SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

domingo, 30 de novembro de 2014

SUSPEITO DE MATAR MENINA É EXECUTADO



DIÁRIO GAÚCHO 30/11/2014 | 11h39


Eduardo Torres


Suspeito de matar menina de 15 anos é executado no Bairro Sarandi. Morte de Lucas de Lima Trindade, 25 anos, seria vingança por ele ter assassinado a adolescente com dois tiros no rosto, no dia 18 de novembro. Justiça havia negado pedido de prisão preventiva



Parecia o final já anunciado para um crime. Quando Lucas de Lima Trindade, o Pio, 25 anos, apareceu morto a tiros na Rua Afonso Paulo Feijó, Vila São Borja, Bairro Sarandi, em Porto Alegre, no começo da tarde de sábado, os agentes da 3ª DHPP não chegaram a ser surpreendidos. A principal suspeita é de que Pio foi morto por algum tipo de vingança pela morte da adolescente Lariane Silva da Silva, 15 anos, assassinada a tiros na esquina de casa, dia 18 de novembro, na própria Vila São Borja.

Ainda não há suspeitos para o crime de sábado, mas há convicção de que a morte de Pio poderia ter sido evitada, não fosse a morosidade do sistema judiciário. No final do dia seguinte à morte de Lariane, a polícia já tinha Pio como o principal suspeito.

Testemunhas o apontaram e, de acordo com o delegado João Paulo de Abreu, todos os indícios apontavam para ele. No entanto, o pedido de prisão preventiva do jovem foi negado.


Ao saber da posição do Judiciário, até mesmo a mãe do rapaz teria chorado diante dos policiais. E Pio sumiu por alguns dias. Ela parecia saber o que estava traçado para ele se continuasse nas ruas.

– Já no local do crime, algumas pessoas falavam em vingança. Era um risco real, e alertamos a Justiça para isso. A prisão provavelmente evitaria essa morte – acredita o delegado.

Pois no começo da semana seguinte à negativa da prisão, o delegado reiterou o pedido de preventiva contra Pio. O caso foi para análise do Ministério Público e até a última sexta não havia resposta.


A morte da adolescente havia chocado a comunidade. Ela teria sido morta por ciúme. Segundo a investigação policial, Pio, que tinha envolvimento com o tráfico na região, não teria se conformado com a negativa de Lariane em manter um relacionamento com ele. A menina foi morta com tiros na cabeça quando estava sentava na calçada na esquina de casa.

sábado, 29 de novembro de 2014

SONHO DE SER MODELO É ALVO DE EXPLORAÇÃO SEXUAL

ZERO HORA 28/11/2014 | 19h26

Jovens que sonhavam ser modelos seriam alvo de crimes sexuais. Quatro pessoas foram presas suspeitas de exploração sexual em Santa Maria e São Pedro do Sul

por Marilice Daronco




Agência funcionava em um prédio em Camobi Foto: Fernando Ramos / Agencia RBS

Uma investigação da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) apontou que uma agência de modelos de Santa Maria estaria sendo usada como fachada para a prática de crimes sexuais desde 2011. A investigação, que começou em março, teve seu desfecho na sexta-feira com a Operação Top Model, que prendeu quatro pessoas.

Em Santa Maria, foram presos um homem de 48 anos, que era dono da agência, e um modelo de 24, que aparecia nos vídeos de pornografia com adolescentes. Em São Pedro do Sul, foi presa uma mulher de 23 anos, que seria o braço direito do dono da GL Models. O quarto preso é um professor de 36 anos, de Rio Grande, que teria pago para manter relações sexuais com uma adolescente. Todos foram encaminhados para a Penitenciária Estadual de Santa Maria (Pesm). Eles são suspeitos de crimes como exploração sexual, pedofilia, tráfico interno de pessoas e extorsão. O advogado do dono da GL Models, Ricardo Silveira, disse que ainda não teve acesso ao processo e, por isso, prefere não se manifestar sobre o caso.

Segundo a delegada Carla Dolores Castro de Almeida, titular da DPCA, na sede da empresa, que funcionava em Camobi, foram apreendidos computadores com grande quantidade de materiais como fotografias e vídeos pornográficos com as adolescentes.

— Era uma agência de fachada para a prática de todo tipo de delito contra a dignidade sexual. Com o pretexto de que as vítimas deveriam conseguir fama a qualquer custo, elas eram induzidas a tirar fotos nuas, em poses pornográficas, e a gravar vídeos de pornografia — afirma a delegada.

Das cerca de 20 vítimas já identificadas pela Polícia Civil, a maioria é composta por meninas que têm entre 15 e 17 anos e que moram em São Pedro do Sul. Apenas dois rapazes faziam parte do casting (elenco de modelos).

Segundo a delegada, as vítimas eram procuradas pelo Facebook e, em alguns casos, eram convidadas por outros modelos da agência. Até um perfil falso de uma modelo internacional, que teria despontado a partir da GL Models, teria sido criado para impressionar as vítimas. A polícia diz que há indícios de que as imagens das jovens alimentavam sites de pedofilia, mas, para isso ser comprovado, é aguardado o resultado da perícia. Nos computadores do dono da empresa, foram encontradas imagens de pedofilia, algumas da década de 70. Alguns vídeos eram de países como Estados Unidos e Tailândia.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

PÂNICO E TROCA DE TIROS EM BAIRRO DE POA




CORREIO DO POVO 27/11/2014

Polícia prende quatro após roubo a loja e perseguição no bairro Bom Fim. Bando atacou filial da Paquetá, perto do cruzamento com a Ramiro Barcelos
 
Samantha Klein / Rádio Guaíba



Quatro homens armados foram presos após uma perseguição policial na avenida Protásio Alves, no bairro Bom Fim, no fim da tarde desta quinta-feira. Os criminosos haviam assaltado a loja Paquetá, localizada próximo do cruzamento com a Ramiro Barcelos. O bando ingressou no local com três armas, uma delas de brinquedo, e rendeu os funcionários do estabelecimento, levando mercadorias e dinheiro.

Assim que os criminosos saíram do local, a Brigada Militar foi acionada. Diversas viaturas iniciaram a perseguição à quadrilha, que fugia em um Voyage branco. Houve troca de tiros e um dos criminosos foi atingido de raspão no abdômen. O homem foi encaminhado ao Hospital de Pronto Socorro. Os demais foram levados à Delegacia de Pronto Atendimento.

Há 62 dias, quatro criminosos causaram pânico no bairro a trocar tiros com vigilantes após tentativa de roubar um carro forte que buscava malotes em um supermercado na rua Fernandes Vieira. Segundo a Polícia Civil, a troca de tiros ocorreu a uma distância de cerca de dez metros. Um vigilante foi atingido no joelho e no pé.

VIOLÊNCIA NA REDENÇÃO



ZH 28 de novembro de 2014 | N° 17997


Menino pode ter sido abusado por maníaco



Por uns poucos minutos na tarde de quarta-feira, um menino de seis anos, morador da zona norte de Porto Alegre, sumiu das vistas da avó e da mãe no Parque Farroupilha (Redenção), dando início a cerca de quatro horas de procura em uma das áreas mais movimentadas da Capital. A busca se encerrou com uma constatação estarrecedora: a criança havia sido levada e, supostamente, abusada sexualmente por um maníaco.

Eram quase 21h quando o menino reapareceu no parque e atravessou correndo a Avenida José Bonifácio, ao encontro de familiares. Chorava, reclamava de dor e contou o ocorrido. Um homem o atraiu e, depois de comprar um picolé para ele, o levou de carro até uma casa, onde o teria violentado.

Depois de ser submetida a exames no Hospital Presidente Vargas, ainda na noite de quarta, ontem à tarde a criança passou por exames psicológicos. A polícia aguarda os laudos periciais.

– É um passo fundamental para começarmos a esclarecer o que parece ter sido um caso bastante grave – afirma o titular da Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente Vítima (Dpcav) do Deca, delegado Leandro Cantarelli.

Se for comprovado o ataque, o homem responderá por estupro – pela legislação, qualquer tipo de abuso sexual contra criança, configura o crime. Para os investigadores, os detalhes relatados na ocorrência praticamente descartam a hipótese de que o caso não seja real.

Ontem, agentes da Dpcav deram início às buscas para tentar identificar o suspeito. A ideia é refazer os passos do menino desde 17h, quando ele se perdeu. Imagens de câmeras de segurança da região foram requisitadas. Uma testemunha teria afirmado à avó que viu a criança acompanhada por um homem, ainda na Redenção, caminhando em direção à João Pessoa.

