SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

REFORÇO DESCENTRALIZADO


ZERO HORA 19 de agosto de 2014 | N° 17895

BRUNA VARGAS


POLÍCIA. Reforço vai atuar de forma descentralizada

NOVO CONTINGENTE deverá ter ação diferenciada na Capital, voltada para apoio a batalhões nos bairros com maior número de ocorrências



A partir de hoje, moradores da Capital poderão perceber movimentação diferente nas ruas. De boné branco e colete reflexivo, 200 novos policiais reforçarão o policiamento ostensivo. Segundo a Brigada Militar, o grupo, que funcionará em sistema de rodízio até dezembro, terá uma atuação diferenciada.

O reforço não será integrado aos batalhões da Polícia Militar. Seus integrantes ficarão no 4º Regimento de Polícia Montada (RPMon). A ideia é de que os policiais se movimentem de acordo com a necessidade, em policiamento a pé, montado ou de carro,.

– O foco é nos índices de ocorrência por bairro. Vamos dar apoio aos batalhões – disse o tenente-coronel Carlos Alberto Selistre, comandante do 4º RPMon.

A atuação vai se concentrar nas áreas com maior registro de crimes, como as avendas Assis Brasil, Protásio Alves e bairros Petrópolis, Rio Branco, Bom Fim e Centro. O reforço incluirá, ainda, operações como a que realizou barreiras e revistas no transporte coletivo.

Conforme o tenente-coronel, o número de policiais que reforçarão o policiamento é resultado de um estudo realizado pela Brigada. A equação tinha uma regra: manter o equilíbrio entre as necessidades da Capital e as do interior do Estado.

O contingente de 150 PMs de outras cidades que reforçará o policiamento até dezembro – os outros 50 atuam em cargos administrativos em Porto Alegre – veio de todos os 16 comandos do Interior, mas especialmente dos com indicadores mais favoráveis, de onde seria possível deslocar pessoal sem prejudicar o policiamento.

O novo contingente recebeu treinamento ontem. A atividade na Academia de Polícia Militar, tinha como objetivo instruir os brigadianos sobre a forma de abordagem realizada em Porto Alegre.

A BM ainda não sabe o que ocorrerá depois de dezembro, quando será realizado balanço da ação. Em janeiro, 1,6 mil concursados devem assumir cargos de policiamento ostensivo no Estado. Conforme a Brigada, uma consultoria foi contratada para auxiliar na distribuição dos profissionais.


Uniforme diferenciado


A identificação do grupo que reforçará o policiamento da Capital poderá ser feita por meio do uniforme. A vestimenta incluirá colete reflexivo e boné branco, igual aos usados na Copa do Mundo, quando 2 mil policiais incrementaram o contingente em Porto Alegre.

Servirá para que as pessoas identifiquem o reforço, além de tentar retomar a sensação de segurança partilhada pela população durante o Mundial.

Apesar dos uniformes modelo Copa, a BM avalia que a ação não pode ser comparada ao período do Mundial. Além de 1,8 mil policiais a mais, a polícia atuou de forma específica durante o evento, voltada para a segurança das áreas no entorno do Estádio Beira-Rio. Um quinto dos PMs trazidos do Interior trabalhou na Capital no Mundial.



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