SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

BANDO ASSALTA AGÊNCIA E FAZEM MULHER DE REFÉM

DIÁRIO GAÚCHO 30/07/2014 | 18h16

Bando assalta agência bancária em Tapes. Bandidos fizeram uma mulher refém durante o roubo


Um grupo de pelo menos quatro pessoas assaltou na tarde desta quarta-feira uma agência do Banrisul em Tapes. De acordo com a Brigada Militar (BM) da cidade, não houve confronto entre bandidos e policiais e ninguém ficou ferido.

Rubem Duarte Xavier, corretor da imobiliária Novo Lar, que fica em frente ao banco assaltado, disse que fechou a porta de ferro do local onde trabalha, mas conseguiu ver o que se passava na rua:

— Um dos homens estava mascarado. Os demais estavam de boné. Na frente da agência, um deles pegou uma mulher de refém e ficou com a arma apontada na cabeça dela o tempo todo.

Segundo Xavier, no final da operação que durou cerca de cinco minutos, o bando chegou a levar a refém até a porta do carro usado para a fuga.

— Felizmente deixaram ela sair — disse o corretor.

A BM agora faz buscas pela região para localizar os suspeitos. A assessoria de imprensa do Banrisul não informou a quantia de dinheiro levada.

NÚMERO UM DOS BALA NA CARA É PRESO COM COCAÍNA

DIÁRIO GAÚCHO 30/07/2014 | 20h14

Número 1 da facção Bala na Cara é preso em ação não planejada da PF. Luis Fernando da Silva Soares Junior, o Junior, 30 anos, foi detido após denúncias anônimas



Foto: Reprodução / Ver Descrição


Em uma ação aparentemente não planejada, o homem apontado como líder da mais perigosa facção criminosa do Estado foi preso pela Polícia Federal, na noite de segunda-feira, em Porto Alegre. Luis Fernando da Silva Soares Junior, o Junior, 30 anos, número 1 da facção criminosa Bala na Cara, foi pego com 20,5kg de cocaína em um veículo.

- Ele nos contou que nada tinha a ver com a droga e que não sabia como a cocaína foi parar ali. Mas o histórico dele mostra várias autuações por tráfico - disse o delegado substituto da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF, delegado Roger Cardoso.

Conforme o delegado, o grupo Bala na Cara, citado em inquéritos do Denarc e do Deic, "não existe na Polícia Federal". A prisão só ocorreu após denúncias anônimas, domingo, de que a droga chegaria a Porto Alegre via BR-116. Agentes conseguiram identificar o carro e passaram a monitorá-lo até a hora da prisão. Nos próximos 30 dias, a equipe de investigação tentará descobrir a origem da droga e se há pessoas envolvidasno caso. Junior foi indiciado por tráfico e encaminhado ao Presídio Central. Ainda na quarta-feira, teve sua prisão preventiva decretada.

- No momento da prisão, pedimos para ele sair do carro e ele não saiu, talvez por susto. Teve de ser retirado a força. Não havia arma com ele - informou o delegado.

Surgido há pelo menos dez anos no Bairro Bom Jesus, Zona Norte de Porto Alegre, a facção dos Bala na Cara é responsável por boa parte do tráfico na Capital e tem braços em Alvorada, Viamão e Gravataí. Vários homicídios são atribuídos ao bando, sempre na disputa por pontos de venda de droga.


DIÁRIO GAÚCHO

UM ASSALTO POR DIA

DIÁRIO GAÚCHO 31/07/2014 | 07h08

Moradores relatam rotina de medo em rua do Bairro Espírito Santo, Zona Sul da Capital. No lugar onde homem morreu baleado no domingo, moradores relatam ataques diários de assaltantes. Todos marcados pela violência nas abordagens



Foto: Marcelo Oliveira / Agencia RBS


Cristiane Bazilio


A Rua Antônio Josefino Perrone, no Bairro Espírito Santo, em Porto Alegre, poderia ser cenário de um filme policial. Só nos últimos dois meses, foram dois homicídios e inúmeros roubos e furtos. Moradores relatam uma realidade alarmante: por lá, haveria pelo menos um assalto por dia. Todos marcados pela brutalidade dos ataques. Amedrontados, alguns garantem que têm evitado sair de casa, especialmente quem já viu o perigo de perto.

- Saí de casa para ir ao supermercado, com meu filho de sete anos no banco de trás do carro. Aqui mesmo, na rua, um carro partiu atrás de mim. Mais adiante, ele fechou a minha frente, um homem desceu e botou uma arma na minha cabeça. Não queriam nem deixar eu pegar o meu filho. Me bateram, mas consegui tirar ele do carro. Hoje, não vamos nem na pracinha nos finais de semana. Para ir ao supermercado, não levo mais meu filho ou tenho que mudar o trajeto, porque ele entra em pânico - conta uma vendedora de 28 anos, que, assim como os outros moradores, pediu para não ser identificada.

No domingo passado, um homem morreu baleado durante uma troca de tiros na Antônio Josefino Perrone, quase em frente à casa da vendedora. Da janela, o filho dela assistiu à cena.

- Ele ouviu os tiros e viu pela janela os bandidos correndo com armas na mão. Não tem conseguido dormir e, quando acontece, tem pesadelos. Chora e está com dificuldades na fala - relata.

O homicídio foi de Tiago Cristiano Silva, 21 anos, que, junto com outros dois comparsas, desceu de um carro branco e teria atirado contra um homem que estava em frente a um bar. O homem teria revidado e matado Tiago.

O delegado titular da 4ª DHPP, Rodrigo Pohlmann Garcia, investiga se o caso foi um latrocínio (roubo com morte) ou uma execução, mas admite a vulnerabilidade da área.

- Sabemos que é uma região muito próxima da Vila dos Sargentos, que é violenta, e da Serraria. Atendemos outro homicídio ali, há cerca de dois meses. Um traficante da Restinga que estava começando a vender na região foi executado - afirma.

Moradores relatam que o carro branco, supostamente o mesmo do qual desceram os homens do tiroteio de domingo, tem rondado a rua há tempos. Seria usado pelos criminosos na maior parte dos assaltos. A polícia, no entanto, não tem informações a respeito.

"Mais violentos do que antigamente"

Em meio a uma rotina de insegurança, a vizinhança da Rua Antônio Josefino Perrone contabiliza os assaltos.

- Em um ano que assumimos o ponto, foram cinco ataques. Dois nas últimas três semanas. Da última vez, me puxaram pelos cabelos, me colocaram de joelhos e, enquanto roubavam, diziam: "se chamar a polícia, a gente volta aqui e mata todo mundo" - diz uma comerciante, de 38 anos.

Um aposentado de 63 anos, antigo proprietário do estabelecimento, reforça:

- Eu moro na rua há 39 anos e mantinha esse ponto desde que vim pra cá. Foram 18 assaltos que me lembro. Mas, antigamente, era gurizada que roubava produto, cigarro, R$ 30 que tivesse no bolso. Hoje, eles são violentos, já chegam machucando.

Sem estatísticas não há ação

Embora os moradores ouvidos pela reportagem afirmem que sempre avisam a polícia em caso de assaltos, na prática, são poucas as ocorrências registradas. Aliada ao medo de represálias, esta seria uma das explicações para que não haja um número expressivo de ocorrências nesta rua.

- Sabemos que são altos os índices de assaltos em toda a região, mas não chegaram até nós ocorrências específicas desta rua. O que acontece, muitas vezes, é que as pessoas chamam a Brigada Militar, pelo 190, mas, depois, não vêm à delegacia registrar - afirma a delegada titular da 6ª DP, Áurea Regina Hoppel.

A Brigada Militar faz coro à Polícia Civil e ressalta a importância do apoio da comunidade para que ações preventivas possam ser realizadas.

- Não temos informação de um índice assim tão elevado de assaltos nesta rua. A sensação de insegurança é gerada porque as pessoas deixam de fazer o registro. Não havendo ocorrência, não gera estatística, que é o que vai me permitir redimensionar minha ação ostensiva. A primeira orientação é que as vítimas acionem a BM e façam o registro de ocorrência - aponta o comandante interino da 4ª Cia do 1º BPM, capitão Heraldo Leandro dos Santos.


DIÁRIO GAÚCHO

RESTINGA VELHA RECEBE O CAMINHÃO DA COPA


O SUL Porto Alegre, Quinta-feira, 31 de Julho de 2014.


WANDERLEY SOARES


Enfrentamento entre quadrilheiros motivou a utilização do aparato por tempo indeterminado



A BM (Brigada Militar) colocou um caminhão veículo equipado com câmeras no bairro Restinga Velha, Zona Sul de Porto Alegre. A chamada Plataforma de Observação Elevada foi instalada ontem próxima ao Colégio Estadual José do Patrocínio. O veículo tem toda a estrutura de monitoramento e controle de câmeras que são colocadas na parte de cima, que permitem o acompanhamento de toda a circunvizinhança em um raio de três quilômetros de distância, segundo informou o comandante do CPC (Comando de Policiamento da Capital), coronel João Diniz Godoy. A plataforma chegou ao Estado para ser usada durante a Copa do Mundo e ficou como legado do evento. A BM possui outros dois veículos semelhantes. A maioria das câmeras é fixa, mas existem três capazes de se mover em 360 graus. Naquele bairro o enfrentamento de traficantes está levando medo à comunidade de forma especial, pois o fenômeno ocorre em vários outros pontos da cidade. Agora é só aguardar para verificar durante quanto tempo a plataforma vai funcionar.


Tráfico


Cem quilos de maconha foram apreendidos durante a madrugada de ontem, na RS-040 em Viamão, na Região Metropolitana. Policiais militares desconfiaram da movimentação de dois veículos e realizou a abordagem. A droga estava em um Palio branco. Os ocupantes do outro carro tentaram fugir, mas também foram rendidos. No total, cinco pessoas acabaram presas.


Crime e castigo


Um bandido, identificado como Roberson da Silva Ribeiro, 26 anos, morreu em confronto com a Brigada Militar em Ipê, na Serra. Ele e outro homem tentavam assaltar um restaurante as margens da RS-122, na noite de terça-feira, quando foram abordados. Houve troca de tiros. O comparsa de Silva fugiu.


PM baleado

Um soldado do Batalhão de Operações Especiais da Brigada Militar foi baleado em assalto na Zona Leste de Porto Alegre. Ele estava de moto e foi abordado por dois homens em outra moto na esquina da avenida Saturnino de Brito com a rua Souza Lobo, Vila Jardim. O soldado foi atingido com um tiro em uma das pernas. A dupla fugiu sem levar a moto.


Ataques zerados


A Brigada Militar garante ter reduzido a zero o número de assaltos a ônibus após início de operações em coletivos há quase uma semana.


Candidatos na Asdep


O candidato ao governo do Estado, Vieira da Cunha, e o candidato ao Senado, Lasier Martins, ambos do PDT, estarão amanhã, às 19h, na sede da Asdep (Associação dos Delegados de Polícia do RS) para uma rodada de conversas com a categoria acerca de assuntos relacionados à segurança pública.

