SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

NOITE VIOLENTA


ZERO HORA 30/04/2014 | 11h42

Noite violenta registra oito mortes em Sorocaba, em São Paulo. A Polícia Civil registrou 13 homicídios na cidade desde domingo




Oito pessoas foram assassinadas em quatro pontos diferentes de Sorocaba, em São Paulo, entre a noite de terça-feira e a madrugada de quarta. Nesta manhã, três corpos foram localizados dentro de uma perua carbonizada em uma estrada rural da cidade. Ao todo a Polícia Civil investiga 13 homicídios registrados na cidade desde o domingo, quando um policial militar foi morto e outro baleado por criminosos.

Na noite de terça, cinco pessoas que estavam em um bar, no bairro Paineiras, foram baleadas por dois homens em uma moto. Três morreram e dois ficaram feridos. Também na noite de terça, no bairro Itanguá, três pessoas que estavam em uma viela foram baleadas, uma delas, menor de idade, morreu. No mesmo horário, na Vila Hortência, um aposentado e um vigilante foram baleados por dois homens em uma moto. O aposentado morreu.

Na manhã do mesmo dia, a polícia havia localizado três corpos em uma casa da Vila Nova Sorocaba. As vítimas foram mortas com características de execução. O crime teria ocorrido na noite de segunda. No Jardim Casa Branca, outros dois homens de 26 anos foram mortos entre a noite de domingo e madrugada de segunda.

A polícia acredita que esses dois crimes podem ter relação com o tráfico de drogas. A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) apura a relação das 13 mortes com o assassinato do soldado da Polícia Militar Sandro Luiz Gomes, de 35 anos, morto durante um patrulhamento, no domingo, 27, na zona norte de Sorocaba.

O soldado patrulhava o bairro Paineiras na companhia do sargento Antônio Correa Júnior, quando os ocupantes de um carro fizeram 16 disparos contra a viatura. Gomes morreu com um tiro na cabeça. O sargento foi atingido no pescoço, mas o tiro pegou de raspão. O suspeito do assassinato foi preso na manhã de terça-feira em uma operação das polícias civil e militar em Itapeva, distante 180 quilômetros de Sorocaba.


AGÊNCIA ESTADO

A DISPENSA DO SEMIABERTO

O SUL Porto Alegre, Quarta-feira, 30 de Abril de 2014.



WANDERLEY SOARES

O cidadão agredido aprova até mesmo a justiça pelas próprias mãos


Outro dia atentei para a entrevista de um policial que defendia o cumprimento rigoroso da lei, sem que isso significasse sua concordância com ela. Muito diferente é a reação do cidadão comum ao ser simplesmente assediado ou, pior ainda, agredido direta e fisicamente pelas ações da bandidagem, pois exige ele, a repressão radical, inclusive com arbítrio, aceitando mesmo a justiça pelas próprias mãos. Evidentemente que este cidadão não tem um sentimento isolado, pois é a sociedade que, melhor do que o Estado, contabiliza e sente na carne a incompetência dos legisladores, a estranha magnanimidade de uma escola da magistratura e a rarefeita ação das organizações policiais. Estes flancos concedidos para criminosos de todos os níveis distorcem, por exemplo, qualquer interpretação sobre direitos humanos, cujos defensores, não raro, são estigmatizados como cúmplices da violência e da criminalidade. Sobre isso aponto apenas um detalhe: sigam-me


Dispensa bandida

Na madrugada de terça-feira última, em Passo Fundo, um policial militar ao ser sequestrado por dois bandidos e conduzido em seu próprio carro, diante da iminência de ser executado e a ser descoberta a sua identidade, contrariou as orientações de sua instituição e reagiu, até mesmo levado pelo medo. Os dois bandidos foram mortos. E os dois bandidos cumpriam pena no chamado semiaberto e, na hora do sequestro deveriam estar na cadeia. Ocorre que os dois bandidos, naquela noite e madrugada, estavam dispensados do retorno ao presídio. É possível entender isso?


Banco


Quatro homens assaltaram, durante a manhã de ontem, a agência do banco Itaú na avenida Nilo Peçanha, perto do Shopping Iguatemi, em Porto Alegre. Os bandidos renderam os vigilantes e levaram dinheiro. Ninguém se feriu.


Prisões


Dois homens foram presos, na noite de segunda-feira, após assaltar um táxi-lotação na avenida Brambila, bairro Vista Alegre, em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. De acordo com a Brigada Militar, os detidos, de 21 e 23 anos, estavam com uma faca e dinheiro no momento da abordagem. Também foi preso na segunda-feira, na avenida Plínio Brasil Milano, bairro Passo d'Areia, na Zona Norte de Porto Alegre, um homem que portava dinheiro falso. O detido estava com uma mochila furtada do mercado onde tentou passar o dinheiro. Com ele, os PMs recolheram duas notas de R$ 100 falsas.


Execução


Um homem de 30 anos, identificado como Ronaldo Gabriel, foi morto com oito tiros no fim da madrugada de ontem em Veranópolis, na Serra. Ronaldo chegava de carro no trabalho, no bairro Sagrado Coração de Jesus, quando ocorreu o ataque.


No ar


Paira no ar, sem que ninguém possa ainda detectar, a solução que o governo dará para o policiamento de municípios do interior do Estado que cederão dois mil PMs para a estratégia da segurança durante a Copa em Porto Alegre.

EXECUTADO A TIROS DENTRO DE CASA

ZERO HORA ONLINE 30/04/2014 | 10h15

Homem é executado a tiros dentro de casa e mulher fica ferida em Canoas. Grupo de criminosos armados invadiu a residência do casal na Rua Iguaçu, no Bairro Rio Branco, ontem à noite. Polícia investiga o crime como uma possível vingança


Carlos Ismael Moreira


Um homem foi executado a tiros dentro da própria casa na noite de terça-feira, em Canoas, na Região Metropolitana. A mulher da vítima também foi baleada mas sobreviveu.

De acordo com a investigação preliminar da Delegacia de Homicídios de Canoas, o ataque teria sido realizado por três ou quatro homens armados. Antes de chegar na casa da vítima, eles ainda teriam entrado em outra residência, provavelmente por engano, e saído logo em seguida.

Por volta das 23h, o grupo invadiu a casa de Diego Ferreira Dornelles, 24 anos, que estava com a mulher, cuja idade ainda não foi confirmada, mas aparentava entre 25 e 30 anos, conforme a polícia. Conforme o relato da mulher aos investigadores, os homens estavam de capacete e chegaram atirando. Diego foi morto na cama onde estava deitado, com tiros no ombro, no queixo, na barriga e nas costas. A mulher foi baleada no ombro e na panturrilha, mas foi levada para o hospital e está fora de perigo.

Segundo o titular da Delegacia de Homicídios, delegado Marco Antônio Arruda Guns, a principal linha de investigação para o crime é de uma possível vingança. A polícia já tem um suspeito e deve ouvir testemunhas ao longo desta quarta-feira.


DIÁRIO GAÚCHO

terça-feira, 29 de abril de 2014

POPULARES INCENDEIAM CASAS DE SUSPEITOS DE ASSASSINAR COMERCIANTE

ZERO HORA 29/04/2014 | 15h08

Populares incendeiam casas de suspeitos de assassinar comerciante de Canela. Fragmentos de ossos que podem ser de Silvio Peixoto foram localizados em um forno no interior de Caxias do Sul



Na última quarta-feira, a camionete do comerciante foi encontrada incendiada próximo das casas dos suspeitos, na Estrada do CaracolFoto: Polícia Civil / Divulgação


Róger Ruffato


Duas casas incendiadas no último final de semana na Estrada do Caracol, em Canela, são encaradas pela polícia como represália a possível morte do comerciante Silvio Peixoto, 48 anos. Ele está desaparecido desde o dia 7 de abril passado, quando teria saído de casa para visitar a namorada. Na última vez em que o comerciante foi visto, bebia em um bar acompanhado de conhecidos dele e principais suspeitos do desaparecimento.

Uma das casas que restaram totalmente queimadas pertencia a dois irmãos que estavam com Peixoto na noite do desaparecimento e colecionam passagens na polícia por receptação, roubos e furtos. A outra residência abrigava um menor de idade, também investigado por participar do possível assassinato do comerciante. As moradias estavam erguidas clandestinamente em uma área verde na localidade de Lageana, próximo da cascata do Caracol. A polícia esteve nas propriedades na última sexta-feira em busca de indícios do desaparecimento.

Na última quarta-feira, a camionete do comerciante foi encontrada incendiada próximo das casas dos suspeitos. Um dia depois, denúncias levaram a polícia até uma propriedade de São José da Grota, no distrito de Vila Oliva, em Caxias do Sul, onde Peixoto pode ter sido incinerado em uma estufa desativada para a secagem de fumo de corda.

— No dia 24, nós encontramos fragmentos de ossos em um dos fornos. Nesta segunda-feira, encontramos mais material semelhante. Tudo foi coletado com a ajuda de peritos de Caxias do Sul e enviado para análise — diz o delegado responsável pelas investigações, Vladimir Medeiros.

A ideia, conforme o delegado, é descobrir se os ossos são humanos. Se for confirmada a hipótese, os peritos poderão confirmar por meio de análises de DNA se o restos são de Peixoto. Até o início da tarde desta terça-feira, agentes de Canela não conseguiram localizar os suspeitos.


PIONEIRO

COPA DA FIFA SEM MILAGRES

O SUL Porto Alegre, Terça-feira, 29 de Abril de 2014.


