Nos últimos três meses, segundo Izabela, houve cinco casos em que as vítimas reconheceram Bruno como autor dos crimes. No dia 26 de maio, o criminoso armado abordou o porteiro de um prédio de Copacabana, que não quis se identificar, quando manobrava os carros na garagem, exigindo as chaves de dois veículos: um Honda City e um Jetta. Ele dirigiu um dos carros, e o cúmplice assumiu a direção do outro.

Na delegacia, Bruno confessou o crime, mas não quis dar o nome do comparsa. Ele alegou que utilizou uma arma de brinquedo e que assaltou por perceber a facilidade em praticar o crime, porque a vítima estava ocupada durante a manobra dos veículos. Nos outros três crimes ocorridos nos últimos três meses foram um homicídio, outro roubo de veículo e mais um assalto a um estabelecimento comercial. Mas a delegada acredita que o rol de delitos praticados por Bruno e sua gangue seja bem maior:

— É importante que as pessoas procurem a delegacia para reconhecê-lo pelos crimes. Sei que as pessoas têm um certo temor, mas elas precisam entender que o risco é maior se ele continuar nas ruas. Elas devem ter mais medo de encontrá-lo solto, pois ele mesmo costuma dizer que está em busca de oportunidades. Ele é frio e calculista. Bruno estava solto pela certeza da impunidade, mas são as vítimas que têm que virar este jogo. Não podem ser reféns dele. Se ele ficar preso é melhor para todos — ressaltou Izabela.

Segundo a delegada, ele também responde pelo crime de corrupção de menores. Bruno tem o segundo grau incompleto e vivia como um jovem de classe média no bairro, onde circulava geralmente vestindo bermuda, camisa e tênis de grife. De acordo com as investigações da polícia, a quadrilha dele é formada por mais três integrantes, entre eles menores. Izabela informou, ainda, que a guague já estava expandindo o território para o bairro do Leblon.

OUTRO JOVEM PRESO POR TRÁFICO

Policiais da 14ª DP (Leblon) prenderam, na manhã desta terça-feira, Daniel Alessandro Carvalho Picco, de 19 anos. De acordo com a polícia, ele é acusado de fazer parte da quadrilha que comanda o tráfico de drogas na região do Lido, em Copacabana. Policiais foram até a casa de Daniel, na Avenida Princesa Isabel, para cumprir mandado de prisão por roubo de veículos. Com ele foram apreendidos meio quilo de maconha, 30 gramas de cocaína e balança de precisão. A polícia informou que a droga já estava embalada pronta para ser vendida.

De acordo com investigações da polícia, Daniel Alessandro é de classe média e é acusado também de cometer dois homicídios, um deles na Rua Ronald de Carvalho, quando teria assassinado em um bar um traficante rival. Ele também teria matado um segurança de rua na região. Ainda segundo investigações ele vem aterrorizando moradores da região .

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