REFORÇO DE BRIGADIANOS NA COPA FAZ CRIMINALIDADE MIGRAR EM PORTO ALEGRE

ZERO HORA 31/07/2014 | 05h03

por Débora Ely

Reforço de brigadianos na Copa faz criminalidade migrar em Porto Alegre. Ocorrências registradas em 23 delegacias da Capital em junho indicam que não houve redução da criminalidade no mês em que a Capital teve efetivo duplicado



Enquanto Porto Alegre recebeu jogos do Mundial, efetivo da BM praticamente dobrou na cidadeFoto: Félix Zucco / Agencia RBS


O reforço de 2 mil brigadianos durante o período da Copa do Mundo em Porto Alegre — quase o dobro do efetivo normal — não alterou o número de crimes que chegaram à Polícia Civil. É o que revelam os dados de ocorrências policiais registradas nas 23 delegacias policiais da cidade em junho. Uma análise mais detalhada, porém, sugere que o incremento do efetivo resultou em outro fenômeno: a migração da criminalidade, com aumento de ocorrências em áreas menos policiadas durante o Mundial.

Os dados obtidos por Zero Hora, compilados pelo Departamento de Polícia Metropolitana, são oficiais. Porém, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) do Estado prefere não comentar os números porque as estatísticas ainda não foram submetidas à análise técnica do órgão.

Em junho deste ano, 16.572 ocorrências chegaram às delegacias distritais da Capital e da Mulher, do Idoso e do Trânsito. Em 2013, no mesmo período, foram 16.676: uma queda de apenas 0,6%. Os números têm pouca alteração em relação aos últimos três anos (veja no gráfico abaixo). Um mergulho nos dados, no entanto, mostra que houve redução pontual das ocorrências em áreas centrais como Cidade Baixa, Bom Fim e parte dos bairros Santana, Moinhos de Vento e Centro Histórico, ante um aumento de registros em regiões periféricas como Guarujá, Ipanema e Rubem Berta.

— Mesmo com o aumento considerável da população (turistas) naqueles dias, os crimes não aumentaram. O forte do reforço do policiamento ocorreu nos locais próximos ao Beira-Rio, onde houve redução. Mas, onde não tem policiamento, a criminalidade se desloca — destaca o delegado Cleber Ferreira, titular Delegacia de Polícia Regional de Porto Alegre.

A migração é mais perceptível quando se analisa os dados da 1ª e da 6ª Delegacia da Polícia Civil (DP). Na 1ª, que abrange a Cidade Baixa e a maior parte do Centro Histórico — região que contou com o incremento de efetivo policial — a queda de junho de 2014 (1.473) em relação ao mesmo mês de 2013 (1.817) foi de 18,9%. Já na 6ª Delegacia, responsável por parte da Zona Sul, como os bairros Guarujá, Ipanema e Tristeza, o aumento no número de ocorrências em junho foi de 32,4% quando comparado 2014 (449) ao ano anterior (339).

Outro exemplo é a região dos bairros Rio Branco, Bom Fim e parte do Moinhos de Vento — atendidos pela 10ª DP —, onde o número de ocorrências caiu 7,1% entre junho de 2014 (754) e 2013 (812). No sentido contrário caminhou a 18ª DP, responsável pelo Jardim Leopoldina, Passo das Pedras e Rubem Berta, na Zona Norte. Na área, o número de ocorrências saltou 48,2% neste ano (756) na comparação com 2013 (510). O movimento, no entanto, não é uniforme: na Restinga, zona sul da Capital, os casos caíram em 2013 em relação a 2014.


Especialistas em segurança divergem sobre a análise dos dados


Para o sociólogo, pós-doutor em Criminologia e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública Rodrigo Azevedo, a manutenção da quantidade de ocorrências junto à Polícia Civil mesmo com o reforço de brigadianos nas ruas reforça uma tese:

— Não é o número de policiais que tem efeito direto sobre as taxas de criminalidade. Isso depende do tipo de policiamento, do relacionamento da polícia com a criminalidade e, inclusive, da prevenção.

O sociólogo e doutorando do Grupo de Pesquisa Violência e Cidadania da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Antônio Marcelo Pacheco destaca que a sensação de segurança se deu em regiões pontuais da cidade por meio da presença de brigadianos a pé, a cavalo e em viaturas. No entanto, ele destaca que a violência é uma condição cotidiana do país.

— Nem quatro, nem seis, nem 12 mil policiais têm o poder de acabar com a violência porque não é apenas um problema de falta de policiamento, mas um questão cultural de uma sociedade cheia de crises e de intolerância — aponta Pacheco.

O coronel do Tribunal de Justiça Militar do Estado Paulo Roberto Mendes, comandante-geral da Brigada Militar no governo de Yeda Crusius, discorda. Para Mendes, a redução dos índices de crimes em bairros que contaram com o incremento de brigadianos comprova que não se faz segurança sem policiamento nas ruas.

— Ficou comprovado que, no eixo onde se colocou polícias com alguma abundância, aconteceram duas coisas: a sensação de segurança da população e, por consequência, a redução dos indicadores de criminalidade. Isso afugenta o bandido, que irá atuar em pontos onde não há reforço. Para nós, a Copa do Mundo servirá sempre como referência — destaca o coronel.

A SSP deve divulgar nas próximas semanas o impacto do incremento no policiamento durante a Copa na criminalidade em Porto Alegre.


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - O professor e sociólogo, pós-doutor em Criminologia e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Rodrigo Azevedo acerta, em parte, quando diz que "depende do tipo de policiamento, do relacionamento da polícia com a criminalidade e, inclusive, da prevenção". Realmente a questão preventiva é que fomenta uma sensação de segurança, mas esta necessita de um grande quantidade de policiais ostensivos suficientes para fixar postos e distritos em bairros, aumentar a presença real no patrulhamento das ruas, aproximar a polícia dos locais de risco, interagir com as comunidades, cumprir metas de equipe e reforçar os laços de confiança mútua com a comunidade onde trabalha na garantia do direito da população à segurança.  A outra questão é que a eficiência da polícia e o fortalecimento dos laços de confiança dependem da continuidade dos esforços nas leis e num sistema de justiça coativo, integrado, ágil e determinado a mostrar que o crime não compensa. 

Concordo que não houve redução de crimes, mas migração para outros locais menos policiados e até abandonados pelo policiamento ostensivo preventivo, justamente pela existência de leis permissivas e de uma justiça morosa, leniente e que foge de suas obrigações na sua finalidade pública e na garantia de direitos coletivos. 

GRUPO MONTA BARRICADA PARA ASSALTOS NA RODOVIA DO PARQUE

RADIO GAÚCHA, 31/07/2014 07h37

Um adolescente foi apreendido

Pedro Quintanat



Veículo foi atingido com pedradas na rodovia
Foto: PRF / Divulgação

Criminosos montaram uma barricada na BR-448 (Rodovia do Parque), em Canoas, na madrugada desta quinta-feira (31), para tentar assaltar motoristas que passavam pelo local. Eles jogaram pedras na rodovia e colocaram fogo em pneus no sentido de Canoas a Porto Alegre, na altura do quilômetro 11.

Dois caminhões e um Fiat Uno foram atingidos por pedras. Não houve feridos. Os motoristas avisaram a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que conseguiu apreender um adolescente de 14 anos. Quatro criminosos fugiram e entraram em um matagal.

O adolescente foi levado à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento de Canoas.



Objetos utilizados na barrigada. Foto: PRF/Divulgação



ZERO HORA, 31/07/2014 | 06h20

PRF frustra tentativa de assalto na Rodovia do Parque em Canoas. Estrada foi bloqueada por bandidos com pedras, pneus e cones


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) frustou uma tentativa de assalto na BR-448, a Rodovia do Parque, na madrugada desta quinta-feira, em Canoas. Um adolescente de 14 anos foi apreendido na ação.

Por volta das 3h, na altura do Km 11, a rodovia foi bloqueada com pedras, pneus e entulhos e um grupo de homens teria atirado pedras nos veículos que passavam pelo local. Um caminhão foi atingido com pedras no vidro.

A PRF foi até o local depois de receber relatos de motoristas que passavam pela estrada. Chegando lá, cinco homens que estavam às margens da rodovia fugiram em direção ao mato. Os patrulheiros conseguiram capturar apenas o adolescente. Com ele, foi apreendida uma mochila com facões.

O adolescente teria dito aos policiais que a intenção era assaltar os motoristas que passavam no local. Ele foi encaminhado à delegacia de Canoas para registro da ocorrência.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

TOQUE DE RECOLHER APÓS MORTE DE TRAFICANTE

DIÁRIO GAÚCHO, 29/07/2014 | 07h03

Restinga Velha tem toque de recolher após morte de gerente do tráfico. Postos de saúde e creches fecharam as portas devido ao medo de um novo tiroteio no bairro



Foto: André Feltes / Agencia RBS


Cristiane Bazílio


Depois da morte de um gerente do tráfico no último domingo, o Bairro Restinga Velha, na Zona Sul da Capital, amanheceu a segunda-feira em clima de toque de recolher em meio a boatos sobre uma possível retaliação da gangue da qual ele fazia parte.

- Virou um bangue-bangue. Ontem (domingo), teve tiroteio violento no final da tarde, mais de 50 tiros. Hoje, as pessoas estão recolhidas. É posto de saúde fechado, creche mandando as crianças pra casa...Tudo porque estão ameaçando mais uma troca de tiros. Os bandidos tomaram conta - descreveu um morador, que não quis ser identificado.

A ameaça mudou a rotina do local. Dois postos de saúde trancaram as portas. Nelas, foram afixados cartazes com os dizeres: "Por motivos de segurança, este posto estará fechado hoje". Segundo moradores, pelo menos sete creches também suspenderam as atividades.

- Estamos pedindo que os pais venham buscar seus filhos, por precaução. Estão dizendo que haverá tiroteio à tarde, que vão tocar o terror aqui por causa da morte de um traficante ontem - contou a funcionária de uma escolinha, que preferiu não se identificar.

Tiago Teixeira Paixão, 36 anos, foi executado com seis tiros de revólver 38 dentro de uma churrascaria na Estrada João Antônio da Silveira. Ele seria, segundo a polícia, um dos cabeças da gangue dos Marianas. Seu bando estaria armando vingança.

A informação que se alastrou pela Restinga era de que, após o velório do homem, às 15h de segunda-feira, bandidos tomariam as ruas e dariam início a um tiroteio. Na rua, todos diziam saber da morte no dia anterior, mas ninguém se arriscava a dar informações mais precisas.

- A gente sabe o que aconteceu aqui ontem (domingo) e que o pessoal dele (Tiago) não vai deixar barato. Mas essa guerra não é de hoje. A gente fica atento pra não dar bobeira. Aqui em casa, a criançada não foi à aula hoje - disse uma dona de casa, que também preferiu o anonimato.

Polícia aumenta patrulha

A resposta da polícia para acalmar a população e tentar inibir a ação dos bandidos foi um patrulhamento ostensivo, que começou já no domingo e se estendeu durante todo a segunda-feira. Conforme o comandante do 21º BPM, tenente-coronel Oto Amorim, 50 policiais do BOE e do 21º BPM estão realizando abordagens nas áreas onde atuam três gangues possivelmente envolvidas no conflito. Ação que deve continuar nos próximos dias.

- Até agora, as ameaças não se confirmaram. Mas sabemos que vai ter o revide, estas gangues vão se confrontar - explicou Amorim no final da tarde de ontem.

Segundo ele, locais de confronto foram mapeados e a ordem é patrulhar e abordar.

- Não temos hora para acabar - continuou.

Ainda segundo o comandante, ele já ouviu representantes das creches que fecharam as portas ontem e garantiu que uma atenção especial será dada aos estabelecimentos.

- Faremos um patrulhamento mais intensivo nos arredores destas creches e em todo lugar que for próximo aos locais onde estas gangues atuam - disse Amorim.