WANDERLEY SOARES


Ninguém quer que o pior aconteça


Na mais recente estatística sobre a violência e a criminalidade, com divulgação feita pública e pessoalmente pelo titular da Secretaria da Segurança Pública, Airton Michels, o número de homicídios no RS saltou de 535 para 590 no primeiro trimestre deste ano em relação à igual período do ano passado. Na arrancada do segundo trimestre, esta onda de assassinatos apresenta indícios de que não vai parar. Somente no último fim de semana aconteceram treze homicídios no Estado, sendo que o quadro mais assustador teve como moldura o bairro Restinga, Zona Sul da Capital, onde três casos ocorreram em menos de trinta minutos. E é no bairro Restinga em que, orgulhosamente, foi implantado pelo governo da transversalidade um "Território da Paz", dispositivo integrante de uma estratégia que tem alimentado belos discursos, mas que, simplesmente, nas vésperas da Copa, está sendo driblado pela bandidagem. Ocorre que, como um humilde marquês, consigo visualizar, de minha torre, não obstante haja uma força do governo e mesmo de poderosos segmentos da iniciativa privada para dar à Copa da Fifa uma áurea de paz, tal evento não tem o condão de produzir milagres. Ninguém quer que o pior aconteça e é exatamente por isso que a crítica ao que de pior está sendo feito deve ser implacável. Nesta moldura, não deixarei de apontar que território da paz deve ser o Rio Grande e não apenas os bretes eleitoreiros.


Família


A negligência familiar é a líder de denúncias sobre violações de direitos fundamentais de crianças e adolescentes no País. Dos pelo menos 28 mil e 400 casos de problemas de convivência familiar e comunitária levados aos Conselhos Tutelares no ano passado, quase a metade, 13 mil e 200, relataram negligência dos pais. Os dados são do Sistema de Informações para a Infância e Adolescência. É o sistema nacional do governo federal que reúne as queixas de quase cinco mil conselhos tutelares existentes em municípios e em Estados. Tirante a educação, nada pode aplacar este flagelo


Sem provas


Dois homens flagrados domingo, quando retiravam equipamento que rouba senhas de banco em uma agência do Sicredi, em Farroupilha, foram liberados. Eles foram presos retirando o aparelho conhecido como "chupa-cabras" de um caixa eletrônico. Câmeras de segurança mostraram os dois, na tarde de sábado, colocando os equipamentos. A dupla foi encaminhada à DP, mas o delegado de plantão entendeu que não havia provas suficientes para manter os homens presos


Semiaberto

Os dois bandidos que sequestraram um policial militar em Passo Fundo e acabaram mortos por ele eram do gostoso regime semiaberto e deveriam estar recolhidos na hora do crime. Eduardo Dinovan da Rosa de Oliveira e Maurício Marcello, os bandidos, tinham antecedentes por roubo. Fatos como esse revelam que o cruzamento entre a ação policial, a lei e a Justiça estão sempre em rota de colisão.

TAXISTA TENTA ESTUPRAR PATINADORA AMERICANA NO RS

ZERO HORA 29 de abril de 2014 | N° 17778


TENTATIVA DE ESTUPRO. Patinadora americana é atacada após festa



A polícia investiga quem foi o motorista que tentou estuprar uma patinadora norte-americana na região metropolitana de Porto Alegre, na madrugada de sexta-feira. A jovem de 25 anos, que teve a identidade preservada, é integrante do elenco do espetáculo Disney on Ice: Passaporte para a Aventura, que esteve em temporada na Capital durante a semana passada.

Em depoimento prestado à Polícia Civil de Eldorado do Sul, que investiga o caso, a artista disse que participou de uma festa em uma casa noturna do bairro Independência e, ao sair do local, teria embarcado em um veículo e pedido ao motorista que a levasse até o hotel onde estava hospedada com o restante da equipe.

Em vez de levar a passageira ao destino solicitado, o condutor a conduziu até a Estrada do Conde, onde tentou abusá-la. A mulher resistiu e entrou em luta corporal com o agressor, conseguindo sair do carro. O criminoso fugiu, e ela buscou ajuda de um vigia que estava ali perto.

O delegado Alencar Carraro disse que a patinadora estava na festa acompanhada de uma brasileira, funcionária da empresa produtora do espetáculo, e teria entrado no carro apontado pela acompanhante, que se despediu e foi para casa.

A polícia apura se o condutor seria alguém da própria festa que teria oferecido carona ou um motorista particular, vinculado a alguma empresa. Foram colhidas imagens de câmeras de segurança, e algumas testemunhas foram ouvidas, mas o delegado ainda não tem suspeitos. A jovem retornou aos Estados Unidos no domingo, após o encerramento da temporada de espetáculos no Estado.


ZERO HORA 30 de abril de 2014 | N° 17779

PATINADORA ATACADA. Investigadas imagens de câmeras de segurança



A Delegacia da Polícia Civil de Eldorado do Sul, na Região Metropolitana, analisa imagens de câmeras de segurança e antecedentes criminais de possíveis suspeitos para identificar o responsável pela tentativa de estupro a uma patinadora norte-americana. A jovem, de 25 anos, cuja identidade é preservada, foi atacada na madrugada de sexta-feira, após sair de uma casa noturna no bairro Independência, em Porto Alegre.

A vítima estava no Rio Grande do Sul como integrante do espetáculo Disney on Ice: Passaporte para a Aventura. Em depoimento, ela relatou que havia saído da festa e embarcado em um veículo, pedindo que o motorista a deixasse no hotel onde estava hospedada com o restante da equipe, na Capital. O condutor, porém, a levou para a Estrada do Conde, em Eldorado do Sul, onde tentou abusá-la. A vítima buscou ajuda com um vigia nas proximidades, e o agressor fugiu.

– A versão dela é congruente. Ela tinha roupas sujas, foi vítima de uma tentativa de estupro – disse o delegado Alencar Carraro, titular da Delegacia de Polícia de Eldorado do Sul, que instaurou inquérito.

O exame de corpo de delito apontou que a patinadora teve apenas escoriações. O consulado local foi comunicado do caso.

Atualmente, o delegado trabalha com um possível trajeto e com características do veículo do agressor. Uma das possibilidades é que o agressor seja motorista de táxi. O Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre (Sintáxi) colocou à disposição da DP o cadastro de seus associados, para auxiliar na elucidação do crime e orienta que o usuário sempre verifique se o veículo tem prefixo, faixa lateral e taxímetro.

EXECUTADO SUSPEITO DE AJUDAR A MATAR PUBLICITÁRIO


ZERO HORA 29 de abril de 2014 | N° 17778

CARLOS ISMAEL MOREIRA


CASO KUNZLER. Suspeito de ajudar no crime é morto

Polícia apontou Samuel Goulart Borba, 26 anos, como “olheiro” do bando



Um dos suspeitos de participar do assalto que resultou na morte do publicitário Lairson José Kunzler, 68 anos, foi morto domingo, em Porto Alegre. No velório de Samuel Goulart Borba, 26 anos, outro suposto envolvido no crime ocorrido no fim de fevereiro, na Zona Sul, foi detido pela polícia.

Borba foi executado no bairro Restinga. Responsável pela investigação da morte de Kunzler, a delegada Áurea Regina Hoppel confirmou que ele era investigado pelo crime e atuaria como “olheiro” do bando. Além de Borba, cinco homens foram apontados como supostos participantes do latrocínio (roubo com morte). Um deles chegou a ser preso, mas foi solto depois de apresentar álibi. Outros três estão com mandados de prisão preventiva a serem cumpridos.

O possível envolvimento de Borba no caso Kunzler e o fato de ele supostamente liderar uma quadrilha de “saidinhas de banco” serão avaliados pela polícia.

Outro suposto envolvido é detido durante velório

Uma queima de arquivo pela participação de Borba na morte do publicitário é considerada remota, mas não foi descartada pela investigação.

Suposto comparsa no assassinato de Kunzler, um homem de 30 anos foi detido pela polícia durante o velório de Borba. Ele cumpria pena no regime semiaberto por tráfico e estava com mandado de prisão temporária pelo latrocínio.

– Ele não confirmou o crime, mas nos deu informações importantes. Aguardamos perícias para concluir o inquérito – disse a delegada Áurea, que pedirá à Justiça a prisão preventiva do suspeito.

Kunzler foi baleado na cabeça em um assalto no dia 24 de fevereiro. Diretor da agência Paim Comunicação, ele chegava em casa em um Civic, em um condomínio na Avenida da Cavalhada, quando foi abordado por dois assaltantes em uma moto.

O carona da moto pulou em direção à janela do carro. Quando o publicitário acelerou o veículo, o ladrão disparou cinco tiros. Um deles acertou a cabeça de Kunzler. Um malote de R$ 44,2 mil, parte do valor da venda de uma fazenda, foi roubado.

BRASIL, O PAÍS DAS BALAS PERDIDAS

   
 
                                                                                                                                                          

 ZERO HORA 
29 de abril de 2014 | N° 17778


EDITORIAL


Não passa dia sem que o Rio de Janeiro, vitrine do país, registre um caso de morte de cidadãos, atingidos pelas chamadas balas perdidas, invariavelmente resultantes de confrontos entre policiais e traficantes de drogas. No Rio, tais episódios ganham visibilidade porque as comunidades protestam, manifestantes queimam ônibus, trancam ruas e acabam virando notícia de primeira página. Mas episódios semelhantes, e até piores, ocorrem em todas as cidades do Brasil, um país tomado pela criminalidade já por muitas décadas, a ponto de termos incorporado a violência no nosso cotidiano. Na antevéspera de mais um processo eleitoral, o tema da violência urbana tem que ser colocado entre as prioridades. Não é possível que o Brasil precise carregar esta chaga social como uma maldição irremovível.

Um aspecto particularmente preocupante é que, mesmo pagando cada vez mais impostos, usamos cada vez mais segurança privada. Vamos nos habituando também a viver atrás de grades, a ser cautelosos ao sair à rua à noite ou simplesmente a não sair mais, a ter o máximo de cuidado ao abrir o portão do prédio ou a porta da casa, a não estacionar fora de garagens. Serviços essenciais, como o comércio, começam a rever seus horários noturnos ou obrigam o cliente a ser atendido do lado de fora do estabelecimento. Está cada vez mais perigoso sacar dinheiro de caixas eletrônicos, que são explodidas de forma rotineira, notadamente em comunidades do Interior, sem um número adequado de policiais para protegê-las, e onde também propriedades rurais estão mais vulneráveis. Até mesmo no transporte coletivo, usado rotineiramente por tantos brasileiros, crescem ameaças como as de incêndios criminosos, ordenados na maioria de dentro das penitenciárias por chefes de gangues que continuam a ordenar até toque de recolher nas comunidades, mesmo depois de condenados e encarcerados.

