SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

O CONFISCO DE ARMAS, O CAMINHO DA SERVIDÃO E NÓS, OS TEÓRICOS DA CONSPIRAÇÃO



A GAZETA DO POVO. Publicado em 29/06/2014 | 


BENE BARBOSA


Em seu espetacular livro O caminho da servidão, F.A. Hayek demostra com exatidão a importância de se conhecer o passado para se ter a nítida ideia de futuro. Escreve ele: “embora a história nunca se repita em condições idênticas, e exatamente porque o seu desenrolar nunca é inevitável, podemos de certo modo aprender do passado a evitar a repetição de um mesmo processo. Não é preciso ser profeta para dar-se conta de perigos iminentes. Uma combinação de vivência e interesse muitas vezes revelará a um homem certos aspectos dos acontecimentos que poucos terão visto”. Mas alguns veem, ainda que por isso sejam rotulados de paranoicos.

A criação, em 1997, de um cadastro nacional de armas de fogo no Brasil foi, para os mais atentos, um sinal de alerta. Afinal, na prática, para que serve um cadastro desses? A pergunta era simples, mas não foi feita; ou melhor, foi feita por poucos e ignorada pela absoluta maioria. A desconfiança, como verão abaixo, não era vazia, mas, ao contrário, fundada em amplos antecedentes históricos.

A Alemanha nazista, o Japão feudal, a extinta URSS, Cuba, Coreia do Norte, China, todos, em algum momento, fizeram alguma espécie de registro ou levantamento de proprietários de armas de fogo e, logo em seguida, as confiscaram, ao que se seguiram banhos de sangue, exatamente daqueles que, agora desarmados, ousaram levantar a voz contra a ideologia dominante.

Dentro dos exemplos citados acima, nenhum é mais agudo que o da Alemanha nazista. O artigo “Repressão nazista aos donos de armas”, de Stephen P.O. Halbrook, relata com precisão o ocorrido: “A Noite dos Cristais (Kristallnacht) -- a infame violência nazista contra judeus da Alemanha -- ocorreu em novembro de 1938. Foi precedida pela confiscação de armas de fogo das vítimas judias. Em 8 de novembro, o The New York Times informou de Berlim: "Chefe da polícia de Berlim anuncia desarmamento de judeus," explicando: "O presidente da polícia de Berlim, conde Wolf Heinrich von Helldorf, anunciou que, como resultado de uma atividade policial nas últimas semanas, toda a população judia de Berlim havia sido 'desarmada' com o confisco de 2.569 armas curtas, 1.702 armas de fogo e 20 mil cartuchos de munição. Quaisquer judeus ainda achados de posse de armas sem licenças válidas são ameaçados com a mais severa punição".

Descobrir quais judeus possuíam armas não foi difícil, pois a república liberal de Weimar aprovou uma lei, em 1928, que exigia o amplo registro de todas as armas de fogo e seus proprietários, lei essa que foi ampliada pelo próprio Hitler em 1938.

Mesmo governos bem intencionados -- se é que isso existe – foram vítimas dos tais cadastros nacionais de armas, entre eles a antiga Tchecoslováquia e a Polônia, que, uma vez invadidas pelas tropas germânicas, tiveram seus registros policiais coercitivamente usados para identificar os proprietários de armas e as confiscar -- além de, não raramente, fazer desaparecer no meio da noite alguns oponentes políticos.

Voltemos ao Brasil. Criado o cadastro de armas de fogo, todas elas tiveram de ali ser incluídas, renovando a validade de seus registros. Expirado, porém, o prazo de tal renovação obrigatória -- permeada de extrema burocracia, elevados custos, a possibilidade de a autoridade responsável simplesmente negar a renovação, além da desconfiança verdadeira sobre as intenções do governo --, aproximadamente 7 milhões de brasileiros que em algum momento compraram legalmente suas armas ou, de boa fé, aceitaram o convite de regularizar sua situação foram simplesmente jogados na ilegalidade e, subitamente, passaram a ser foras da lei. Vivem hoje com a espada de Dâmocles sobre suas cabeças e precisam optar por se tornar vítimas indefesas dos criminosos ou vítimas armadas da própria lei.

Eis que, no dia 25 de junho, chega-me uma matéria de um jornal do interior do Rio Grande do Sul, na qual se informa que a delegacia da Polícia Federal de Cruz Alta havia pedido apoio à Polícia Civil de Panambi, em uma operação voltada às armas consideradas irregulares pela não renovação de registro. O delegado, ouvido pelo jornal, deixa o recado claro de que há, na prática, duas alternativas: ou entregam suas armas para a campanha do desarmamento, ou terão as mesmas apreendidas e, por consequência, presos e indiciados serão os proprietários.

Podemos estar diante de um caso isolado? De um delegado que quer apenas mostrar serviço ou inflar a tal campanha “voluntária” de desarmamento na região? É possível, mas pouco provável. Há tempos vimos percebendo rumores sobre ações semelhantes no interior de São Paulo, de Minas Gerais e uma possível operação de grande porte em todo o estado da Bahia -- onde, aliás, delegados da Polícia Federal já negam sumariamente o direito de o cidadão comprar uma arma. Seja como for, é verdadeiramente assustador ver aqueles que em tese deveriam zelar pela segurança e reprimir a criminalidade imbuídos da profunda vontade de desarmar, não os que cometem crimes, mas aqueles que são vítimas dos criminosos.

Não há médico capaz de curar um doente com câncer se o mesmo for diagnosticado com gripe, da mesma forma que o paciente pode morrer se tiver uma inflamação e for tratado como se um blastoma tivesse. Urge a necessidade de que análises precisas sobre o desarmamento sejam feitas e divulgadas para que as pessoas tenham a verdadeira consciência de que não estamos lidando com simples erros na condução da segurança pública, e sim com algo absolutamente ideológico, perigoso e em algum momento irreversível. Do contrário, continuaremos a ser chamados de teóricos da conspiração, enquanto a grande massa seguirá, feliz, o caminho da servidão.

Bene Barbosa, bacharel em Direito, é especialista em segurança pública e presidente do Movimento Viva Brasil.

TORTURADO ANTES DE SER MORTO

JORNAL EXTRA, 30/06/14 15:58

Coronel Malhães foi torturado antes de ser morto, diz delegado

De acordo com o delegado, Malhães foi torturado antes de ser morto Foto: Pedro Kirilos / O Globo


Bernardo Costa

O coronel Paulo Malhães, encontrado morto em seu sítio no bairro Marapicu, na zona rural de Nova Iguaçu, no final de abril, foi torturado antes de ser morto. A informação foi dada pelo delegado Pedro Medina, da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), durante entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira. Nesta manhã, foram presos os dois últimos foragidos envolvidos no crime: Alex Sandro de Lima e Maycon José Candido. Para a polícia, o caso está encerrado e tratou-se de latrocínio simples.

