SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

sábado, 7 de junho de 2014

TECO & SECO, A DUPLA EXPLOSIVA

ZERO HORA. Atualizada em 06/06/2014

OPINIÃO

Carlos Wagner


Entre os bandidos, Carlos Ivan Fischer, 46 anos, o Teco, era conhecido como um "intelectual", um homem com uma capacidade de desenvolver tecnologias para serem usadas no crime. Ele é apontado como a pessoa que ensinou a arte de usar explosivos para abrir cofres a José Carlos dos Santos, 34 anos, o Seco, atualmente cumprindo pena no Presídio de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc).

Teco era um dos esteios do bando de Seco, uma quadrilha que inovou o modo de roubar carro-forte no Brasil. O Seco, um homem de classe média rural de Candelária que virou criminoso na primeira década de 2000, soube somar o conhecimento sobre explosivos do Teco com a audácia do assaltante Charles Robsen Ferreira Kaiser, o João Loucura, que morreu em 2002. O João Loucura ensinou para o bando o uso de caminhões para abalroar o carro-forte.

O grupo de Seco operou quase uma década roubando nas estradas gaúchas. Ele chegou a ser considerado o inimigo público número um no Rio Grande do Sul. Na época, o atual chefe de polícia, o delegado Guilherme Wondraceck, perseguia o bando.

Depois de prisão do Seco, ex-integrantes da quadrilha ficaram tentando se rearticular. No ano passado, na BR-116, na localidade de Ninho das Águias, em Nova Petrópolis, quadrilheiros roubaram um caminhão e tentaram parar dois carros-fortes. A façanha tem a assinatura do bando do Seco. E, na ocasião, o delegado Joel Wagner, atual titular da Delegacia de Roubos, que é vinculada ao Deic, teve informações de que Teco estaria envolvido.

O fato é que desde daquela tentativa de roubo na BR-116, o delegado Wagner colocou o Teco no radar da Roubos. Aliás, nunca esteve fora. O próximo passo dos agentes da Roubos é descobrir para quem o Teco passou o seu conhecimento antes de ser morto no confronto de hoje.


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - DÁ NOJO É A IMPUNIDADE DESTES BANDIDOS PERIGOSOS QUE SAEM FACILMENTE DAS PRISÕES, RETORNANDO ÀS RUAS PELAS PORTAS ABERTAS DO REGIME BRANDO OU COM LICENÇA DA JUSTIÇA PERMISSIVA E DESCOMPROMISSADA COM A SEGURANÇA DA POPULAÇÃO.


EM 2010, ELE TINHA SIDO PRESO PELA BM...

DIÁRIO GAÚCHO 15/01/2010 | 06h50

Brigada Militar prende procurado número 1 do Estado. Comparsa de Seco, Carlos Ivan Fischer foi capturado por PMs ontem



Teco estava armado com uma pistola 9mm na cinturaFoto: Vinícius Roratto, Especial


CAROLINA ROCHA


A caçada ao procurado número 1 do Estado terminou na manhã de ontem, em Canoas. Foragido desde maio de 2008, Carlos Ivan Fischer, o Teco, 43 anos, é apontado como comparsa do mais perigoso assaltante de carros-fortes e bancos gaúcho, José Carlos dos Santos, o Seco.

Por volta das 9h30min, Teco parou um Strada prata, com placas clonadas, em frente a um salão de beleza no Bairro Harmonia. Antes que pudesse descer do veículo, foi cercado por PMs à paisana do serviço de inteligência do 15º BPM.

– Ele relutou em descer do carro. Como tinha vidro fumê, a gente não sabia se estava só ou acompanhado. Foi o momento mais tenso – contou um PM.

- Foragido ofereceu dinheiro

Armado com uma pistola 9mm, na cintura, e um revólver calibre 38, em uma mochila, Teco não resistiu à abordagem dos dois policiais. Calmo, ele tentou subornar os PMs.

– Ele disse que poderia nos dar entre R$ 10 mil e R$ 100 mil, só que não tinha o dinheiro, teria de ligar para o advogado dele – contou outro policial militar.

- BM tinha informações

Teco foi levado para a Delegacia de Pronto Atendimento de Canoas. De lá, sob escolta, em comboio com mais cinco viaturas, foi levado para a Delegacia de Roubos, na sede do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) na Capital.

A prisão foi possível graças a um alerta recebido pela BM de Canoas, sobre um possível ataque a banco. Além disso, o serviço de inteligência da corporação tinha informações de que o criminoso estaria morando na cidade. CAROLINA ROCHA

- Falar, só em juízo

Teco não quis prestar depoimento na Delegacia de Roubos. Disse que falaria apenas na frente do juiz, mas negou a tentativa de suborno.

Além das armas, os PMs encontraram com Teco dois carregadores para 9mm com capacidade para 30 tiros cada, uma habilitação falsa, 86 munições 9mm e sete para revólver calibre 38, além de R$ 2,2 mil, um punhal, dois celulares, três meias-calças cortadas como toucas ninjas e uma touca ninja preta.

Segundo o titular da Roubos, delegado Juliano Ferreira, Teco foi autuado por porte ilegal de arma e de munição, tentativa de suborno, falsidade ideológica e adulteração de sinal identificador de veículo.

- De comparsa a líder

De acordo com a polícia, Teco foi braço-direito de Seco, o mais perigoso assaltante de carros-forte do Rio Grande do Sul, que está preso na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas. Conforme o delegado Juliano Ferreira, nos últimos anos, Teco teria se tornado independente e, hoje, seria mentor dos principais assaltos no Estado.

– É um cara que não depende de ninguém, um cabeça de quadrilha, que arquiteta o assalto. A prisão dele representa muito – avaliou Juliano.

Teco havia escapado, um ano e oito meses atrás, da Colônia Penal Agrícola de Charquedas.


Uma trajetória violenta 

Teco foi indiciado em três assaltos e é suspeito de, pelo menos, mais quatro. 

Indiciamento: 

- Triunfo – Em 5 de junho de 2008, oito homens armados e encapuzados assaltaram duas agências do Banco do Brasil e Banrisul, no Centro da cidade. Após roubar cerca de R$ 500 mil das duas agências, o bando fugiu de barco pelo Rio Taquari. 

- Farroupilha – Em 6 de novembro de 2008, cerca de dez homens armados com fuzis, escopetas e submetralhadora, assaltaram agências do Banco do Brasil e Banrisul. Pelo menos R$ 1,3 milhão foi roubado. 

- Nova Petrópolis – Seis homens armados com escopetas, fuzis e pistola assaltaram a agência do Banco do Brasil no dia 19 de dezembro de 2003. 

Suspeito:
- Caxias do Sul – Em 10 de novembro de 2009, três homens armados, vestindo uniformes iguais aos de vigilantes da empresa Brinks, roubaram o blindado que recolhia valores na Universidade de Caxias do Sul (UCS). O veículo foi explodido. Cerca de R$ 1 milhão foi levado. 

- Tapes – Em 4 de novembro de 2008, um carro-forte foi atacado na BR-116, no Bairro Araçá. Os bandidos, armados com fuzis e pistolas, estavam em quatro veículos. Dois malotes foram roubados. 

- São Marcos – Em 9 de março de 2009, dois PMs foram feridos em uma tentativa de assalto a um carro-forte. Uma caminhonete S-10 foi jogada contra o blindado. 

- Bento Gonçalves – Em 10 de agosto de 2009, dez homens tentaram roubar um carro-forte da Brinks na RSC-453, quase sobre a ponte do Rio Buratti. Os bandidos tentaram parar o blindado com um caminhão furtado e tiros de fuzil.
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