Foto: André Feltes, Agência RBS

Entenda as disputas pelo tráfico na Restinga:

- Exatamente há um ano, o Diário Gaúcho mostrava que havia 17 gangues identificadas pela Brigada Militar na Restinga. Hoje, os policiais contabilizam 25. Elas brigam por bocas de fumo.

- Atualmente, o duelo está polarizado entre duas gangues: a dos Marianas, com apoio da dos Alemão e outros, e a dos Miltom, que seria um braço da facção Bala na Cara na região.

- Tiago Teixeira Paixão, 36 anos e apontado como um dos líderes do gangue dos Marianas, foi executado a tiros na tarde de domingo, em uma churrascaria. A polícia tem informações de que o matador é um soldado da gangue dos Miltom. Desde o crime, o homem não foi mais visto na região.

- Na segunda-feira, de moto, vapozeiros e outros criminosos ligados à gangue dos Miltom circularam por creches, postos de saúde e comércios e avisaram que era para todos baixarem as portas. Quem não obedecesse, estaria sujeito a tiros. Ninguém se atreveu a desobedecer.

- A notícia chegou à Brigada Militar, que durante todo o dia manteve policiamento no local. Ao todo, 50 PMs (do 21º e do Boe) abordaram carros e pessoas. Não houve relato de violência até o início da noite.


DIÁRIO GAÚCHO

PM É ABORDADO E BALEADO EM ASSALTO



DIÁRIO GAÚCHO, 30/07/2014 | 10h35

Policial do Boe é baleado em tentativa de assalto na Vila Jardim. PM à paisana levou um tiro na canela

Cristiane Bazilio

Um policial do Batalhão de Operações Especiais da Brigada Militar foi baleado durante uma tentativa de assalto na noite de ontem. 

Era por volta de 21h quando o policial, que estava de folga e à paisana, foi abordado por dois homens em uma moto na esquina das ruas Saturnino de Brito com Souza Lobo, no Bairro Vila Jardim. Eles tentaram roubar a moto do policial que reagiu e disparou um tiro contra os assaltantes. 

Os criminosos revidaram e teriam disparado cinco tiros contra a vitima. Um dos tiros atingiu a canela do PM. Os assaltantes fugiram. 

Segundo informações da Brigada Militar, o policial foi encaminhado ao Hospital Cristo Redentor, onde se recupera e passa bem.

ENTRE O CRIME E A LEI



O SUL. Porto Alegre, Quarta-feira, 30 de Julho de 2014.


WANDERLEY SOARES


No Rio, as quadrilhas oficiais ainda estão fora de controle


A Polícia Civil confirmou que entre os 22 presos em operação para combater quadrilha de roubos de cargas, carros e residências em Porto Alegre está uma policial militar. Raila Graciele Ferraz Saraiva foi presa na manhã de ontem em Santana do Livramento. De acordo com o delegado, Luciano Peringer, ela é acusada de colaborar com as ações da quadrilha ao fornecer informações privilegiadas aos criminosos. O companheiro da policial, que seria um dos líderes do grupo, está foragido. Segundo o corregedor geral da Brigada Militar, coronel Jairo Martins a corporação aguarda detalhes da investigação para poder abrir inquérito. Ao todo são 31 mandados de prisão. Segundo a polícia, o grupo costumava agir com violência no roubo de cargas e de residências. Sigam-me.


Quadrilhas oficiais


Os fatos criminosos que vieram a ser descobertos nas últimas horas, tendo o envolvimento de policiais, merecem análises que deverão ir além dos simples inquéritos isolados. Organizações policiais como as do Rio, apenas para dar um exemplo, descuidaram disso e, hoje, as quadrilhas oficiais ainda estão fora de controle.


Homicídios


Um duplo homicídio no bairro Liberdade, em Novo Hamburgo, é investigado pela Polícia Civil. As duas pessoas foram assassinadas na noite de segunda-feira.


Assalto


O vigilante de uma pedreira foi morto com dois tiros durante a madrugada de ontem em Caxias do Sul. O fato ocorreu na Zona Norte da cidade. Rodolfo Irineu Amarante de Oliveira, de 41 anos, chegou a ser socorrido ao Hospital Pompéia, mas não resistiu. O seu colete balístico e a sua arma foram roubados.


Tráfico (1)


Três homens foram presos por tráfico de drogas em Porto Alegre. A Polícia Federal havia informações de que um veículo estava carregado com cocaína e iria fazer a entrega da droga na Capital gaúcha. O motorista deixou o carro no estacionamento de um hospital particular na Zona Sul e entrou em outro veículo, onde estavam dois homens. Quando os três retornavam ao carro foram abordados e presos em flagrante. A droga, um total de 20 quilos de cocaína, estava no tanque de combustível do carro que saíra de madrugada de Vacaria e passou a ser acompanhado pelos policiais até a Capital.


Tráfico (2)


A Brigada Militar apreendeu 25 quilos de maconha e prendeu dois traficantes em Canoas durante um patrulhamento de rotina no bairro Estância Velha. A droga seria vendida em dois dos maiores pontos de tráfico da cidade.


Aposentadorias e segurança


Pouco mais de um terço dos policiais civis que atuam em Porto Alegre está em idade de se aposentar. São 137, de um total de 437 escrivães, inspetores, comissários, investigadores e delegados. Soluções apressadas estão sendo providenciadas. Na Brigada Militar o quadro não é diferente.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

TERRORISMO PARA A FINAL DA COPA

TV GLOBO, FANTÁSTICO 28/07/2014 11h44

Gravações revelam plano de protesto violento para a final da Copa. Fantástico ouviu testemunhas com exclusividade e teve acesso a escutas feitas pela polícia; defesa não quis falar com o Fantástico.





O dia da final da Copa, entre Alemanha e Argentina, por pouco não foi marcado pelo terror.
Segundo a polícia, esse era o plano da operação "Junho Negro", organizada por ativistas acusados de praticar atos violentos.

De acordo com a investigação, explosivos seriam deixados numa praça movimentada, num bairro próximo ao estádio do Maracanã. Mas a ação foi desmontada graças a depoimentos de ex-integrantes do grupo.

O Fantástico ouviu duas testemunhas com exclusividade, e teve acesso a gravações feitas pela polícia com autorização da Justiça que até este domingo (27) estavam inéditas. Tudo isso revela como esse grupo pretendia atacar naquele 13 de julho.

Dentro de uma barraca na frente da Câmara Municipal do Rio, em agosto de 2013, aconteceu uma reunião, e, segundo testemunhas, foi ali que um grupo de jovens decidiu que era preciso aumentar a violência nos protestos.

“Começou-se a falar em coisas mais agressivas. No próximo ato, o seguinte, rolou a coisa de quererem queimarem um ônibus ali na Rio Branco, isso aconteceu realmente. Isso foi até noticiado, queimaram até um ônibus da polícia”, contou uma testemunha.

Foram mais de 30 depoimentos, milhares de horas de gravações feitas com autorização da Justiça e sete meses de trabalho que desvendaram o planejamento de ações violentas nos protestos.

Segundo as investigações, na barraca, no Centro do Rio, estavam, entre outros, Elisa Quadros, a Sininho, Igor Mendes da Silva, Camila Aparecida Jourdan e Luiz Carlos Rendeiro Júnior, conhecido como Game Over.

Eles fazem parte do grupo de 23 indiciados que responde na Justiça por praticar e incitar atos violentos durante protestos. As principais testemunhas do processo são oito pessoas.

O Fantástico falou com duas testemunhas que prestaram depoimento para a polícia. Elas não quiseram ser identificadas. Elas contam que frequentaram assembleias, estiveram nas manifestações, ouviram as orientações para atacar policiais, além do patrimônio público e privado e se assustaram com a escalada de violência.

“O termo que eles usam: eles falam muito em ação direta. Ação direta é o ato de confrontar, de quebrar, é o ato de destruição, com o objetivo de chamar atenção para eles mesmos”, disse uma testemunha.

“A liderança vinha da Sininho, então ela que comandava, só que na hora que o circo começava a pegar fogo, ela sumia”, contou outra testemunha.

“Ela falava que era doida para explodir a Câmara, tinha que quebrar banco todo mesmo, tem que queimar ônibus. Ela, dia de ato, às vezes, ela está junto. Ela passa, eu já a vi passando bomba, 'cabeção de nego', entendeu? Ela e as turminhas dela lá”, contou uma testemunha.

As ações violentas eram comentadas por telefone pelos próprios manifestantes: "Eles pareciam uns cachorros selvagens sem vacina", mostra uma delas.

Um homem frequentou as assembleias da Frente Independente Popular, a FIP, desde a formação, viu o movimento ganhar a adesão de várias organizações e se ofereceu para participar do núcleo que tomava as decisões.

O Fantástico também teve acesso exclusivo a um vídeo com o depoimento de outro homem, gravado pela polícia. “Eu fui aceito, porque, de alguma forma, eu já era conhecido deles, então, ninguém se opôs a me aceitar na comissão de organização. Na verdade, eram coisas seríssimas que discutiam , coisas criminosas”, conta.

O inquérito policial relata que as lideranças tinham um plano: fazer vários protestos violentos durante a Copa. Seria o que eles chamavam de “Junho Negro”. E esta preparação, segundo as investigações, envolvia a compra de rojões, a produção de coquetéis molotov e de outros tipos de explosivos, que deveriam ser atirados nos policiais.

Para que tudo funcionasse, havia uma distribuição de tarefas. “Existem os mentores intelectuais, que são as lideranças. Eles não assumem esse nome, líderes, porque isso vai contra a ideologia deles que é anarquista, para eles, não tem líder. Mas eu que vi, eu sei que tem”, disse a testemunha.

“Você tem a função dos atiradores, que são os caras que ficam ali responsáveis por atirar os fogos, os molotovs, o que tiver na mão. Você tem a função das mulas, que ficam no meio da multidão com a mochila, preparada para dar para quem quer que seja”, conta.

“E você tem uma categoria também interessante que são funções mais estrategicamente do ponto de vista político. Eles gostam de fazer campanhas em grupos sociais diferentes para poder trazer a galera para eles”, disse.

No protesto marcado para a final da Copa, de acordo com a denúncia do Ministério Público, eles pretendiam esconder coquetéis molotov na madrugada do dia 12 para o dia 13 de julho. Estavam preocupados em levar escudos e objetos para serem arremessados.

Queriam evitar que as mochilas fossem revistadas. Decidiram que era necessário esconder os explosivos em carros nas redondezas do Maracanã, para não correr o risco de serem pegos com eles nas mochilas.

A estratégia, como mostra a investigação, foi testada em protestos na Praça Saens Peña, perto do estádio, nos dias de jogos da Copa.

Veja o que diz Camila Jourdan com outra indiciada, Rebeca Martins de Souza:

Camila: Você conseguiu?
Rebeca: O quê?
Camila: Deixar lá as coisas?
Rebeca: Não. A gente está parado, afastado, esperando ligação para ir para aí.
Camila: Eu estou distante também porque estão fazendo muita revista.
Rebeca: Eu acho assim, a gente pode até ir para aí, estaciona o carro perto e fica aí de fora.
Camila: Eu acho que é mais difícil depois pegar as paradas e levar.

Em outra conversa, Camila reclama com Igor D'Icarahy, também indiciado no processo, sobre a demora em estacionar um carro, que, segundo a polícia, estaria com explosivos.

Camila: Você estacionou?
Igor: Não.
Camila: Cara, por que não?
Igor: Eu vou chegar aí e vou te falar.
Camila: Não, cara, não tem essa não. A gente está saindo daqui! Vai para lá e leva as paradas lá.