Infelizmente, a criminalidade se mantém por razões que começam na inação do poder público e se ampliam com a tendência de muitas pessoas deixarem por isso mesmo quando são roubadas, assaltadas ou agredidas. Assim como a violência se transformou, saindo do controle, também os organismos de segurança e os cidadãos precisam rever suas ações, tornando-as mais efetivas.

Aos cidadãos, restam as cobranças e iniciativas como a de massificar apelos como #EuNãoMereçoMorrerAssassinado, criado a partir da morte do bailarino Douglas Rafael da Silva Pereira, o DG, no Rio. Na verdade, ninguém deveria perder a vida desta forma. Mas quem precisa dar respostas efetivas para insanidades como balas perdidas é o poder público. E isso exige ações preventivas, qualificação das políticas e combate sem trégua ao narcotráfico, que é indissociável da criminalidade.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

TIROTEIO DENTRO DA DP MATA MÉDICO QUE FAZIA BO

O Estado de S. Paulo, 27 de abril de 2014 | 21h 11

Médico morre em tiroteio dentro de delegacia em Santo André. Vítima estava no local registrando boletim de ocorrência quando foi atingida na cabeça por disparo durante um tumulto provocado pelos próprios policiais



SÃO PAULO - Um médico morreu na tarde deste domingo, 27, após ter sido atingido na cabeça por um disparo durante um tiroteio ocorrido na noite de sábado dentro do 2º. Distrito Policial de Santo André, na Grande São Paulo. Ricardo Seiti Assanome estava no local para registrar um boletim de ocorrência de um acidente de trânsito quando foi alvejado em meio a uma confusão provocada pela própria polícia paulista, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP).

De acordo com informações da Corregedoria da Polícia Civil, o tiroteio ocorreu por causa de um erro de interpretação dos policiais do DP. Eles teriam confundido a entrada de um policial militar à paisana que buscava abrigo com um ataque de bandidos. Um policial civil e um outro homem que registrava ocorrência também foram baleados no peito e na perna, respectivamente, e estavam internados em hospitais de Santo André neste domingo.

Assanome foi levado com vida no sábado, 26, ao Centro Hospitalar de Santo André, mas não sobreviveu. Ele estava no DP com a namorada para registrar um acidente de trânsito quando um PM à paisana que fugia de bandidos entrou no local, provocando tumulto com outras pessoas que estavam no local para registrar ocorrências. Na confusão, um agente de telecomunicações da delegacia começou a atirar contra o grupo pensando que fossem bandidos invadindo a delegacia.

Um investigador também teria feito disparos acertando o agente de telecomunicações por engano. A Corregedoria da Polícia Civil informou ontem que autuou o agente em flagrante por tentativa de homicídio. Com a confirmação da morte de Assanome, o policial deverá responder a inquérito por homicídio simples.

Segundo a SSP, os criminosos que perseguiam o PM à paisana não fizeram disparos contra a delegacia nem tentaram invadi-la. A reportagem tentou contato com familiares de Assanome por telefone, mas não obteve sucesso.

Segundo a estatística da SSP divulgada na semana passada, 14 pessoas foram mortes por policiais civis em serviço ou em folga no primeiro trimestre deste ano. O número representa exatamente o dobro das sete vítimas fatais registradas entre janeiro e março de 2013.

REFÉNS DA INSEGURANÇA


CORREIO DO POVO, 27/04/2014


Paulo Roberto Mendes Rodrigues



A mídia escrita da capital ocupou nos últimos dias generosos espaços, incluindo seus editoriais, para tratar sobre a segurança pública, especialmente considerando os acontecimentos ocorridos na comunidade da Vila Cruzeiro, onde grupos de delinquentes submeteram os residentes daquele território ao medo.

Toques de recolher, fechamento de escolas e postos de saúde, bem como ações de vandalismo praticadas por mascarados, não faziam parte do dia-a-dia dos gaúchos, porém sempre foram destacados nos telejornais de outros Estados, especialmente do Rio de Janeiro.

Pois bem, considerando que estamos adentrando em um período eleitoral, onde o tema segurança pública, como sempre, será destaque nos debates que se sucederão, é importante que se faça uma reflexão.

Neste particular, devemos iniciar com a análise do preâmbulo da Constituição Federal, que dispõe que os representantes do povo brasileiro instituíram um Estado Democrático destinado a assegurar, entre outros direitos, o de segurança, que está inserida no rol de valores supremos, ou seja, deve ser garantida pelo Estado. Fragilizada esta, por conseguinte, os demais valores estarão em risco.

Certamente, também não é por outra razão que aparece estampada na bandeira nacional a expressão “Ordem e Progresso”.

Mas, a Constituição também afirma no seu artigo 144 que “a segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio”, portanto a questão é o que fazer. Atribuir a responsabilidade à lei – embora entenda que as penas devem ter maior rigor – me parece não ser a única alternativa.

Então, o que fazer? Vamos iniciar por construir presídios para abrigar a turma que perturba a ordem pública, destinar mais policiais para cumprir e fazer cumprir as leis, começando a colocar ordem na “casa”.

Assim a questão está posta, não há mais tempo a perder. A segurança pública deve ser encarada como prioridade absoluta em qualquer plano de governo que fartamente será ofertado à população gaúcha nos próximos dias e, aí sim, começar a libertar todos nós – os reféns –, colocando os bandidos atrás das grades e, nisso, diga-se de passagem, os brigadianos sabem fazer e bem.


Paulo Roberto Mendes Rodrigues. Coronel – Ex-Comandante da BM



CONFRONTO E BALA PERDIDA MATA MULHER NO RIO

ZERO HORA 27/04/2014 | 23h03

Mulher é atingida por bala perdida e morre no Rio. A Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Nova Brasília foi inaugurada em 18 de abril de 2012




Uma mulher foi baleada e morreu na noite deste domingo após um tiroteio entre policiais e criminosos na favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão. Ela foi socorrida e levada para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Alemão, mas não resistiu aos ferimentos.

Por volta das 20h, cerca de 50 moradores da comunidade faziam uma manifestação pacífica no local por causa da morte da mulher, na altura da Estrada do Itararé. O policiamento na região foi reforçado.

Segundo informações da Coordenadoria de Polícia Pacificadora, cinco policiais faziam o patrulhamento na Rua 2 por volta das 18h30, quando se depararam com um grupo de criminosos armados. Eles teriam atirado contra os policiais que revidaram. Com a troca de tiros intensa, os policiais saíram da rua e os bandidos fugiram.

Cerca de 10 minutos depois, os PMs foram chamados por moradores porque a mulher pedia socorro e dizia ter sido atingida por uma bala perdida. Ela teria caminhado de um beco, onde foi baleada, até o Largo da Vivi, local de maior movimento na comunidade. A mulher foi levada para a UPA e teria dito, segundo um policial que falou com ela no momento do socorro, que a bala perdida a atingiu no beco e ela decidiu caminhar até o largo.

A Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Nova Brasília foi inaugurada em 18 de abril de 2012. No site da UPP é informado que "a retomada do Complexo do Alemão pelas forças de segurança aconteceu no fim de novembro de 2010 e representa um marco para a Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro".


AGÊNCIA ESTADO

PANCADARIA TEMINA COM MORTE E FERIDOS EM PRAIA DE SC

ZERO HORA 28/04/2014 | 00h56

Confusão termina com um morto e dois feridos em Canasvieiras, no Norte da Ilha. Disparos aconteceram duas horas depois de pancadaria envolvendo 150 pessoas



Crislândia teria tomado arma de policiais e recebeu um tiro na pernaFoto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Uma briga no fim da tarde deste domingo deixou três baleados em Canasvieiras, no Norte da Ilha. Crislândia Solidad dos Santos morreu após ser atingida na perna por um disparo da Polícia Militar. Conforme o relato do tenente da PM Riskala Matrak Filho, ela teria tomado uma arma dos policiais e disparado contra eles.

A confusão começou por volta de 13h30min, quando a polícia foi chamada para atender uma ocorrência de briga dentro de uma escuna, onde se realizava uma festa entre funcionários de um supermercado local. O capitão da embarcação teria sido agredido e por isso aportou no trapiche de Canasvieiras, onde outra pancadaria começou. Quando as viaturas da Polícia Militar (PM) chegaram ao local, os envolvidos na rixa já haviam se dispersado.

Cerca de uma hora e meia depois, a polícia foi chamada para atender uma nova ocorrência envolvendo pessoas que estavam na primeira confusão. O tenente da PM Riskala Matrak Filho relatou que nessa segunda abordagem, encontraram pessoas atirando fogos de artifício contra embarcações que se aproximavam.

— Eles começaram a atirar os fogos contra os policiais, que saíram em busca de reforço — conta o tenente Riskala.

Em seguida, os policiais teriam sido perseguidos por três pessoas, o que teria motivado o início de uma luta entre populares e a PM. No meio da confusão, Crislândia teria tomado uma arma de calibre 12 de bala de borracha e atirado três vezes, sem sucesso, contra os PMs. Para ser contida, ela levou um tiro na altura da coxa. O marido dela, Deymeson Quelmy de Oliveira, também pegou a arma e ameaçou os policiais segundo o relato dos policiais. Deymeson também foi contido com um tiro na perna.

Irmão de Crislândia, Carlos Alexandre Solidad dos Santos também foi atingido na perna após descumprir ordens dos policiais. Ele e Deymeson foram presos e estão internados no Hospital Celso Ramos.

