SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

DE OLHO ABERTO PARA GOLPES NOS CAIXAS ELETRÔNICOS



ZH 10 de outubro de 2014 | N° 17948

GUILHERME JUSTINO

SEGURANÇA. CRIMES NOS CAIXAS ELETRÔNICOS


De olho aberto para sacar o golpe

AUTORIDADES ALERTAM PARA ação de fraudadores que aproveitam desatenção de clientes e usam dispositivos a fim de obter informações sigilosas nos equipamentos. Bancos adotam medidas para desestimular uso em horários de maior risco


O cartão que trancou, o dinheiro que não saiu, o estranho que ofereceu ajuda no banco podem esconder uma variedade de golpes a que, mesmo sem o uso de violência, está sujeita qualquer pessoa que faça transações bancárias em caixas eletrônicos. Para lesar os clientes, fraudadores tentam obter informações privilegiadas aproveitando-se da distração das vítimas ou fazendo uso de dispositivos que alteram o funcionamento da máquina.

Muitas vezes, é difícil perceber a fraude: a instalação de “chupa- cabras” dentro dos equipamentos permite que todas as operações sejam feitas normalmente – enquanto os dados do cartão são repassados aos criminosos. Dispositivos que evitam a retirada de dinheiro, deixando as notas retidas para posterior furto, fornecem uma indicação maior de que houve golpe, mas podem ser confundidos com um problema pequeno.

– Acontece de o cliente fazer a transação, o dinheiro ficar trancado, e ele não desconfiar de nada. Nesses casos, é importante conferir o extrato e comunicar o banco imediatamente – explica o delegado Joel Wagner, da Delegacia de Repressão a Roubos e Extorsões.

Wagner afirma que houve aumento no número de delitos contra terminais eletrônicos em todo o Brasil nos últimos anos. A Polícia Civil gaúcha, porém, não tem dados sobre a incidência de golpes e fraudes no Estado. Na tentativa de coibir essa prática, os bancos investiram cerca de R$ 9,4 bilhões em ações de segurança no ano passado – boa parte destinada ao desenvolvimento de caixas eletrônicos menos sujeitos a adulterações. Além das ações que atingem diretamente as máquinas, há casos em que o cidadão contribui, involuntariamente, para os atos criminosos. As fraudes mais comuns podem ser aplicadas nas próprias agências, por pessoas que oferecem ajuda como se fossem funcionários dos bancos ou que ficam de olho nas senhas, tentando também obter cartões.

LIMITE DE SAQUE REDUZIDO EM ALGUNS PERÍODOS

A abordagem é mais frequente quando fraudadores percebem que o cliente está com dificuldades na operação. Por isso, evitar a ajuda de estranhos e jamais revelar sua senha são alguns dos passos indicados para se proteger.

“Os bancos estão adotando medidas como a redução do limite de saque em determinados horários, visando desestimular o uso dos caixas em horário de risco”, afirma a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), por meio de nota.

Fora do horário comercial as abordagens costumam ser mais violentas – recaindo em furtos e roubos à mão armada ou com o uso de explosivos. A Polícia Civil ressalta que, mesmo quando não há emprego de violência, ou quando o atentado atinge principalmente o patrimônio dos bancos, é preciso registrar ocorrência.

Para a Febraban, a ação de segurança permitida pela legislação aos estabelecimentos comerciais e bancos é insuficiente. A polícia recomenda sempre muita atenção na hora de sacar dinheiro ou efetuar transações monetárias em caixas eletrônicos. Ainda assim, Joel Wagner ressalta que não existe motivo para preocupação se todas as medidas de segurança forem seguidas. O alerta é tão básico quanto relevante: evitar fornecer dados pessoais, procurar locais seguros e ficar sempre atento a qualquer movimentação incomum.

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