SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

MAIORIA DOS TRANSFERIDOS PARA PRISÃO FEDERAL É DO PGC

A NOTÍCIA, 07/10/2014 | 07h01

Diogo Vargas


Sete condenados por atentados estão entre os 21 transferidos à prisão federal. Lista revela que a maioria integra comando do PGC.



Os transferidos estão no RDD em Porto Velho. Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS




A lista a que o Diário Catarinense teve acesso com os nomes de 21 presos do sistema prisional catarinense transferidos para penitenciária federal, no último sábado, mostra que sete deles já haviam sido condenados por envolvimento nas ondas de atentados de 2012 e 2013, em sentença proferida em maio deste ano pela Justiça.

A grande parte dos detentos é formada por velhos conhecidos da polícia. São apenados por envolvimento com crimes como tráfico de drogas, assaltos e mortes, além de forte envolvimento com a facção Primeiro Grupo Catarinense (PGC).

Eles integram o 1º e o 2º ministérios da quadrilha, ou seja, estão relacionados a todas as principais situações de comando tomadas pelo bando, ou são disciplinas da facção.

O grupo estava em cinco cadeias catarinenses, sendo 13 na Penitenciária de São Pedro de Alcântara, quatro na Penitenciária Sul de Criciúma, dois no Presídio Regional de Criciúma, um na Penitenciária de Florianópolis e um no Presídio de Biguaçu.

Todos foram para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) da Penitenciária Federal de Porto Velho, em Rondônia. Quatro deles já haviam passado por prisão federal.

A investigação policial e das inteligências das secretarias da Segurança Pública e Justiça e Cidadania apontou que eles fazem parte do grupo que teria comandado as ordens para os atentados registrados desde o dia 26 de setembro.

Conforme fontes ouvidas pelo DC, a transmissão do salve-geral (a ordem para os ataques) se deu basicamente por mensagens gravadas por telefones celulares e que saíram das prisões por chips.

Os pedidos de transferências foram autorizados por quatro juízes de Comarcas do Estado e avalizadas pelo juiz da execução penal de Porto Velho.

Os transferidos:

Jaider Rudney Pereira Hinckel, o Rudi, Dirru, Vingador C.M, Magneto, Bugari
2º ministério
Penitenciária de São Pedro de Alcântara

Anderson Sturmer, o Teles, TLS, Killer
2º ministério
Penitenciária de São Pedro de Alcântara

Rivair Walter Ferreira, o Pompeu, Rive
2º ministério
Penitenciária de São Pedro de Alcântara
Condenado a 17 anos, 1 mês e 6 dias de reclusão pelos atentados
Estava em presídio federal e havia retornado ao Estado

Robson Vieira, o Ice, Robinho da Grota, Alemão, Ira, R
1º ministério
Penitenciária Sul (Criciúma)
Condenado a 17 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão pelos atentados

Valdoir Simões de Araújo, o Nego, o NP
2º ministério
Penitenciária de São Pedro de Alcântara

Emerson Henschel, o Fox, TNT, Mão Negra
2º ministério
Penitenciária de São Pedro de Alcântara
Condenado a 16 anos e 9 meses de reclusão pelos atentados.
Estava em presídio federal e havia retornado ao Estado

Bruno Miranda, o Bruninho da Maloca
Disciplina
Presídio de Biguaçu
Condenado a 17 anos, 1 mês e 6 dias de reclusão pelos atentados

Renato José Mafioletti, o Renatinho da Tapera
Disciplina
Penitenciária de São Pedro de Alcântara
Condenado a 15 anos e 16 dias de reclusão pelos atentados

René Augusto Rocha, o Nego, Compadre, Matuto
1º ministério
Penitenciária Sul (Criciúma)
Condenado a 17 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão pelos atentados
Estava em presídio federal e havia retornado ao Estado

Valmir Gomes, o Macaco
1º ministério
Penitenciária Sul Criciúma
Condenado a 17 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão pelos atentados
Estava em presídio federal e havia retornado ao Estado

Anderlei Jefferson Tomasel Alfa, o Alfa
2º ministério
Penitenciária de São Pedro de Alcântara

Cleverson Bueno, o Rebelde, Clevinho, Horáculo
2º ministério
Penitenciária de São Pedro de Alcântara

Claudio Zeferino, o Piá, Chacau, Geleião, Xalito, Green
2º ministério
Penitenciária de São Pedro de Alcântara

Ederson Cruz Flausino, o Dedo, Édo, Edo
2º ministério
Penitenciária de São Pedro de Alcântara

Maicon de Oliveira Januário, o Monge, Fiel, Pó
1º ministério
Penitenciária Sul (Criciúma)

Gilmar Galdino, o Jovem
2º ministério
Penitenciária de São Pedro de Alcântara

Sinval Antonio Mendes Denti, o Denti, Dente, Dentinh, Toni, Tony,
2º ministério
Penitenciária de São Pedro de Alcântara

Reginaldo de Moares Rossetti, o Magrão
Líder de facção com forte influência
Penitenciária de Florianópolis

Angelo Bruno da Silva Muniz, o Carioca, o Itajaí
2º ministério
Penitenciária de São Pedro de Alcântara

Leandro Rosa Vargas, o Muruga
Disciplina do presídio de Criciúma
Presídio Regional de Criciúma

Carlos Alexandre da Silva, o Negão
Pesídio Regional de Criciúma


DIÁRIO CATARINENSE
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