De acordo com a polícia, o garoto relatou que, depois de sair do parque, foi levada para o carro do homem e, de lá, até o local onde teria sido violentado. Depois, teria sido levado novamente até o parque.

O caso ainda é tratado com cautela pela polícia. De acordo com o delegado Cantarelli, todas as informações precisam ser checadas. Ele não revela detalhes da investigação, mas antecipa:

– Em três anos no Deca, é a primeira vez que deparo com um relato nessas características.

ASSALTOS NO INTERIOR


 
ZERO HORA 28 de novembro de 2014 | N° 17997


JOSÉ LUÍS COSTA

Nova onda de ataques a banco



A proximidade com o final do ano faz surgir uma nova onda de ataques a bancos. Na madrugada de ontem, um grupo de criminosos dinamitou a agência do Banco do Brasil em Arvorezinha, no Vale do Taquari.

Foram destruídos caixas eletrônicos, paredes e parte do cofre. Na ação, um homem foi ferido a tiro sem gravidade pelos bandidos. O quartel da Brigada Militar fica distante cinco quadras da agência. A quadrilha trocou tiros com PMs, mas fugiu em dois veículos. A quantia levada não foi revelada.

Conforme a Polícia Civil, cinco bandidos armados com fuzis invadiram o banco por volta das 3h. Instalaram artefatos, e durante 10 minutos, ocorreram cinco explosões. Uma delas arrancou a tampa de um caixa eletrônico que voou para a rua, destruindo parte da sacada do prédio, além das vidraças.

– Nunca vi algo igual, eles explodiram o banco inteiro – disse, assustado, Jean Rech, morador da cidade.

Ele contou que chegou a pensar que o posto de combustíveis havia explodido. Durante a ação, um homem que dirigia um Escort próximo da agência teve o carro alvejado por quatro tiros por um segurança da quadrilha. Um dos disparos atingiu de raspão a cabeça do motorista. Os bandidos fugiram em um Idea e um Civic rumo a Soledade.

No último sábado, um caixa eletrônico do Banrisul em Erval Grande, na Região Norte, foi arrombado com uso de maçarico. Os ladrões chegaram a render dois clientes antes do ataque. Conforme dados do Sindicato dos Bancários, em novembro, o número de ocorrências criminais contra agências, considerando tentativas, chega a 10 no Estado – número maior nos últimos seis meses.

Conforme o delegado Joel Wagner, da Delegacia de Repressão a Roubos e Extorsões, o número de assaltos caiu em 2014 em relação ao ano passado. Ele reconhece que o período do ano é preocupante, pois é o preferido dos ladrões, em razão da maior circulação de dinheiro.

EXECUTADO DENTRO DE POSTO DE SAÚDE

ZERO HORA 27/11/2014 | 19h33


Homem é executado dentro de posto de saúde na Vila Cruzeiro, em Porto Alegre. Pelo menos seis homens invadiram o Pronto-Atendimento e atiraram à queima-roupa contra um paciente

por Eduardo Torres




Foto: Eduardo Torres / Agência RBS


José Chrisóstomo Júnior, 37 anos, foi morto dentro do Postão da Vila Cruzeiro, em Porto Alegre, por volta das 18h30min. Pelo menos seis homens armados teriam invadido o local e atacado o paciente ainda não identificado que recebia medicação no setor de atendimento psiquiátrico. O posto de saúde estava bem movimentado no momento do assassinato. Houve pânico e correria de funcionários e pacientes. A vítima levou cerca de cinco tiros de pistola à queima-roupa. Dois bandidos fugiram numa moto e outros saíram correndo a pé.


Uma dona de casa, de 48 anos, que estava dentro do posto aguardando atendimento conta que todos ficaram apavorados com a situação.

– Os homens foram entrando e gritando que não era para ninguém se meter. Passaram por todos e começaram a atirar. Depois foi uma grande correria, afirma a paciente.

O atendimento está suspenso neste momento. O posto foi isolado pela Brigada Militar e aguarda a perícia. A suspeita é de que o crime tenha sido sequência de um homicídio cometido no começo da tarde na Zona Leste da Capital.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

ADOLESCENTE DE 15 ANOS VÍTIMA DE TRAFICANTES

DIÁRIO GAÚCHO 27/11/2014 | 09h40


Eduardo Torres


Adolescente de 15 anos encontrado morto em Porto Alegre era considerado talento do futebol
Para a polícia, jovem foi vítima de traficantes



Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS



As dezenas de pessoas que se aglomeravam na quarta ao redor do valão que corta a Praça Irmão Romildo, no Loteamento Timbaúva, Bairro Mario Quintana, eram unânimes em dizer que não conheciam o rapaz encontrado morto ali, por volta das 8h, com marcas de facadas no peito, no pescoço e na cabeça.



Mobilizados pela curiosidade de mais um crime na região, eles pareciam pouco se importar com a dor de pessoas como o Felipe Flores, 43 anos, criador da escolinha de futebol beneficente do bairro, a Primeiro de Maio. A violência acabava de ceifar precocemente mais um talento.

O adolescente Jaderson Andrade da Silveira, 15 anos, não tinha antecedentes criminais. Na memória do professor Felipe, estava aquele menino que, em 2012, chegou atrasado à uma decisão do time de meninos e, ao entrar com o jogo perdido por 3 a 0, foi fundamental para a virada por 4 a 3.

Nos últimos meses, porém, Jaderson teria se afundado no uso do crack. E a derrocada foi fulminante. À polícia, familiares confirmaram que "há algumas semanas" ele havia levado as coisas da casa da mãe. Dois dias atrás, apareceu espancado, com ferimentos por quase todo o corpo. A suspeita é de que estivesse devendo para algum traficante. E um parente chegou a avisá-lo, antes que fosse tarde:

- Quando tu parar em uma vala, não vai mais aparecer quem te ajude.

Ironicamente, este foi o fim da curta trilha de Jaderson. Segundo os investigadores da 5ª DHPP, há sinais de que o corpo foi arrastado até o valão durante a madrugada. Devidamente "vacinados" pelo medo crescente dos últimos meses, os moradores garantem que nada ouviram ou viram.



"São dores que vão se acumulando"

A foto do time perfilado é exibida com orgulho no facebook. Era a equipe Sub-15 do Primeiro de Maio. Jaderson era um expoente na equipe, terceira colocada no Municipal do ano passado, mas há dois meses deixou de treinar e nem sequer comparecia aos jogos. Acabou aparecendo sem vida a menos de 100m do campinho onde a gurizada treina todas as semanas.

- Eu me sinto impotente quando perco um menino como ele, porque casos como esse são dores que vão se acumulando e talvez um dia não tenha mais volta. Enquanto houver tanta injustiça social e desestrutura familiar, vai ser assim. A gente tenta não deixar a gurizada cair na base do amor. Sinto que ainda é muito pouco - lamenta um dos criadores do Primeiro de Maio, Felipe Flores, 43 anos.

Na sede do time, está a coleção de troféus conquistados pela gurizada. Jaderson fez parte de todos eles. Felipe não tem dúvida em apontar o menino como um dos melhores que já viu jogar.

- Tinha o temperamento de um D'Alessandro, aquele cara que não se entrega nas derrotas, com muita personalidade. Era um líder. Sem dúvida, um talento que poderia ter sido melhor lapidado - diz.

Como forma de recuperar o menino, Felipe havia inscrito Jaderson no curso de Mecânica Automotiva oferecido pelo programa Território da Paz, na Associação dos Moradores do Rubem Berta (Amorb). Ele seria chamado na próxima semana. Região registra 13 mortes em 50 dias

De acordo com a titular da 5ª DHPP, delegada Jeiselaure Souza, a forma como o adolescente foi morto foge das características geralmente encontradas em vítimas de cobranças por traficantes. Ela também considera precipitado relacionar este crime com a sequência de mortes que acontecem no bairro desde o começo de outubro, no duelo de traficantes do Loteamento Timbaúva e da Vila Safira pelo controle do tráfico.

- Foi uma morte bastante violenta. O menino apresentava muitas lesões - diz a delegada.

Ontem, as primeiras pessoas foram ouvidas pela polícia na tentativa de identificar os suspeitos.

