SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

TORTURADO E MORTO DURANTE RAVE

ZERO HORA 28/10/2014 | 17h10


Jovem é torturado e morto durante rave em Nova Santa Rita. Segundo delegado, o corpo de Lucas Rivarola apresentava marcas nos pulsos, nos braços, nas pernas e hematomas na cabeça

por Bruna Scirea


Lucas Alejandro Camargo Rivarola, 21 anos, não tinha antecedentes, segundo a Polícia Civil Foto: Reprodução / Facebook


Um jovem foi torturado e morto durante uma rave realizada na madrugada do último domingo em Nova Santa Rita, na Região Metropolitana. Lucas Alejandro Camargo Rivarola, 21 anos, morador de Canoas, teve os pés e as mãos amarrados e teria morrido após ser estrangulado. A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o caso.

De acordo com o delegado Ireno Schulz, titular da Delegacia de Polícia de Nova Santa Rita, a polícia já tem "várias informações", que prefere não revelar para não prejudicar a investigação. Segundo ele, o corpo do jovem apresentava marcas nos pulsos, nos braços, nas pernas e hematomas na cabeça.

— O que posso dizer de antemão é que esse fato será esclarecido, os responsáveis pelo crime serão identificados — afirmou Schulz.


Acompanhado de outros dois amigos, Lucas foi para a festa Aquática PVT, que ocorreu em um local próximo ao Velopark. Por volta das 2h30min, o jovem teria saído de perto do grupo para ir ao banheiro e para comprar água. Segundo um amigo da vítima, cuja identidade é preservada por Zero Hora, testemunhas viram Lucas se revoltar com a falta de atendimento a uma jovem que passava mal. Em seguida, ele teria sido agredido em circunstâncias ainda não esclarecidas.

O amigo relata que, logo depois, uma ambulância de plantão no local foi acionada. Lucas foi encaminhado ao Hospital de Pronto Socorro de Canoas. Conforme o hospital, o jovem chegou sem sinais vitais.

O delegado disse que, entre os depoimentos ouvidos pela polícia, estavam os relatos de que Lucas havia encontrado uma menina desacordada no banheiro.

— Tem pessoas que viram ele correndo pela festa, para dentro do mato. Também tem informações de que teria achado uma menina morrendo de overdose, e teria se irritado, querendo chamar atenção de quem estava no local. Isso tudo ainda não está esclarecido, estamos tentando descobrir — disse o delegado.

Lucas não tinha antecedentes, segundo a Polícia Civil. Conforme o amigo, Lucas trabalhava com venda de materiais hospitalares e era muito querido por amigos e familiares — que se reuniram em um grupo criado no Facebook para divulgar informações e buscar justiça. Na tarde desta terça-feira, a página tinha mais de 130 membros. Eles se organizam para encomendar camisetas que devem vestir em homenagem a Lucas na missa de sétimo dia, a ser realizada no próximo domingo.

— Se você perguntar para qualquer amigo dele, você vai ouvir que ele era uma ótima pessoa. Estudava, trabalhava, já tinha o seu próprio carro. Eu o conheço desde os nove anos, éramos muito unidos — conta o amigo.

Zero Hora enviou mensagens aos organizadores do evento na página do Facebook na tarde desta terça-feira, e não obteve resposta até a publicação desta reportagem. A página na rede social também não indicava outro contato com organizadores. ZH ainda tentou um número de telefone com a Polícia Civil, que não repassou o dado para não atrapalhar as investigações.
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