- Ele (Malhães) foi agredido com socos e coronhadas durante a ação dos bandidos, sendo o tempo todo ameaçado de morte. Ele acabou morrendo após um ataque cardíaco depois de um dos criminosos ter tentado sufocá-lo com um travesseiro - explicou o delegado.

De acordo com Medina, Alex Sandro de Lima e Maycon José Candido garantiram a fuga dos irmãos Rodrigo e Anderson Pires do sítio, com mais de 20 armas levadas do local. O carro utilizado na fuga também foi apreendido por agentes DHBF. Para Medina, os criminosos agiram de forma amadora.

O crime

O coronel Paulo Malhães foi encontrado morto no sítio no bairro Marapicu, na zona rural de Nova Iguaçu, onde morava com a mulher, na manhã do dia 25 de abril deste ano. Segundo investigações, três homens invadiram a propriedade do militar - que confessou, em depoimento à Comissão Nacional da Verdade, ter participado de torturas, mortes e desaparecimentos de presos políticos - entre eles, o ex-deputado Rubens Paiva.

Três suspeitos do crime já tinham sido presos. São eles Rogério Pires Teles, caseiro do sítio, e seus irmãos Rodrigo Pires e Anderson Pires Teles. Rogério teria facilitado a entrada dos outros dois na propriedade.

Durante as oito horas em que permaneceram no sítio, os irmãos Anderson e Rodrigo Pires roubaram mais de 20 armas de fogo, como pistolas, carabinas, um fuzil, uma sub-metralhadora e rifles, além de munições de diversos calibres, joias, um faqueiro de bronze, aparelho celular, computadores, bebidas, impressoras e cerca de R$ 700 em dinheiro.

PROMESSAS FANTASIOSAS


O SUL Porto Alegre, Domingo, 29 de Junho de 2014.


WANDERLEY SOARES


Discurso sobre o Presídio Central começa a ficar sério



O governo, através da Susep (Superintendência dos Serviços Penitenciários), começou a acenar, nos últimos dias, com a redução da massa carcerária do Presídio Central para 1.500 ou 2.000 apenados até o final deste ano. Lá habitam, em média, 4.500 almas penadas. Trata-se, agora, de um discurso racional, o que corresponde ao início do abandono das promessas fantasiosas que vinham sendo feitas, de forma demagógica e reiterada. O governo Yeda Crusius chegou a anunciar não só o esvaziamento do Central como a sua implosão. Tarso Genro não arriscou falar em implosão, mas não sei quantas vezes, através de seus companheiros, desenhou o esvaziamento total daquela coisa até o final de 2014. Não escondo meu ceticismo. Creio que, na melhor das hipóteses, a redução ficará em dois mil apenados


Delegados lançam livro


O livro "Investigação Criminal - Ensaios sobre a arte de investigar crimes" será lançado na próxima terça-feira, às 19h, na sede da Asdep/RS (Associação dos Delegados de Polícia do RS), na rua Visconde de Inhaúma, n 56, bairro Azenha. A obra foi organizada pelos delegados Emerson Wendt e Fábio Motta Lopes e é editada pela Editora Brasport. Trata-se de uma coletânea de artigos escritos por 16 delegados da Polícia Civil gaúcha. Os artigos são de autoria dos delegados Adilson José da Silva, Clarissa Kolowski Rodrigues, Cristiane Machado Pires Ramos, Elisangela Melo Reghelin, Emerson Wendt, Fábio Motta Lopes, Fernanda Seibel Aranha, João Gabriel Parmeggiani Pes, Luciana Peres Smith, Marco Aurelio Schalmes da Silva, Maria Rosane Fontela Nunes, Marina Machado Dillenburg, Marino Franceschi, Rafael Soccol Sobreiro, Rodrigo Marquardt da Silveira e Taís Bee Wittée Neetzow.


Candidatos brigadianos


Em convenção do PP, realizada sexta-feira última, o nome do tenente-coronel da reserva da Brigada Militar José Carlos Riccardi Guimarães, atual presidente da AsofBM (Associação dos Oficiais da Brigada Militar), foi aprovado para concorrer a deputado estadual. Outro tenente-coronel que postulará uma cadeira na Assembleia gaúcha é Ordeli Savedra Gomes (PSB), que já está no rol dos oficiais superiores aposentados. Os brigadianos querem chegar lá


Decisões do Piratini


Deu no Diário Oficial do Estado: - Aposentadoria do tenente-coronel João Suly Carpes Mazzucco, além de quatro tenentes e dez sargentos; as especialistas em saúde Carolina de Vasconcellos Drügg e Renata Maria Dotta Panichi viajam de 6 a 12/7/14 para Havana/Cuba com 6,5 diárias de 250 dólares/dia e passagens aéreas; a agente administrativa Claudia Quevedo da Costa, da Secretaria da Economia Solidária e Apoio à Micro e Pequena Empresa, viaja de 26 a 29/6/14 para Montevidéu/Uruguai com 3,5 diárias de 200 dólares/dia.

TUMULTO, TIROTEIO E MORTE NO CENTRO DE POA

ZERO HORA ONLINE 30/06/2014 | 06h19

Homem morre após tumulto no centro de Porto Alegre. Troca de tiros ocorreu na Rua General Vitorino



Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS


Uma confusão no entorno das casas noturnas da região central de Porto Alegre acabou em troca de tiros com a polícia na madrugada desta segunda-feira. Um homem morreu durante o tumulto.

Segundo a Brigada Militar, por volta das 4h45min, um grupo de pessoas teria saído correndo do local onde começou a confusão em direção à Rua General Vitorino. Depois de perseguição policial, houve troca de tiros e um homem, ainda não identificado, acabou morto.

O local está isolado para trabalho da perícia.

domingo, 29 de junho de 2014

RIO DÁ EXEMPLO PARA MELHORAR TAXAS DE HOMICÍDIOS ELUCIDADOS


Índice de assassinatos com autores identificados pula de 4,1% para 27,5%, um avanço, mas indicador ainda é baixo em comparação com outros países

POR EDITORIAL
O GLOBO 29/06/2014 0:00



Somente nos três primeiros meses deste ano, 365 pessoas foram assassinadas no Rio de Janeiro, capital. É um número elevado, mas que tem oscilado para estatísticas positivas em razão de ações determinadas por uma política de segurança que logrou atenuar os indicadores de criminalidade no estado. Mais estimulante, porque sinaliza caminhos, é a constatação de que a média de homicídios elucidados no Rio aumentou de 4,1% em 2010 (dados do Instituto de Segurança Pública) para 27,5% (segundo a Divisão de Homicídios). Se, por um lado, é uma melhora ainda tímida, por outro, as iniciativas da polícia fluminense que a ela levaram podem ser um modelo para outros estados com anêmicas taxas de solução de assassinatos.

