SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

sábado, 9 de agosto de 2014

NÃO GOSTOU DO TRABALHO ENCOMENDADO

DIÁRIO GAÚCHO 09/08/2014 | 07h06

Detetive tentou matar pai de santo porque não gostou do trabalho encomendado. Insatisfeito, criminoso se vingou do religioso a tiros, mas a vítima está em coma no HPS


Eduardo Torres


Não gostou do trabalho, resolveu matá-lo. Essa foi a conclusão da polícia na investigação da tentativa de homicídio sofrida pelo pai de santo Luís Carlos Kalichinolli, 57 anos, no dia 30 de julho, na Rua Doutor Barcelos, Bairro Tristeza, Zona Sul da Capital. Na quarta passada, Mário Roberto Pinto Sokolowski, 56 anos, foi preso pela 4ª DHPP na sua casa, em Gravataí. No local, foi apreendida uma pistola .380.

Luís Carlos ainda corre risco de morte. Está em coma no HPS. Apontado como autor do crime, ele nem chegou a esquentar o lugar na cadeia. Autuado em flagrante por posse ilegal de arma, pagou fiança de R$ 5 mil e foi liberado, mas foi indiciado pela tentativa de homicídio.

– Temos provas robustas da autoria. Ele não fez nenhuma questão de esconder o crime – afirma o delegado Rodrigo Pohlmann.

Crime premeditado

Conforme a apuração da polícia, Mário costumava se valer dos serviços do pai de santo, mas teria se desagradado depois de, supostamente, não ver atendido um último pedido. No dia do crime, voltou à casa de religião normalmente. Esperou que uma pessoa fosse atendida e em seguida entrou.

– Ele conversou por um tempo com a vítima, sacou uma pistola e atirou várias vezes. O local estava cheio – aponta o responsável pela investigação.

Mário teria saído a pé do local, mandando os frequentadores abaixarem a cabeça. 

Dias depois, já com o autor reconhecido, a polícia solicitou a prisão preventiva, que foi negada pela Justiça. Um mandado de prisão temporária, porém, foi determinado e cumprido durante a semana.

O que os agentes encontraram na casa ainda poderá resultar em outros indiciamentos. De acordo com o delegado, Mário seria eletrotécnico, mas trabalharia como detetive particular e, supostamente, mantinha uma escola de detetives.

– Vamos apurar se essa atividade é regular. Encontramos na residência materiais para a confecção de documentos como carteirinhas profissionais de detetives, material usado para fazer escutas e outros aparatos – comenta o delegado Rodrigo Pohlmann.


Detetive já foi investigado

Mário não é uma figura desconhecida para a polícia. Em 2008, foi denunciado como um dos autores do atentado a bomba em uma padaria no Centro de Porto Alegre. Segundo a denúncia, como eletrotécnico, ele teria fornecido o material para a explosão. Denunciado por tentativa de homicídio, acabou absolvido no ano seguinte.

Em 2007, já havia se envolvido em outra tentativa de homicídio, contra dois policiais. Na ocasião, era investigado pelos investigadores de Homicídios da Capital e, durante o cumprimento de um mandado de busca em sua casa, em Gravataí, teria recebido os agentes a tiros. No local, foram apreendidas sete armas.
Ainda assim, foi absolvido das acusações.
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