SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

CRIANÇA ASSISTE ASSASSINATO DOS PAIS E AMIGO DA FAMÍLIA

ZERO HORA 11/11/2014 | 13h35

Criança assiste ao assassinato dos pais e de amigo da família em Tramandaí, Investigadores associam triplo homicídio ocorrido na madrugada desta terça-feira, no bairro Indianápolis, ao tráfico de drogas

por Eduardo Rosa | Tramandaí



Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS


A Polícia Civil trata o triplo homicídio ocorrido na madrugada desta terça-feira, em Tramandaí, como um acerto de contas relacionado ao tráfico de drogas. Um homem de 33 anos e uma mulher de 37 anos – que seriam casados –, além de um jovem de 20 anos, foram executados por volta das 4h.

O cenário das mortes é uma casa de alvenaria no bairro Indianápolis. Conforme a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), cinco homens encapuzados foram os autores do crime, praticado com pelo menos 25 tiros de pistolas 9mm e .40. Eles teriam arrombado o portão de tela, a porta da frente e ingressado na residência já com os rostos cobertos.



Uma das pessoas ouvidas pelo delegado Antônio Carlos Ractz Jr. durante a manhã foi o filho do casal, de seis anos, que presenciou o triplo homicídio.

– Ele contou que via TV com a mãe, e a mãe o protegeu (no momento dos disparos), ficando sobre o corpo da criança. O menino também narrou que os homens conheciam a mãe, que conversaram com ela – relata o delegado.

Na residência, também estava o caseiro, de 66 anos. Aos policiais, ele informou que os encapuzados o mandaram ficar em um quarto "para que nada acontecesse". Depois do crime, o homem levou o menino até uma tia.

– Apuramos junto a pessoas das proximidades que ali era um ponto de drogas. Eles (casal) permaneciam no litoral de três a quatro dias da semana e iam a Porto Alegre, onde buscavam dinheiro. Eles moravam na Orfanotrófio – diz o delegado.

Os policiais civis não encontraram a casa revirada e, a princípio, nada foi levado – havia um revólver calibre 32 embaixo do sofá e uma pistola 6mm na bancada. Os três corpos estavam no chão da sala.


Além dos depoimentos e da maneira como foi praticada a execução, os antecedentes das três vítimas fazem os delegados acreditarem na relação com a venda de entorpecentes. O homem de 33 anos tem passagens pela polícia por lesões corporais, tentativa de homicídio qualificado e associação para o tráfico. Ele foi indiciado em três inquéritos do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) por tráfico e posse de drogas. A mulher de 37 anos tem registro por dano qualificado, posse de drogas, tráfico e associação para o tráfico, além de receptação e posse de arma com numeração raspada. O jovem de 20 anos, que moraria junto com o casal, tem passagem por tráfico de entorpecentes.


Responsável por conduzir a investigação, o delegado Paulo da Silva Perez diz que é grande a probabilidade de os autores serem da região da Orfanotrófio e o caso ter ligação com outros homicídios. O titular da Delegacia da Polícia Civil de Tramandaí já tem nomes de suspeitos.

– Estamos fazendo a verificação de câmeras e contato com o pedágio (há a suspeita de que os executores tenham saído de Porto Alegre) – diz Perez, que entrou em contato com uma das delegacias de homicídios da Capital para trocar informações.

Pela manhã, Zero Hora esteve na casa onde ocorreu o crime e conversou com familiares do casal. Eles acreditam que "mataram as pessoas erradas", mas não quiseram dar detalhes. Em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a reportagem não publica os nomes dos envolvidos para preservar a identidade do menino.


Revolver e pistola foram apreendidos | Foto: Ronaldo Bernardi/Agência RBS

*Zero Hora
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