A polícia brasileira, em geral, não tem uma cultura desenvolvida de elucidação de mortes violentas. A taxa histórica de homicídios com autores descobertos e levados à Justiça fica entre 5% e 10%. São índices muito baixos, se comparados aos de outros países: nos Estados Unidos, segundo dados do FBI, o percentual é de 65%; na França, 80%; e na Inglaterra, 90%.. Em razão dessa indigência, inegável fator de incentivo à criminalidade, no início desta década o Grupo de Persecução Penal da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp) — uma parceria do Conselho Nacional do Ministério Público, do Conselho Nacional de Justiça e do Ministério da Justiça — propôs um mutirão para dar curso a inquéritos paralisados nas polícias brasileiras. A chamada Meta 2 previa concluir (com apresentação de denúncia ou arquivamento), até abril de 2012, ao menos 90% dos procedimentos abertos até dezembro de 2007 para investigar homicídios dolosos. Os resultados foram desanimadores: no prazo estabelecido, 21 estados não haviam atingido o objetivo, e cinco alcançaram um percentual inferior a 20%. Pior: o propósito desse esforço era identificar inquéritos e processos judiciais mais antigos, fazê-los andar e adotar as medidas expiatórias cabíveis, mas, para cumprir as metas, procuradorias de diversos estados arquivaram em massa milhares de processos, como O GLOBO denunciou em 2011.

O aumento do total de homicídios elucidados pela polícia do Rio não foi obra do acaso; tampouco se deu em razão de mudanças drásticas nos paradigmas de investigação. A Divisão de Homicídios passou a trabalhar com planejamento e ações imediatas, providência fundamental nos inquéritos. Criou-se, também, uma estação móvel de cartório para tomar depoimentos no local do crime. Como resultado, 210 pessoas foram indiciadas pela DH nos primeiros cinco meses de 2014.

Mudanças estruturais na segurança passam pelo aperfeiçoamento das polícias. Mas a melhora dos índices do Rio evidencia que há caminhos para ao menos corrigir pontualmente a curva de elucidação de assassinatos no país. Já seria um avanço. Falta, ainda, o Executivo federal atuar na coordenação da troca de experiências entre os estados, dentro de uma efetiva política nacional de segurança pública.

sábado, 28 de junho de 2014

IDENTIFICADO CORPO ESQUARTEJADO

DIÁRIO GAÚCHO 27/06/2014 | 11h37

Identificado corpo encontrado esquartejado no Mario Quintana. Vítima foi identificada como Wagner Silva de Souza, 40 anos



Foto: Divulgação / Polícia Civil
Érico Fabres (especial)


O corpo encontrado esquartejado na tarde de quinta-feira, em uma vala no do Parque Chico Mendes, Bairro Mario Quintana, em Porto Alegre, foi identificado como sendo de Wagner Silva de Souza, 40 anos.

De acordo com a delegada Jeiselaure Rocha de Souza, da 3ª DHPP, a polícia chegou ao nome da vítima através do exame das impressões digitais dela. Ele não possuía antecedentes criminais. As motivações do crime seguem sendo investigadas. A família ainda não realizou o reconhecimento.

Wagner foi encontrado após a polícia civil receber uma denúncia por volta das 17h de quinta-feira. As partes foram jogadas no matagal, a cabeça e uma das pernas ainda não haviam sido encontradas.

Não havia marcas no corpo, nem facadas, bala ou sequer arranhões. A vítima vestia calça e uma camiseta do colégio Concórdia. Nos bolsos, foram encontrados um molho de chaves e um cordão do Grêmio.

A FIFA E A NOSSA JUSTIÇA

O SUL Porto Alegre, Sábado, 28 de Junho de 2014.


WANDERLEY SOARES


Trata-se de lesão corporal de natureza leve o caso Suárez



Como estamos todos possuídos pelo espírito da Copa, como um humilde marquês, aqui da minha torre, sem abdicar de minha missão na área da segurança pública, sugiro aos coleguinhas do esporte que consultem advogados e promotores de Justiça da área penal sobre como seria conduzido o caso do craque uruguaio Luis Suárez, comprovado autor de uma mordida no ombro de seu colega de profissão Giorgio Chiellini, da seleção da Itália, caso fosse ele, o agressor, julgado à luz do CPB (Código Penal Brasileiro). Isto apenas como curiosidade e para encher linguiça na chatice dos intervalos dos jogos, pois o episódio é da jurisdição exclusiva da dona Fifa, cuja decisão punitiva provocou irresignação até mesmo do presidente do Uruguai, José Mujica. Isto posto, sigam-me


Juridiquês


Apenas para esboçar a pauta, creio que Suárez seria enquadrado no Art. 129, que trata da lesão corporal, ou seja, ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem. No caso do uruguaio, houve lesão de natureza leve e a pena seria de detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano. Mas a coisa não é tão simples assim quando discutida em juridiquês. Há agravantes e atenuantes, poderá ser discutida a violenta emoção e até a intenção de ter provocado um mal maior. Os antecedentes não seriam desprezados, mas o amor à pátria também deveria ser avaliado. De qualquer modo, numa visão rápida sobre o episódio, como leigo - é melhor consultar os profissionais do Direito - creio que a Justiça brasileira seria bem mais branda do que a Fifa


Traficante equivocado


Um traficante foi preso ao oferecer drogas para policiais no Território da Paz do bairro Santa Tereza, em Porto Alegre. Agentes do Denarc estavam de campana quando foram abordados por Alexandre Gonçalves, de 31 anos. Ele estava armado e foi preso em flagrante com crack, maconha e cocaína


Esvaziamento


Mais 40 apenados deixaram o Presídio Central de Porto Alegre dentro do processo de esvaziamento daquela casa prisional. Curioso é que o Central, diariamente, continua a receber novos hóspedes


Reação


Um taxista reagiu e prendeu um bandido ao ser atacado na Zona Norte de Porto Alegre. Três homens entraram no táxi nas proximidades do triângulo da avenida Assis Brasil e anunciaram o assalto no bairro Jardim Itú-Sabará. O trio não estava armado. O taxista reagiu e parou o carro. Dois criminosos conseguiram escapar, mas um deles acabou sendo pego pelo motorista. O ladrão foi imobilizado até a chegada da Brigada


Barbárie


A Polícia Civil encontrou, ontem, um cadáver esquartejado e desovado em uma vala do Parque Chico Mendes, bairro Mario Quintana, em Porto Alegre. Segundo a delegada Jeiselaure Rocha de Souza, pelas condições do corpo, o crime havia sido praticado pouco antes. O sangue estava vivo. O homem era muito alto e pesado, por isso, dificilmente uma única pessoa conseguiria praticar o crime sozinha. A vítima vestia calça e uma camiseta do colégio Concórdia. Nos bolsos, foram encontrados um molho de chaves e um cordão do Grêmio. Este é o segundo caso de esquartejamento ocorrido na Capital, sendo que, no primeiro, foram identificados os autores.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

FURTOS E ROUBOS NA VILA MADALENA SOBEM 3.500% DURANTE A COPA

Do G1 São Paulo 27/06/2014 10h31

Apuração do G1 mostra que bairro registrou 469 ocorrências desses crimes. Dados são de 12 a 23 de junho; mesmo período de 2013 teve 13 registros.

