SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

LADRÕES ATACAM CASAS EM BAIRRO


DIÁRIO GAÚCHO 16/07/2014 | 07h02

Ladrões atacam casas no bairro Bonsucesso, em Gravataí. Assaltos a residências no Bairro Bom Sucesso, em Gravataí, são cada vez mais frequentes e assustam moradores, que vivem uma rotina de insegurança



Furtos ocorrem frequentemente na Rua Barbosa Lessa, em GravataíFoto: Luiz Armando Vaz / Agencia RBS


Cristiane Bazilio



Para os moradores da Rua Barbosa Lessa, no Bairro Bom Sucesso, em Gravataí,sair para trabalhar virou sinônimo de medo. Correm o risco de voltar para suas casas, encontrá-las arrombadas e com seus pertences levados por bandidos. Não é de hoje queassaltos a residências têm acontecido à luz do dia na região, especialmente no turno da tarde, quando a maioria das casas está vazia.

O instalador hidráulico Daniel Alexandre da Silva, 47 anos, já passou por este drama três vezes em um ano. A cada nova invasão, o prejuízo é dobrado: além dos bens furtados, ele investe em melhorias de segurança.

– Na primeira vez, entraram pela porta dos fundos e levaram uma tevê de 42 polegadas. Coloquei uma grade lá. Na segunda, entraram pela frente e roubaram um videogame. Coloquei outra grade e ergui um muro. Na terceira, quebraram a grade dos fundos e entraram de novo. Desta vez, limparam tudo que acharam, mas muita coisa pequena – lamenta.

Hoje, ele paga por um serviço de vigilância particular e conta com alarme e câmera. O aparelho, inclusive, registrou, recentemente, o ataque à casa do vizinho da frente. Na ocasião, um homem entrou tranquilamente pelo portão e saiu carregando uma tevê. No portão, um carro o aguardava para a fuga.

Drama de moradores é surpresa para BM

Não é difícil de encontrar na Barbosa Lessa vizinhos dispostos a descrever situações semelhantes. Pelos relatos, os bandidos invadem as residências visando, geralmente, aparelhos eletrônicos, fáceis de carregar, e, principalmente, de vender no mercado clandestino.

– Arrancaram a veneziana e entraram na minha casa às 15h, pela janela! Levaram tevê, notebook, máquina fotográfica, aparelho de som, entre outras coisas miúdas, mas de valor, como relógios e óculos – conta a diarista Vera Regina Consul, 54 anos.

Assim como Daniel, ela tem investido em segurança por conta própria. Diz que não pode contar com a Brigada.

– Não se vê uma viatura da brigada passando, um policial, nada! O que pude fazer foi colocar uma grade alta e bem resistente – diz.

Sem registro de ocorrências

O comandante do 17ª BPM de Gravataí, Vanderlei Mayer Padilha, mostrou-se surpreso ao ser informado dos casos pela reportagem do DG. Ele destaca que, muitas vezes, as pessoas não chamam os PMs nem registram ocorrência. O que dificulta o trabalho preventivo da BM.

É o caso de Tereza Tavares Matias, 68 anos. A dona de casa conta que já tentaram arrombar sua casa, mas que preferiu não prestar queixa.

– Tem pelo menos mais três ou quatro casas aqui na vizinhança que já foram assaltadas. Nem me dou ao trabalho. Sou só mais uma... Nunca fazem nada – afirma.

Assaltos podem estar relacionados ao tráfico de drogas
Se as residências estão na mira dos assaltantes, o mesmo não acontece com os estabelecimentos comerciais da redondeza.

– A região aqui é bem violenta, tem muito assalto a pedestres e a casas, mas aqui no mercado nunca entraram – pondera a comerciante Paola Kalisiensky, 27 anos.

Como ela, a dona de lancheria Enir Greff, 55 anos, também tem motivos para comemorar.

– Tenho o bar há nove anos e nunca fui assaltada – diz.

Para o comandante Vanderlei, os responsáveis pelos furtos a residências normalmente são usuários de drogas. Os objetos furtados são usados para adquirir mais drogas ou pagar dívidas do tráfico.

– Cada vez que fazemos uma prisão de bandidos com armamentos e drogas, quando soltos, eles migram para o furto de residências, porque estão descapitalizados e precisam fazer dinheiro - explica.

– Sabendo desta demanda, vamos colocar o nosso serviço de inteligência em ação para fazer um levantamento nesta área e reforçar as medidas preventivas, como abordagens e patrulhamentos no local – planeja o comandante.


DIÁRIO GAÚCHO

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