DIÁRIO CATARINENSE
Confusão deixa um morto e dois feridos em Canasvieiras

LEGÍTIMA DEFESA E IMPUNIDADE


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - O lamentável é que a dupla da bandidos cumpria regime do semiaberto que nada mais é do uma licença da justiça e das leis para continuar no crime. É urgente uma mudança de postura do eleitorado para colocar nos parlamentos políticos duros contra o crime e capazes de criar leis severas, executadas e aplicadas por um sistema de justiça criminal ágil, coativo e comprometido com o interesse público. Só assim o Brasil terá capacidade de coibir a impunidade e impedir a perda de vidas, saúde e patrimônio para o crime.


ZERO HORA 28 de abril de 2014 | N° 17777


VANESSA KANNENBERG


CRIME EM PASSO FUNDO. Policial reage a tentativa de assalto e mata dois

Rendido e levado no seu carro, PM de 27 anos atirou contra dupla que o atacou na saída de pizzaria



Dois detentos do regime semiaberto foram mortos por um policial militar durante tentativa de assalto em Passo Fundo, no norte do Estado, na madrugada de ontem. O PM de 27 anos – cujo nome não foi divulgado para evitar uma possível vingança, já que há suspeita de participação de outras pessoas no assalto – foi colocado no próprio carro e teria aproveitado um momento de descuido dos assaltantes para reagir. – Primeiro eles pegaram o celular dele, depois a carteira. Foi quando viram que ele era policial, e o motorista disse: “mata, mata, mata” – contou o plantonista Volmar Miguel Menegon. Em seguida, os assaltantes teriam perguntado se ele tinha uma arma. O PM respondeu que ela estava guardada na porta da frente. Enquanto o motorista procurava pela pistola calibre .40 de uso profissional, o outro assaltante se descuidou e baixou o revólver que estava apontado para o refém. – Nesse momento, o policial pegou a pistola .380, de uso particular, que ele conseguiu esconder sob a perna, e atirou contra o homem que estava ao lado dele. Depois, atirou contra o motorista e desceu pela porta de trás, agachado, porque ele não sabia que tinha matado – relatou Menegon. Fora do carro, o PM olhou para o Polo e viu um dos assaltantes caído no banco. Ele, então, foi em direção ao motorista e pediu que saísse do carro, com as mãos na cabeça. O criminoso se levantou, saiu do carro e, logo em seguida, teria caído no chão, morto. – A cena do crime demonstrava bem isso, um criminoso deitado no banco e o outro caído para fora do carro – detalhou Menegon. Os dois mortos foram identificados como Eduardo Dinovan da Rosa de Oliveira, 22 anos, e Maurício Marcelo, 23 anos. Segundo a Polícia Civil, ambos cumpriam pena por roubo em regime semiaberto no presídio de Passo Fundo.

Segundo a Delegacia Especializada em Homicídios e Desaparecidos, o policial foi abordado quando saía de uma pizzaria, no bairro Petrópolis, por volta das 23h50min de sábado. Em depoimento, ele contou que os assaltantes chegaram em pelo menos dois carros, um deles um Clio, e, armados com um revólver calibre 38, o fizeram entrar no próprio carro, um Polo vermelho. Um dos criminosos assumiu a direção, enquanto o outro manteve o PM no banco de trás, com uma arma apontada para a cabeça. Durante o trajeto pela BR-285 rumo a Carazinho, eles perguntaram se o refém era policial, mas ele negou, dizendo trabalhar na pizzaria.

Dupla de assaltantes cumpria pena por roubo no semiaberto


Local das mortes, no quilômetro 302 da rodovia que liga Passo Fundo a Carazinho, foi vistoriado ontem


“Era a vida deles ou a dele”


Abalado e com medo de vingança, o policial de 27 anos que matou os dois assaltantes não quis dar entrevista. Após conversar com o PM por telefone, ontem, o comandante do 2º Pelotão da BM de Passo Fundo, Uilson Rittes Paixão, contou o que soube do caso.

Zero Hora – Por que o policial reagiu contra os assaltantes?

Uilson Rittes Paixão – Os policiais militares são amplamente treinados para situações de confronto, nunca como reféns. A orientação que damos é nunca reagir, mas quando os bandidos gritaram “mata, mata, mata”, ele se obrigou a reagir e atirar. Era a vida deles ou a dele.

ZH – Na sua avaliação, ele agiu corretamente?

Paixão – Ele deu azar por o terem reconhecido como policial, ao abrir a carteira dele. Acredito que, se ele fosse um civil, iriam roubá-lo, levar o carro e deixá-lo na rua. Mas como era policial, queriam executá-lo e ele agiu para salvar a própria vida. Não tem certo e errado nessas horas.

ZH – E como o PM está?

Paixão – Ele está bem abalado. Ele não atirou pra matar, só quis se defender. Até saiu de casa e foi ficar com familiares, para tentar se recuperar do susto.


domingo, 27 de abril de 2014

VIOLÊNCIA NO RS

ZERO HORA ONLINE, 27/04/2014 | 03h59

PASSO FUNDO - Dois homens são mortos em tentativa de assalto em Passo Fundo. Dupla rendeu um policial militar, que reagiu e acabou matando os dois



Dois homens ainda não identificados foram mortos na madrugada deste domingo durante uma tentativa de assalto em Passo Fundo, norte do Estado. A dupla rendeu um policial militar na saída de uma pizzaria, colocou-o dentro de um veículo e seguiu em direção a Carazinho, pela BR-285. No caminho, ao retirarem sua carteira, perceberam que se tratava de um policial. Segundo a Polícia Civil de Passo Fundo, os dois tiraram a arma que ele portava e seguiram no trecho. Em um momento de distração dos assaltantes – na altura do Km 302 da BR-285 –, o policial reagiu e atirou nos dois com outra arma que carregava consigo. Segundo a polícia, ele alegou que os assaltantes queriam matá-lo. O policial prestou depoimento durante a madrugada.


26/04/2014 | 23h14

PORTO ALEGRE - Homem é morto a tiros em Porto Alegre. Vítima, ainda não identificada, foi alvejada por pelo menos seis tiros


Um homem foi encontrado morto na noite deste sábado na zona sul de em Porto Alegre. O corpo foi localizado na Estrada da Santinha, no bairro Glória, pouco antes das 21h. De acordo com a Brigada Militar, o homem, ainda não identificado, foi morto com pelo menos seis tiros. Não há informações sobre suspeitos. O caso foi encaminhado para a Polícia Civil.


26/04/2014 | 10h20

PORTO ALEGRE - Homem é executado em Porto Alegre. Vítima foi encontrada morta dentro de automóvel próximo ao aeroporto Salgado Filho



Foto: diogo Zanatta / Especial

José Luís Costa



Correção: Das 8h56min às 10h18min deste sábado, a matéria informou equivocadamente que a vítima do crime se chamava Everton Massairo. Na verdade, Everton é o irmão do homem assassinado, que se chama Edson Massairo Júnior. A informação equivocada, que havia sido passada pela Polícia Civil, já foi corrigida.


A Polícia Civil investiga o assassinato de Edson Massairo Júnior, 44 anos, encontrado morto dentro de um Uno preto nesta madrugada na Avenida Severo Dullius, próximo ao aeroporto Salgado Filho, na zona norte de Porto Alegre.

O corpo estava sobre o banco do motorista alvejado com pelo menos seis tiros possivelmente, de pistola calibre nove milímetros, disparados por alguém que estaria do lado de fora do carro. A vítima usava um pulseira, indicando que estava no show do grupo de pagode Pixote, horas antes no Pepsi On Stage, próximo ao local onde ocorreu o crime. Edson portava um registro de ocorrência policial constando perda de documento em nome do irmão Everton.

Segundo o irmão, Edson era dependente químico e estava em fase de recuperação, tendo passado por uma clínica em Gravataí, de onde saiu há cerca de 90 dias.

O assassinato aconteceu por volta das 5h30min, quando o estabelecimento já estava fechado e não havia mais movimentação de público. Conforme o delegado João Paulo Abreu, a vítima, era natural de Caxias do Sul, residente em Porto Alegre, e não teria antecedentes criminais.

A polícia procura por testemunhas e vai analisar imagens de câmeras de vigilância das imediações.

PORTO ALEGRE - Jovem é assassinado na Zona Leste

Na Vila São Judas Tadeu, zona leste da Capital, Cristian Teixeira, 17 anos, foi encontrado morto a tiros ao lado de um Fiesta. Conforme a Brigada Militar, o carro era roubado e dentro havia um revólver calibre 38.


sábado, 26 de abril de 2014

MAIS HOMICÍDIOS, MENOS LATROCÍNIO



ZERO HORA26 de abril de 2014 | N° 17775


HUMBERTO TREZZI


VIOLÊNCIA NO RS - Mais homicídio, menos latrocínio

Maioria dos indicadores de delitos graves recua no primeiro trimestre, aponta levantamento da Secretaria da Segurança



Os indicadores de criminalidade no Rio Grande do Sul divulgados ontem pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) mostram mais notícias positivas do que negativas. De cinco tipos de delitos que envolvem violência, três tiveram diminuição no número de ocorrências.

Apior notícia é que o número de homicídios no Estado, seguindo tendência que vem desde o início da década, aumentou em 10,3% no primeiro trimestre de 2014, em relação a igual período do ano passado. Em contrapartida, um dado animador é a diminuição em 35% no número de latrocínios (roubo com morte).

Voltando aos homicídios: em números absolutos, o Rio Grande do Sul registrou 590 assassinatos nos três primeiros meses de 2014, ante 535 ocorridos nos de 2013 – ou seja, 55 mortes a mais. É a volta de um fantasma, já que as autoridades festejaram, no ano passado, uma tímida redução no número de homicídios em relação a 2012. Em 2013, pela primeira vez desde 2010, o número de assassinatos havia caído. Agora voltou a subir no primeiro trimestre.

Cerca de 80% das vítimas têm antecedente criminal

Para o secretário estadual da Segurança Pública, Airton Michels, um dos fatores que contribuem para o aumento das mortes é o enfrentamento de gangues pelo poder em vilas do Estado. Oito em cada 10 vítimas têm antecedente criminal, ressalta o secretário.