Kleber Tomaz e Paulo Toledo Piza


Vila Madalena lotada em dia de jogo do Brasil. (Foto: Darlan Alvarenga/G1)

A Vila Madalena, bairro da Zona Oeste de São Paulo conhecido pelos bares e agitada vida cultural, registrou aumento nos números de casos de furtos e roubos durante os 12 primeiros dias do mundial de futebol. A região foi eleita como destino preferido dos turistas que vêm a capital assistir a Copa do Mundo, de acordo com a Prefeitura.


Dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) aos quais o G1 teve acesso mostram que 469 casos de roubos e furtos foram registrados oficialmente no bairro entre o jogo de abertura da Copa, em 12 de junho, e a partida final do Brasil na fase de grupos, em 23 de junho. No mesmo período do ano anterior, foram 13 boletins de ocorrência. Se comparados os dois números, o aumento foi de 3.500%.

O levantamento feito pelo G1 considerou apenas crimes cometidos dentro da Vila Madalena.

O aumento da criminalidade é reflexo da ação de criminosos em meio a multidão: o bairro passou a receber milhares de pessoas em dias de jogos, o que fez com que Prefeitura instalasse banheiros químicos por ali, e a companhia de Engenharia de Tráfego (CET) passasse a adotar bloqueios nas principais ruas da Vila.

Foram registrados 409 boletins de ocorrência de furto. Comparativamente, no mesmo período do ano passado foram apenas nove registros desse tipo de crime. Além de dinheiro, são levados celulares, carteiras, notebooks, relógios, óculos etc.

Eu ia assistir ao jogo do Brasil contra Camarões num barzinho da Vila Madalena, na última segunda-feira [23], quando levei um esbarrão de um grupo de pessoas, caminhei alguns metros e percebi que haviam furtado meu celular". César Padilha, professor de educação física

Ainda considerando as duas primeiras semanas da Copa, também houve crescimento no número de casos de roubos neste ano em comparação com mesmo recorte feito em 2013. São 60 boletins contra quatro no ano passado. Telefones e objetos pessoais diversos são os itens mais roubados.

PM

O G1 procurou a assessoria de imprensa da Polícia Militar (PM), responsável pela segurança ostensiva e patrulhamento das ruas na Vila Madalena durante a Copa, para comentar o aumento da criminalidade no bairro.

Por e-mail, a PM negou que tenha ocorrido aumento de crimes na Vila Madalena. "Cabe ressaltar que não houve aumento no registro de furtos e roubos na região", informa nota da corporação.

Segundo a Polícia Militar, o policiamento na Vila Madalena "foi intensificado para garantir a segurança das pessoas que frequentam o bairro." Além do aumento no número de policiais militares a pé e à paisana para identificar suspeitos de crimes, duas bases comunitárias móveis "permanecem estacionadas nas imediações dos locais onde os torcedores ficam concentrados."

De acordo com a PM, nesta semana foram presos em flagrante quatro traficantes de drogas. Com eles foram apreendidos 24 frascos de lança-perfume, 13 pinos de cocaína e duas porções de maconha. Também foi detido um ladrão com um celular furtado, que acabou recuperado e devolvido à vítima.

A corporação ainda informou que se reuniu com órgãos municipais para analisar medidas que possam "diminuir o impacto causado aos moradores da região por conta das comemorações da Copa."

A equipe de reportagem também enviou e-mail para a SPTuris para um posicionamento sobre os crimes na região e o público que circulou pelo local, mas não obteve retorno.

Lesões e furtos

Em menor grau, ocorrências de lesões corporais dolosas (aqueles nas quais há intenção de machucar alguém) e furto de veículos também tiveram acréscimo em 2014 relação a 2013.

Foram nove casos de lesão neste ano contra apenas um no ano passado. E foram registrados quatro boletins de furto de carros neste período contra três no ano anterior.

Para roubar ou furtar, criminosos costumam adotar as táticas do "esbarrão" e de "simulação de brigas".

“Eu ia assistir ao jogo do Brasil contra Camarões num barzinho da Vila Madalena, na última segunda-feira [23], quando levei um esbarrão de um grupo de pessoas, caminhei alguns metros e percebi que haviam furtado meu celular”, lamentou o professor de educação física Cesar Padilha, de 32 anos.“E eu havia colocado o telefone no bolso da frente já para evitar que alguém quisesse levá-lo”.

Cesar registrou o furto de seu celular no 14º Distrito Policial, em Pinheiros. Na quarta-feira (25), ele tinha ido à delegacia para tentar recuperar o aparelho. “Soube que alguns telefones foram apreendidos e vim aqui fazer o reconhecimento e tentar reavê-lo”.

Professor Cesar Padilha teve o celular furtado
no dia 23 quando ia assistir ao jogo da seleção
num barzinho na Vila Madalena.
(Foto: Kleber Tomaz / G1)

Brigas

Também há relatos de assaltantes que simulam brigas para atrair a atenção de pessoas que acabam apartando a confusão. Quando as vítimas se aproximam, são roubadas.

Em números absolutos, as ocorrências policiais registradas na Vila Madalena dispararam do dia da abertura da abertura da Copa até o último jogo da seleção brasileira na primeira fase.

Foram 647 boletins, sendo que os boletins de ocorrências de furtos e roubos somados correspondem a 72,4% desse total, ou 469 ocorrências.

No mesmo período de 2013 tinham sido 63 registros policiais, a maioria deles (36) eram não criminais de perda de documentos ou acidentes, por exemplo.

Para Tom Green, diretor do Conselho de Segurança (Conseg) de Pinheiros, a aumentou a sensação de insegurança no bairro por conta das festividades envolvendo a Copa. “Isso se deve ao grande aumento do público, principalmente à noite”, disse Green, que fará uma reunião com os moradores da Vila Madalena no dia 7 de julho para tratar dos problemas na região decorrentes do mundial. “Esses visitantes consomem bebidas e drogas e essa desordem em geral traz esse sentimento de insegurança”.

Eu ia assistir ao jogo do Brasil contra Camarões num barzinho da Vila Madalena, na última segunda-feira [23], quando levei um esbarrão de um grupo de pessoas, caminhei alguns metros e percebi que haviam furtado meu celular". Cesar Padilha, 32, professor

Vila Madalena

De acordo com a São Paulo Turismo (SPTuris), empresa municipal de turismo, a Vila Madalena é o principal destino dos turistas que vêm à capital paulista para assistir aos jogos da Copa do Mundo pela TV. A empresa realizou pesquisa sobre as preferências dos torcedores que moram em São Paulo e torcedores de fora da cidade.