Desde o começo de outubro, a polícia investiga pelo menos 13 homicídios na região.

PROJETO TENTA REVOGAR LEI DO DESARMAMENTO



ZH 27 de novembro de 2014 | N° 17996


NILSON MARIANO


SEGURANÇA. ALVO DE POLÊMICA. CÂMARA FEDERAL REALIZOU audiência pública para discutir regras mais flexíveis para a renovação do registro de armas



Em vigor há 11 anos como medida para reduzir a violência no país, o Estatuto do Desarmamento volta a ser questionado pelos que defendem a posse de armas de fogo entre civis. Ontem, foi realizada audiência pública na Câmara Federal, em Brasília, para discutir a flexibilização das regras, especialmente no momento de renovar o registro de revólver ou pistola.

O projeto para mudar a Lei 10.826, de 2003, foi apresentado há dois anos pelo deputado Rogério Peninha Mendonça (PMDB-SC). O professor de direito civil Cesar Luis de Araújo Faccioli explica que o PL 3.722/12 é o caso de uma revogação expressa, já que manifesta em seu texto a intenção de derrubar a lei do desarmamento.

– É possível revogar uma lei a partir de outra, mas esta tem que versar sobre a mesma matéria, contrariando a que está em vigor. Projetos que revogam leis anteriores são votados de acordo com o processo legislativo normal: Câmara, Senado, sanção ou veto presidencial – esclarece Faccioli.

O que mais incomoda o grupo do deputado catarinense são as exigências para renovar o registro da arma (teste de tiro ao alvo e exame psicotécnico a cada três anos), além da burocracia e das taxas.

Sérgio Ilha Moreira, ex-deputado estadual, participou da audiência pública em Brasília. Lembrou que 63% dos brasileiros já haviam rejeitado a proibição de se comercializar armas, no referendo de 2005 – dois anos após o estatuto.

– Em resumo, a população quer ter o direito de possuir uma arma de fogo em casa, para a defesa pessoal – disse Ilha Moreira.

Indicado pelo deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS) para falar na audiência, Ilha Moreira alertou que milhões de pessoas podem se tornar ilegais por não renovarem o registro de suas armas. São aquelas que não se regularizaram no prazo de três anos.

– Esse projeto é para definir uma solução, tirar essas exigências absurdas – destacou.

PROPOSTA POLARIZADORA


A polêmica está instalada – ONGs pacifistas já ligaram o sinal de alerta (leia mais abaixo). O consultor em segurança Dempsey Magaldi, dono de clube de tiro, lamenta pelos “cidadãos idôneos” que ficarão na ilegalidade por não atualizarem os registros. Mas é contra a tentativa de revogar as normas de habilitação.

– Assim como o motorista de carro se submete a avaliações temporárias, o mesmo vale para o proprietário de uma arma, que precisa estar em condições físicas e psicológicas – recomenda Dempsey, do Grupo Magaldi.

Para o presidente da ONG Brasil Sem Grades, Luiz Fernando Oderich, o estatuto deveria ser revogado em função do referendo de 2005, quando mais de 59 milhões de brasileiros foram contra o veto ao comércio de armas e munições. Também avalia que a lei não teve o reflexo esperado na diminuição da criminalidade.

– Não gosto de armas. Tenho tudo para ser contra elas, já que meu filho foi morto por uma. Mas o desarmamento não trouxe resultado, e o cidadão de bem está desprotegido – ressalta Oderich.

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública confirma que os índices de violência seguem em alta. Mas, a partir de uma medição iniciada em 2006, assegura que a situação seria bem pior se não fosse o Estatuto do Desarmamento.




“Retrocesso”, criticam ONGs


Abrandar os critérios para registro e porte de armas é considerado um retrocesso por organizações pacifistas como a Viva Rio e o Instituto Sou da Paz.

– A cabeça do mundo armamentista é a de que todos os problemas podem ser resolvidos por meio do uso da arma de fogo. Tornar a lei mais permissiva é colocar arma na mão de quem não deve usá-la – afirma o coordenador de segurança humana da Viva Rio, Ubiratan Angelo, ex-comandante da Polícia Militar.

Analista sênior do Sou da Paz, Carolina Ricardo aponta que o rigor nas solicitações de registro e porte estabelecido por lei em 2003 teve impacto direto na diminuição dos homicídios por motivos fúteis:

– Uma briga dificilmente acaba em morte se não houver arma.

O direito individual à defesa é o que mais pauta as discussões sobre desarmamento. Para Angelo, usar o argumento de que desarmar o cidadão significa dar vez ao bandido é “uma falácia”.

– Quem usa arma para defesa deve tê-la grudada no corpo, em condições de pronto uso. Frente a uma situação de perigo, até a pessoa pegar a arma que está no armário já passou muito tempo. Fora que isso é uma reação a um assalto, causa de inúmeras mortes – justifica Angelo, salientando que 70% das armas apreendidas por policiais têm procedência legal, mas foram roubadas pelos criminosos.


LUÍSA MARTINS




quarta-feira, 26 de novembro de 2014

EXECUÇÃO COM A MARCA DOS BALA NA CARA



DIÁRIO GAÚCHO 25/11/2014 | 17h42


Execução de mulher na Zona Sul de Porto Alegre teve a "marca" dos Bala na Cara. Taís Santos da Silva, 25 anos, foi arrancada de casa, na Vila dos Sargentos, Bairro Serraria, por matadores encapuzados na madrugada desta terça. Ela foi morta com seis tiros no rosto.


Eduardo Torres



Os dois homens encapuzados que invadiram a casa onde Taís Santos da Silva, 25 anos, vivia com os quatro filhos pequenos, no começo da madrugada dessa terça, tinham uma ordem a cumprir. E não se sensibilizaram nem mesmo com os apelos dos pequenos.

A mãe foi arrastada para fora e levada até o mirante para o Guaíba, na Rua B da Vila dos Sargentos, Bairro Serraria, na Zona Sul de Porto Alegre. Lá, acabou executada com ainda maior frieza. Pelo menos seis tiros entre o rosto e a cabeça, disparados com espingarda calibre 12 e pistola. Para completar o "serviço", os matadores ainda empurraram o corpo em direção ao Guaíba.


Para a polícia, este foi um crime com a marca da facção dos Bala na Cara, que tem na Vila dos Sargentos um dos seus mais fortes redutos na Capital, mas até o momento há muitas dúvidas sobre a motivação da execução.

- Não há nenhuma testemunha na vila disposta a falar sobre o crime, amedrontadas. Neste momento, eu não arriscaria qualquer hipótese. Estamos apurando todas as informações - diz o delegado Adriano Pelúsio, da 4ª DHPP.

Taís era conhecida na vila por ser companheira de um traficante conhecido como Meço, atualmente preso. Desde 2011, ele é apontado pela polícia como um dos expoentes dos Bala na Cara dentro da vila.

Segundo a polícia, não há indícios de que a mulher estivesse envolvida com o tráfico de drogas. Recentemente, o relacionamento teria acabado. Por isso, a polícia não descarta até mesmo uma motivação passional para o crime.



COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Onde não há justiça, as leis não existem e os bandidos são os que dominam.
 

terça-feira, 25 de novembro de 2014

NÚMERO DE MORTES EM ASSALTOS CRESCE EM SP

O Estado de S. Paulo 25 Novembro 2014 | 12h 22

Número de mortos durante assaltos cresce 20,7% no Estado de SP. Em outubro, houve 35 vítimas de latrocínios, contra 29 no mesmo mês de 2013; na capital, aumento foi ainda maior, de 41,6%

Bruno Ribeiro



SÃO PAULO - O número de pessoas mortas durante tentativas de assalto cresceu 20,7% no Estado de São Paulo no mês passado, na comparação com outubro do ano passado. Foram 35 vítimas de latrocínio (assalto com o assassinato da vítima), contra 29 em 2013. Na capital, o porcentual de aumento foi ainda maior: 41,6%, de 12 para 17 casos.

O crescimento é acompanhado pelo 17.º mês seguido de crescimento no número de roubos no Estado de São Paulo. Em outubro, o aumento foi de 14%, alcançando 26 mil ocorrências. A capital responde por metade dos casos, e teve crescimento de 19,6%.

O total de homicídios cometidos em outras situações caiu no Estado, embora tenha registrado o terceiro aumento seguido na capital paulista. Foram 384 casos em todo o Estado, ante 391 registrados em outubro de 2013. Destes total, 112 mortes ocorreram na capital paulista - em outubro de 2013, haviam sido 108 crimes.