– Cada vez que se prende um líder do tráfico, há uma disputa interna e externa pelos territórios, o que resulta na morte de outros criminosos – explica Michels.

O curioso, no caso da Capital, é que foram instalados quatro Territórios da Paz para tentar conter homicídios nos lugares campeões neste ranking. Mesmo assim, a tendência nesse tipo de crime é de aumento. A cidade teve alta de 17% no número de homicídios. A pulverização da guerra de gangues enfrenta um surto específico na Vila Cruzeiro, uma das maiores de Porto Alegre. A disputa interna num bando de ladrões levou ao fechamento temporário de cinco postos de saúde e duas escolas e uma creche esta semana – algo que ainda sequer se refletiu nas estatísticas.


Números de roubo com morte e de veículos diminuem


Nos casos de roubo com morte, o governo celebra um recuo. Foram 40 nos três meses iniciais de 2013 e 26 no primeiro trimestre de 2014. A queda é de expressivos 35%. Ainda assim, representa uma oscilação, já que em 2012 foram 17 casos nesse mesmo período. Michels diz que um dos motivos para a diminuição é que, em 75% dos casos, o autor do crime é identificado pela polícia, o que evita outras possíveis ações.

É um alento, mesmo, porque os latrocínios vêm experimentando aumento anual desde 2010. Agora tiveram esse primeiro recuo. Michels vê relação desta queda com outro dado comemorado pelo governo, a redução de 4,4% no roubo de veículos (aquele praticado a mão armada) – foram 3.137 nos meses de janeiro a março deste ano contra 3.281 no mesmo período do ano passado.

– Afinal, a maioria dos latrocínios tem origem num roubo de carro – pondera o secretário.

O roubo de veículo vinha crescendo até 2012 e, desde então, caiu.

O governo estadual ressalta que os índices dos crimes contra as mulheres também encolheram. O número de estupros, por exemplo, recuou 20,5%. Passou de 331, no primeiro trimestre de 2013, para 263, em 2014.



sexta-feira, 25 de abril de 2014

CIDADES GAÚCHAS MAIS VIOLENTAS EM 2014

ZERO HORA ONLINE 25/04/2014 | 18h53

Veja quais são as cidades gaúchas consideradas mais violentas neste ano. Ranking de ZH é baseado nos dados de criminalidade do primeiro trimestre de 2014

Vanessa Kannenberg



Com base no relatório divulgado nesta sexta-feira pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), que revelou aumento de 10,3% no número de homicídios, ZH criou o próprio ranking: o das cidades mais violentas do RS até agora em 2014.

O balanço leva em conta o número de ocorrências de cinco dos principais crimes —homicídio doloso, latrocínio, roubo de veículo, furto de veículo e roubo — registrados nos três primeiros meses deste ano escalonados de acordo com o índice sobre 100 mil habitantes.

Cada lista foi formada por 10 municípios, todos com mais de 50 mil habitantes. No total, há 42 cidades gaúchas nessa faixa populacional. Dessas, 24 apareceram nos rankings e, das 24, apenas um terço está situado na Região Metropolitana, o restante estáespalhado pelo Interior gaúcho, como Vale do Sinos, Serra, Sul, entre outros.

ZH ainda verificou como as cidades ranqueadas se comportaram no primeiro trimestre de 2013 e produziu gráficos demonstrando a variação de um ano para o outro. Para isso, utilizamos o índice de cada crime dividido pelo número de habitantes de cada município e, assim, mostrando a violência de acordo com o tamanho de cada cidade e como se comportou no primeiro trimestre de 2013 e deste ano. Confira:

ASSASSINATOS

No ranking de assassinatos, o nome que mais chama atenção é o de Lajeado, cidade-polo do Vale do Taquari. O município, que nem aparecia no ranking de 2013, está no topo da lista, com um salto de 225% neste primeiro trimestre (13 homicídios) com relação ao mesmo período do ano passado (4 casos). Há duas semanas, a Polícia Civil fez uma operação na região e prendeu oito pessoas. Os suspeitos, segundo os investigadores, estariam envolvidos com tráfico de drogas — apontado como a causa dos homicídios.


FURTOS DE VEÍCULO


Assim como no ranking de todo ano passado, Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, aparece no topo da lista de furtos de veículos neste primeiro trimestre de 2014. Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve um aumento de 23,3%. O índice é bem superior ao geral divulgado pela SSP, que leva em conta os 497 municípios gaúchos, que foi de 5,7%. Já o número de roubos de veículo apresentou queda de 4,4%. Segundo especialistas, há uma preferência dos criminosos pelo furto (sem violência) em comparação com o roubo de veículos (quando a vítima está presente), por causa da tecnologia empregada na segurança dos carros novos.


ROUBOS

A Capital gaúcha é a líder no número de roubos e apresentou um aumento de15,7% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. De 4.401 casos, passou a 5.094 em 2014. Uma média de mais 2,3 roubos a cada hora. Rio Grande, no Sul, embora tenha registrado queda de 2,2% no número dos casos, aparece na 10ª posição do ranking. No balanço de todo o Estado, houve aumento de 9,8% no índice de roubos.


LATROCÍNIOS

O balanço de casos de roubo com morte, chamado de latrocínio, é um dos mais difíceis de computar, devido ao baixo número absoluto de registros. No top 10 desse crime, oito municípios registraram apenas um latrocínio nestes três meses. Assim, o que colocaParobé, no Vale do Paranhana, no topo da lista é o menor número de habitantes em relação às demais cidades. As exceções são Gravataí, na Região Metropolitana, que aparece na sexta colação com dois casos e Porto Alegre, em oitavo lugar, com oito latrocínios. A Capital, inclusive, apresentou queda de 38,5% em relação ao primeiro trimestre de 2013. No ranking que leva em conta todas as cidades gaúchas, também houve redução de 35% neste crime.


ROUBOS DE VEÍCULO

Mesmo com queda de 19%, Porto Alegre manteve a primeira posição no número de roubo de veículos, assim como em todo 2013. Foram 1.467 casos em janeiro, fevereiro e março. Na parte debaixo do top 10, estão duas cidades da Serra, Caxias do Sul (que registrou roubos de veículo) e Bento Gonçalves (com 34 ocorrências). No balanço da SSP de todo o Estado, a redução no número de casos foi de 4,4%.

AUMENTA O NÚMERO DE ASSASSINATOS NO RS

ZERO HORA 25/04/2014 | 10h21

Aumenta em 10% o número de assassinatos no Estado. 
Índices de criminalidade divulgados nesta sexta-feira apontam também redução no número de latrocínios


Secretário divulgou os dados na manhã desta sexta-feiraFoto: Cláudio Rabin / Agência RBS

Cláudio Goldberg Rabin



O número de homicídios no Rio Grande do Sul aumentou em 10,3% no primeiro trimestre de 2014 em comparação a igual período do ano passado. Os dados da criminalidade no Estado foram divulgados na manhã de hoje pela secretaria estadual da Segurança Pública. O dado positivo foi a redução em 35% no número de latrocínios (roubo com morte).

Em números absolutos, foram 535 assassinatos ante 590 ocorridos em 2013, nos primeiros três meses do ano — 55 mortes a mais.

Para o secretário estadual da Segurança Pública, Airton Michels, um dos fatores que contribui para o aumento das mortes é o enfrentamento de gangues por poder em vilas do Estado. Oito em cada dez vítimas possuí antecedentes criminais, o que representa 82,8%.

— Cada vez que se prende um líder do tráfico, há uma disputa interna e externa pelos territórios, que resulta na morte de outros criminosos — explicou Michels.

Confira os indicadores da violência na sua cidade




Nos casos de roubo com morte, o governo comemorou o recuo de 40 mortes em 2013 para 26. Ainda assim, em 2012, foram 17 casos. Michels disse que um dos motivos para a diminuição é que em 75% dos casos o autor do crime é identificado, o que evita outras possíveis ações.
Outro dado comemorado foi a queda de 4,4% no roubo de veículos — 4485 neste ano contra 4243 no ano passado.
O governo ressaltou que os índices dos crimes contra as mulheres também encolheram. O número de estupros, por exemplo, caiu 20,5%, passando de 331, no primeiro trimestre de 2013, para 263, em 2014. O femicídio teve queda de 18,5%
Município: PORTO ALEGRE
Homicídio Doloso: 140
Homicídio Doloso de Trânsito: 0
Furtos: 8,337
Furto de Veículo: 985
Roubos: 5,094
Latrocínio: 8
Roubo de Veículo: 1,467
Extorsão: 16
Extorsão Mediante Sequestro: 2
Estelionato: 828
Delitos Relacionados à Corrupção: 13
Delitos Relacionados à Armas e Munições: 255
Entorpecentes - Posse: 157
Entorpecentes - Tráfico: 633

SECRETARIO APRESENTA ESTATÍSTICAS DO PRIMEIRO TRIMESTRE 2014

PORTAL DA SSP-RS, 25 de Abril de 2014 às 12h35min



Para Airton Michels, a criação de mais quatro delegacias de homicídios na Capital aumentou os índices de resolutividade dos inquéritos envolvendo latrocínios e homicídios - Foto: Raphael Seabra/Especial Palácio Piratini


Número de latrocínios cai em 35% no primeiro trimestre


O secretário estadual da Segurança Pública, Airton Michels, apresentou nesta sexta-feira (25), na sede da SSP, as estatísticas da criminalidade no primeiro trimestre de 2014. Os números apontam redução de 35% dos latrocínios (roubo seguido de morte) em relação ao mesmo período do ano passado no Rio Grande do Sul. De janeiro a março, foram registrados 26 latrocínios, ante 40 no primeiro trimestre de 2013. Roubos de veículos também tiveram queda de 4,4%.

Apesar da diminuição de alguns crimes, o número de homicídios no trimestre aumentou para 590, uma elevação de 10,3% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram assinalados 535 casos. Michels explicou que o crescimento dos homicídios está relacionado ao tráfico de drogas e à disputa por territórios entre líderes de gangues. O secretário rebateu, no entanto, as comparações com a situação da criminalidade no RS e no Rio de Janeiro. "É um exagero absoluto essa relação, tanto que no RJ houve um momento em que foi preciso utilizar o Exército. E até hoje, na ocupação das comunidades, isso é exercido", afirmou.