A pressa é porque a rua seria fechada, horas antes de um jogo.

Camila: A rua está fechada?
Igor: Isso. Eu vou chegar aí.
Camila: Eu te avisei que isso ia acontecer.
Igor - Não, não é isso...
Camila: É isso sim, cara.
Igor: Eu vou chegar aí e vou falar contigo, para de falar.
Camila: Eu não quero falar com você, cara, sinceramente eu não quero. É falta de respeito com as pessoas que estão envolvidas com essa situação. Muita falta de respeito o que você está fazendo, cara.

Neste mesmo dia, mais tarde, Camila avisa um homem sobre uma operação da polícia: "Aborta a missão, some da rua, some. Entendeu? Some. Foi todo mundo pego".

Camila Jourdan, Igor D'Icarahy e Elisa Quadros, que deixaram a cadeia na quinta-feira (24), graças a uma liminar, foram presos um dia antes da final da Copa. Outras 18 pessoas também chegaram a ter a prisão decretada.

Na Praça Saens Peña, a polícia afirma ter encontrado 20 rojões recheados com pregos e 178 ouriços, objetos de ferro com várias pontas.

A ação batizada de “Junho Negro” acabou sendo frustrada. Os rumos tomados pelos líderes afastaram antigos aliados e despertaram a desconfiança, como mostra a conversa entre um homem não identificado e a advogada Eloisa Samy, denunciada no processo.

"Eu acho que já passou mais que da hora de a gente começar a levantar boicote sim, começar a mostrar as verdades de quem é a FIP de fato é. Porque eles estão levando a gente para o fundo do poço, Elô. Porque tem muitas pessoas ali, Elô, que estão sendo enganadas. Tem muitas pessoas de alma, de bom coração ali, que estão sendo enganadas, e aí, vão para uma Saens Peña da vida e levam porrada. Isso é certo? Isso não certo gente, não é certo", disse o homem.

Todos os acusados citados nesta reportagem foram procurados pelo Fantástico. O Instituto de Direitos Humanos, que representa Rebeca Martins de Souza e Luiz Carlos Rendeiro Júnior, o Game Over, disse que eles não querem fazer declarações e só vão falar em juízo.

A comissão da OAB que defende a advogada Eloisa Samy também afirmou que ela não quer falar.

O advogado Marino de Icaraí Júnior, que defende Camila Jourdan, Igor Mendes da Silva, Igor D'Icarahy e Elisa Quadros, a Sininho, não retornou nossas ligações. Também deixamos recados no telefone da própria Sininho, mas ela também não respondeu.

OLHOS DOS BANDIDOS

O SUL Porto Alegre, Domingo, 27 de Julho de 2014.



WANDERLEY SOARES


Há quem pensa que os olhos dos bandidos são apenas um poema do Chico


Mesmo com todo o esforço da Brigada Militar, a redução de assaltos a ônibus está perto do insignificante. A cada dia que passa, a Capital sente de forma mais intensa a falta daqueles dois mil policiais militares que aqui estiveram para proteger turistas e agradar a dona Fifa. Ocorre ainda que as prisões resultantes das operações diárias não são mantidas pela Justiça e, paralelamente, a ideia de distribuir criminosos profissionais nas ruas enfeitados com tornozeleiras eletrônicas ganha mais adeptos, especialmente entre aqueles círculos pretensamente humanísticos que podem pagar segurança privada, não usam o transporte coletivo e nunca assumiram o risco de olhar nos olhos dos bandidos.

RIO GRANDE VIOLENTO



ZH 28 de julho de 2014 | N° 17873


PORTO ALEGRE - Vítima reage e mata ladrão na Sertório

A tentativa de roubo do carro de um policial militar da reserva, pouco depois das 23h de sábado, na Avenida Sertório, em Porto Alegre, terminou com o assaltante morto com um tiro no peito. Até ontem à noite, o jovem não havia sido identificado. Com ele, foi apreendido um revólver calibre 38. Segundo o delegado João Paulo de Abreu, o objetivo do assaltante era levar o Azera do tenente. Ao ser abordada, a vítima pegou uma pistola .40 que estava sob o banco do motorista e atirou.


PORTO ALEGRE - Churrascaria é palco de acerto de contas

Por volta das 13h de ontem, um restaurante foi cenário de um acerto de contas entre traficantes do bairro Restinga, na Capital. Tiago Teixeira Paixão, 36 anos, foi executado com seis tiros de revólver calibre 38, diante de olhares de clientes de uma churrascaria. Os dois homens que o atacaram fugiram. Segundo a polícia, Paixão fora comprar churrasco para levar. Os suspeitos estariam de saída. Segundo a investigação, a vítima seria gerente do tráfico de uma gangue.


GRAVATAÍ - Jovem de 19 anos é assassinada

Alessandra Machado Gonçalves, 19 anos, foi assassinada pelo companheiro Élsion Jair Nunes, 37 anos, por volta das 10h de ontem, em Gravataí. Após matar a jovem, Nunes tentou suicídio. Socorrido, até a noite de ontem ele permanecia internado em estado grave no Hospital Dom João Becker. Conforme a polícia, o homem atirou contra a cabeça da companheira e, em seguida, contra a própria cabeça. Os dois estavam juntos havia seis meses.


SANTA MARIA. Desavença seria motivo de execução

Uma desavença é apontada como o possível motivo do 38º homicídio do ano em Santa Maria. Robert Rodrigues Martins, 28 anos, foi executado com um tiro por volta das 15h de sábado. O crime ocorreu em frente à casa da vítima, na Rua Marista C, na Vila Pôr do Sol, bairro Nova Santa Marta. Segundo relato de uma testemunha de 21 anos, a vítima foi abordada por dois homens que conhecia. Um deles atirou, e ambos fugiram em direção ao interior da vila.


TRÊS PASSOS. Polícia investiga homicídio

Um jovem de 19 anos foi morto na tarde de sábado em Três Passos, na região noroeste do Estado. O crime aconteceu por volta das 17h, na Rua José Luis Ruhden, no bairro Frei Olímpio. Cristiano Eugênio Costa da Silva foi atingido por um tiro na cabeça. De acordo com a Brigada Militar, a vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu ao ferimento.

O autor do disparo fugiu e, até a noite de ontem, não havia sido localizado pela polícia.

UNIVERSITÁRIO É MORTO EM TENTATIVA DE ASSALTO


ZH 28 de julho de 2014 | N° 17873


EDUARDO TORRES


PORTO ALEGRE. ATINGIDO POR UM TIRO na cabeça, Edison Rupp da Cunha, 20 anos, foi abordado por trio de criminosos que teria como alvo o carro do jovem


Oque deveria ser mais uma madrugada de festa entre amigos acabou em tragédia por volta das 3h de ontem, no bairro Petrópolis, na Capital. O universitário Edison Rupp da Cunha, 20 anos, foi morto com um tiro na cabeça em uma provável tentativa de assalto. Os bandidos tentaram levar o Siena do jovem.

Segundo testemunhas, o estudante foi morto no momento em que tiraria do bolso a chave do veículo para entregar a três assaltantes. Após atirar, o trio fugiu a pé, levando os celulares de outros dois jovens. Segundo o delegado João Paulo de Abreu, a hipótese do latrocínio (roubo com morte) é a mais forte, mas outras possibilidades não são descartadas. Os bandidos teriam se aproximado do grupo, que estava reunido na Rua Felizardo Furtado, perguntando pelo dono do Siena.

– Não sabemos se o objetivo deles era roubar o carro ou se já estavam à procura desse rapaz, que estava com o carro da mãe naquele local – comenta o delegado.

Morador do bairro Rubem Berta, na zona norte de Porto Alegre, Cunha havia se formado em uma escola de Petrópolis no ano passado e conhecia muitos jovens do bairro. Quando foram abordados, ele e dois amigos estavam reunidos com pelo menos outros 20 conhecidos na calçada de um pequeno centro comercial. Cunha e os amigos conversavam encostados no Siena, com as portas abertas. A polícia suspeita que isso possa ter chamado a atenção dos bandidos. Ao se aproximar, o trio exigiu que os jovens entregassem dinheiro e celulares e perguntaram pelo dono do carro.

– Antes de matar o rapaz, eles teriam revistado o carro por dentro – completa o delegado.

Só então os criminosos teriam ordenado que o estudante entregasse a chave do veículo. Os amigos acreditam que o movimento brusco dele ao tentar colocar a mão no bolso tenha assustado o homem que estava armado. O bandido atirou e atingiu o estudante na cabeça.

O jovem morreu no local.


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - A crueldade impune sem limites. Até quando a sociedade vai tolerar a insegurança? Até quando os Poderes vão continuar omissos?  Até quando os representantes do povo vão continuar fazendo leis permissivas contra o povo?  Até quando a justiça será assistemática e lavando as mãos para as questões de justiça e segurança?  Até quando os governantes irão tratar a segurança pública com gestão partidária, promessas, amadorismo, planos pontuais e medidas policialescas?

sábado, 26 de julho de 2014

CERCO AO VANDALISMO

REVISTA ISTO É N° Edição: 2331 | 25.Jul.14

Com informações passadas por agente infiltrado e por ativistas traídas pelos namorados, polícia descobre como funciona o grupo acusado de organizar manifestações violentas no Rio

Wilson Aquino


Na semana passada, o Uruguai recebeu o primeiro pedido de asilo político de brasileiros desde os tempos da ditadura – e negou. A solicitação partiu de ativistas brasileiros que tinham a prisão preventiva decretada sob acusação de formação de quadrilha armada em protestos no País. O inusitado pedido joga luz num caso importante porque deve balizar a forma de tratar o ativismo violento daqui em diante. Afinal, o direito de manifestação deve ser garantido, mas a depredação de patrimônio público ou privado é intolerável. ISTOÉ teve acesso à investigação que resultou em processo contra 23 ativistas cariocas, sendo que três deles – Elisa de Quadros Pinto Sanzi, a Sininho, 28 anos, Camila Aparecida Rodrigues Jourdan, 32, e Igor D’Icarahy, 25 – foram soltos na quinta-feira 24, após 11 dias na cadeia. Foi graças às informações passadas por um policial infiltrado que a ação e a estrutura do grupo foram descobertas. Também contribuíram para montar o quadro os depoimentos das ativistas Anne Rosencrantz e Rosângela Ferreira, motivadas pelo ciúme de Sininho, a quem acusam de ter roubado seus maridos, os líderes Luiz Carlos Rendeiro Jr., conhecido como Game Over, e Gabriel Fernandes Soares.


AQUI NÃO
Eloísa Samy teve o pedido de asilo ao Uruguai negado

O agente infiltrado, cujo nome será mantido em sigilo, foi quem revelou à polícia, por exemplo, a atuação da advogada Eloísa Samy – uma das que tentaram asilo –, até então vista apenas como defensora de manifestantes. Um dos trechos do relatório policial diz que “ele presenciou Eloísa Samy falando para os black blocs que estava na hora de começar a confusão, dando a entender que era para iniciar os atos de vandalismo, o que de fato ocorreu.” Membro da Força Nacional de Segurança, o espião filmava os integrantes do grupo em manifestações e fazia transmissões em tempo real, através do aplicativo “twitcasting”, para o Centro Integrado de Comando de Controle (CICC), estrutura montada pelo governo Federal para a Copa do Mundo ainda ativa no Rio de Janeiro.