O levantamento feito pela SPTuris mostra que a Avenida Paulista e a Fan Fest do Vale do Anhangabaú, ambas na região central da cidade, aparecem em segundo e terceiro lugares, respectivamente, como os locais onde os turistas mais gostam de ir para acompanhar as partidas.




Total de ocorrências no período

Veja abaixo dados da segurança a respeito de ocorrências registradas na Vila Madalena entre os dias 12 e 23 de junho de 2013 em comparação com o mesmo período de 2014:

Ocorrências
2013
2014
%
Furto
9
409
+ 4.444,44
Roubo
4
60
+ 1.400
Outros crimes
8
10
+ 25
Furto de veículo
3
4
+ 33,33
Roubo de veículo
1
0
-100,00
Lesão corporal dolosa
1
9
+ 800
Veículo localizado
1
1
0

METADE DOS SOFTWARES É PIRATA


JORNAL DO COMÉRCIO 27/06/2014


Valdomiro Soares



É alarmante a pesquisa global da BSA sobre software publicada dia 24/6/2014 no Jornal do Comércio, que revela que metade dos programas instalados em computadores pessoais no Brasil em 2013 era pirata. Analisando o histórico da pesquisa, que é realizada desde 2007, temos algo para comemorar. Embora o alto índice, houve uma redução de 3% em relação aos números divulgados em 2011, último ano em que o levantamento foi feito. No ano que o estudo foi iniciado, o índice de uso de softwares pirata no Brasil era de 59%.

A Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) divulgou recentemente que o mercado brasileiro de software e serviços de tecnologia teve um crescimento de 10,1% em 2013. À medida que cresce o número de empresas de tecnologia da informação, cresce a importância para a proteção do registro do software. A validade dos direitos para quem desenvolve um software é de 50 anos, comprovada a sua autoria. Não é obrigatório o registro para comercializá-lo, mas os empresários devem ter cuidado para evitar a pirataria.

O uso de programas ilegais causa anualmente prejuízos bilionários nas empresas brasileiras. O País ocupa as primeiras colocações no ranking mundial no que se refere a perdas em valor monetário provocadas pelo uso de programas falsificados. Esse panorama nos faz refletir sobre o assunto, uma vez que o uso de produtos piratas causa danos a todos e não afeta somente as empresas produtoras ou as que comercializam softwares. É preciso ressaltar que também são prejudicados os cidadãos de bem que consomem somente produtos legalizados, pois acabam pagando um valor maior pelo software, uma vez que os custos fixos e o lucro do fabricante e do comerciante são divididos por uma base menor de clientes.

Presidente do Grupo Marpa


O FIM ESTÁ PRÓXIMO

O SUL, Porto Alegre, Sexta-feira, 27 de Junho de 2014.



A tendência é o retorno aos velhos e transversais discursos



Por ora, chegou a 68 o total de ocorrências envolvendo turistas desde o começo da Copa do Mundo, em Porto Alegre. O levantamento toma por base os registros policiais até as 18h de quarta-feira. Foram vítimas 46 estrangeiros, enquanto outros 37 cometeram os crimes. Somente ontem, 20 argentinos foram presos na Capital gaúcha, a maioria por furto. Estes números estão abaixo das previsões dos órgãos de inteligência das organizações policiais. Agora, resta encarar os "alemães e seus canhões" e mais os argelinos até a segunda-feira, quando Porto Alegre se despede da Copa e começa a retornar a sua realidade. O que desde agora foi possível observar de minha torre é que em um momento excepcional para a vida da cidade, Porto Alegre recebe uma estratégia excepcional de segurança. No entanto, esta estratégia excepcional não é nada além do que deveria ser o tratamento a ser dado, permanentemente, não só para Porto Alegre, mas para todo o Estado. Sobre isso, o fim está próximo. Terminada a Copa, voltaremos aos velhos e transversais discursos.


Sequestro


A subgerente do Banco do Brasil de Seberi foi feita refém com a família durante a madrugada de ontem em Jaboticaba, onde moram. Os criminosos levaram a vítima até o banco, mas não conseguiram abrir o cofre. O marido e os filhos foram encontrados no final da manhã por uma policial de Santa Rosa que passava pela estrada entre Seberi e Boa Vista. Ninguém ficou ferido.


Tráfico


Uma jovem de 22 anos foi presa com 1 quilo de cocaína quando desembarcava, procedente de Porto Alegre, na rodoviária de Santa Maria. A Polícia Civil realizou a prisão graças a uma denúncia anônima.


Assalto


A polícia procura três homens que assaltaram uma casa na região central de Santa Maria à noite passada e mantiveram pai e filha em cárcere privado. Um dos bandidos chamou o dono da casa para que ele retirasse o carro que estava na rua, quando foi rendido. Os criminosos fugiram com R$ 1,5 mil, talões de cheque e aparelhos eletroeletrônicos. Ninguém foi ferido.

TEMOS UMA RAZÃO PARA DEFINIR A VIOLÊNCIA?

ZERO HORA 27 de junho de 2014 | N° 17842

ARTIGOS


Eduardo Baptistela*




A violência está nas mãos dos criminosos. Ela assola, arrasa e faz de nós inocentes e reféns. Sofremos parados e calados. Mas quem são os criminosos? Aguardamos que a Justiça os julgue, porém ela dorme um sono profundo em “berço esplêndido”. Mas, quando acordo, ela pune. O crime ainda compensa. A próxima vítima pode ser você. Ah, acordou!? Agora está traumatizado? Todos estamos traumatizados.

Teses que justificam tal situação surgem e desaparecem rapidamente, buscamos uma origem para o problema. Será que a violência surge da pobreza e da marginalização? Impor penas severas – como, por exemplo, a pena de morte – e investir no aumento do contingente de policiais são atos que poderiam diminuir a criminalidade? Poderia ser a falência do poder intimidatório do Direito Penal. Ah, se a punição severa bastasse!

Vamos pontuar algumas justificativas para a situação da violência atual. A culpa poderia ser da televisão e da mídia em geral, que tem grande audiência quando apresenta “sangue” e ódio, ou poderia ser a ineficiência dos órgãos repressivos. Portanto, o problema sempre é do Estado. Achamos o culpado. E nós o que fazemos?

Afinal, devemos reprimir ou prevenir? Como prevenir a violência se crimes surgem de todas as esferas? Temos mais perguntas do que respostas para tentar definir a violência. Sempre surgem soluções banais de nobres doutores para a eliminação da célula maligna da sociedade por meio de tratamento. Mas qual o remédio?

A violência seria a soma de vários fatores ou é produto de frustração? Seria fruto da natureza humana? Sabe-se que quase a metade das mortes é praticada por motivos fúteis, como uma simples briga familiar. Por outro lado, nos deparamos também com a violência doméstica, a violência silenciosa da discriminação, dentre tantas outras.