Conforme Michels, com a criação de mais quatro delegacias de homicídios na Capital, aumentaram os índices de resolutividade dos inquéritos envolvendo latrocínios e homicídios. No Estado, em mais de 70% dos casos estes crimes são resolvidos. O secretário garantiu que a atuação da polícia tem papel decisivo na elucidação dos crimes. "Isso é um caráter inibidor também, pois a resposta do Estado aqui é muito eficiente, o que tem sido um dado muito importante para a redução do latrocínio", pontuou. De acordo com a SSP, 82,8% das vítimas têm antecedentes criminais.

Armas

Michels criticou ainda a legislação, que prevê penas brandas a quem comete crimes com arma de fogo, responsável por 85% dos homicídios cometidos no Estado. Para o secretário, a legislação "é muito frouxa em relação às pessoas que usam arma para cometer delitos”. "Temos que ter um artigo no código penal que diga, basicamente, que todo crime cometido mediante emprego de arma de fogo será cumprido em quatro, cinco anos no (regime) fechado, mais o crime correspondente", defendeu.

Veículos recuperados

Neste trimestre, mais da metade dos veículos roubados ou furtados foram recuperados em operações policiais (61,5%). No mesmo período, foram realizadas 37.672 prisões e apreendidas 2.008 armas de fogo. O número de furtos caiu de 41.375 para 40.022.

Texto: Felipe Bornes Samuel

Edição: Redação Secom





ESTATÍSTICAS E TERRITÓRIO

O SUL Porto Alegre, Sexta-feira, 25 de Abril de 2014.



WANDERLEY SOARES

Do menino Bernardo


São ofuscadas as análises mais qualificadas

Casos da esfera policial que incitam o clamor público de forma singular, como é o do assassinato do menino Bernardo Iglione Boldrine, de 11 anos, membro de família de classe média alta, executado com uma injeção letal e cujo corpo foi oculto em cova rasa, provocam em suas margens - nem tanto às margens - o surgimento de escritos de policiais frustrados, de adivinhos de fatos consumados, de deduções de Sherlockes carentes de Watsons, de elocubrações de sociólogos em privadas, de teorias de antropólogos cameliformes e tipos avulsos outros. Estas figuras são tantas que chegam a ofuscar autores de análises das mais qualificadas que conseguem ganhar algum espaço na mídia. Dentro desta moldura, peço: sigam-me

Arietes

Com diferentes intenções, nenhuma delas ostentando clareza, mas com as cores nítidas do oportunismo eleitoreiro e repugnante, deputados estão preparando seus aríetes para se mostrarem como heróis elucidadores dos bastidores do caso do menino Bernardo. Parecem ignorar que o inquérito policial não está finalizado e que o Ministério Público mantém discreta e judiciosa distância técnica ao acompanhar seu desenvolvimento. Há um parlamentar que até já aprontou um projeto para alterar o Ecad (Estatuto da Criança e do Adolescente), como se uma tal alteração pudesse vir a ser feita nas coxas. A sociedade lúcida e a memória do menino Bernardo não merecem isso


Estatísticas


O secretário da Segurança Pública, Airton Michels, dará entrevista coletiva hoje, às 9h, sobre estatísticas da criminalidade no primeiro trimestre de 2014 no RS. Uma iniciativa de relevância, pois as estatísticas oficiais sempre carecem de explicações


Lixo


Um assaltante se escondeu dentro de um contêiner de lixo na tentativa de não ser preso após roubar a bolsa de uma pedestre na Zona Norte de Porto Alegre, na noite de quarta-feira. O fato ocorreu na rua Comendador Coruja, bairro Floresta. A Brigada Militar foi chamada e não teve dificuldade em retirar o bandido do lixo


Família


A Polícia Civil prendeu em Santiago um casal considerado o mais influente no tráfico de drogas na cidade. A ação foi em conjunto com a Brigada Militar. Valdecir Alves dos Santos e sua mulher, Clacir Rodrigues de Oliveira, foram presos no bairro Ana Bonato


Banco


Uma agência do banco Itaú, na avenida Assis Brasil, Zona Norte de Porto Alegre, teve os vidros quebrados. No mesmo local funcionam outros bancos. A agência teve computadores e CPUs roubados. Os assaltantes não tentaram abrir caixas eletrônicos


Território


Bandidos que atuam na área da Rua comandante Caleffi, bairro Passo das Pedras, Zona Norte da Capital, não querem saber de brigadianos rondando seu território. Quarta-feira, uma guarnição da Brigada foi atacada durante uma ronda e um sargento resultou baleado, mas sem gravidade. Os criminosos fugiram.

TOQUE DE RECOLHER


ZERO HORA 25 de abril de 2014 | N° 17774


EDITORIAIS




É compreensível que, em meio à violência provocada por traficantes, uma comunidade adote medidas preventivas, no sentido de reduzir os riscos em áreas conflagradas pela delinquência. Mas é inaceitável que escolas e postos de saúde tenham de ser fechados por imposição do poder de bandidos, como ocorreu nesta semana na Vila Cruzeiro. Suspender serviços essenciais por falta de segurança é admitir a rendição do Estado ao toque de recolher dos criminosos. O governo do Estado, como controlador da Brigada Militar, deveria fazer o contrário, por todos os meios disponíveis. É nessas circunstâncias que o setor público deve se impor, mobilizando policiamento e equipamentos capazes de garantir a segurança em creches, escolas e postos de saúde.

Áreas das periferias das grandes cidades ficam ainda mais vulneráveis à ação de quadrilhas quando, como aconteceu na Cruzeiro, grupos rivais passam a se enfrentar de forma violenta. A explicação de autoridades da segurança, de que policiais foram acionados para repelir mais confrontos e tranquilizar os moradores, é contrariada pelos fatos. A percepção de quem mora na Cruzeiro certamente não era a de que poderia se sentir seguro, ou as direções das escolas e do posto não teriam tomado a medida extrema de suspender as aulas ou prestar atendimento com as portas trancadas. É evidente que a população não deve ser colocada em risco e que por isso mesmo a própria comunidade adota atitudes defensivas. Mas é assustador que, para que tenham de fato alguma proteção, crianças e adultos deixem de frequentar serviços essenciais. É óbvio que esta é uma manifestação de total insegurança.

O episódio da Cruzeiro agrava o cenário provocado pelo tráfico em Porto Alegre, com a repetição de práticas criminosas banalizadas no Rio de Janeiro. Além de proteger os moradores, em resposta a uma demanda específica, como é o caso citado, as autoridades têm um desafio bem mais grandioso. É preciso que o governo demonstre, com firmeza, capacidade de reação à ação dos traficantes, para que não tenhamos aqui o cenário de guerra que atormenta os cariocas.

JOVENS LOBOS EM DISPUTA


ZERO HORA 25 de abril de 2014 | N° 17774


SUA SEGURANÇA | Humberto Trezzi



Jovens lobos em disputa


Repare na idade dos jovens feridos e mortos nesta que é a mais recente sequência de batalhas da Cruzeiro, vila de tantas guerras. Têm 15 anos, 17 anos, 19 anos, 23 anos... Os mais velhos chegam a 27 anos. Alguns, armados e perigosos, jovens lobos à solta num cenário darwinista, em que o mais esperto sairá vencedor. Outros, inocentes úteis, tombados como efeito colateral dos tiroteios ou porque são parentes dos envolvidos: é o caso de uma adolescente de 15 anos, baleada por ser irmã de um dos líderes de gangue.

Como sempre, as polícias Civil e Militar enxergam nos confrontos rivalidade no controle do tráfico de drogas e roubo de carros. É provável que exista essa motivação econômica, mas o cenário histórico da Cruzeiro abrange muito mais que essa conjuntura.

O psiquiatra Montserrat Martins, que trabalhou mais de uma década na antiga Febem e na atual Fase, listou 240 gangues existentes em Porto Alegre, a partir de entrevistas com delinquentes. Os motivos dos homicídios nem sempre envolvem drogas. Um deles é prosaico e ancestral: a velha disputa entre grupos de áreas diferentes. Ser morador da Travessa A e não da Travessa B, ainda que na mesma vila, significa ser submetido a um apartheid.

O sujeito não pode namorar alguém da outra rua, frequentar aquela área, sequer passar por ali. Quando é ligado a um bonde (gangue), piora, porque o acerto é na base das armas. Um conflito territorial que remete à época das cavernas, transferida para o século 21. Numa vila gigante, como a Cruzeiro e seus 65 mil habitantes, o potencial de confrontos desse tipo é infinito. Já aconteceu na Maria da Conceição, no Campo da Tuca, no Rubem Berta, inclusive com fechamento de postos de saúde.

Vai piorar com a Copa? Creio que não. A disputa não desceu dos morros da Cruzeiro para as avenidas, porque é paroquial. Agem certo as polícias ao “congelar” e ocupar a área. Sem espaço para se movimentar, os lobos vão se aquietar. O problema, maior, é a falta de perspectiva de inserção desses jovens no mercado formal de trabalho. O que torna crônica guerra como a vivida agora.

VIOLÊNCIA IMOBILIZA COMUNIDADE


ZERO HORA 25 de abril de 2014 | N° 17774


MARCELA MACHADO* | ESPECIAL


TERRITÓRIO EM GUERRA. Cruzeiro dominada pelo medo

Escolas e creche voltaram a funcionar parcialmente, com poucos alunos, e cinco unidades de saúde foram fechadas à tarde



Ruas vazias, janelas fechadas e clima tenso. Esse era o cenário ontem pela manhã na Vila Cruzeiro do Sul, bairro Santa Tereza, zona sul da Capital. As poucas pessoas que precisaram sair de casa caminhavam com rapidez e de cabeça baixa.

