SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

SSP-RS ADMITE ERRO DE COMUNICAÇÃO NO CASO DO BEBÊ SEQUESTRADO


ZERO HORA 27 de junho de 2014 | N° 17842


Secretaria de Segurança admite erro de comunicação para buscas




A Secretaria da Segurança Pública (SSP) reconheceu ontem ter ocorrido uma falha no alerta sobre o sequestro do bebê. Às 16h50min de terça-feira, o atendente do 190 recebeu a denúncia de um funcionário do hospital sobre um suposto sequestro.

Logo em seguida, foi emitido um alerta no sistema, recebido pela BM, que acionou sindicatos de táxis e EPTC, repassando dados das imagens que captaram a suspeita entrando em um táxi com o bebê. Mas o comunicado não foi repassado à Polícia Civil.

Mesmo com a falha, os policiais civis localizaram a criança. É a primeira vez que esse problema de comunicação ocorre, assegura a SSP. A causa é investigada e uma equipe trabalha para corrigi-la.


Mulher que levou bebê teria apagado chamadas

APARELHO APREENDIDO COM Luciana Soares Brito não tinha registro de ligações, embora ela tenha sido vista ao telefone após deixar o hospital



Uma dúvida intriga os policiais que investigam o sequestro da recém-nascida Bárbara Casagrande: por que a sequestradora, Luciana Soares Brito, 39 anos, teria apagado registros de chamadas de celular feitas na tarde do crime? O bebê foi levado na terça-feira, da maternidade do Hospital Santa Clara, em Porto Alegre, e foi encontrado 10 horas depois.

Presa desde quarta-feira, Luciana trabalha como copeira em uma clínica psiquiátrica e faltou ao serviço no dia do sequestro. Ela mantinha Bárbara na casa onde moram três de seus cinco filhos, no bairro Lami. Os filhos estranharam quando a viram com a criança, mas ela disse que o bebê era seu – havia relatado estar grávida alguns meses antes.

A Polícia Civil pediu exames de sanidade mental e para verificar se Luciana está grávida. Ela está em uma cela isolada na Penitenciária Feminina Madre Pelletier, para evitar represálias.

Ao ser presa, Luciana apresentou comportamento infantil. Simulava embalar um bebê, falava com voz de criança e dizia ter sequestrado Bárbara para que fizesse companhia ao nenê que ela imagina ter. Um dos filhos confidenciou a ZH que a mãe esteve duas vezes em tratamento psiquiátrico nos últimos três anos.

A principal hipótese cogitada pelo delegado Hilton Müller é de que Luciana sofra de problemas emocionais, mesclada com gravidez psicológica. Os policiais não afastam, porém, a possibilidade de que ela esteja fingindo.

Estranham, ainda, que o celular encontrado com ela não registre chamadas perto do horário do sequestro, embora imagens a mostrem ao telefone. Nesse caso, só a quebra do sigilo das ligações poderá esclarecer a situação.



COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - O Centro Integrado de Segurança Pública é um órgão que está sob controle direto da secretaria de segurança, portanto é a ela que o Delegado deveria direcionar a sua justa e oportuna reclamação e não à Brigada Militar. O reconhecimento do erro evidencia esta subordinação. A propósito: se é um "centro integrado" onde estão os policiais civis integrantes do centro?
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