SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

IMAGENS DOS SUSPEITOS DE MATAR JORNALISTA EM ASSALTO

DIÁRIO GAÚCHO 04/09/2014 | 11h56

Imagens mostram suspeitos de matar jornalista em assalto em Canoas. Fabiano Cardoso era assessor de imprensa da prefeitura de Porto Alegre e foi assassinado em maio durante roubo de veículo

Mauricio Tonetto, de Canoas



A Polícia Civil de Canoas, na Região Metropolitana, divulgou nesta quinta-feira imagens dos suspeitos de assassinar o jornalista Fabiano Cardoso, 44 anos, na noite do dia 1º de maio durante assalto na cidade. Ele chegava a uma lancheria, na rua Monte Castelo, quando dois homens a pé encostaram no carro dele, um Focus, e anunciaram o assalto. Assustado, Fabiano acelerou e foi atingido no tórax. As imagens de câmeras de segurança foram fundamentais para chegar aos suspeitos.

O jornalista ainda conseguiu dirigir o veículo por alguns metros, mas não resistiu e morreu. Foi o primeiro latrocínio (roubo seguido de morte) envolvendo veículos em Canoas no ano, segundo a polícia. Na tarde da última quarta-feira, um dos suspeitos, identificado como Rafael Campos de Oliveira, 19 anos, foi preso na cidade de Dois Vizinhos, no Paraná, onde estava foragido.


Ele deixou as digitais no carro na noite do crime. Técnicos do Instituto-Geral de Perícias (IGP), por meio de um sistema avançado de identificação, chegaram ao nome Rafael em um banco de 7 milhões de digitais. Já a Polícia Civil analisou as imagens e recolheu um moletom na casa do suspeito, igual ao que aparece no vídeo. Um revólver também foi apreendido e será periciado.

Digitais deixadas no carro são de Rafael / Crédito: Polícia Civil

– O laudo do IGP foi importante para elucidar essa morte lamentável. O Rafael inventou que estava em um evento familiar no dia 1º, mas o álibi foi desfeito pelas testemunhas. A partir da digital, conseguimos elementos para a prisão temporária – afirma o delegado Thiago Lacerda, que comandou a investigação.

A Polícia Civil foi até a casa do outro suspeito na manhã de hoje atrás de provas que o apontem como comparsa no crime. O jovem estava no local e negou a participação. Os agentes tentam recolher provas para obter o mandado de prisão temporária contra ele.

– O IGP tem atuado muito bem com a investigação policial, especialmente na área de DNA, que são vestígios normalmente deixados nos locais de crimes. O Rio Grande do Sul tem um dos maiores bancos de dados digitais do Brasil – diz Rodrigo Leffa Vieira, diretor-administrativo do IGP.



O jornalista Fabiano Cardoso era funcionário de carreira da prefeitura de Porto Alegre há mais de 10 anos. Ele trabalhava como coordenador de comunicação da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov) desde 2013. Antes, passou pela Comunicação Social da Prefeitura e foi assessor de imprensa da Secretaria da Cultura. Também foi colaborador de veículos de comunicação da Capital, como o Grupo Bandeirantes e a Rádio Guaíba.

Assessor de comunicação da prefeitura de Porto Alegre, Cardoso era morador de Canoas e deixou a mulher e dois filhos. Pouco depois que se espalhou a notícia de sua morte, a página de Fabiano no Facebook foi inundada de mensagens de despedida. Parentes e amigos lembraram os momentos vividos com o jornalista, lamentaram o crime e tentaram apoiar os familiares.


ZERO HORA

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