Tiroteiros que se repetiram de segunda-feira a quarta-feira interromperam aulas e prejudicaram o atendimento médico em cinco unidades de saúde da região, que ontem à tarde voltaram a fechar. Os colégios, que fecharam as portas na quarta-feira por causa do toque de recolher – Escola Estadual de Ensino Fundamental Almirante Álvaro Alberto da Motta e Silva, Creche Maria Dolabella Portella e Escola Municipal de Educação Infantil Osmar dos Santos Freitas –, voltaram a funcionar ontem. Porém, segundo os professores, mais da metade dos alunos não foi à aula.

Pela manhã, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) Cristal e Vila Cruzeiro estavam abertas. O posto do Programa Saúde da Família (PSF) Cruzeiro do Sul, que fica bem no foco dos conflitos (Travessa A da Rua Dona Otília), também abriu as portas cedo. Mas duas viaturas da Brigada Militar estavam na frente do local. Segundo o comandante do Território da Paz de Santa Tereza, major José Carlos Pacheco Ferreira, o patrulhamento na área foi reforçado.

– Mesmo com a tranquilidade desta manhã, estamos trabalhando com o efetivo do Território da Paz com o Pelotão de Operações Especiais do 1º Batalhão de Polícia Militar, num total de 60 PMs – afirmou.

Secretaria municipal alega clima tenso ao fechar postos

À tarde, porém, a situação nos postos mudou. A Secretaria Municipal de Saúde determinou o fechamento de cinco: as UBS Cristal, Tronco e Vila Cruzeiro, e os do PSF Cruzeiro do Sul e Mato Grosso. “Conforme orientação da gerência, unidade fechada por falta de segurança”, informava o aviso em frente à UBS Tronco. Em nota, a SMS informou que o ambiente estava “tenso” e os funcionários, “assustados”.

Servidores dos postos relataram que dois médicos teriam pedido demissão na terça, dia do tiroteio. Ontem, um salvadorenho do Programa Mais Médicos teria feito o mesmo pedido.

A assessoria da Secretaria Municipal da Saúde negou que algum pedido tenha sido feito, mas confirmou que um médico de El Salvador ficou muito assustado com os conflitos e, por isso, não foi trabalhar ontem.

– Moro na Cruzeiro há 40 anos e nunca vi uma situação como a dos últimos dias. Mas hoje melhorou – afirmou uma moradora que observava o movimento da Rua Dona Otília pela janela de casa.

Na Unidade de Emergência da Cruzeiro do Sul, que manteve as atividades ontem, os funcionários faziam apelos por presença policial. Na semana passada, criminosos que buscavam atendimento teriam ameaçado os funcionários.

– Enquanto não houver um plantão policial aqui dentro, os funcionários e médicos continuarão sendo ameaçados e até agredidos – relatou o recepcionista Paulo Moacir Silva.

Viaturas circulavam a todo momento pela Rua Dona Otília e pelas Travessas A, B e C, os principais focos de criminalidade. Pelo menos 54 integrantes do Pelotão de Operações Especiais e 40 do Batalhão de Operações Especiais ajudam o 1º BPM e se revezam para garantir o patrulhamento.

– O reforço na área vai continuar enquanto for necessário, até que a situa- ção se normalize – afirmou a comandante do 1º BPM, Cristine Rasbold.

*Colaboraram Rossana Silva e Eduardo Nunes



Perda de arma foi o detonador


O estopim para os conflitos desta semana estaria na perda de uma arma, usada para cometer roubos de veículos. O incidente, há cerca de um ano, teria determinado o início do conflito interno entre os criminosos que atuam nas travessas da Rua Dona Otília.

Segundo a polícia, foi por isso que Maicon Douglas Simões Pereira acabou morto na Zona Norte, em março de 2013. O autor do crime seria Roger Vinícius da Cunha Machado. Maicon teria perdido a arma, fornecida por líderes de um esquema de roubo de carros que financiava traficantes da vila.

Mas os chefões do esquema não aceitaram o assassinato de Maicon como “pagamento” pela arma perdida. E pressionaram Luis Felipe de Oliveira Godói, o Felipinho, líder da gangue e amigo de infância de Roger. Como Roger não pagou pela arma, também foi morto, em uma emboscada armada por Felipinho, em setembro de 2013. Felipinho foi preso à época. O crime, porém, causou a divisão do grupo, que agora disputa os pontos de tráfico.



Poucas crianças nas salas de aula


A Escola Municipal de Educação Infantil Osmar dos Santos Freitas, na Rua Dona Otília, tem 120 alunos, mas ontem, só metade apareceu.

– Na quarta, tivemos de fechar, mas hoje (ontem) a Secretaria Municipal de Educação liberou o funcionamento – disse a diretora, Naiara Frota.

Na Creche Maria Dolabella Portella, na Dona Otília, a frequência foi menor: dos 70 alunos, 16 apareceram.

– Os pais não tinham com quem deixar as crianças, por isso elas vieram para cá – explicou a diretora da creche, irmã Adriana Corrêa.

A Escola Estadual de Ensino Fundamental Almirante Álvaro Alberto da Motta e Silva também reabriu. No turno da manhã, que tem cerca de 400 alunos, 180 foram à aula. Logo na entrada do prédio, o aviso: “Visando maior organização e segurança para os alunos, pedimos a gentileza de que pais ou responsáveis aguardem a saída de seus filhos no pátio da escola”.

Funcionários estão assustados.

– Presenciamos uma cena de guerra. Estamos em pânico, as crianças estão agitadas – relatou uma professora.

Em uma sala de aula, estavam quatro meninos, de uma turma de 20 estudantes. O turno da tarde acabou mais cedo, às 15h30min.

SUA SEGURANÇA | Humberto Trezzi



Jovens lobos em disputa


Repare na idade dos jovens feridos e mortos nesta que é a mais recente sequência de batalhas da Cruzeiro, vila de tantas guerras. Têm 15 anos, 17 anos, 19 anos, 23 anos... Os mais velhos chegam a 27 anos. Alguns, armados e perigosos, jovens lobos à solta num cenário darwinista, em que o mais esperto sairá vencedor. Outros, inocentes úteis, tombados como efeito colateral dos tiroteios ou porque são parentes dos envolvidos: é o caso de uma adolescente de 15 anos, baleada por ser irmã de um dos líderes de gangue.

Como sempre, as polícias Civil e Militar enxergam nos confrontos rivalidade no controle do tráfico de drogas e roubo de carros. É provável que exista essa motivação econômica, mas o cenário histórico da Cruzeiro abrange muito mais que essa conjuntura.

O psiquiatra Montserrat Martins, que trabalhou mais de uma década na antiga Febem e na atual Fase, listou 240 gangues existentes em Porto Alegre, a partir de entrevistas com delinquentes. Os motivos dos homicídios nem sempre envolvem drogas. Um deles é prosaico e ancestral: a velha disputa entre grupos de áreas diferentes. Ser morador da Travessa A e não da Travessa B, ainda que na mesma vila, significa ser submetido a um apartheid.

O sujeito não pode namorar alguém da outra rua, frequentar aquela área, sequer passar por ali. Quando é ligado a um bonde (gangue), piora, porque o acerto é na base das armas. Um conflito territorial que remete à época das cavernas, transferida para o século 21. Numa vila gigante, como a Cruzeiro e seus 65 mil habitantes, o potencial de confrontos desse tipo é infinito. Já aconteceu na Maria da Conceição, no Campo da Tuca, no Rubem Berta, inclusive com fechamento de postos de saúde.

Vai piorar com a Copa? Creio que não. A disputa não desceu dos morros da Cruzeiro para as avenidas, porque é paroquial. Agem certo as polícias ao “congelar” e ocupar a área. Sem espaço para se movimentar, os lobos vão se aquietar. O problema, maior, é a falta de perspectiva de inserção desses jovens no mercado formal de trabalho. O que torna crônica guerra como a vivida agora.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

DISPUTA POR T'RÁFICO VOLTA A FECHAR ESCOLAS E POSTOS DE SAÚDE NO RS

G1 24/04/2014 17h18

Disputa por tráfico volta a fechar escolas e postos de saúde no RS. Diretores de escola e creche liberaram alunos mais cedo, em Porto Alegre. Vila Cruzeiro terá policiamento reforçado por tempo indeterminado, diz BM.

Estêvão Pires e Natália FruetDo G1 RS e RBS TV



Escola com portas fechadas na Vila Cruzeiro
(Foto: Ivani Schütz/RBS TV)

Pelo segundo dia consecutivo, instituições de ensino e postos de saúde fecharam as portas devido ao temor de confrontos entre duas fações de traficantes, na Vila Cruzeiro, um dos maiores bolsões de pobreza da Zona Sul dePorto Alegre. Segundo a Brigada Militar, houve reforço no policiamento na região, o que conteve tiroteios, mas a “sensação de insegurança” fez os locais encerrarem atividades mais cedo.

“Está tudo normal, tranquilo. Estamos com patrulhas na região. Uma escola, uma creche e a Unidade Básica de Sáude funcionaram até o meio dia, mas as direções ficaram receosas com a insegurança e liberaram alunos e funcionários antes do horário normal”, disse ao G1 a tenente-coronel Cristine Rasbold, comandante da Brigada Militar na região.

Após prisões de dois suspeitos de envolvimento com grupos rivais nesta semana, a BM admite não ser possível determinar se ainda há risco de novos confrontos, mas garante: haverá reforço no policiamento da região por tempo indeterminado. “Só sairemos quando tivermos elementos suficientes que tranquilizem quanto à normalidade da região. Seguiremos realizando abordagem e apreensões”, assegurou Cristine.

Entre os presos está um suspeito de envolvimento em assassinatos cometidos durante o feriadão de Páscoa. Com ele, foram apreendidos um revólver de calibre 38 e munição.

O medo afeta as aulas da Escola Municipal de Educação Infantil Osmar dos Santos Freitas e da creche Maria Dolabella Portella chegou a abrir. A Secretaria Municipal de Saúde informou que foram fechados temporariamente as unidades básicas de saúde Cristal e Vila Cruzeiro, e a Unidade de Saúde da Família Cruzeiro do Sul.

