SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

A SEGURANÇA PEDE SOCORRO!




ZERO HORA 16 de dezembro de 2014 | N° 18015



CLAUDIO FURTADO*



Não falo somente em causa própria, já que fui recentemente assaltado na mira de dois 38, e obrigado a me jogar no chão durante longos cinco minutos, no corredor de uma padaria no bairro Petrópolis. Graças a Deus, fora o susto (é um assalto, mano!), só me roubaram o celular. Levaram o carro de um outro cliente. Na semana passada, também em Petrópolis, presenciei o roubo de um carro. Recentemente, na minha rua, uma vizinha fugiu de três assaltantes, quando saía da garagem, sob uma chuva de balas. Ela não ficou ferida. Na semana passada, o pai do meu neto teve seu carro roubado na Tristeza, assaltado por três bandidos armados. Há poucos dias, uma irmã minha quase teve seu carro roubado dentro de um estacionamento, perto da Terceira Perimetral. Levaram três camionetes do estacionamento. Os assaltantes só não levaram o seu o carro porque ela não deixou as chaves no local, mesmo pressionada por um dos bandidos. E ontem, um colega de trabalho teve seu celular roubado às 20h, no bairro Santana. Levou umas coronhadas na cabeça. Ah, antes que eu me esqueça, um alerta: tem um ladrão, todo arrumadinho, de terno e gravata, pastinha na mão, roubando carros por aí. Escolhe, principalmente, veículos dirigidos por mulheres.

Contei todos estes fatos desagradáveis para diversas pessoas, inclusive para outros colegas de trabalho. E, da quase totalidade, ouvi relatos semelhantes envolvendo a eles mesmos, seus familiares ou amigos seus. Nos meios de comunicação, são sucessivas as notícias de roubos e furtos de carros; assaltos a casas comerciais, a bancos, estupros etc. Vejam o caso da tentativa de roubo do carro do deputado Beto Albuquerque. Batedor de carteira, hoje em dia, nem passa perto dos setores de estatística da área policial.

Todos sabemos alguns motivos deste tsunami de atos de violência. Falta um maior investimento em educação; desapareceram, em muito, as referências positivas; poucos brigadianos e policiais visíveis nas ruas; sobra droga e mau-caratismo, entre outras razões, que passam também por questões que envolvem o Poder Judiciário. Qual a saída? Não sei. Fico pensando nas novas gerações que estão chegando por aí. O que será delas! Aliás, após aquela barbárie dentro de um ônibus, quando um soldado da Brigada Militar foi brutalmente assassinado, seus próprios colegas protestaram contra a falta de segurança. É o fim dos tempos.



*Jornalista
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