SOLTAS
As ativistas Elisa Sanzi, a Sininho, e Camila Jourdan (abaixo) respondem
a processo por formação de quadrilha e foram libertadas após 11 dias na cadeia



Ele ganhou a confiança dos ativistas, trocou telefones e e-mails e passou a fazer parte de um grupo fechado de conversa criptografada chamada “Telegram”, que não pode ser grampeada. Era através do “Telegram” que os atos mais violentos eram combinados. O espião também passou para a polícia os endereços de sites e páginas pessoais que os ativistas usavam. A investigação sepulta os argumentos de que a violência nas manifestações evoluía de forma espontânea ou como reação à repressão da PM. “Eles associaram-se com a finalidade de praticar, nas manifestações populares, crimes diversos, como danos, lesões corporais, posse de artefatos explosivos e corrupção de menores”, afirma do promotor Luís Otávio Figueira Lopes na denúncia. Grupos como Organização Anarquista Terra e Liberdade (OATL), Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) e Movimento de Resistência Popular (MRP), entre outros, formaram a Frente Independente Popular (FIP), para definir uma linha de atuação durante os protestos. Entretanto, segundo o promotor Lopes, em reuniões secretas das quais somente participavam as lideranças, a FIP planejava as ações violentas.

Membros da FIP e instituições, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ), desqualificam o processo judicial, classificado de “criminalização da liberdade de manifestação”. Na quarta-feira 23, 50 integrantes da FIP se reuniram no campus da Universidade Estadual do Rio (Uerj) e uma das questões debatidas era a forma de punir os juízes que deferem a prisão de ativistas. Parlamentares da esquerda fluminense fizeram representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o juiz Flávio Itabaiana, chamando o magistrado de “arbitrário” e o acusando de “abuso de poder”.



Em São Paulo, três manifestantes presos por vandalismo tornaram-se réus na semana passada: o servidor e estudante da Universidade de São Paulo (USP) Fábio Hideki Harano, 26 anos, o professor Rafael Marques Lusvarghi, 29 – ambos detidos no dia 23 de junho – e o motorista João Antônio Alves de Roza, 46, preso desde 1º de julho. A Justiça aceitou a denúncia contra Hideki e Lusvarghi por associação criminosa, incitação à violência, posse de artefato explosivo, resistência e desobediência. Roza é acusado de depredar uma concessionária de carros de luxo durante um protesto. Ele é identificado pela polícia como black bloc e responde por associação criminosa e dano ao patrimônio. Na quinta-feira 24, foi preso temporariamente o professor Jefte Rodrigues do Nascimento, 30 anos. Ele foi detido sob suspeita de depredação a uma agência bancária e uma concessionária durante manifestação em 19 de junho.


CADEIA
Na quinta-feira 24, o professor Jefte Rodrigues foi preso em São Paulo,
acusado de vandalismo. Outros três manifestantes paulistas
viraram réus na semana passada pelo mesmo motivo

ONDE FUI ROUBADO




PORTAL ONDE FUI ROUBADO


Acompanhe o que acontece em cada canto de sua cidade


Como registrar - Em menos de 2 minutos você pode registrar sua denúncia. Acesse o formulário de denúncia de sua respectiva cidade, logo em seguida, pediremos que você preencha um formulário com informações básicas e interessantes sobre o acontecido, como: local, data, horário, objetos que foram levados e o seu sexo. Ressaltamos que a denúncia é totalmente anônima e que você pode ficar tranquilo em compartilhar esta informação com outros cidadãos.


Você colabora - Buscar viver em um país mais seguro é um compromisso de todos nós e cada gesto faz a diferença. O Onde Fui Roubado é um site que tem o objetivo de ajudar as pessoas a conhecerem mais e melhor a realidade da cidade e do país em que vive, portanto, cada denúncia é muito importante para nós.

Todos saem ganhando - Ajudar a mapear o perfil dos crimes que acontecem em sua cidade é uma ação que pode trazer uma série de benefícios, inclusive chamar atenção das autoridades responsáveis pela segurança em sua cidade a usar as informações aqui registradas em seu trabalho de combate e prevenção. Portanto, avise aos seus vizinhos, amigos e parentes que estamos no ar!

http://www.ondefuiroubado.com.br/










BM EVITA ASSALTA PRENDENDO QUATRO BANDIDOS FORTEMENTE ARMADOS


DIÁRIO GAÚCHO 25/07/2014 | 00h57

BM evita a assalto a restaurante e prende quatro em Porto Alegre. Guarnição do 21º BM surpreendeu suspeitos no momento em que iam atacar um estabelecimento na Avenida Juca Batista, na zona sul da Capital

Carlos Ismael Moreira



Quatro homens armados foram presos pela Brigada Militar no momento em que iriam atacar um estabelecimento na zona sul de Porto Alegre, no início da madrugada desta sexta-feira. Com os suspeitos, foram apreendidas duas pistolas calibre 12 e uma pistola 9mm.

Conforme o sargento Joel Eleu Ramos da Silva, que atendeu a ocorrência, a guarnição da Patrulha de Operações Especiais (POE) do 21º Batalhão de Polícia Militar (21º BPM) fazia uma ronda pela região quando avistou a quadrilha atravessando a Avenida Juca Batista, em direção a entrada de um restaurante.

— Quando eles viram a viatura ainda tentaram recuar, um deles tentou jogar a arma fora. Mas conseguimos fazer a abordagem e deter os quatro — contou o sargento Silva.

A suspeita dos PMs é de que um quinto integrante do bando estivesse dando apoio em um automóvel e tenha conseguido fugir. Foram realizadas buscas na região, mas nenhum veículo suspeito foi encontrado.

A BM também acredita que os suspeitos tinham informações privilegiadas sobre o estabelecimento que seria atacado. Aos PMs, os detidos teriam revelado que pretendiam capturar o gerente do restaurante para obrigá-lo a abrir um cofre onde estariam guardados cerca de R$ 12 mil.

Os quatro detidos, que não tiveram a identidade confirmada até a 0h40min desta sexta-feira, foram encaminhados à 2ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (2ª DPPA) para registro do flagrante.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

RELAÇÃO ENTRE BLACK BLOCS PAULISTAS E CARIOCAS



Polícia do Rio investiga relação entre 'black blocs' paulistas e cariocas


MARCO ANTÔNIO MARTINS
DO RIO
FOLHA.COM 25/07/2014 11h15



A Polícia Civil do Rio aponta que houve intercâmbio entre manifestantes do Rio e de São Paulo para articular protestos durante a Copa do Mundo.

A informação consta no inquérito da polícia, ao qual aFolha teve acesso, que investiga a participação de ativistas em protestos violentos no Rio. Ao todo, 23 ativistas são acusados de associação para a prática de vários crimes durante os protestos.

Para a final do Mundial, no dia 13 de julho, já estava acertada a ida de simpatizantes da tática "black bloc" de São Paulo para o Rio. Os ativistas paulistas ficariam hospedados em uma casa em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

A ideia não foi colocada em prática porque na véspera da final policiais da DRCI (Delegacia de Repressão a Crimes de Informática) deflagraram a operação que prendeu os ativistas cariocas.

Com autorização da Justiça, a polícia interceptou ligações telefônicas e flagrou Camila Jourdan conversando com outra manifestante –identificada apenas como Priscila- no qual confirmava a ida de paulistas ao Rio.

De acordo com as conversas, um "black bloc" de São Paulo chamado apenas de "Mais Velho" chega a ir ao Rio, durante a Copa, para conversar com os ativistas cariocas. Segundo a polícia, eles acertam os detalhes de como seria a manifestação na final da Copa.

A ideia, segundo a Folha apurou, era repetir o protesto ocorrido no dia da abertura do Mundial, 12 de junho, em São Paulo. Na ocasião, policiais envolvidos na segurança do evento descobriram que "black blocs" de São Paulo e do Rio se uniram na capital paulista.

O resultado foi a depredação de agências de carros e destruição de telefones públicos. Houve ainda o confronto com os policiais militares de São Paulo. Duas jornalistas da rede CNN ficaram feridas na ocasião.

O que chamou a atenção dos investigadores da polícia do Rio foi que as interceptações telefônicas chegam a falar da transferência de dinheiro de ativistas do Rio para os "black blocs" paulistas. A verba seria para custear a passagem dos ativistas e alimentação até a hora do protesto.

Nos grampos telefônicos não há indícios ou declarações sobre o valor transferido. A polícia investiga a quantia enviada para os ativistas de São Paulo para apoiarem o protesto no Rio.

ATIVISTAS CRITICAM IMPRENSA E PARENTES A POLÍCIA


Ativistas usam encontro no Sindicato dos Jornalistas para criticar a imprensa. Sininho participou do debate e afirmou que nunca agrediu nenhum repórter

POR TAÍS MENDES
O GLOBO 25/07/2014 14:58 




RIO - Um dia depois de um grupo de jornalistas ser agredido por manifestantes em frente ao Complexo de Gericinó, em Bangu, durante a saída de ativistas que estavam presos no local, uma coletiva realizada nesta sexta-feira, na sede do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio, virou palco para ativistas e seus parentes criticarem a imprensa. Durante o encontro, com a presença de representantes dos grupos Tortura Nunca Mais, Frente Internacionalista dos Sem Teto (FIST), Justiça Global, Instituto de Defensores de Direitos Humanos (DDH), as famílias de alguns jovens acusaram as empresas de comunicação de fazer campanha contra os manifestantes.

- A minha filha está sendo demonizada pela imprensa e pelo estado. Ela, como todos os outros jovens, está ocupando o lugar que deveria ser de todos nós, como eu, ativista, que ajudei a fundar o Partido dos Trabalhadores (PT) - disse a psicóloga Roseleta Quadros, mãe de Elisa de Quadros, a Sininho, que também estava presente na reunião.

A advogado Marino D'Icarahy, que estava em Gericinó aguardando a liberação do filho, acusou os jornalistas de terem começado a confusão.

- Ontem, vendo a sede que alimenta o trabalho dos jornalistas e das famílias, de preservar a saída dos presos, sem darem entrevista à imprensa, me aproximei dos fotógrafos e dos cinegrafistas e pedi compreensão para aquele momento, e que uma distância fosse mantida. Não foi o que aconteceu. Não é verdade que não foi dado a eles o direito de exercer a profissão. Eles não se contiveram. Eram dois monstruosos, um deles usou o tripé de uma câmera como arma. E duas vezes tive que pegar essa arma no ar para que ele não destruísse a cabeça de um dos meninos - contou o advogado.

Os parentes seguiram fazendo relatos em defesa de seus filhos, e críticas aos jornalistas, até que a presidente do sindicato, Paula Máiran, pediu a palavra para relatar o episídio de agressões contra a imprensa na saída do Complexo de Gericinó, na noite desta quinta-feira:

- Quero ressaltar que esse é um momento histórico, uma oportunidade de juntar a categoria dos jornalistas cobrindo o fato, e que ao mesmo tempo está vendo a nossa profissão virar pauta. Tenho que ressaltar que de maio para cá já são 90 jornalistas agredidos, o que somam cerca de 200 casos, já que alguns foram agredidos mais de uma vez. Temos que trazer o apelo de nossa categoria também, que luta pelos direitos humanos. O fato concreto é que na quinta, quem foi parar no hospital foi um jornalista. Nada justifica. E não somos obrigados todos a pensar da mesma forma.

A partir daí, foi aberto o debate e os jornalistas presentes, que cobriam a reunião, questionaram Sininho se nas reuniões dos grupos de ativistas, eles não são capazes de separar o trabalho do profissional na rua com a linha editorial das empresas. Ela respondeu que sim, e acrescentou que nunca agrediu jornalistas.