Policiais militares realizam policiamento ostensivo na regiao (Foto: Ivani Schütz/RBS TV)


ESTATÍSTICAS SOBRE CRIMINALIDADE

ZERO HORA 11/12/2013 14h13

Ministério da Justiça reúne em sites estatísticas sobre criminalidade. Rede de dados ficará disponível para cidadão e agentes de segurança. Segundo ministro José Eduardo Cardozo, objetivo é dar 'transparência'.

Do G1, em Brasília



O Ministério da Justiça lançou nesta quarta-feira (11), em Brasília, uma rede de dados informatizados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais e sobre Drogas (Sinesp), estabelecido pela lei 12.681/2012.

A rede traz informações sobre a criminalidade no país, com base em dados da Secretaria Nacional de Segurança Pública, órgão do ministério, e é voltada tanto para cidadãos quanto para profissionais da área de segurança pública.

Para o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a rede vai colaborar com a transparência e o planejamento do governo. "É chave para esboçar políticas, é chave para cobrar do governo federal e estadual, é chave para o cidadão sugerir e fiscalizar. Ou seja, é um sistema que dá transparência ao que acontece na área de segurança pública", disse.

A rede ainda será aperfeiçoada, com previsão de "um grande avanço até o final de 2014", segundo o ministro. Está prevista, por exemplo, uma interligação com o sistema do Conselho Nacional de Justiça.

Atualmente, somente cerca de 40% dos municípios brasileiros estão integrados ao Sinesp. A maioria se concentra nas regiões metropolitanas – as regiões de menor adesão são Norte e Nordeste, devido a dificuldades de operação.

O sistema vai funcionar por meio de dois portais na internet e em um aplicativo para celulares, com serviços diferentes em cada plataforma.

No site Portal Público (www.sinesp.gov.br), será possível conferir estatísticas sobre a criminalidade no Brasil, como números de homicídios, latrocínios, furtos e roubos. Os dados são disponibilizados na forma de relatórios, gráficos e mapas de acordo com a região ou estado preferenciais.

O portal restrito é um site acessível por agentes da área de segurança pública com níveis de acesso diferenciados de acordo com a função que o profissional ocupa. O site reúne informações dos órgãos de segurança do governo federal e serve para consultas sobre drogas, processos na área criminal, dados do sistema prisional, entre outros.

No aplicativo, nomeado como "Checkplaca", o cidadão insere o número da placa de um carro e verifica se é roubado ou clonado, com base nos registros do Departamento Nacional de Trânsito. O Checkplaca é gratuito e está disponível desde 2 dezembro, por enquanto, apenas para sistemas Android.

Segundo a secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, o uso do aplicativo, que até esta quarta-feira contava com 17 mil downloads, já possibilitou a recuperação de três carros roubados.

O governo avalia que o sistema é seguro bem criptografado. Miki informou que, apenas em junho deste ano, durante pré-testes, houve 6,4 milhões de tentativas de invasão à rede, todas sem sucesso.

APLICATIVO PARA LOCALIZAR PESSOAS

G1 24/04/2014 14h36

Ministério lança aplicativo para localizar procurados pela polícia. Mandados de prisão poderão ser consultados pelo nome do suspeito. Qualquer cidadão poderá ter acesso ao aplicativo.

Filipe MatosoDo G1, em Brasília




Tela do aplicativo lançado pelo Ministério da Justiça
(Foto: Reprodução)

O Ministério da Justiça lançou nesta quinta-feira (24) um aplicativo para smartphones e tablets que ajuda a encontrar pessoas procuradas pela polícia. A ferramenta, chamada “Mandados de Prisão”, é gratuita, mas para ter acesso a ela é preciso baixar o “Sinesp Cidadão” – programa do sistema Nacional de Segurança Pública.

O aplicativo está disponível para plataforma Android e estará para o IOS em dez dias. De acordo com Ministério da Justiça, a ferramenta deve ser disponibilizada também para as plataformas Windows Phone e Blackberry. O instrumento permite acesso a um cadastro nacional onde constam 352 mil mandados de prisão que ainda precisam ser cumpridos.

Segundo explicou o ministério, quem baixar o aplicativo poderá saber se uma pessoa é procurada pela polícia ao digitar o nome dela (pode ser o da mãe também) ou o número de algum documento que a identifique, como RG, CPF ou título de eleitor.

De acordo com a pasta, em caso de nomes iguais, o interessado em fazer a busca deverá digitar informações como órgão expedidor do documento ou número do processo referente àquela pessoa. O aplicativo não mostra foto do procurado.

Na avaliação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o aplicativo é uma forma de a sociedade “colaborar” com a segurança pública. “Se por um lado precisamos ter informação para programar as ações policiais, de outro lado a interação da sociedade num país como o nosso é de grande importância para que tenhamos sucesso nas nossas políticas”, disse o ministro.

Área do aplicativo onde pode ser feita a consulta
sobre mandado de prisão (Foto: Reprodução)

“As rede sociais, inclusive, podem contribuir muito, pode haver todo um conjunto. A internet abriu uma nova realidade e nós como governo devemos capturar esses ingredientes e transformá-los em políticas que sejam eficazes”, completou.

Segundo a secretária nacional de Segurança Pública, Regina Miki, “é complicado” saber se alguém é procurado pela polícia se a pessoa não tiver mais informações além do nome. Ela afirmou que caso haja nomes iguais, o aplicativo apresentará uma lista para que a pessoa possa conferir outros dados, como nome da mãe e número do processo criminal.

“No casos de homônimos, haverá data de nascimento, nome da mãe e o número do processo, por exemplo, mas se não tiver dado nenhum, aí é complicado”, disse.

'Checkplaca'

O Ministério da Justiça já havia lançado no ano passado o aplicativo “Checkplaca”, criado para localizar veículos roubados por meio das placas. Segundo a pasta, houve 1,2 milhão de downloads da ferramenta, que ajudou a localizar 33 mil veículos.

ASSALTANTE É AMARRADO POR MORADORES

ZERO HORA ONLINE 24/04/2014 | 09h45

Assaltante é amarrado por moradores no bairro Capoeiras, em Florianópolis. Homem teria roubado R$ 107 e algumas caixinhas de suco, mas foi flagrado por comerciantes



Comerciantes que abriam lojas na região perceberam o que acontecia e renderam o homemFoto: PM-SC / Divulgação


Após assaltar uma cafeteria pela segunda vez no bairro Capoeiras, em Florianópolis, um homem de 23 anos foi rendido e amarrado por moradores da comunidade. O fato aconteceu na manhã desta quinta-feira, quando a proprietária abria as portas do estabelecimento.

O assaltante teria fingido estar armado para roubar uma quantia de aproximadamente R$ 107 e algumas caixinhas de suco do estabelecimento, localizado na rua Najib Jabor. 

Comerciantes que também abriam lojas na região perceberam o que acontecia e renderam o homem. Eles o amarram ao corrimão de uma escada e aguardaram a chegada dos policiais militares. A PM encaminhou o assaltante à 3ª Delegacia de Polícia, no Estreito.

Proprietária do café, Caroline dos Santos diz que está assustada e pretende fechar as portas do estabelecimento. Ela relata que o assaltante mora nas redondezas e teme que ele queira se vingar após ser liberado. A cafeteria existe desde janeiro de 2012 e já sofreu três assaltos e dois arrombamentos nesse tempo.

— Foi a segunda vez que ele me roubou. Ele entra e diz que está armado; só descobri que não estava porque pegaram ele — conta a empresária.

* Com informações do repórter fotográfico Guto Kuerten.



"Não tenho mais estômago, foi a segunda vez que ele me roubou", diz proprietária de café assaltado na Grande Florianópolis. Confira a entrevista com Caroline Ferreira dos Santos, que pretende fechar o café com medo de que o ladrão volte para se vingar


Assaltante foi amarrado pelos vizinhos do café no momento em que saia do localFoto: PM-SC / Divulgação
Em menos de dois anos o café de Caroline Ferreira dos Santos, no bairro Capoeiras, naGrande Florianópolis, foi assaltado três vezes durante o dia e sofreu dois arrombamentos noturnos. Na manhã desta quinta-feira, dia 24, o problema se repetiu, e mesmo com a prisão do assaltante, a proprietária, com medo, preferiu fechar para sempre as portas do seu café. Confira a entrevista:


Hora SC - Como você está se sentindo?
Caroline Ferreira dos Santos - Assustada, irritada, com raiva.

Hora SC - Ele estava armado? Chegou a te agredir?
Caroline - Não. É um Zé ruela.

Hora SC - Mas como q ele te rouba sem arma?
Caroline - Ele diz que tá armado. Só descobri que ele não tava porque pegaram ele. E eu trabalho sozinha. Então, mesmo sem arma, o cara me espanca se quiser.

Hora SC - Em sua publicação no Facebook você diz que vai fechar o café - "Bom... graças a ele, a partir de hoje o café está fechado. Infelizmente algumas coisas acontecem pra que a gente mude de direção..."-. Vai seguir com essa ideia ou foi só no momento de tensão?
Caroline - Vou. Não tenho mais estômago. Foi a segunda vez que esse cara me roubou. Eu tô cansada. Agora preciso só vender logo pra minimizar os prejuízos.

Hora SC - E tens o café alí há quanto tempo?
Caroline - Desde janeiro de 2012. Três assaltos e dois arrombamentos.

Hora SC - E a sala é alugada?
Caroline - É sim. Na verdade eu vou fechar porque o cara mora perto e ninguém tem como saber se ele vai ficar preso um dia ou um ano. Ele pode ser solto hoje, pegar uma arma, ir lá e me dar um tiro na cabeça. Como ele disse que faria.

Hora SC - E quem teve a ideia de amarrá-lo?
Caroline - As pessoas que estavam na rua pegaram ele assim que ele saiu. E o amarraram porque a polícia demorou muito pra chegar.


HORA DE SANTA CATARINA