SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

SOLUÇÃO DE CONTINUIDADE




ZERO HORA 26 de dezembro de 2014 | N° 18024


SUA SEGURANÇA | HUMBERTO TREZZI




Ao contrário dos eleitores gaúchos, que desde a década de 1930 não apoiam reeleição de governador, o governo José Ivo Sartori surpreendeu ao manter no comando das polícias Militar e Civil dois homens-fortes do seu antecessor e adversário, Tarso Genro. Parece ter optado pelo clássico “não se mexe em time que está ganhando”, uma solução técnica e que não obedeceu a critérios partidários.

Algo similar já tinha ocorrido na passagem da gestão Yeda Crusius para a de Tarso, quando o delegado Ranolfo Vieira Junior, chefe do Deic (unidade especializada da Polícia Civil), foi promovido a chefe de Polícia e não escanteado, como poderia ocorrer em troca de governos oponentes.

O delegado Guilherme Wondracek e o coronel Alfeu Freitas têm uma característica em comum: são da linha de frente, acostumados ao contato com as ruas. O policial civil liderou as investigações que levaram à prisão dos dois mais notórios assaltantes de carro-forte do Rio Grande do Sul, Cláudio Ribeiro (Papagaio) e José Carlos dos Santos (Seco). Foram equipes suas que seguiram e trocaram tiros com os quadrilheiros. Wondracek “conhece o rengo sentado e o cego dormindo” na Polícia, para ficar em um ditado gauchesco.

Freitas percorreu todos os espinhosos caminhos da BM, do principal batalhão (o 9º) ao serviço de inteligência (PM2), que investiga crimes praticados pela própria corporação. É outro que fincou pé no barro antes de subir.

Foi fundamental, para a manutenção de Wondracek no cargo, as excelentes relações que ele mantém com a Polícia Federal, inclusive de organizar operações conjuntas contra assaltantes.

Oriundo da PF, o secretário Wantuir Jacini ouviu seus colegas antes de formalizar as escolhas dos chefes das polícias gaúchas. A manutenção de Wondracek contrariou muita gente que esperava um expurgo dos expoentes do governo Tarso Genro nas duas estruturas.

Delegados que estavam no ostracismo durante o governo petista temem continuar na geladeira sob a gestão de Wondracek. Falam em “continuísmo” e não em continuidade...
Postar um comentário