- Muito pelo contrário, muitos vezes me coloquei na frente para defender os profissionais de imprensa. A gente sempre fala o outro lado, mas de quê adianta? - questionou a jovem, logo antes de se retirar do encontro.

PARENTES DENUNCIAM TRUCULÊNCIA POLICIAL

No início do debate, mães de jovens presos denunciaram a truculência de policiais e fizeram as defesas de seus filhos. Elizabeth Oliveira, mãe de Emerson Rafael, que participa de manifestações, disse que sua casa foi invadida por policiais militares e que chegaram a desligar a água e a luz de sua residência:

- Estou tonta até agora. Chamaram meu filho de bandido. A polícia entrou na minha casa e desligou a luz e a água. Nos perseguem só porque meu filho participa de manifestanções.

Outra mulher, que se identificou apenas como Jadira, disse que seu filho, ativista que faz parte a Frente Independente Popular (FIP), está foragido.

- Eu estava em casa no dia 6 de julho quando fui avisada pelos vizinhos que a polícia estava quebrando o portão para entrar. Sem sequer me mostrar o mandado de busca, eles entraram na minha casa e revistaram tudo. Fiquei refém durante quatro horas dentro da minha casa, respondendo um monte de perguntas. Pegaram o meu celular e disseram que eu estava grampeada. Logo pensei: 'Estou numa ditadura? Não temos democracia no país? - questionou.



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AGRESSÃO A JORNALISTAS FOI DECIDIDA POR MANIFESTANTES 24 HORAS ANTES DA LIBERTAÇÃO DE ATIVISTAS

Confusão na saída de ativistas de presídio em Bangu: jornalistas foram agredidos Foto: Agência O Globo

Estratégia foi aprovada durante reunião da FIP realizada quarta-feira à noite, na Uerj

POR O GLOBO
25/07/2014 16:30



RIO – O grupo que agrediu jornalistas na noite de quinta-feira, em frente ao Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, havia decidido, 24 horas antes, atacar jornalistas que aguardavam a saída de três ativistas liberados da cadeia. A estratégia, adotada por integrantes da Frente Independente Popular (FIP) e do Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR), fazia parte de um plano de ação dos grupos, traçado durante uma plenária realizada no 9º andar da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), na quarta-feira à noite.

Nesta quinta-feira, estava em frente ao presídio uma jovem que participou da reunião na universidade e sugeriu ao conselho da FIP que o grupo se organizasse para a vigília na saída da cadeia, e que a melhor estratégia contra o estado, a polícia e a imprensa seria o ataque. Um rapaz também defendeu a necessidade de se pensar mais estratégias de apoio entre os sindicatos e ações de dissidência dentro das categorias trabalhistas no Rio. Identificando-se como professor e sem falar o nome, ele apresentou matérias sobre posicionamentos de sindicatos e comemorou uma possível vitória da FIP sobre a chegada de “informações oficiais” de que o Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio (Sindipetro-RJ) havia rachado com o grupo de dissidentes conquistado pela FIP, e que ações mais ostensivas dentro de outras entidades deveriam ser intensificadas, além das organizadas com o Sindicato Estadual dos Professores de Educação do Rio (Sepe-RJ) e do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Trabalho e Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Sindsprev-RJ).

Outro jovem, que seria um dos responsáveis pelo Coletivo Maricachi, um grupo de midiativistas independentes, sugeriu ataques mais diretos à “imprensa corporativista” e se prontificou a mobilizar o grupo em prol da Frente Independente Popular. Outros ativistas apresentaram na plenária a proposta batizada de “Combativismo Sem Negociação”. Eles defenderam, ainda, que houvesse tumulto na saída dos ativistas, como forma de ascensão para a FIP e o MEPR. A comissão também disse que iria analisar formas de provocar motins dentro das unidades prisionais, caso os ativistas voltassem a ser presos.

A interferência em comícios políticos foi considerado outro ponto prioritário para fortalecer o movimento. Integrantes da FIP pretendem se infiltrar nesses atos, causando tumulto e quebra-quebra. Ao mesmo tempo, planejam criar dissidências dentro das categorias profissionais e atrair o apoio de sindicatos. A polícia já investiga a suspeita de que entidades de classe estariam dando apoio logístico e até financiando as manifestações, muitas das quais acabaram em violência e atos de vandalismo. Por último, líderes da FIP observaram que era importante atrair para a causa juristas conhecidos da opinião pública, para obter respaldo popular para suas ações.


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Levantamento revela que 90 jornalistas foram agredidos em manifestações, nos últimos 14 meses
Entidades repudiam agressões contra profissionais de imprensa

POR TAÍS MENDES / BRUNO AMORIM
O GLOBO 25/07/2014 9:01


RIO - O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio de Janeiro oferece ajuda jurídica e orienta que os profissionais agredidos na noite desta quinta-feira, durante a libertação de ativistas no Complexo de Gericinó, em Bangu, façam registro na delegacia. O cinegrafista Tiago Ramos, que presta serviço para o SBT, ficou ferido e o fotógrafo do jornal O Dia, André Mello, teve o equipamento danificado ao registrarem a a saída de Elisa Quadros Sanzi, a Sininho; da coordenadora do programa de pós-graduação em filosofia da Uerj, Camila Jourdan; e de Igor D’Icarahy da cadeia. De acordo com levantamento feito pelo sindicato da categoria, 90 jornalistas foram agredidos no município, desde maio do ano passado, sendo 99% dos casos em manifestações. Em 80% das situações, a ação foi praticada por policiais.

— A gente repudia qualquer tipo de violência contra jornalistas, inclusive de parentes de manifestantes. Além de extrapolar os limites do direito no que se refere às manifestações políticas, isso viola os direitos humano dos jornalistas e, na verdade, impede o exercício da profissão, fundamental para a democracia. Se estamos lutando por democracia, por direitos, precisamos compreender que o papel do jornalista é fundamental — disse Paula Máiran, presidente do sindicato.

As violações de direitos cometidas pelo Estado no contexto da criminalização e perseguição dos manifestantes será tema da coletiva de imprensa nesta sexta-feira, às 11h, na sede do sindicato, no Centro. O encontro havia sido marcado antes da violência registrada nesta quinta-feira, em Bangu. Segundo o sindicato, parentes de presos políticos estarão presentes, assim como os grupos Tortura Nunca Mais, Justiça Global, Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência, Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo)

— Vamos aproveitar o encontro para cobrar diretamente. Mas não podemos responsabilizar entidades e movimentos pelo comportamento de alguns — disse a presidente do sindicato.

ENTIDADES REPUDIAM AGRESSÃO CONTRA CINEGRAFISTA

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) manifestou repúdio à agressão ao cinegrafista Tiago Ramos.

"Preocupa-nos especialmente aqueles que clamam por liberdade e se dizem atuar em nome dela, mas buscam ações para impedir a livre atuação da imprensa na investigação de fatos de interesse público. Pedimos às autoridades do Estado do Rio de Janeiro que apurem o caso e punam seus autores, a fim de que se assegure a plena liberdade de imprensa e o amplo acesso dos cidadãos a informações," informava a nota a associação.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RJ) e A Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio de Janeiro (Arfoc Rio) também emitiram notas de repúdio.

"Desde o início dos protestos na cidade, a Ordem vem condenando atos de violência de qualquer natureza, independentemente de sua origem e de quem vitima. A liberdade de imprensa é um marco pelo qual a OAB sempre lutou. Foi graças à livre expressão que o país obteve conquistas significativas para o florescimento, a manutenção e a evolução da democracia brasileira," afirmou a nota da OAB.

"Jornalistas que cobriam a soltura dos “ativistas” presos em Gericinó, denunciados por praticar atos criminosos, foram agredidos por parentes e integrantes do mesmo grupo dos “ativistas”. Pelo menos dois repórteres fotográficos foram agredidos e tiveram seus equipamentos danificados. Exigimos que as autoridades de segurança do Rio tomem providências imediatas, instaurando inquérito policial para identificar, processar e prender os agressores," cobrou a nota da Arfoc Rio.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) também informou que repudia agressões contra jornalistas. Alcir Cavalcanti, membro da comissão de direitos humanos da associação, acredita que a atitude dos ativistas é um "tiro no pé", já que a imprensa defende o direito de manifestação.

- Essa agressão aos órgãos de imprensa é uma atitude desesperada, equivocada e que não vai levara a nada. A comissão de direitos humanos da ABI já havia se manifestado contra a prisão de ativistas, que foi arbitrária. Prisão pelo que poderia ser feito na final da Copa é próprio de uma ditadura. O Siro Darlan foi muito correto e objetivo ao conceder habeas corpus aos 23 ativistas. Ao mesmo tempo, repudiamos a violência contra a imprensa que iria mostra um fato favorável aos manifestantes. Agredindo a imprensa, eles ficam sem defesa - afirmou Cavalcanti.


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LIBERTAÇÃO DE MANIFESTANTES TERMINA EM CONFUSÃO NO RIO


Libertação de manifestantes termina em confusão no Rio. Amigos e apoiadores de Sininho e de outros dois militantes entraram em confronto com jornalistas

ZERO HORA 24/07/2014 | 19h59


A manifestante Elisa Quadros, a Sininho, deixa o complexo penitenciário no Rio de JaneiroFoto: Fabio Motta / Estadão Conteúdo


A libertação de três manifestantes suspeitos de participar de protestos violentos, entre eles a gaúcha Elisa de Quadros Pinto Sanzi, a Sininho, terminou em confusão no começo da noite desta quinta-feira, no Rio de Janeiro.

Beneficiado por um habeas corpus, o trio saía do Complexo Penitenciário do Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio, quando amigos e apoiadores tentaram impedir que jornalistas se aproximassem dos carros utilizados por Sininho e pelos outros dois militantes recém-soltos, Igor D'Icarahy e Camila Jourdan.

Fotógrafos e cinegrafistas foram agredidos com socos e empurrões. Um cinegrafista acabou com cortes na boca e teve a roupa rasgada. Segundo o jornalO Dia, um fotógrafo teve o equipamento quebrado.

Sininho, Igor e Camila foram liberados quase 24 horas depois de serem beneficiados por um habeas corpus concedido pelo desembargador Siro Darlan. Em sua decisão, o magistrado considerou que os manifestantes denunciados por formação de quadrilha e presos desde 12 de julho "não representam perigo à ordem pública".

Os três fazem parte do grupo de 23 pessoas denunciadas pelo Ministério Público por suspeita de formação de quadrilha vinculada aos protestos realizados desde o ano passado. Destes, apenas dois continuam presos: Caio Silva e Fábio Raposo, apontados como responsáveis pela morte do cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade após o lançamento de um rojão.

NAS TORNOZELEIRAS, UMA DEMÃO

O SUL Porto Alegre, Sexta-feira, 25 de Julho de 2014.