As estatísticas da Segurança Pública de São Paulo serão divulgadas na totalidade na tarde desta terça-feira, quando está programada uma entrevista coletiva com o secretário Fernando Grella. A expectativa é que o governo destaque resultados positivos no combate ao roubo de carros. No Estado, a redução desse tipo de delito foi de 11%.



O Estado de S. Paulo 25 Novembro 2014 | 03h 00

Roubos avançam no Estado de São Paulo pelo 17º mês seguido; homicídios têm queda. Crescimento foi de 14% em outubro, em comparação com o mesmo mês de 2013; roubos de veículos caíram 11%. Dados serão divulgados nesta terça-feira

Marcelo Godoy -

A cúpula da Segurança Pública está diante de dados contraditórios. Enquanto os números de roubos em geral cresceram 14% no Estado em outubro, cravando o 17.º mês seguido de alta do índice, os registros de roubos de carros, um crime com baixa subnotificação, caíram 11% em relação ao mesmo mês de 2013. Os dados mostram ainda um aumento dos homicídios na capital (3,7%) e uma queda no Estado (1,8%) no período.


Os números fazem parte do balanço mensal da criminalidade, que deve ser divulgado nesta terça-feira, 25, pela Secretaria da Segurança Pública. Embora o ritmo do crescimento dos roubos tenha diminuído durante o ano, a polícia não consegue fazer o número de registros voltar ao nível de 2013. Entre os objetos mais roubados está o telefone celular.

Na sexta-feira, dia 21, 1.598 soldados da PM se formaram

Durante o primeiro semestre, o mais comum dos crimes contra o patrimônio registrou recordes sucessivos no Estado. A partir de junho, a velocidade de crescimento desse tipo de crime diminuiu, mas havia voltado a crescer em setembro, quando registrou uma alta de 20% na capital e de 16,7% no Estado, em comparação com o mesmo mês de 2013. A alta de outubro ficou em 19,6% na capital e em 14% no Estado.



Operações. A principal aposta da polícia para combater esse delito veio da Polícia Militar: são operações que visam a saturar com policiais regiões com alta incidência desse tipo de roubo. Além disso, bloqueios em avenidas usadas como rota de fuga por ladrões de carro também foram intensificados.

Há um mês, a Tropa de Choque, por exemplo, faz uma dessas operações no Morumbi, na zona sul de São Paulo, depois que dezenas de roubos foram registrados no bairro nas proximidades da Favela de Paraisópolis. Na sexta-feira, outra operação foi iniciada na região da Avenida Almirante Delamare, na área de Heliópolis.

As primeiras operações desse tipo foram feitas pela PM na Vila Brasilândia, zona norte, e no Capão Redondo, zona sul da capital, em agosto. Na zona sul, os homicídios caíram 60% e os roubos de carros, 37%.

Além das operações da polícia, a aprovação da Lei dos Desmanches é apontada por integrantes da cúpula da Segurança Pública como um dos principais motivos para a continuidade na queda dos índices de roubos de veículos. No Estado, esse tipo de crime caiu 11% e na capital a diminuição foi de 12,5%. Os números são maiores do que os registrados em setembro, quando a queda desse delito foi de 9,4% no Estado e de 10,5% na cidade de São Paulo.

Já o furto de veículos, outro crime contra o patrimônio, ficou estável em outubro. Os registros tiveram um decréscimo de 1,2% no Estado e um crescimento de 0,5% na capital.

Homicídios. No caso dos assassinatos, a Segurança Pública registrou o segundo mês seguido de alta na capital paulista. Em setembro, os assassinatos haviam crescido 6,5% na cidade. É verdade que o crescimento de 3,5% em outubro foi menor, mas o que preocupa a cúpula da secretaria é que a queda acentuada registrada no Estado em setembro (11,9%) não se manteve no mês seguinte (1,2%). A maioria desse tipo de delito continua acontecendo durante os fins de semana, quando a média diária supera o total de 12 casos - durante os dias úteis, dificilmente essa média passa de dez no Estado.

A exemplo dos roubos e furtos de veículos, o homicídio é um crime com baixo índice de subnotificação. Assim, os casos registrados representam quase a realidade do que acontece no Estado. O mesmo não ocorre com outros delitos. Para alguns policiais, a manutenção do aumento de roubos pode estar ligada à diminuição da subnotificação desse crime no Estado.

ATENTADO CONTRA POSTO DE FISCALIZAÇÃO MUNICIPAL DEIXA DOIS FERIDOS

CORREIO DO POVO 25/11/2014


Dois ficam feridos em atentado a posto de fiscalização em Eldorado do Sul. Invasores espalharam líquido inflamável e atearam fogo no local
 



Um atentado contra o posto de fiscalização da Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito no Km 1 da Estrada do Conde, no bairro Itaí, em Eldorado do Sul, deixou dois agentes feridos no final da noite de segunda-feira. As vítimas, que estavam de plantão, ficaram queimadas no incêndio provocado por dois criminosos armados que invadiram o local por volta das 23h30min. Os desconhecidos estavam com os rostos descobertos, mas colocaram capuzes ao se depararem com um dos agentes de trânsito, de 50 anos, que foi obrigado a ficar ajoelhado. Em seguida, o colega dele, de 36 anos, também foi rendido.

Os invasores espalharam um líquido inflamável e atearam fogo, fugindo depois na direção de um matagal do outro lado da estrada. As pernas do primeiro agente de trânsito foram atingidas pelas chamas, ficando com graves queimaduras. Já o segundo agente teve a mão direita machucada pelo fogo ao socorrer o colega. “Foi muito violento”, recordou na manhã desta terça-feira ao retornar ao local. Abalado, ele não quis falar do que havia ocorrido.

Policiais militares do 31º Batalhão de Polícia Militar foram acionados após a fuga dos desconhecidos e realizaram buscas na região, mas não localizaram os suspeitos. Já os bombeiros combaterem o incêndio que destruiu totalmente o posto de fiscalização. Socorridas, as vítimas receberam atendimento médico em um posto de saúde da cidade.

Durante esta manhã, uma equipe do Departamento de Criminalística realizou a perícia nos escombros do posto de fiscalização. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Polícia de Eldorado do Sul, sendo levantada a hipótese de que o atentado foi um ato de represália cujo motivo ainda são ignorados. Possíveis imagens de câmeras de monitoramento da área do posto de fiscalização de trânsito estão sendo examinadas.

O delegado titular da DP Alencar Carraro revelou que algumas pistas surgidas já estão sendo apuradas. Uma das dúvidas dos policiais civis é se os dois agentes seriam o alvo ou foram vítimas apenas por estarem de plantão no momento do ataque. “Não é um crime político”, fez questão de ressaltar o delegado Alencar Carraro.

A QUEDA DOS FEMICÍDIOS

O SUL Porto Alegre, Terça-feira, 25 de Novembro de 2014.




WANDERLEY SOARES


Nos primeiros nove meses do ano, apenas 50 mulheres foram mortas


Na data em que se comemora o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra a Mulher - 25 de novembro -, o governo busca se inserir nos eventos relativos à data ao apresentar as estatísticas sobre suas atividades transversais que apontam a redução dos dados de violência no Estado. Conforme a Secretaria de Segurança Pública, de janeiro a setembro deste ano houve apenas 50 casos de femicídios contra 74 casos ocorridos, durante o mesmo período, em 2013. Ainda nos primeiros nove meses deste ano, segundo as mesmas estatísticas, aconteceram apenas 791 estupros, contra 930 registrados no ano passado. Aqui da minha torre, ao reconhecer a validade desta oscilação, ainda me parece que estamos diante de números chocantes e que não merecem nenhum festejo


Espancamento e morte



Uma mulher foi encontrada morta em casa, ontem, no bairro Morada da Colina, em Passo Fundo. Cristiane Martins Monteiro Moreira, de 29 anos, foi espancada pelo companheiro até a morte, no sábado, durante discussão do casal, que bebia junto. Daniel Elias Barbosa, de 37 anos, confessou o crime, mas pensou que Cristiane estivesse apenas desacordada