Será que a violência e a criminalidade estariam no campo do desamor e as suas causas seriam morais, sociais ou éticas? Estaria a violência na irracionalidade do ser humano? Estaríamos em um declínio da civilização, já que são percebidas alterações nos padrões sociais e culturais do homem? O fato é que a sociedade está corrompida e há crise em todos os setores: na família, no Estado e no próprio cidadão. Nos dias atuais, prevalecem o egoísmo, a ambição e a fome de poder. Como vencer esses males? Talvez por meio de uma palavra mágica: educação. Mas onde ela está? Como vencer esses males?

Talvez por meio de uma palavra mágica: educação


*ADVOGADO E FILÓSOFO


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Com certeza, uma das sementes "mágicas" é a EDUCAÇÃO, mas ela sozinha é insuficiente para dotar um povo de cultura, ordem, respeito, disciplina consciente e paz social. Se a educação fosse assim tão forte, políticos, magistrados e cidadãos letrados, instruídos e formados em universidades não seriam criminosos e contraventores. Mas são comuns notícias envolvendo autoridades e poderosos em corrupção, universitários no tráfico de drogas, letrados em golpes e fraudes, e pessoas bem instruídas em pirataria, roubos, assaltos, homicídios, etc... 

Assim, penso que, para conter a violência, é necessário multiplicar uma boa educação familiar com uma educação escolar ética e multidisciplinar  focada no talento e na autonomia, e com a ordem pública regulada por leis claras e preservada por uma justiça ágil garantindo direitos coletivos e particulares, todos fomentando uma cultura de respeito e paz social. Mas para tanto, a nação deve contar com Poderes de Estado compromissados com o povo e exercendo o contrato social que limita a liberdade para assegurar a finalidade pública e os direitos de cada um numa sociedade livre, justa, solidária e em paz.

SSP-RS ADMITE ERRO DE COMUNICAÇÃO NO CASO DO BEBÊ SEQUESTRADO


ZERO HORA 27 de junho de 2014 | N° 17842


Secretaria de Segurança admite erro de comunicação para buscas




A Secretaria da Segurança Pública (SSP) reconheceu ontem ter ocorrido uma falha no alerta sobre o sequestro do bebê. Às 16h50min de terça-feira, o atendente do 190 recebeu a denúncia de um funcionário do hospital sobre um suposto sequestro.

Logo em seguida, foi emitido um alerta no sistema, recebido pela BM, que acionou sindicatos de táxis e EPTC, repassando dados das imagens que captaram a suspeita entrando em um táxi com o bebê. Mas o comunicado não foi repassado à Polícia Civil.

Mesmo com a falha, os policiais civis localizaram a criança. É a primeira vez que esse problema de comunicação ocorre, assegura a SSP. A causa é investigada e uma equipe trabalha para corrigi-la.


Mulher que levou bebê teria apagado chamadas

APARELHO APREENDIDO COM Luciana Soares Brito não tinha registro de ligações, embora ela tenha sido vista ao telefone após deixar o hospital



Uma dúvida intriga os policiais que investigam o sequestro da recém-nascida Bárbara Casagrande: por que a sequestradora, Luciana Soares Brito, 39 anos, teria apagado registros de chamadas de celular feitas na tarde do crime? O bebê foi levado na terça-feira, da maternidade do Hospital Santa Clara, em Porto Alegre, e foi encontrado 10 horas depois.

Presa desde quarta-feira, Luciana trabalha como copeira em uma clínica psiquiátrica e faltou ao serviço no dia do sequestro. Ela mantinha Bárbara na casa onde moram três de seus cinco filhos, no bairro Lami. Os filhos estranharam quando a viram com a criança, mas ela disse que o bebê era seu – havia relatado estar grávida alguns meses antes.

A Polícia Civil pediu exames de sanidade mental e para verificar se Luciana está grávida. Ela está em uma cela isolada na Penitenciária Feminina Madre Pelletier, para evitar represálias.

Ao ser presa, Luciana apresentou comportamento infantil. Simulava embalar um bebê, falava com voz de criança e dizia ter sequestrado Bárbara para que fizesse companhia ao nenê que ela imagina ter. Um dos filhos confidenciou a ZH que a mãe esteve duas vezes em tratamento psiquiátrico nos últimos três anos.

A principal hipótese cogitada pelo delegado Hilton Müller é de que Luciana sofra de problemas emocionais, mesclada com gravidez psicológica. Os policiais não afastam, porém, a possibilidade de que ela esteja fingindo.

Estranham, ainda, que o celular encontrado com ela não registre chamadas perto do horário do sequestro, embora imagens a mostrem ao telefone. Nesse caso, só a quebra do sigilo das ligações poderá esclarecer a situação.



COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - O Centro Integrado de Segurança Pública é um órgão que está sob controle direto da secretaria de segurança, portanto é a ela que o Delegado deveria direcionar a sua justa e oportuna reclamação e não à Brigada Militar. O reconhecimento do erro evidencia esta subordinação. A propósito: se é um "centro integrado" onde estão os policiais civis integrantes do centro?

COM AS PRÓPRIAS MÃOS


Taxista assaltado captura ladrão na zona norte de Porto Alegre. Três homens teriam tentado ataque no Bairro Jardim Itu, mas motorista conseguiu deter um dos assaltantes

por Carlos Ismael Moreira, ZERO HORA 27/06/2014 | 00h02



Um taxista assaltado conseguiu capturar um dos criminosos que o atacaram na noite desta quinta-feira, no bairro Jardim Itu Sabará, na zona norte de Porto Alegre. Outros dois comparsas conseguiram fugir a pé.

De acordo com o 20º Batalhão de Polícia Militar, que atendeu a ocorrência, a tentativa de assalto aconteceu por volta das 21h30min. O trio embarcou no táxi em frente a um supermercado na Rua Gomes de Freitas, no mesmo bairro, próximo ao triângulo da Avenida Assis Brasil. A corrida seguiu até a Rua Jenor Cardoso Jarros, onde os criminosos, que segundo a Brigada Militar (BM), não estavam armados, tentaram roubar o dinheiro do taxista.

O condutor teria resistido ao ataque e os três assaltantes teriam saído do veículo, fugindo um para cada lado. O taxista teria corrido atrás de um deles e conseguido capturar o homem. Os outros dois conseguiram escapar. Pelo rádio, o motorista pediu apoio de outros colegas, e pelo menos 10 táxis teriam ido até o local.

Em seguida, a BM foi avisada e enviou uma guarnição para deter o suspeito. Os policiais encontraram o homem lesionado, mas os taxistas não admitiram que o tivessem agredido. O homem, que ainda não teve a identidade confirmada pela polícia, foi encaminhado para o Hospital Cristo Redentor para receber atendimento. De lá, seria apresentado na Academia Integrada da Segurança Pública (Acisp), onde o taxista vítima já aguarda para ser ouvido.

