SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

QUADRILHA LEVA MOTOS AQUÁTICAS DE ESTACIONAMENTO DE SHOPPING

DIÁRIO GAÚCHO 20/11/2014 | 19h23

Vanessa Kannenberg

Quadrilha leva motos aquáticas de estacionamento de shopping. Criminosos tinham cartão de acesso ao Barra Shopping e, com isso, entraram e saíram com os veículos rebocadas sem serem percebidos



Câmeras de segurança do estacionamento flagraram os furtos Foto: Reprodução / Reprodução



Além do gosto pela ostentação, a quadrilha especializada em roubo e clonagem de veículos que foi desmantelada nesta quinta-feira pela polícia também se caracteriza pela ousadia. Uma das provas disso é que, na noite do último dia 9, em um prazo de duas horas e meia, os criminosos entraram e saíram do Barra Shopping Sul duas vezes — em cada uma delas levando uma moto aquática rebocada.

A explicação para os furtos terem sido feitos sem que ninguém notasse é que eles tinham um cartão de acesso ao shopping. Segundo o inspetor Vinícius Dacol, da 14ª DP de Porto Alegre, por três meses, a quadrilha alugou uma das salas comerciais do complexo. Assim, além de ostentar para os clientes, já que a sala ficava em uma das torres mais requintadas da Capital, o local deixou como legado o acesso liberado.


— (Na noite dos furtos) Eles chegaram em um Ônix e apresentaram o cartão, não tinha como ninguém desconfiar. Já sabiam que tinha Jet skis estacionados lá dentro, então só chegaram, engataram o reboque e saíram, como se fossem deles — conta Dacol.

Cada um dos veículos levados é avaliado em cerca de R$ 60 mil.

Entre a primeira entrada, às 22h15min daquele domingo, e a segunda saída, às 23h43min, eles ainda levaram o primeiro veículo até uma lavagem em Cachoeirinha. O segundo também foi “desovado” lá, segundo o delegado Tiago Baldin, e ambos ficaram no local por um dia, a fim de serem “esfriados”.

— Chama a atenção a tranquilidade com que faziam tudo, para depois ostentar em lanchas, festas e redes sociais — comenta Baldin.


A quadrilha também foi precavida. No dia seguinte aos furtos, câmeras de segurança flagraram os suspeitos rondando a lavagem, para verificar se estava tudo certo.

Com a Operação Nômades (nome criado pela forma de atuação, que variava os locais a cada novo golpe), sete suspeitos foram presos, sendo cinco com prisão preventiva e dois ainda detidos em flagrante. A polícia não divulga o nome dos envolvidos, alegando que a investigação deve continuar. No total, 14 pessoas são investigadas por participação.
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