Exploração sexual



A Brigada Militar prendeu três homens acusados de participar de uma rede de exploração sexual de adolescentes na cidade de Machadinho, Norte do Estado. A investigação foi coordenada pelo Ministério Público. O trio foi levado para o Presídio de Lagoa Vermelha. Seis moças, entre 12 e 16 anos, foram encaminhadas a um abrigo. A mãe de uma das vítimas é investigada por suspeita de fazer parte do esquema


Bancos


Leio que o RS da segurança pública transversal registrou a maior quantidade de ataques a bancos dos últimos seis anos. Já são 172 ocorrências neste ano. Em todo ano de 2013, o Estado havia contabilizado 171 ataques, o mais violento até então. A maior quantidade de ocorrências é registrada na Região Metropolitana, com 53% dos ataques. A Serra aparece em segundo, com 10% dos ataques. Porto Alegre é a cidade com o maior número de ocorrências. Foram 60


Mortes


Ontem, quando fechava as janelas da minha torre, o RS registrava 27 mortes violentas no fim de semana. Foram 16 assassinatos, dez acidentes de trânsito e um afogamento


Decisões do Piratini



Deu no Diário Oficial do Estado: publicadas 1.802 promoções de brigadianos às graduações de 3, 2 e 1 sargentos; Decreto 52.069 (muito interessante) prorroga a vigência dos atos de cedência e de disposição de servidores até 28 de fevereiro de 2015 e não mais 31 de dezembro de 2014, quando encerra o governo Tarso Genro; os coronéis Eduardo Passos Mereb e Júlio Cesar Marobin, a capitão Marlene Ines Spaniol e seis sargentos alcançaram a aposentadoria. Eduardo e Julio incorporam, respectivamente, a FGE 11 com 75% de representação e a AS seis com 50% de representação já que estavam à disposição da Secretaria de Segurança Pública. Marlene incorpora 6xFGPL-7 da Assembleia Legislativa.

PORTO ALEGRE TEM TRÊS HOMICÍDIOS EM MENOS DE QUATRO HORAS



DIÁRIO GAÚCHO 25/11/2014 | 09h26


No início desta manhã, corpo de uma quarta vítima foi encontrado no centro de Porto Alegre. Ainda não identificado, o homem teria sido esfaqueado



A noite da segunda-feira em Porto Alegre foi marcada pela violência. Em menos de quatro horas, três pessoas foram assassinadas. E, no início da manhã desta terça, a Brigada Militar registrou mais um homicídio na Capital.

O primeiro crime ocorreu por volta das 20h, na Rua Comendador Azevedo, Floresta. Mario Antônio Gomes Lopes, 57 anos, foi morto a facadas. Ele teria se envolvido em uma briga com Cláudio Henrique Barcelos, 50 anos. Conforme informações da Brigada Militar, os dois estariam embriagados. Barcelos foi preso e encaminhado para a DHPP.

Às 22h30min, outra morte violenta foi registrada no bairro Cascata, próximo à Avenida Engenheiro Ludolfo Bohel e a Estrada dos Alpes. Um criminoso, ainda não identificado pela polícia, supostamente motivado pela guerra do tráfico região, disparou contra Éder da Silva Fonseca — que tinha antecedentes por ameaça, receptação, lesão corporal, roubo e homicídio.


Uma hora depois, por volta das 23h35min, ocorreu o terceiro homicídio, no bairro Serraria, Zona Sul. Dois homens encapuzados invadiram uma casa na Rua José da Rocha Espíndola, espancaram uma criança e retiraram a mãe, Taís Santos da Silva, 25 anos, ex-mulher do traficante Neco (que está preso, e a levaram até um mirante, na Rua F — onde ela foi encontrada, morta a tiros.

Nesta manhã, por volta das 7h, um homem foi encontrado morto na Rua José Montaury, no Centro de Porto Alegre. Até as 9h, a polícia ainda não tinha a identificação da vítima. Informações iniciais dão conta de que ele teria sido esfaqueado.

* Zero Hora

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

PRESO POR TENTAR MATAR RAPAZ NO CENTRO DE CAXIAS DO SUL

DIÁRIO GAÚCHO 23/11/2014 | 10h26

Adriano Duarte

Ex-namorado de Henriette Vaccari é preso por tentar matar rapaz no centro de Caxias do Sul. Marcus Vinicius de Oliveira namorava ex-princesa da Festa da Uva, encontrada morta na semana passada



Pezão agrediu jovem no Centro de Caxias do Sul e agora está recolhido na Penitenciária Industrial Foto: Adriano Duarte/ Agência RBS



Uma semana após a ex-princesa da Festa da Uva Henriette Vaccari ter sido encontrada morta, a Brigada Militar (BM) prendeu o ex-companheiro dela por tentativa de homicídio, em Caxias.

Marcus Vinicius de Oliveira, 28 anos, o Pezão, agrediu um rapaz a pauladas no Centro, por volta das 11h15min de sábado. O ponto onde aconteceu o crime fica na Rua Marquês do Herval, entre a Rua Sinimbu e a Avenida Júlio de Castilhos, a poucos metros do apartamento onde ele morou alguns dias com Henriette.





Pezão ficou conhecido na semana passada por revelar que era o atual companheiro da ex-princesa da Festa da Uva. Os dois se conheceram na Praça Dante Alighieri, cerca de três semanas antes de Henriette ser encontrada sem vida e com hematomas pelo corpo no apartamento onde ela residia na Avenida Júlio de Castilhos. As causas da morte da ex-soberana ainda são investigadas pela Delegacia de Homicídios de Caxias.

No caso deste sábado, Pezão atacou o ajudante de motorista Jordi José Palhano, 19 anos. O crime teria sido motivado por um desentendimento por conta da venda de um CD, segundo o Comando Regional de Polícia Ostensiva (CRPO/Serra). Jordi acompanhava um amigo que havia adquirido o produto de um vendedor ambulante. O CD teria defeitos e o amigo de Jordi tentou fazer a troca. O vendedor concordou, mas chamou Pezão, conhecido dele, que estava por perto.

Conforme testemunhas ouvidas pelo Pioneiro, o ex-namorado de Henriette pegou um pedaço de madeira, se aproximou pelas costas de Jordi e acertou duas vezes o rosto do rapaz. O jovem sequer conhecia Pezão e o vendedor ambulante. A vítima recebeu atendimento no Postão 24 horas e no Hospital Pompéia, e já recebeu alta.

Levado para prestar depoimento na Polícia Civil, Pezão foi autuado em flagrante por tentativa de homicídio. Ele deu entrada na Penitenciária Industrial às 15h50min de sábado, onde ainda está recolhido. O vendedor ambulante, por sua vez, foi registrado na ocorrência como testemunha do crime. Por não ter participado da agressão, a polícia optou por liberá-lo. O nome dele não foi divulgado.

Antes de se envolver com a ex-princesa da Festa da Uva e da tentativa de homicídio deste sábado, Pezão teve passagens na polícia por tráfico de drogas, ameaça, posse de entorpecentes e roubo. Ele também respondia em liberdade a um processo por assassinato: matou Adalíbio Martins Velho, 56, a pauladas, em um bar próximo à rodoviária, em abril de 2011.

Sobre o envolvimento amoroso com Henriette, Pezão disse à polícia que a ex-princesa da Festa da Uva havia ido dormir depois de ingerir álcool e remédios para depressão. No início da manhã de 16 de novembro, domingo, ele tentou acordá-la e constatou que estava morta.

O delegado Rodrigo Duarte solicitou um laudo toxicológico, que deve mostrar quais substâncias foram ingeridas pela ex-princesa, como álcool e medicamentos, por exemplo. O exame deve ficar pronto entre 60 e 90 dias. Os investigadores aguardam um laudo para apontar se os hematomas no corpo de Henriette podem ser decorrentes de algum tipo de agressão.

ASSALTANTES POVOAM REGIÃO DA SANTA CASA DE POA

DIÁRIO GAÚCHO 24/11/2014 | 07h02

Eduardo Torres

Assaltantes povoam região próxima à Santa Casa de Porto Alegre. Em média, seis pessoas são roubadas por dia entre o Complexo da Santa Casa e o Campus da Ufrgs, na Capital



Foto: Eduardo Torres / Diário Gaúcho



Na semana passada, um jovem foi ferido a faca por assaltantes que queriam lhe arrancar uma corrente. Em outra ocorrência, quatro jovens também armados com uma faca cercaram um pedestre e levaram o celular e a carteira. Dois dias atrás, foi a vez de uma idosa, que esperava o ônibus em frente à Praça Raul Pilla. Dois jovens fugiram levando o celular dela.

