SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

AÇÃO POLICIAL CONTRA QUADRILHA DE ROUBO DE VEICULOS E EXTORSÃO

DIÁRIO GAÚCHO 04/12/2014 | 09h12


Eduardo Rosa


Polícia Civil prende quadrilha em ação contra roubo de veículos. Grupo criminoso com atuação na Região Metropolitana também é apontado pela investigação como responsável por extorsões



Policiais cumpriram mandados em Canoas, Cachoeirinha, Porto Alegre e São Leopoldo Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS



Com 55 mandados de busca e apreensão e 27 de prisão em mãos, a Polícia Civil realizou na manhã desta quinta-feira a Operação Renitência. A ação teve como objetivo desmantelar um grupo criminoso que atua no roubo de veículos em Porto Alegre e cidades da Região Metropolitana. A base da quadrilha é Canoas.

Até as 8h30min, 25 mandados de prisão haviam sido cumpridos — 10 deles no sistema penitenciário. Dois dos principais alvos da operação não foram localizados; conforme a Polícia Civil, eles estão trabalhando como seguranças patrimoniais em uma grande transportadora de cargas no Rio Grande do Sul. Foram apreendidos drogas, armas e um Celta clonado.

Ao longo dos 15 meses de investigação, foram constatados centenas de carros e motocicletas levados, além da prática de outros delitos ligados ao roubo, como o desmanche de veículos, falsificação de documentos, clonagem de placas e remessa de veículos para o Exterior carregados com drogas.



De acordo com o delegado Thiago Lacerda, que esteve à frente dos 280 policiais que participaram da ação, a quadrilha coordenava a criminalidade organizada no bairro Mathias Velho e era composta por remanescentes da Operação Cova Rasa, que prendeu em 2009 um grupo de extermínio de desafetos por causa de dívidas de tráfico ou disputa de bocas de fumo em Canoas.

— Foram identificadas durante as investigações extorsões com vítimas, inclusive ocorreram prisões em flagrante. Esses indivíduos, após roubarem, passam a extorquir as vítimas querendo quantias pelo veículo — explica Lacerda, titular da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV) de Canoas.

A palavra renitência, que dá nome à operação, significa persistência: no caso do grupo criminoso, a insistência de praticar os roubos e a teimosia em querer, na sequência, praticar extorsões.


Nos 15 meses de investigação, policiais traçaram a atuação da quadrilha, dividida em diversos núcleos

1) Adolescentes e jovens eram recrutados no bairro Mathias Velho, em Canoas, para serem os puxadores, como são chamados os criminosos que efetuam os roubos. Os veículos eram vendidos por valores entre R$ 500 e R$ 2 mil para desmanches.

2) Os puxadores tinham a função de arrecadar dinheiro para apoiar os criminosos que cumprem pena no sistema penitenciário — estes emprestavam armas de fogo para que os crimes fossem cometidos.

3) Receptadores compravam os veículos roubados, alimentando diversos segmentos do crime, como clonagem (que varia da substituição de placas à falsificação completa da documentação e adulteração dos sinais identificadores).

4) Criminosos compravam veículos roubados e clonados para, em seguida, anunciar em jornais por preços abaixo do mercado, enganando as vítimas ao dar aparência de negócio lícito.

5) Atravessadores adquiriam veículos clonados para trocar por drogas no Paraguai ou servirem como carcaça para ocultação de carregamentos de drogas ou cigarros.

6) Veículos roubados e clonados eram utilizados para prática de homicídios relacionados ao tráfico de drogas e, depois, abandonados. Também eram usados em assaltos a bancos, carros fortes e empresas.


Um dos detidos durante a investigação se identificava como ladrão no Facebook
Foto: Reprodução

*Zero Hora
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