Ainda não há confirmação sobre como o caso será registrado. O nome do taxista também não foi informado pela BM.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

JUSTIÇA DE MINAS PROÍBE PM DE CERCAR MANIFESTANTES DURANTE PROTESTOS


Justiça de Minas Gerais proíbe Polícia Militar de cercar manifestantes durante protestos. De acordo com o tribunal do estado, tática de isolar o espaço da manifestação impede o direito de ir e vir dos ativistas


POR EZEQUIEL FAGUNDES
O GLOBO 25/06/2014 17:25

Manifestação anti-copa em Belo Horizonte no dia da abertura do evento - Frederico Haikal / Agência O Globo


BELO HORIZONTE— Em decisão liminar, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) proibiu a Polícia Militar (PM) de cercar manifestantes que protestam contra a Copa do Mundo na capital mineira. A decisão foi tomada na semana em que Belo Horizonte, uma das 12 sedes da Copa, virou o centro das atenções. No próximo sábado, o Brasil enfrenta o Chile no estádio do Mineirão, na Pampulha, em partida decisiva do Mundial. Por meio de nota, o governo estadual informou que irá recorrer na tentativa de derrubar a liminar.

Após atos de vandalismo próximos da Praça da Liberdade, na Zona Sul, no dia da estréia do Brasil contra a Croácia, em São Paulo, a PM mineira passou usar a tática de isolar os manifestantes cercando o espaço público com forte aparato policial. Com essa estratégia, os policiais já atuaram de forma exitosa na Praça Sete, no Centro, e na região da Savassi, na Zona Sul.

Alegando que estavam tendo o direito de ir e vir cerceado pelos militares, representantes do movimento denominado Centro de Cooperação Comunitária Casa Palmares acionaram o TJMG.

Divulgada hoje, a decisão do juiz Ronaldo Claret de Moraes determina que os manifestantes podem se reunir pacificamente em qualquer espaço público da capital mineira. A única ressalva é avisar com antecedência o local escolhido para os protestos.

“Não há dúvida de que é direito de todos os cidadãos brasileiros manifestar-se publicamente questionando a realização da Copa do Mundo da FIFA que está sendo realizada no Brasil, como forma de liberdade de expressão, desde que o façam pacificamente, sem armas e que avisem previamente a autoridade competente, no caso específico a Polícia Militar de Minas Gerais, responsável pela segurança pública deste estado”, anotou o magistrado.

Do início do Mundial até agora, cerca de 20 pessoas foram detidas por atos de vandalismos em meio a protestos. O número de prisões é considerado modesto.

No dia 12, na véspera do primeiro jogo do Brasil, um bando de mascarados quebraram agências bancárias, depredaram a Praça da Liberdade, destruíram canteiros, pontos de ônibus e até tombaram uma viatura da Polícia Civil. Nesse dia, como não foi utilizada a tática de isolamento dos manifestantes, a polícia teve que revidar com tiros de balas de borracha e bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo.

DO JEITO QUE ESTÁ, NÃO DÁ



JORNAL DO COMÉRCIO 26/06/2014


Remi Scheffler




Vou ser ousado, mas direi o que a maioria das pessoas de bem do Vale do Sinos gostaria de dizer: que está na hora de ser decretada “situação de emergência” em Novo Hamburgo e municípios vizinhos. Emergência pela insegurança que estamos vivendo. Arrombamentos, assaltos e até sequestros estão nos assombrando. Neste mês, nos vimos diante de mais uma brutalidade, o assassinato de um jovem empresário, que estava dentro de sua casa e foi defender esposa e filha da ação de um ladrão. Ladrão este que deveria estar atrás das grades, mas andava por aí beneficiado pela fragilidade das leis.

Não passa um dia sequer sem que as manchetes de jornais estampem alguma situação de violência vivida pela sociedade. O mais comum é ouvir falar de execuções aqui, queimas de arquivos ali, por conta de uma guerra silenciosa, a do tráfico. Só que não para por aí. Desde o Centro até as periferias, residências e empresas são alvo de arrombadores que levam desde roupas no varal até objetos de maior valor. Os mais ousados, de arma em punho, atacam pedestres, trabalhadores chegando nas empresas ou em casa, rendem famílias e colocam terror. E o pior de tudo é que ainda agradecemos a Deus quando vão embora sem machucar ninguém. A que ponto chegamos. Sair ileso de um assalto é motivo de agradecimento.

O que estamos vendo, e aí está o cerne da questão, é que muitos crimes são cometidos por criminosos beneficiados do semiaberto. Para quem não sabe, é um sistema no qual o preso só tem a obrigação de dormir atrás das grades. Durante o dia está livre para cometer crimes. Esta é uma situação que não poderia estar acontecendo. O local onde funciona o semiaberto de Novo Hamburgo, por exemplo, não é ideal e tem um tratamento que não é condizente com o que ele representa. Estamos nos sentindo fragilizados e vulneráveis. Situações perigosas nos fazem sentir indefesos. E o cidadão, que paga impostos, nada pode fazer, a não ser investir em segurança privada. Vamos acordar! Do jeito que tá, não dá! É preciso união de forças. Sabemos que nossos governantes municipais se mobilizam constantemente por melhoras na segurança. Mas é preciso mais. Por isto, sugiro: Situação de Emergência, já! Caso contrário, vamos continuar sepultando pessoas de bem, em partidas precoces, vítimas da violência.

Presidente do Sindilojas/NH

UMA TRISTE HISTÓRIA

O SUL Porto Alegre, Quinta-feira, 26 de Junho de 2014.


WANDERLEY SOARES


Há vocações que levam pessoas a traumas irreversíveis



Carregar malas, como qualquer outro trabalho, é uma função da maior dignidade quando exercida por profissionais que tem nisto a sua atividade precípua. No entanto, sem raridade, são notáveis os carregadores de malas que têm em suas salas medalhas e diplomas recebidos em academias e que se submetem a tal esforço para agradar figurões tendo como recompensa, especialmente na função pública, CCs, FGs e, de lambuja, circularem em corredores palacianos ou mesmo aparecerem em algumas imagens da mídia as quais mostram, orgulhosos, para a parentela ou para o crédulo vizindário. Há políticos que, mesmo sem apreciar os lambe-botas ou baba-ovos, não têm como deles fugir, pois tais tipos grudam como carrapatos. Sigam-me.


Tratado


Na área da segurança pública sempre há os que buscam escapar da incômoda tarefa de caçar bandidos e seguem a carreira de carregador de malas. Não sou contra, pois para isso é necessária vocação invencível. Lembro de um tipo desses que tinha o apelido de Gardenal graças à sua virtude de acalmar as crises nervosas de todos os seus chefes. Trabalhava lá pela aprazível Serra Gaúcha e, por circunstâncias que não pôde enfrentar, foi transferido para a Capital como chefete de um setor burocrático. Desde então, entrou em crise existencial, pois não tinha malas para carregar nem botas para lamber. Durante esta euforia da Copa, quando não faltam tipos como Gardenal, me veio à memória esta triste e verdadeira história que poderá um dia ser inserida em algum tratado de psicologia sobre o qual não exigirei crédito.