A região entre as avenidas Independência, Sarmento Leite, a Praça Dom Feliciano e a Rua Professor Annes Dias compreende uma verdadeira zona franca para assaltantes. De acordo com delegado Hilton Müller, da 17ª DP, em média, são registradas pelo menos seis ocorrências de roubos a pedestres na região diariamente. Um ano atrás, o Diário Gaúcho denunciou a situação, e o delegado não pensa duas vezes em avaliar o que mudou de lá para cá:

- Só piorou.

De tanto ouvir esses relatos que parecem se acumular a cada dia, Maria Sirlei Celistre, 58 anos, que é moradora de Taquara e diariamente precisa vir à Santa Casa para fazer o tratamento contra um câncer, redobra os cuidados para caminhar na rua. A fórmula, segundo ela, é se abraçar à bolsa e tentar sempre andar em grupo.


- Eu chego de manhã e só saio quando está anoitecendo. Tenho que fazer toda a volta no complexo pela rua. Quando dá, eu me junto a um grupo de pessoas. Se não, o jeito é rezar mesmo. Graças a Deus nunca me assaltaram - diz.

De acordo com o delegado, não se trata de uma quadrilha organizada, mas de crimes de oportunidade, como o que aconteceu à estudante de Engenharia Mecânica da Ufrgs, Laura Testa, em uma tarde de julho.

- Um guri encostou em mim com alguma coisa debaixo da camiseta quando eu iria atravessar a rua na frente do campus - conta.

O bandido levou o seu iPod e o dinheiro. Mas nem sempre os assaltos se dão sem violência ou reação. Na noite de sábado, por exemplo, uma lancheria foi roubada na Rua Professor Annes Dias. Inconformado, o proprietário saiu atirando nos suspeitos e deixou um ferido. O baleado e um adolescente foram presos.

Segundo testemunhas, a maior parte dos crimes são cometidas por jovens, agindo em grupos, e armados com facas. Os ataques se dão preferencialmente no final da tarde, quando a região tem maior circulação de pessoas. Porém, não existe um horário específico para os assaltos.

- Outro dia, no meio da tarde, vi eles arrastarem uma mulher para arrancar a corrente. São muito violentos - conta uma vendedora ambulante que trabalha próximo à Santa Casa há 28 anos.

Cadê os brigadianos?

Durante uma hora, entre 11h30min e 12h30min de sexta, a reportagem caminhou pela região. Neste período, nenhum policial a pé foi visto. A Praça Dom Feliciano, em frente à Santa Casa, um dos pontos de maior incidência de assaltos, estava sem vigilância.

- Isso aqui é uma selva. A gente não cansa de ouvir o pessoal gritando assustado depois de ser roubado. Tem dias que chega a ter 20 pessoas assaltadas nessa praça - diz um comerciante.

A exceção foi vista a alguns metros dali, na Praça Dom Sebastião, em frente ao Colégio Rosário. Lá, uma viatura apareceu. Dois policiais faziam abordagem a um homem, mas sem nenhuma relação com roubos a pedestres.

- Durante a Copa do Mundo isso aqui ficou tranquilo, tinha sempre uns dois PMs caminhando pela rua. Mas sem polícia, agora, ficamos entregues - diz um vendedor da região.

Dali, ele assiste diariamente à fuga dos bandidos pela escadaria que liga a Avenida Independência à Rua da Conceição. Esse é considerado pela própria Brigada Militar como um dos pontos críticos nessa área, por configurar uma rota de fuga aos assaltantes. Eles cometem os crimes em todo o entorno e invariavelmente passam correndo por ali. No ano passado, a Brigada chegou a reforçar o policiamento naquele ponto, com motos, mas na sexta não havia nenhum desses agentes.

AS ILHAS COMO QUESTÃO DE HONRA

O SUL Porto Alegre, Domingo, 23 de Novembro de 2014.



WANDERLEY SOARES


O objetivo da Brigada é o de silenciar o tal toque de recolher


Nesta última semana de novembro, independente do sempre imprevisível ritmo das ondas da violência e da criminalidade, a missão nobre da Brigada Militar deverá ser a retomada da confiança junto às comunidades da Região das Ilhas de Porto Alegre. O fechamento de postos de saúde e de escolas, determinado pelo toque de silêncio imposto por quadrilheiros, através de ameaças anônimas e aterrorizantes, deu segmento ao que já acontecia no bairro Mário Quintana


Para não perder mais terreno para o avanço da bandidagem, a tarefa brigadiana terá de superar problemas internos de soluções sempre adiadas pelos governos. Embora de tempos em tempos haja, em parte, a reposição festiva da frota de viaturas do policiamento ostensivo, o efetivo permanece defasado, o que ficará agravado com a obrigatoriedade das chamadas operações Papai Noel (nas áreas urbanas) e Golfinho (nas praias). Dentro deste quadro, no entanto, o controle da segurança nas ilhas se desenha até mesmo como uma questão de honra


Homicídios


Um jovem de 26 anos foi morto a tiros em Santa Cruz do Sul. Hamilton Goulart Gonçalves Júnior, que tinha antecedentes criminais por roubo e tráfico de drogas. Este foi o sétimo assassinato registrado neste fim de semana no Estado, entre eles o de um motorista de táxi em Porto Alegre


Morador de rua


Em Santa Maria, um morador de rua foi baleado na cabeça durante a madrugada de ontem. Nelson Rodrigo Oliveira da Rocha, 35 anos, foi socorrido pelo Samu e passou por cirurgia no Hospital Universitário. Uma testemunha contou à polícia que viu dois homens fugindo logo após o disparo. Ainda em Santa Maria, cinco homens atacaram um adolescente de 16 anos com golpes de facão. A agressão ocorreu no Distrito Industrial. De acordo com a polícia, a vítima caminhava pela região de madrugada. O jovem foi encaminhado ao Hospital Universitário.


Cadáver


Um homem de 26 anos foi morto, ontem, no Centro de Osório, Litoral Norte. Segundo a Brigada Militar, Luiz Gustavo Pereira de Borba tinha ferimentos no rosto e uma pedra foi encontrada ao lado do corpo.


Rebaixamento


A decisão do TJ-RS (Tribunal de Justiça do RS) que considerou nulas as promoções ocorridas na Brigada Militar a partir de 2012 provocou, na corporação, a instalação de um dispositivo chamado de "realinhamento", conduzido por uma equipe que reuniu um coronel e três majores. As providências envolvem complexas compilações judiciais e administrativas e estão com acompanhamento tenso de toda a família brigadiana, especialmente pela classe dos oficiais superiores que poderão ser rebaixados. Aqui da minha torre, mesmo diante da turbulência, lanço mãos de meu viés místico para acreditar que Papai Noel presenteará a todos.

domingo, 23 de novembro de 2014

A CULTURA DO ESTUPRO






ZERO HORA 23 de novembro de 2014 | N° 17992

POR LARISSA ROSO


ENTREVISTA: LIA ZANOTTA MACHADO |


VIOLÊNCIA SEXUAL



Abrigo de uma fatia notável da elite intelectual e econômica brasileira, a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) revelou-se também uma casa de horrores. Nos últimos dias, o depoimento de alunas de um dos cursos de ingresso mais disputado do país estarreceu a opinião pública. Alimenta-se no campus uma cultura de opressão e intimidação às mulheres, que alcança, em festas de recepção a calouros e outras celebrações do calendário acadêmico, o mais sórdido dos limites, a violência sexual. Seguiu-se à humilhação e ao trauma uma forte pressão para que as vítimas não denunciassem os abusos, notícia que representaria um abalo arrasador à reputação da instituição.

– Fiquei totalmente perturbada. Transformou minha vida para sempre. A universidade não pode mais ser conivente. Tem que parar esse ciclo de silêncio e violência – desabafou uma aluna em audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

O tema voltou com força à pauta de discussões de especialistas e grupos feministas. Pesquisadora com foco em sexualidade, gênero e mídia, Marcela Pastana, psicóloga e doutoranda da Universidade Estadual Paulista (Unesp), observa o comportamento dos frequentadores de festas universitárias. Em rituais de inserção na faculdade que costumam ser classificados como brincadeira, Marcela enxerga uma prática de humilhação.

