SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

domingo, 12 de outubro de 2014

MORTE DE BANDO DESENCADEIA ONDA DE ATAQUES EM SC

O Estado de S. Paulo 11 Outubro 2014 | 21h 00


Bruno Ribeiro / TEXTO - Daniel Teixeira / FOTOS - Enviados especiais

Bandidos foram mortos durante assalto a banco no interior; ordem para atentados partiu de facção criminosa, de dentro de presídio



FLORIANÓPOLIS - De dentro de presídios partiu o “salve” para dar início à onda de ataques que assusta Santa Catarina há mais de duas semanas. Entre as causas do levante está uma operação da Polícia Civil contra uma tentativa de assalto a um banco que terminou com cinco bandidos mortos, há mais de um mês. O Estado apurou que a polícia e o Ministério Público Estadual (MPE) investigam os ataques como uma retaliação ao crescimento do número de bandidos abatidos em confrontos.

O caso registrado no dia 30 de agosto na cidade de Governador Celso Ramos seria um dos estopins para os atentados ordenados pelo Primeiro Grupo Catarinense (PGC). Na noite de 29 de agosto, por volta das 23 horas, policiais civis estavam a postos para enfrentar o bando, após rastrear por intercepções telefônicas e troca de mensagens por aplicativo de smartphone, que eles planejavam estourar caixas eletrônicos. Os policiais conseguiram abortar o crime às 3 horas, quando os criminosos foram acuados e mortos.

A cidade de 20 mil habitantes - 80% da população vive da pesca -, distante cerca de uma hora de Florianópolis, amanheceu com os corpos espalhados pela praça central, entre a prefeitura, o banco e uma agência dos Correios.

“Dispararam mais de cem tiros. Os móveis de casa ‘pulavam’ por causa das balas. Esses homens já tinham tentado estourar o caixa um mês antes, mas não conseguiram. Quando eles tentaram de novo, a polícia estava esperando”, contou o padre José Osni Kuhnen, que vive na casa paroquial, no andar de cima do imóvel que abriga a agência bancária atacada.

“O bando tinha vindo de barco, da cidade vizinha. Pararam um bote na frente da agência e foram a pé, mas havia policiais escondidos em três pontos, perto do banco, esperando. Quando eles explodiram a agência, o tiroteio começou. Os policiais podiam ter me avisado, não é? Podiam ter falado que estavam lá e pedido para eu ir dormir em outro lugar”, lembrou o padre.

A polícia não sabe quantos criminosos participaram da ação, mas um dos bandidos conseguiu fugir do cerco. O grupo era investigado havia mais de três meses. Com armamento pesado, eles reagiram à investida da Polícia Civil, que relacionou o grupo ao mesmo responsável por roubar fuzis de uma delegacia da capital meses antes.

Uma outra ocorrência, em Navegantes, registrada ainda em agosto, em que três suspeitos foram mortos, também é apontada como um dos motivos dos ataques. Até sexta-feira, a quarta onda de ataques no Estado desde 2012 já havia registrado 101 atentados em 34 municípios - 57 suspeitos foram presos, dois morreram e um ex-agente penitenciário foi assassinado. Os bandidos incendiaram ônibus, atacaram casas de policiais e até residências de civis. Ataques em Santa Catarina


Daniel Teixeira

Criminosos também atacaram bases da PM em Governador Celso Ramos, município da Grande Florianópolis
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