Tornozeleira


A Brigada Militar de Sapiranga vem apertando o cerco à bandidagem. Ontem, o 32 Batalhão de Polícia Militar prendeu dois foragidos do sistema prisional. A primeira prisão ocorreu no bairro Amaral Ribeiro. Jossemaico Pedroso da Silva, 24 anos, com antecedentes por roubo, ameaça, lesão corporal e furto foi capturado. Ele estava foragido do Instituto Penal de São Leopoldo desde maio último. Já no bairro São Luiz, a Brigada prendeu Otoniel Rodrigues Machado, 32 anos, com antecedentes por tráfico de entorpecentes, desobediência, lesão corporal e receptação. Machado havia cortado a sua tornozeleira eletrônica, artefato que controla os apenados do regime semiaberto. O homem estava foragido desde maio deste ano.


Ensaio


Começou ontem o processo de transferência de apenados do Presídio Central de Porto Alegre para a Penitenciária de Montenegro. Quinhentos presos serão transferidos gradualmente até o fim de julho. Segundo o último levantamento da Susepe (Superintendência dos Serviços Penitenciários), o Central abriga 4.409 almas. A capacidade é para pouco mais de 2 mil detentos. Assim, pois, o movimento de 500 apenados é mero ensaio de uma peça sem data para ser encenada.


Fórum


Um homem foi executado a tiros, ontem, em frente ao Fórum de Canoas. Maiquel Fleck de Oliveira, que cometera um homicídio no bairro Rio Branco em 2012, foi baleado ao chegar para uma audiência. Quatro homens foram presos após o crime. Segundo testemunhas, três deles atiraram e um esperou o trio dentro de um carro.

A MORTE DA PENA


ZERO HORA 26 de junho de 2014 | N° 17841. ARTIGOS

MARCOS EBERHARDT*



ZH publicou artigo sobre a pena capital em 23/06. O texto exige contraditório. Poderia ser dito que a pena de morte é uma experiência fracassada no resto do mundo e que aplicá-la no Brasil quando todos os países desenvolvidos vêm realizando manobra oposta seria, no mínimo, ilógico. Que os países europeus – em maioria – já aboliram a sentença capital. Que nos últimos anos, nos Estados Unidos, diversos Estados extinguiram a sanção. Que nos países em que ainda existe, sua utilização tem se reduzido radicalmente, até mesmo pelo custo. Num país que cria bolsões de miseráveis não é o momento de discutir pena de morte.

Quem compreende – mesmo superficialmente – o fenômeno multifacetário e interdisciplinar da violência sabe que tentar “resolver” um “problema” pelo seu resultado é inútil. Virou moda dizer que prender criminosos é a solução para os problemas sociais. O poder político encampou esse discurso, recorrendo ao Direito Penal. Mas, infelizmente, o sistema carcerário (doente) permite um aumento da criminalidade.

A solução não é proteger delinquentes, deixando-os livres e impunes. Todavia, os estudos atuais atestam que erradicar um ou outro infrator não resolverá o problema crônico da criminalidade. O Direito Penal não está pronto e nunca estará para responder a todos os anseios sociais e às “vontades” do imaginário social. A cada segundo, o Direito Penal perde seu fundamento. Quer proteger todos e não protege ninguém, deixando de cumprir suas promessas e perdendo, portanto, legitimidade. De tudo isso, o certo é que a forma pela qual a violência está sendo combatida, com aumentos de penas e com um sistema punitivo falido, é ineficaz!

É preciso, portanto, focar nas inúmeras causas do problema. Não podemos condenar à morte as populações vulneráveis de nosso país – sim, os pobres, ou quem pensamos em executar? É preciso quebrar este círculo vicioso por meio de políticas públicas que provenham melhor qualidade de vida a crianças e adolescentes, direcionando a atenção àqueles que serão posteriormente recrutados pelo crime e dando-lhe alternativas dignas e humanas de vivência.

*ADVOGADO E PROFESSOR DA FACULDADE DE DIREITO DA PUCRS

quarta-feira, 25 de junho de 2014

ASSALTANTES FAZEM TRÊS FAMÍLIAS REFÉNS NO INTERIOR DO RS


Quadrilha faz três famílias reféns em assalto em Ilópolis. Assaltantes teriam amarrado em torno de 10 pessoas, incluindo crianças, e fugido levando três carros, além de pertences como joias e dinheiro

por Vanessa Kannenberg, ZERO HORA 25/06/2014 | 10h32



Uma quadrilha fez em torno de 10 pessoas reféns durante um assalto a três residências vizinhas, na noite desta terça-feira, no interior de Ilópolis, no Vale do Taquari.

De acordo com a Brigada Militar, por volta das 21h30min, cinco homens, com rostos descobertos e armados com espingardas e armas de cano curto, renderam as famílias por cerca de duas horas.

Segundo relato das vítimas, os assaltantes chegaram em um carro branco, não identificado, e amarraram os moradores, que incluíam crianças, e colocaram todos na mesma peça de uma das casas. Em princípio, ninguém foi ferido.

A quadrilha fugiu levando três carros – um Pálio, uma caminhonete Hilux e um Gol – além de objetos, como eletrodomésticos, dinheiros e jóias. O Gol foi encontrado pela BM, abandonado, em uma estrada próxima ao local do crime.

Os policiais seguem fazendo buscas na região, mas ninguém foi preso. A Polícia Civil investiga o caso.



25/06/2014 | Segurança

Criminosos fazem três famílias reféns durante assalto em Ilópolis. Fato foi registrado na noite desta terça-feira, 24, em Linha Santo Antônio

Rádio Independente / Lajeado


Arte / ClicSoledade
 

Uma quadrilha fez mais de dez pessoas reféns durante um assalto a três residências vizinhas na noite desta terça-feira, 24, no município de Ilópolis, na região alta do Vale do Taquari. Conforme a Brigada Militar, por volta das 21h, cinco indivíduos chegaram na primeira moradia, em Linha Santo Antônio. Eles estavam de cara limpa, portavam espingardas calibre 12 e outras armas de cano curto, e teriam chegado em um carro branco, modelo hatch, não identificado.

Os bandidos renderam três famílias, somando mais de dez pessoas, incluindo crianças pequenas. Todas as vítimas foram amarradas e colocadas em quartos da terceira casa. A ação durou mais de duas horas. Foram roubados diversos pertences, entre motosserra, televisão, carnes, uma certa quantia em dinheiro e joias. Três veículos também foram levados: um Palio prata, placas ILY-2459, uma caminhonete Toyota Hilux branca, placas IVM-3961 e um Gol cinza, placas DID-7993.

O Gol foi encontrado abandonado nas imediações. A BM fez buscas, mas ninguém foi localizado.