– É muito comum, em trotes, as meninas lavarem o banheiro, servirem os meninos, vestirem-se de empregadas. Nos jogos, as músicas cantadas as depreciam. Nas festas, mulheres não pagam e têm bebida à vontade porque o papel delas é ficar à disposição. Tudo isso culmina no apagamento da mulher. Ela é vista como um passe livre – lamenta a psicóloga.

Coordenadora do Coletivo Feminino Plural, de Porto Alegre, Telia Negrão identifica uma “cultura do estupro” no Brasil. Segundo Telia, em uma sociedade que ainda se sustenta no formato patriarcal, de vigorosa feição racista, a noção de que as mulheres “não se pertencem” e são uma parte menos importante do conjunto de indivíduos está incrustada nas relações afetivas, familiares, sociais, políticas e de trabalho, sem distinção de classe social ou escolaridade. Políticas públicas, ainda que existam, são insuficientes, na opinião da ativista, para fazer frente ao hábito da impunidade.

– As mulheres são intimidadas, atemorizadas, têm medo de reagir. O medo é o elemento mais paralisante antes, durante e depois da denúncia. Elas deixam de denunciar por medo. Quando denunciam, têm mais medo ainda, é o momento de maior risco. E depois que denunciam vêm o medo da reação posterior e a culpa. A mulher é culpabilizada pela violência sofrida – avalia Telia.

A possível vinda ao Brasil de Julien Blanc, que se define como um “artista da pegação”, também provocou revolta e mobilização: um abaixo-assinado no site Avaaz coletou mais de 405 mil assinaturas na tentativa de impedir a entrada do palestrante no país. Barrado também na Austrália e na Inglaterra, o suíço radicado nos Estados Unidos ensina técnicas consideradas agressivas para abordagem na paquera, como a de um quase sufocamento. “Nós mulheres brasileiras viemos lutando incansavelmente contra a cultura do estupro e da violência contra nossos corpos em nosso país. Esse homem não é apenas um criminoso, mas um disseminador da cultura de todas as formas de violência contra a mulher, e pedimos aos senhores que não permitam sua presença e sua influência sobre nosso país”, diz a solicitação dirigida à Divisão de Imigração do Itamaraty. Deu certo. Eleonora Menicucci, ministra da Secretaria de Políticas da Mulher, garantiu que, caso seja solicitado pelo viajante, o visto não será emitido.

Ativista do Avaaz, Nana Queiroz é porta-voz do caso Julien Blanc no Brasil. A jornalista se notabilizou em março, em frente ao Congresso Nacional, quando deu início a um protesto posando para uma foto, de topless, com os dizeres Não Mereço Ser Estuprada nos braços. A indignação ecoou pelas redes sociais, resultando na adesão de pelo menos 200 mil participantes em poses semelhantes, incluindo celebridades como Fatima Bernardes e Daniela Mercury. Nana rebelou-se contra o levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) indicando que 65% dos entrevistados acreditavam que mulheres vestidas com peças curtas deveriam ser violentadas. Logo se descobriu que o dado estava equivocado, mas o número corrigido também continuava a chocar: 26% dos brasileiros, um em cada quatro, concordavam com a frase “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”.

_ Cerca de 80% dos casos de estupro não ocorrem no beco escuro à noite, mas com o xaveco forçado que passa do limite ou dentro de casa. O que ele (Blanc) está pregando é a ideia de que a mulher é uma presa na caçada e que vale qualquer coisa para conseguir sexo – define Nana.

Aproveitando a súbita notoriedade à época do manifesto, a jornalista encaminhou à presidência da República um projeto, elaborado por especialistas voluntários, sugerindo a inclusão do tema da violência sexual na grade curricular das escolas, desde a Educação Infantil – até agora, não obteve retorno.

– A lei hoje não prende nem multa ninguém por encoxamento no transporte público. Tem uma lei tramitando no Congresso que criminaliza o encoxamento no ônibus e o xaveco forçado. Está congelada, ninguém se interessa em botar isso em votação. Deixar o Julien Blanc fora do Brasil é uma vitória pontual. A longo prazo, temos de passar leis e reformar o sistema de ensino – afirma.

Assessora jurídica da ONG Themis – Gênero, Justiça e Direitos Humanos, da Capital, Lívia de Souza também pensa que a forma mais eficaz de evoluir é levar o debate sobre as questões de gênero para as salas de aula e implementar campanhas que fortaleçam o princípio da autonomia da mulher. Em um sistema tão tolerante com as transgressões, falta a punição não só aos crimes mais graves, mas também para os de menor potencial ofensivo.

– Temos que criar um mecanismo para coibir também outras violências. Que mulher não respira fundo quando entra numa rua deserta e vê cinco homens vindo na sua direção? Existe a ideia torta de que mulher que não gosta de cantada não gosta de receber elogio. Não precisa ser violência física. De pequenas violências, que vão diminuindo a mulher, se vai a grandes violências – alerta Lívia. Episódios no Brasil e no Exterior põem a nu a permanência de uma mentalidade de posse e violência contra a mulher

POR LARISSA ROSO ENTREVISTA: LIA ZANOTTA MACHADO |











sábado, 22 de novembro de 2014

POLICIAIS SÃO ATACADOS EM SEGUNDO DIA DE TIROTEIO NA ROCINHA

O DIA 22/11/2014 17:31:31

Policiais são atacados em segundo dia seguido de tiroteio na Rocinha. O pedido de encerramento de um baile onde estariam sendo vendidas drogas teria sido o estopim para o confronto armado

Nonato Viegas



Rio - Durou cerca de meia-hora a troca de tiros entre PMs da UPP da Rocinha e traficantes, na tarde deste sábado. É o segundo dia seguido de confronto. Não há informação de feridos, e equipes do Bope estão no local, fazendo varredura na região conhecida como Terrerão. Segundo informações da Coordenadoria das UPPs, traficantes chegaram a usar granadas contra os policiais, que pediram reforço.

O troca de tiros ocorreu quando oito PMs faziam patrulhamento a pé na Rua 1, Terrerão, quando foram atacados por bandidos armados por volta das 15h30.

Segundo a reportagem apurou, haveria um baile no local, e traficantes aproveitariam o evento para vender drogas. A Coordenadoria das UPPs, no entanto, informa que a unidade local não foi procurada com pedido de autorização para a realização do baile.


Tiroteios têm sido constantes na comunidade Foto: Foto: Fabio Gonçalves / Arquivo Agência O Dia

O confronto começou, segundo testemunhas, quando os policiais determinaram o desarme das caixas de som, que já começavam a ser instaladas.

O Bope ocupará a Rocinha até pelo menos domingo de manhã. Há relatos de que tem havido frequentes trocas de tiro entre PMs e traficantes.

Na sexta-feira, pela manhã, também houve tiroteio e o comércio fechou as portas. Em artigo publicado na edição de sábado do DIA , o coordenador do Movimento Popular de Favelas, William de Oliveira, afirmou que, morando há 43 anos na Rocinha, nunca ouviu tantos tiros diários na favela.


"O tiroteio voltou a fazer parte da rotina de uma das maiores favelas do Brasil", escreveu.

Até o fechamento desta reportagem, a Coordenação das UPPs não se pronunciou sobre o aumento dos confrontos entre PMs e traficantes no local.

Imprensa é recebida a tiros

Uma equipe de reportagem do jornal 'O Globo' foi recebida a tiros na manhã desta sexta-feira na Favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul.

Os jornalistas chegavam ao local para fazer uma matéria sobre desapropriações provocadas pelo alargamento de uma via na comunidade, parte das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2).




O Dia 22/11/2014 00:06:05

William de Oliveira: Rocinha em pé de guerra

Moro na Rocinha há 43 anos e nunca ouvi tantos tiros diários desde a guerra vivenciada em 2004, com a disputa de facções rivais



Rio - Moro na Rocinha há 43 anos e nunca ouvi tantos tiros diários desde a guerra vivenciada em 2004, com a disputa de facções rivais. O tiroteio voltou a fazer parte da rotina de uma das maiores favelas do Brasil. Sei que isso não acontece só na Rocinha, porque leio os jornais e acompanho os relatos de moradores da Maré, do Alemão e de outras comunidades consideradas “pacificadas”. No dia 13, completou três anos da pacificação e também de mais uma semana inteira de violência na Rocinha.


Não é fácil viver no meio de uma guerra travada como essa. O que devemos fazer para levar nossos filhos à escola? O que devemos fazer pra ter mais segurança? Como vamos sair para trabalhar? Escolas e creches não abrem. Equipamentos comunitários, comércio e instituições públicas também não.