WANDERLEY SOARES


O quadro, se não perfeito, que esteja próximo de ser justo



Nas últimas horas, surgiram redemoinhos de discussões sobre questões na área da segurança pública que deverão ser tabuladas, fervidas e refervidas até que, por algum motivo, sejam esquecidas sem deixarem de existir

A ponto as tornozeleiras para apenados do regime semiaberto, o uso de algemas na condução de presos e mesmo durante oitivas e PMS à paisana em ônibus de Porto Alegre para prevenir e conter assaltos a passageiros. Dou, hoje, apenas uma rápida demão em um dos temas, as tornozeleiras, na condição de um humilde marquês não especialista. No entanto, todos os temas fazem parte da angústia da sociedade e merecem, ao seu tempo, análise que vá à exaustão na busca de um quadro que, se não perfeito, esteja próximo de ser justo


Tornozeleira


Este dispositivo eletrônico, segundo o discurso oficial, controlaria as atividades dos apenados do semiaberto nas ruas - seriam 5 mil ao todo - ao mesmo tempo em que esvaziaria a casas prisionais com superlotação. Pois de minha torre tenho dito que o preso do semiaberto que se propõe a seguir as normas da ressocialização não precisa de tornozeleira. De outra banda, os profissionais do crime, com tornozeleira, têm múltiplas formas de continuar a delinquir, inclusive com o uso do artefato eletrônico como álibi. E o círculo se completa pelo fato de que ao saírem 5 mil apenados para as ruas com tornozeleiras, rapidamente estas vagas serão preenchidas nas casas prisionais, pois a grande tornozeleira contra a violência e a criminalidade é a educação. Repito: estou dando apenas uma demão


Desarmamento


A Justiça Federal de Caxias do Sul condenou dois funcionários da Polícia Federal acusados de comercializar ilegalmente armas de fogo. As pistolas teriam sido obtidas por meio da campanha do desarmamento. São um agente administrativo e um funcionário terceirizado do escritório da Polícia Federal. O funcionário terceirizado foi demitido e o agente administrativo afastado do cargo, mas conseguiu voltar ao trabalho, após obter uma liminar na Justiça. Atualmente ele está em licença saúde


Suicídios


A BM (Brigada Militar) retomou o serviço de auxílio psiquiátrico, que nunca deveria ter parado, após oito suicídios de PMs em 2013. A fim de evitar novas baixas, a BM reativou o chamado Programa Biopsicossocial. Para o presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Brigada, Leonel Lucas, pelo menos dois fatores surgem como predominantes para o registro de suicídios na corporação: a excessiva carga de serviço aliada ao baixo salário. Lucas lembrou que, em 2005, uma ação semelhante foi realizada. Na época, foram registrados 14 suicídios na corporação. Os PMs que estiverem interessados em participar do programa devem buscar informações nos próprios batalhões

quinta-feira, 24 de julho de 2014

CRECHE É ARROMBADA PELA QUARTA VEZ EM 2014

DIÁRIO GAÚCHO 23/07/2014 | 18h58

Pela quarta vez este ano, creche comunitária é arrombada no Bairro Glória. Além de alimentos destinados aos pequenos, prejuízo com consertos é alto, e valor é retirado de doações que mantêm a instituição



Foto: Luiz Armando Vaz / Agencia RBS


Cristiane Bazilio


O café da manhã na Creche Comunitária Nossa Senhora da Glória, no Bairro Glória, na Capital, teve de ser improvisado nesta quarta-feira. Os pãezinhos caseiros preparados pelas tias da cozinha para os pequenos foram levados durante um arrombamento na madrugada, junto com outros alimentos, além de pratos, copos e vários objetos. Foi o quarto ataque ao local só este ano. Graças a doações que mantêm a instituição, o problema não é ainda mais grave.

- Já recebemos alimentos. Se não fossem essas doações, não teríamos o que servir às crianças. Oferecemos quatro refeições diárias, do café da manhã à pré-janta. Como a comunidade é muito carente, muitas vezes, é tudo o que elas comem durante o dia - alerta a auxiliar administrativa Cleusa Gomes Oliveira.

Segundo ela, os bandidos entraram pelos fundos da creche, depois de destruírem quatro portões. Na primeira tentativa, arrombaram uma porta de ferro que dava acesso à lavanderia. Como não tinha ligação com o interior da escola, tentaram uma nova investida. Quebraram, então, um portão na rua que isola o botijão de gás, levado na ação. A terceira porta violada foi a entrada principal da cozinha, de onde furtaram os alimentos. Por último, o portão de ligação entre a cozinha e o interior da escola foi entortado e, por ele, os ladrões acessaram as dependência da creche. Levaram todas as lâmpadas. Mas o prejuízo não fica restrito aos objetos furtados.

- Estávamos consertando um portão quebrado no último assalto e já temos que arrumar estes outros. Um deles havia sido arrumado há pouco tempo, gastamos R$ 600, e foi arrombado novamente agora. É um dinheiro que também vem de doações, e que deixamos de usar nas reformas estruturais que a escola precisa para fazer estes consertos - lamenta Cleusa.

A creche comunitária atende, atualmente, 87 crianças, de zero a cinco anos. Funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30min às 17h30min. Somados os quatro assaltos deste ano, já foram furtados, ainda, computador, televisão, máquina fotográfica, fraldas e R$ 1,7 mil do chamado "cofrinho das doações". Dois dos arrombamentos, inclusive, aconteceram num período de três dias. Em todas as ocasiões, mesmo nos dias seguintes aos assaltos, a escolinha manteve-se aberta.

- Não podemos nos dar ao luxo de fechar, mesmo faltando coisas, porque os pais não têm onde deixar as crianças para trabalhar. Eles ficam horrorizados, afinal, como alguém pode roubar uma comunidade que já é tão carente? - questiona a auxiliar administrativa.

Auxiliar de serviços gerais da creche, Janaína da Silva, 36 anos, sente o drama na pele e em dose dupla: além de trabalhar no local, tem sua única filha, Vitória, cinco anos, entre os alunos.

- A sensação é de impotência e de muita tristeza cada vez que chego e vejo que entraram novamente. Minha filha está aqui desde que nasceu. A gente fica com medo que uma hora dessas aconteça no horário em que as crianças estão aqui. Nosso bairro tem pouquíssima segurança - lamenta.

A Creche Comunitária Nossa Senhora das Graças se mantém somente por meio de doações. Quem quiser ajudar pode entrar em contato pelos telefone 8600-0248, 8600-0245, 3384-6105 e 3384-4092.

A INSEGURANÇA DE TODOS OS DIAS

DIÁRIO GAÚCHO 24/07/2014 | 10h26

Homem é executado com mais de 30 tiros na Zona Leste de Porto Alegre. Adriano Rodrigues da Silva, 46 anos, foi morto a tiros por grupo de dez homens enquanto visitava os filhos na Vila Grécia, Bairro Jardim Carvalho. Ele estava foragido desde 2007


Eduardo Torres


Um homem foi executado de forma brutal, com pelo menos 30 tiros de diversos calibres _ pistolas 9mm, .380, .40 e calibre 38 _ em um casebre no alto da Rua Grécia, Bairro Jardim Carvalho, na Zona Leste de Porto Alegre, pouco depois das 23h de quarta.

Identificado como Adriano Rodrigues da Silva, 46 anos, a vítima não morava ali. Teria ido visitar os filhos e a ex-mulher quando pelo menos dez homens teriam invadido a casa e o matado a tiros.

De acordo com os investigadores da 1ª DHPP, Adriano estava foragido desde 2007, com uma condenação por estupro. Ele também tinha antecedentes por ameaça. A polícia trabalha com a hipótese de algum tipo de vingança para explicar o crime.


23/07/2014 | 12h15

Ladrões rendem vigilantes de banco e levam armas em Porto Alegre. Conforme a BM, um dos seguranças acionou o alarme de pânico no momento do crime


Quatro homens renderam os vigilantes de uma agência do Banrisul e roubaram suas armas na manhã desta quarta-feira, em Porto Alegre. O banco fica na Avenida João Pessoa, no bairro Santana.

De acordo com a Brigada Militar, um dos vigilantes acionou o alarme de pânico no momento da tentativa de roubo ao banco, e a empresa responsável pela segurança avisou os policiais militares.

Antes da chegada da BM, os criminosos fugiram em um veículo City roubado, que mais tarde foi abandonado na Rua Laurindo, no mesmo bairro. A BM faz buscas aos assaltantes.



23/07/2014 | 13h36

Linhas T3 e T4 não circulam na Capital em protesto por mais segurança. Funcionários da Carris fazem paralisação desde as 12h30min, sem previsão de retomar as atividades



Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS


Funcionários da Carris iniciaram por volta das 12h30min desta quarta-feira uma paralisação total das linhas de ônibus T3 e T4, em prol de mais segurança. Segundo a assessoria de imprensa da companhia, desde o início do ano, foram 32 assaltos, dos quais 29 foram ataques à linha T4. Ao todos, 45 carros estão parados, sem previsão de retomar as atividades.



A PSIQUE DO POLICIAL

O SUL Porto Alegre, Quinta-feira, 24 de Julho de 2014.



Justiceiro


Pincelo, hoje, rapidamente, esta pauta ao destacar o fato, ocorrido terça-feira em uma loja de artigos esportivos localizada na Zona Norte da Capital, onde um jovem soldado policial militar, 22 anos de idade, reagiu e matou a tiros dois assaltantes que atacaram aquela casa. Os bandidos também eram jovens. Um com 21 e o outro com 17 anos. Esse soldado está em início de carreira e terá de conviver, daqui para frente, com essas duas mortes. Responderá processo por duplo homicídio. Em tese, na caserna, cercado por profissionais antigos, talvez seja convencido de que matar é ação inerente aos ossos do ofício e, assim, se solidificará em sua psique o espírito de justiceiro, o que nem para ele, nem para a sua corporação, nem para a sociedade será o mais digno estágio.


Banco


Quatro homens tentaram assaltar, na manhã de ontem, a agência do Banrisul localizada na avenida João Pessoa, bairro Santana, em Porto Alegre. Renderam o gerente, mas um dos vigias acionou o alarme. Os bandidos fugiram e levaram as armas dos seguranças. A polícia suspeita que eles usavam um rádio transmissor com a mesma frequência da Brigada Militar


Execução (1)


Um homem com deficiência mental, identificado como Enizaldo Plentz, 44 anos, foi executado a tiros na noite de terça-feira, no bairro Santo Afonso, em Novo Hamburgo. Adorado pelos pais e vizinhos, Plentz era muito quieto, inofensivo e sem inimigos. O autor da execução foi um ciclista que se aproximou da vítima e, sem dizer nada, abriu fogo na rua Flamengo, na frente da Escola Municipal Padre Reus. Para a polícia, a hipótese mais provável é a de que Plentz tenha sido confundido com outra pessoa no lugar da qual foi morto


Execução (2)


Jovem de 23 anos foi morto com sete disparos na madrugada de ontem. O crime ocorreu na esquina das ruas Belize e Barro Vermelho, no bairro Restinga Velha. De acordo com testemunhas, a morte resultou no confronto armado entre duas quadrilhas.

BM PROMETE SEGURANÇA PARA LINHAS DE ÔNIBUS INSEGURAS



ZERO HORA 24 de julho de 2014 | N° 17869

TRANSPORTE PÚBLICO. PROTESTO

Brigada promete aumentar segurança. RODOVIÁRIOS PARARAM serviço de duas linhas ontem à tarde para cobrar ação contra assaltos



Com a promessa da Brigada Militar (BM) de atuar com agentes disfarçados e reforçar o policiamento nos ônibus de Porto Alegre, rodoviários da Carris que haviam paralisado duas linhas de ônibus voltaram ao trabalho.

Durante parte da tarde de ontem, as linhas T3 e T4 não funcionaram, em protesto contra assaltos no trajeto. No final de junho, cobradores e motoristas haviam paralisado seis linhas por falta de segurança. Na época, a BM prometera reforçar o policiamento.

O major Alexandre da Rosa afirmou que a BM vai retomar as abordagens nas paradas de ônibus e pediu que os motoristas e cobradores colaborem no mapeamento das regiões com maior incidência de assaltos na Capital, além da identificação dos criminosos. No dia 4, a BM promete apresentar aos rodoviários um balanço da atuação no período e rediscutir estratégias de segurança.

