SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

12 MULHERES ASSASSINADAS EM GOIÁS EM SEQUÊNCIA

ZERO HORA 05/08/2014 | 18h13

Polícia cria força-tarefa e investiga assassinato de 12 mulheres em Goiás. Última vítima tinha 14 anos e foi morta neste sábado



Ana Lídia de Souza, de 14 anos, foi a última das 12 mulheres mortas em GoiâniaFoto: Facebook / Reprodução


Uma sequência misteriosa de 12 assassinatos de jovens mulheres com características parecidas fez a Polícia Civil de Goiás criar uma força-tarefa, com dez delegados, para apurar os crimes, todos ocorridos em Goiânia. A suspeita é de que há diferentes criminosos agindo da mesma forma, mas os investigadores não descartam a atuação de um assassino em série.

A última vítima, Ana Lídia de Souza, tinha apenas 14 anos e foi morta neste sábado, em um ponto de ônibus, atingida com dois tiros no peito. A adolescente seguia para uma feira noturna de roupas, calçados e alimentos, em que trabalhava como ajudante em uma banca.

A morte em local público, como aconteceu com a adolescente, é uma das peculiaridades dos casos. Mas a principal característica tem a ver com o assassino, que sempre está de capacete, em uma motocicleta de baixa cilindrada, mas descrita como vermelha ou preta, e de marcas diferentes.

O homem se aproxima das vítimas e, em algumas vezes, pede um objeto como celular, depois atira e não leva nada, como aconteceu com Ana Lídia.

Prisões

Um dia após a última morte, no domingo, em entrevista coletiva, o delegado titular da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios, Murilo Polati, reforçou que as investigações caminham para casos com motivações diferentes e múltiplos autores, mas a ação de um só passou a ser publicamente considerada.

Ele chegou a dizer que 11 pessoas foram presas, suspeitas de envolvimento em algumas das 40 mortes de mulheres ocorridas este ano em Goiânia — das quais 12 têm características parecidas. Também falou de crimes envolvendo drogas ou passionais, e que algumas das mortes podem ter sido organizadas por este motivo, mas propositadamente com características iguais aos outros casos, o que, para a polícia, seria para "desviar a atenção".

Familiares de algumas das vítimas, como da garota Ana Lídia, discordam. Em entrevista à Televisão Anhanguera, a avó de criação de Ana Lídia, Ivone de Souza, destacou que a garota não tinha namorado, nunca se envolveu com drogas e muito menos tinha inimizades.

O número de investigadores envolvidos na apuração destes 12 casos foi dobrado pela Secretaria de Segurança Pública. Pelas redes sociais, pessoas estão se mobilizando para cobrar a elucidação rápida dos assassinatos e, também, repassando orientações às jovens como forma de mudanças de hábito e prevenção.

Além de acelerar as investigações e evitar o pânico, a polícia deverá se desdobrar para evitar confusões ou tentativas de fazer justiça.

Recentemente, um retrato falado de um dos suspeitos de envolvimento na morte de uma das 12 jovens, disseminado em uma fotomontagem por meio das redes sociais, causou dor de cabeça para um consultor de vendas de Goiânia, que acabou tendo sua fotografia utilizada indevidamente junto à do motociclista suspeito, levando a crer que eram a mesma pessoa. Ele precisou denunciar o caso e se proteger contra possíveis justiceiros, andando sempre com familiares.

* Estadão Conteúdo
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