SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

sábado, 6 de setembro de 2014

OBRA É FURTADA DA CASA DE CULTURA MARIO QUINTANA

DIÁRIO GAÚCHO 06/09/2014

Marcelo Gonzatto

Obra de arte é furtada de exposição na Casa de Cultura Mario Quintana. Ninguém sabe como um quadro da artista Chana de Moura foi levado de um dos principais espaços culturais do Estado



Pequeno quadro (localizado no alto, à esquerda, em foto tirada antes do furto) sumiu e não há pistas sobre autor do crimeFoto: Chana de Moura / Divulgação


A exposição de uma jovem artista gaúcha se encerra, neste domingo, com uma obra a menos do que quando foi inaugurada.

A criação ausente, um quadro que traz a foto de um homem (veja em detalhe abaixo), foi furtada de uma das salas de exibição da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), em Porto Alegre. Ninguém sabe como a imagem, pequena o suficiente para caber em uma mochila, foi surrupiada de dentro de um dos principais espaços culturais do Estado.

No começo da semana, a artista da Capital Chana de Moura recebeu uma ligação constrangida da CCMQ. Avisavam que uma das obras à mostra desde 31 de julho havia desaparecido misteriosamente. Das cerca de 30 câmeras que vigiam todos os andares, nenhuma fica apontada para a parede onde se encontrava o quadro — na sala Augusto Meyer, no terceiro piso. O segurança de uma empresa terceirizada que costuma circular pela área também não viu nada. Restaram o espaço vazio e o sentimento de frustração da criadora com a perda do trabalho.

— O sentimento mais forte que tive foi o de desânimo, de que se trabalha muito e que parece não haver retorno e que, se algo acontece, se está sozinho. Não tem muito para onde correr ou recorrer — lamenta Chana.

Curiosamente, não foi o único caso em que a exposição chamada O coração, se pudesse pensar, pararia, foi desfigurada pelo crime. Outra obra contava com uma lupa para que os visitantes pudessem observar pequenos objetos.

— Avisaram para eu prender a lupa a uma cordão, para não levarem embora. Então eu coloquei. Levaram assim mesmo — desabafa a artista visual.

O diretor da CCMQ, Manoel Henrique Paulo, conta que a empresa particular que responde pela vigilância no prédio mantém seguranças em todos os espaços de exibição, mas assume que houve falha.

— Houve um lapso na segurança, e estamos responsabilizando a empresa que presta serviço — afirma.

O diretor admite, ainda, que as câmeras de vigilância são insuficientes para garantir um bom monitoramento — além de não cobrirem todas as áreas de exposição, têm baixa resolução. Isso faz com que seja difícil identificar um criminoso mesmo quando é flagrado. Manoel Paulo promete que, até o final do ano, 50 novas câmeras deverão ser instaladas na Casa de Cultura. O local costuma receber até cinco mostras artísticas ao mesmo tempo.

Obra de Chana de Moura furtada na Casa de Cultura Mario Quintana, na Capital. Foto: Chana de Moura/Divulgação

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