SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

ESTUDANTES SE QUEIXAM DE FALTA DE SEGURANÇA NO CAMPUS DO VALE DA UFRGS



ZERO HORA 03/09/2014 | 06h06

Roubos em universidade. Estudantes se queixam de falta de segurança no Campus do Vale, na zona leste de Porto Alegre. Presidente do DCE da UFRGS afirma que recebe reclamações quase diárias de roubos a alunos, enquanto o coordenador de segurança da UFRGS relata ter registro de apenas três casos de assaltos no campus neste ano


por José Luís Costa



Estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) reclamam de insegurança no Campus do Vale, na zona leste de Porto Alegre. Casos de assaltos naquela região são recorrentes, e o mais recente relato, que gerou manifestações de alerta em redes sociais, refere-se a um roubo coletivo de alunos que estavam em uma fila de ônibus em plena tarde de sol.

O bandido, armado com um revólver, teria atacado cinco jovens e levado celulares de todos, segundo versão de uma vítima.

– Ele só queria o celular – afirma um estudante que pediu para ter o nome preservado.

Conforme o jovem, o assalto ocorreu por volta das 13h, em um momento que o ladrão teria se aproveitado da ausência de um vigilante no terminal de ônibus – a área do Campus do Vale é território federal e guarnecida por segurança privada, contratada pela UFRGS. O assaltante teria um comparsa com uma lágrima tatuada no rosto – característica de uma quadrilha de Viamão, cuja marca significaria um homicídio que o sujeito teria cometido.

Lucas Herbert Jones, presidente do Diretório Central de Estudantes da UFRGS, afirma receber queixa quase diariamente de roubos a estudantes.

– A sensação de insegurança é grande. Os estudantes estão à mercê dos assaltantes. O foco é a segurança patrimonial e não as pessoas – reclama Jones, que afirma estar cobrando providências da universidade.

Canais na internet

Para mapear com mais exatidão crimes sofridos por estudantes, professores e servidores da UFRGS, foram criados dois canais de comunicação pela internet, no qual as vítimas relatam o ocorrido para posterior cobrança das forças de segurança.

Os canais são Ocorrências – Campus Centro UFRGS (www.facebook.com/ufrgs.seguro) e outro, Segurança UFRGS Comunidade (www.facebook.com/ocorrenciasufrgs).

Pedido de mais policiais foi encaminhado à BM

A 15ª Delegacia da Polícia Civil, responsável por investigar crimes naquela região, não dispõe de estatística específica de roubos no campus.

O coordenador de Segurança da UFRGS, Daniel Pereira, afirma ter registro de somente três casos de assaltos no Campus do Vale em 2014, sendo o último na segunda-feira, com duas vítimas. Pereira acrescenta que a troca de segurança privada, ocorrida recentemente, não tem influência nos índices de crimes.

Pereira lembra que os vigilantes trabalham armados, protegendo tanto o patrimônio quanto a comunidade universitária. O coordenador de segurança afirma que, quando é preciso, recorre à Brigada Militar, o que ainda não teria ocorrido neste ano.

– A UFRGS sempre pensa em segurança máxima, mas não estamos imunes 100%. O índice de problemas aqui é mínimo – garante Pereira.

O coordenador diz que a situação é mais grave no entorno do Campus Centro (próximo à Avenida Osvaldo Aranha) e no Campus Saúde (arredores da Rua Ramiro Barcelos) onde, em 2014, houve registro de 18 assaltos a estudantes. Um ofício foi encaminhado à Brigada Militar pedindo mais policiamento na região.

– Recebi o documento (segunda-feira) e de imediato determinei ações ostensivas e de inteligência para reprimir os roubos – assegura o major Francisco Vieira, comandante do 9º Batalhão de Polícia Militar.
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