– Houve um assalto ontem (terça-feira) de manhã, às 11h, na linha T3, às 19h, na linha Antônio de Carvalho, e hoje (ontem) pela manhã na linha T4, também na Antônio de Carvalho. A maioria ocorre sempre no mesmo ponto, na parada em frente a um supermercado. Nós, trabalhadores, não achamos que há segurança – afirmou Luis Afonso Martins, delegado sindical da Carris.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

PM REAGE A ROUBO EM LOJA E MATA OS DOIS ASSALTANTES

ZERO HORA 23 de julho de 2014 | N° 17868


EDUARDO TORRES


PM reage a roubo em loja e mata os dois assaltantes


À PAISANA, POLICIAL de 23 anos fazia compras quando ladrões invadiram o local. Após ter sido ameaçado, sacou uma pistola e atirou nos criminosos


O quarto roubo só neste ano à loja de artigos esportivos NG Sports, em Porto Alegre, terminou com a morte de dois assaltantes por volta das 10h de ontem. Um policial militar de 23 anos – ele não se identificou e não teve o nome revelado pela Brigada Militar –, à paisana, atirou em Maximiliano Garcia Pugliese, 21 anos, e Lucas Colares Gonçalves, 17 anos. Os dois morreram no local.

Lotado no 20º Batalhão de Polícia Militar (BPM), o policial foi liberado após prestar depoimento e responderá em liberdade porque, segundo o delegado Leandro Bodoia Araújo, a ação foi caracterizada como legítima defesa.

Em seu depoimento – cujo teor foi reforçado pelos funcionários da loja –, o PM disse que fazia compras e, inclusive, já teria pago por um par de tênis quando foi surpreendido pelos bandidos. Enquanto Gonçalves foi em direção aos tênis expostos, Pugliese, armado, rendeu todos que estavam no local.

Antes de ser revistado pelos bandidos, o PM – que os criminosos acreditavam não ser um policial – teria sido ameaçado. A reação teria ocorrido em um momento de distração de Pugliese, que levou dois tiros. O comparsa, assustado, teria tentado fugir a pé, mas levou três tiros e caiu na calçada. A arma dos ladrões foi apreendida no local, assim como uma mochila cheia de sacos plásticos que, supostamente, seria usada para carregar os produtos. A pistola .40 do PM foi recolhida ao 20º BPM.

No local do crime, algumas testemunhas afirmaram que os estabelecimentos comerciais da região vêm sofrendo uma série de roubos. No ano passado, a mesma loja atacada ontem teria sido assaltada pelo menos outras cinco vezes.

terça-feira, 22 de julho de 2014

ATIVISTAS PODEM TER SIDO FINANCIADOS POR SINDICATOS


Polícia Civil suspeita do envolvimento de sindicatos no financiamento de manifestações. Entre as entidades citadas, aparecem o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), o Sindprev e o Sindpetro

POR SÉRGIO RAMALHO
O GLOBO 22/07/2014 5:00


Manifestantes tentam invadir a Câmara dos Vereadores durante protesto em outubro do ano passado: a Polícia Civil abriu um novo inquérito para investigar a ligação de sindicatos com ativistas acusados de vandalismo -Marcelo Carnaval / Agência O Globo (07/10/2013)

RIO — A investigação da Polícia Civil sobre a participação de manifestantes em atos de vandalismo revelou indícios do envolvimento de sindicatos no financiamento de protestos. As evidências foram levantadas a partir do monitoramento, autorizado pela Justiça, de telefonemas e e-mails, além de depoimentos ouvidos no inquérito da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) que resultou na Operação Fire Wall.


Como a investigação era voltada apenas para a apuração de atos de violência, os indícios foram usados para abrir um novo inquérito, com o objetivo de chegar aos financiadores. Entre as entidades de classe citadas, figuram o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), o Sindprev e o Sindpetro. Este último, segundo a polícia, teria fornecido dinheiro, transporte, carros de som e alimentação para ativistas participarem de ocupações e manifestações violentas. Em contrapartida, integrantes do sindicato teriam cobrado o recolhimento de assinaturas contra o leilão do Campo de Libra — maior reserva do pré-sal do país.

De acordo com as investigações, Jair Seixas Rodrigues, o Baiano, atuaria como elo entre o Sindpetro e os manifestantes. Ligado à Frente Internacionalista dos Sem Teto (Fist), Baiano teria recebido dinheiro do sindicato para mobilizar ativistas para invadir e ocupar prédios, além de dar transporte a grupos que realizaram um protesto violento contra o leilão, em outubro passado, na Barra da Tijuca.

COQUETÉIS MOLOTOV CONTRA POLICIAIS

Na ocasião, dezenas de adeptos da tática black bloc (de confronto) entraram em choque com homens da Força Nacional de Segurança e do Exército no entorno da Praça do Ó. Apesar do forte aparato de segurança, os manifestantes conseguiram por duas vezes furar o bloqueio, lançando coquetéis molotov nos homens da FNS.

Antes dos confrontos, muitos dos ativistas violentos carregavam bandeiras do Sindpetro, que manteve um carro de som no local. Há indícios de que Baiano teria sido o responsável pela mobilização. “Financiado pela Fist e pelo Sindpetro, Baiano teria pago a pessoas para praticar vandalismo durante o protesto contra o leilão de Libra”, diz o inquérito. “O mesmo teria acontecido nos atos Ocupa Cabral e Ocupa Câmara. Além das refeições, os financiadores teriam fornecido os materiais para confecção de cartazes e as passagens dos ativistas”.

Baiano não é o único apontado na investigação como suspeito de receber recursos de sindicatos. Elisa Quadros Pinto Sanzi, a Sininho, aparece num telefonema pedindo a um integrante do Sepe cem quentinhas para um ato. Na escuta, contudo, não fica claro se ela conseguiu. O elo da ativista com o Sepe é Filipe Proença de Carvalho Moraes, conhecido como Ratão. Ele figura entre os 23 manifestantes que tiveram as prisões preventivas decretadas na sexta-feira e permanece foragido (juntamente com mais 17).

Filipe encabeça um grupo formado por professores das redes estadual e municipal que dissemina a adoção de ações diretas, com depredações de patrimônios público e privados, enfrentamento de policiais, pichações e resistência em ocupações.

Sininho também recorreu a outros sindicatos, como revelam conversas captadas em 9 de junho passado. A ativista fez contato com pessoas ligadas a entidades como o Sindpetro e o Sindiprev, para pedir quentinhas para índios que participavam de uma assembleia organizada por ela referente à Aldeia Maracanã.

Nesse mesmo dia, Sininho disse que a assembleia seria na Uerj e que a reserva do auditório estava em nome de Camila Jourdan, professora de filosofia da universidade. Logo em seguida, Sininho manteve contato com a namorada de Rafael Rêgo Barros Caruso, que está foragido, dizendo que as quentinhas seriam para indígenas que participavam de um evento na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.

DINHEIRO PARA COMIDA, BEBIDA E CIGARRO

Em depoimento, uma ex-integrante do grupo de manifestantes disse na DRCI que Sininho “sempre tinha dinheiro e costumava pagar comida, bebida e até cigarro para quem aceitava participar da linha de frente das manifestações”. A jovem, que passou a colaborar com a polícia, relatou que Sininho e seu ex-namorado Luiz Carlos Rendeiro Júnior, o Game Over, recolheram dinheiro para custear a alimentação de manifestantes que atuaram em vários atos, inclusive fora do estado.

A ativista teria custeado a viagem de Fábio Raposo Barbosa, o Fox, e outra manifestante ainda não identificada pela polícia. A dupla viajou para São Paulo logo após o fim do Ocupa Cabral para organizar o Ocupa Alesp, movimento à frente da Assembleia Legislativa de São Paulo.

Numa agenda apreendida durante a Operação Fire Wall na casa de Sininho, policiais encontraram uma espécie de contabilidade do grupo. Ao lado das cifras, aparecia a rubrica de Game Over com a destinação do dinheiro. A descoberta reforçou o depoimento da testemunha, que atribuiu a Sininho e Game Over a responsabilidade por recolher e distribuir os recursos.

O inquérito da DRCI revela ainda que o advogado Marino D’Icarahy, pai do foragido Igor D’Icaray, impediu um dos presos detidos na Fire Wall de assinar um depoimento onde admitia que alguns manifestantes recebiam para participar de atos violentos. O advogado teria dito: “Ele não vai assinar p. nenhuma. Ele tem direito a falar só em juízo”.


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UM CADÁVER, UM RECADO

O SUL, Porto Alegre, Terça-feira, 22 de Julho de 2014.




Na prática de execuções, a bandidagem aproveita para fazer advertências


O cadáver de um homem foi encontrado, na tarde de domingo último, na Rua Jorge Pereira Nunes, bairro Aberta dos Morros, na belíssima Zona Sul de Porto Alegre.

O corpo era de um jovem de aproximadamente 25 anos de idade, segundo a Brigada Militar. O caso apresenta as características de uma execução. A vítima estava amordaçada e com os pés e mãos sob amarras. As pistas indicavam que o crime ocorreu em outro local e o corpo foi desovado em um campo ao lado da rua. Um detalhe que me parece importante é o de que os bandidos, por ora, procuram deixar claro que a vítima foi executada como a dar exemplo a todos os que tentam entrar e desafiar as suas áreas de ação. Certos da impunidade, os quadrilheiros usam cadáveres também como recado como as máfias antigas, hoje tão bem divulgadas e romanceadas pela sétima arte


Guris bandidos

Três adolescentes bandidos foram presos pela Brigada Militar, durante a madrugada de ontem, após roubarem um carro Fox na Avenida Sertório, Zona Norte de Porto Alegre. A polícia localizou o trio no Bairro Bom Jesus e houve troca de tiros. A perseguição terminou no bairro Chácara das Pedras, onde os guris perderam o controle do veículo e capotaram. O trio foi encaminhado ao Hospital de Pronto Socorro. Os mesmos rapazes haviam sido presos no sábado, também com um carro roubado, mas foram logo libertados


Presídio

Pelo menos 20 mil reais em dinheiro, 80 celulares, além de maconha e crack foram apreendidos, ontem, em revista ocorrida no Instituto Penal de Novo Hamburgo. O local abriga 211 presos dos regimes aberto e semiaberto. Segundo o major da Brigada Militar Glademir Otero, a operação foi solicitada pelo Ministério Público, pela Vara de Execuções Criminais e pela Susepe (Superintendência dos Serviços Penitenciários)


Quadrilheiros

Dos 16 pretensos torcedores do Internacional, presos na noite de domingo último após briga em um posto de combustível na Avenida Borges de Medeiros, no bairro Praia de Belas, 11 foram encaminhados ao Presídio Central autuados por formação de quadrilha, dano qualificado e por infringir o artigo do Estatuto do Torcedor, que fala sobre promover tumulto e incitar a violência. Foi fixada uma fiança de R$ 10 mil para cada um. Nenhum dos infratores, segundo o Internacional, era sócio do clube. Cadeia e multa, com máximo de rigor é o melhor caminho para limpar as ruas e as praças esportivas destes quadrilheiros


Pautas


Noto e anoto que o governo da transversalidade gaúcha não perdeu o cacoete de fiscalizar e tentar acuar a liberdade de imprensa, através de seus agentes mais fiéis, o que era a rotina da ditadura diante das mínimas críticas recebidas. É um tema que está incluso em minhas pautas.