SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

A ERA JUVENILIZANTE

O SUL Porto Alegre, Sexta-feira, 15 de Agosto de 2014.


WANDERLEY SOARES



Novas cabeças, por vezes, renovam velhos problemas



A criação do DICC (Departamento Integrado de Comando e Controle) vinculado diretamente à Secretaria da Segurança Pública e a consequente extinção do Ciosp (Centro Integrado de Operações de Segurança Pública) que era ligado à Brigada Militar, teve como fundamentação a realização da Copa na Capital, o que foi uma estratégia de indiscutível sucesso. Ocorre que tal alteração orgânica resultou na criação de Funções Gratificadas, dispositivo que dificilmente pode funcionar de forma arejada desvinculado das circunstâncias de final de governo e das eleições. Sigam-me


Juvenilização


Ocorre que nos bastidores da pasta da segurança está em discussão o fato de que um número considerável de brigadianos está sendo substituído no DICC pós-Copa para dar lugar a servidores cuja experiência no policiamento ostensivo não é conhecida, ao mesmo tempo em que é desprezado o profissionalismo e o conhecimento adquirido ao longo dos anos pelos dispensados. Trata-se de um processo juvenilizante, mas é sabido que, em termos de segurança pública, quem fica na retaguarda deve ter a experiência das ruas e é assim que as estratégias policiais melhor funcionam. Os profissionais que monitoram câmeras não podem ser simples burocratas e, muito menos, noviços. No entanto, os adeptos da era juvenilizante e gratificada, independente dos interesses da sociedade, afirmam que tudo não passa de mágoa dos veteranos


Central


A recente decisão judicial que proíbe a saída de presos do Presídio Central, caso a casa prisional de destino não tenha um agente para cada cinco presos, colocou todos os demais estabelecimentos penais em situação de xeque-mate. Mais do que isso, está prorrogada a permanência ilegal dos brigadianos na força tarefa dos presídios


Tribunal


A burocracia que envolve a movimentação de servidores da força-tarefa que atuam, ou não, nos presídios parece não estar sendo acompanhada de perto pelo Tribunal de Contas do Estado, talvez até pela ilegalidade de uma mobilização consagrada como provisória e permanente


Bancos


A Polícia Civil prendeu, ontem, em Joinville, Santa Catarina, o integrante de uma quadrilha especializada em ataques a bancos que agia no RS. O grupo é apontado como responsável por mais de 30 ataques agências de Porto Alegre e Região Metropolitana


Caixas


Na madrugada de ontem foram arrombados dois caixas eletrônicos do Banrisul no distrito de Fazenda Souza, em Caxias do Sul. Segundo a Brigada os bandidos usaram o velho truque do maçarico. Eles não eram da turma dos explosivos.


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - A ERA JUVENILIZANTE DA SEGURANÇA POLÍTICA...Não é a toa que a segurança no RS é o segundo maior problema do Governo Tarso. Ao invés de técnicas policiais e judiciais, o direito da população à segurança pública é tratado com medidas políticas, cargos comissionados, desvios de finalidade, privilégios, discriminações e responsabilidade oculta.  
Postar um comentário