É difícil acordar com o som do helicóptero, logo após os tiros e os fogos. A trilha sonora do horror ainda inclui os latidos de cachorros, a gritaria das crianças e, às vezes, alguns gritos de adultos. Sinto minha casa tremer com a passagem dos helicópteros dando seus voos rasantes pelas nossas lajes. Graças a Deus não houve uma tragédia maior. Não quero imaginar o que aconteceria se um deles caísse em cima das casas.


Para se andar pelos becos e vielas da favela é preciso estar com o alerta ligado todo tempo, independente de o céu estar repleto de estrelas ou infestado de balas traçantes. Depois do tiroteio, se ninguém foi alvejado por uma bala perdida, chega a hora de calcular os prejuízos, de contar os furos nas paredes, nas portas e nos produtos expostos dentro das lojas, que foram destruídos. Até hoje, ninguém pagou esse prejuízo.


Ao andar pelas ruas da minha comunidade, fico assustado com as dificuldades da vida do morador de favela. Fico me perguntando o porquê de tanta desigualdade. Durmo sem luz e acordo sem água no meio do tiroteio sem poder sair de casa. A Rocinha está ocupada desde 13 de novembro de 2011. Mas a pacificação ainda é um sonho distante. Além disso, o trabalho precisa ir mais além. Precisa incluir investimento na educação, em saneamento e na criação de oportunidades para a transformação social. É impossível resgatar a cidadania e trazer a paz para lugares abandonados por décadas apenas usando a força policial.


William de Oliveira é coordenador do Movimento Popular de Favelas






ADOLESCENTE DE 16 ANOS É MORTO A FACADA EM FESTIVAL NATIVISTA



CORREIO DO POVO 22/11/2014 12:27

Adolescente de 16 anos é morto com facada em Alegrete. Jovem estava em festival nativista quando foi abordado por suspeito


Alair Almeida



O adolescente Gustavo Oliveira Fernandes, 16 anos, foi morto na madrugada deste sábado com uma facada no Largo do Centro Cultural de Alegrete, na Fronteira Oeste. Segundo a Brigada Militar (BM), o golpe atingiu o coração da vítima. A Polícia Civil registrou o crime como homicídio doloso.

No local do crime ocorre desde essa sexta-feira o Festival Alegretense da Canção. Segundo testemunhas, um desconhecido chegou até Fernandes, que estava parado próximo a uma tenda de lanches, e perguntou se era ele que havia se envolvido em uma briga em outro ponto da cidade. Em seguida, o suspeito desferiu o golpe de faca.

Fernandes, aluno do Ensino Fundamental da Escola Lauro Dornelles, foi socorrido por algumas pessoas, que acionaram uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que estava no local, conduzindo o adolescente à Santa Casa de Caridade. Ele não resistiu ao ferimento e morreu durante a madrugada.

A Polícia Civil está investigando o crime, mas até a manhã deste sábado ainda não tinha uma informação sobre o autor ou autores do crime. Segundo o secretário de Educação, Jorge Sitó, a ação da BM durante as duas noites anteriores do festival era de passar frequentemente no local. Para hoje, Sitó disse que vai conversar com o comando da Corporação para um reforço no policiamento. O sepultamento de Gustavo Oliveira Fernandes será às 18h30min de hoje no Cemitério Municipal.

TAXISTA É ASSASSINADO E COLEGAS FAZEM PROTESTO INTERROMPENDO RUAS DA CAPITAL

DIÁRIO GAÚCHO, 22/11/2014 | 04h46
Taxista é morto no bairro Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre. Motoristas de táxi saíram em comboio pelas ruas da Capital



Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS






Taxistas bloqueiam o cruzamento das avenidas Bento Gonçalves com Antônio de Carvalho
Foto: Carlos Macedo/ Agência RBS

Em seguida, tiveram mais adesões de colegas - são mais de 50 - e partiram rumo ao Palácio da Polícia, onde bloquearam a Avenida Ipiranga com a João Pessoa e com a Azenha.

Depois, seguiram até a Zona Norte, onde bloqueiam as avenidas Souza Reis, Assis Brasil e a entrada do aeroporto.

Em entrevista à Rádio Gaúcha, taxistas garantem que vão manter os bloqueios até que representantes da Brigada Militar, EPTC e Secretaria de Segurança Pública se manifestem.

Eles também reclamam das blitze que revistam apenas os motoristas e se localizam apenas próximo a casas noturnas.

QUEM SÃO OS AGRESSORES DE HOMOSSEXUAIS

REVISTA ISTO É N° Edição: 2348 | 21.Nov.14



Investigações de ataques recentes motivados por homofobia apontam o perfil dos criminosos que agridem e matam gays em todo o País


Raul Montenegro (raul.montenegro@istoe.com.br)





O repórter Raul Montenegro explica quem são os agressores e por que eles atacam gays.



O jovem Marcos Vinícius de Souza, 19 anos, havia acabado o ensino médio e passava os dias em busca de oportunidades de emprego. Para se distrair, frequentava festas. Seu destino preferido de fim de noite era o portão 3 do Parque do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, um ponto de encontro de gays. Às 5h30 do domingo 16, Marcos se distanciou dos amigos e foi assassinado a facadas. Como nada foi levado, familiares acreditam se tratar de homofobia.



A polícia ainda não tem pistas. Mas os responsáveis por acompanhar esse tipo de crime, que ocorre em todo o Brasil, mas principalmente no Norte e Nordeste, já conseguiram traçar uma espécie de perfil dos agressores de gays. A maioria tem formação cultural conservadora. “Eles vêm de famílias muito autoritárias”, afirma Luiz Mott, antropólogo e fundador do Grupo Gay da Bahia (GBB). Muitas vezes agem em grupo. E atacam conhecidos – o vizinho, o parente... Nos últimos quatro anos, o número de denúncias relacionadas à homofobia cresceu 460%, segundo a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. A cada hora, um homossexual sofre algum tipo de violência no Brasil.

Uma semana antes de Marcos Vinícius ser assassinado, um casal foi agredido por cerca de 15 homens no metrô paulistano. O metroviário Danilo Putinato, 21 anos, e o bancário Raphael Martins, 20, trocavam carinhos quando o grupo entrou no vagão e passou a agredi-los a pontapés. “Falaram para a gente parar porque estávamos irritando eles”, diz Martins, que levou um chute no nariz e passará por uma cirurgia reparadora. O caso é investigado pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância. De acordo com a delegada Daniela Branco, o casal pode ter sido agredido por uma torcida organizada.



Ataques homofóbicos feitos por grupos são comuns. Em janeiro, o estudante Bruno de Oliveira, 18 anos, foi assaltado e morto com um golpe de skate na região da rua Augusta, centro de São Paulo. Seis jovens foram presos. “Alguns garotos foram pelo efeito manada”, diz o delegado Carlos Battista. Na maioria das vezes, crimes são praticados por pessoas próximas. Gabriel Kowalczyk, 18 anos, foi agredido duas vezes perto de sua casa, em Interlagos, zona sul paulistana. Na última, em setembro, foi atacado por três homens. Ele acha que alguém do bairro pode ter ordenado o espancamento. “Você quer ser mulher? Então agora vai apanhar como mulher”, repetiam os agressores. Casos bárbaros se espalham pelo País e o quadro está longe de melhorar, afirma Mott, já que medidas de combate ao problema foram barradas. Ele se refere à criminalização da homofobia, freada pelo Planalto, e ao material escolar contra a homofobia, o kit gay, que teve sua distribuição cancelada por pressão da bancada evangélica do Congresso.

Foto: João Castellano/AG. ISTOÉ

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

AUMENTA A VIOLÊNCIA CONTRA GAYS NO BRASIL

O ESTADO DE S.PAULO 21 Novembro 2014 | 03h 00


A CADA HORA, 1 GAY SOFRE VIOLÊNCIA NO BRASIL; DENÚNCIAS CRESCEM 460%
Secretaria Nacional de Direitos Humanos mostra que registros de homofobia saltaram de 1.159, em 2011, para 6,5 mil casos até outubro deste ano


Edgar Maciel




SÃO PAULO - A cada hora, um homossexual sofre algum tipo de violência no Brasil. Nos últimos quatro anos, o número de denúncias ligadas à homofobia cresceu 460%. Segundo números obtidos pelo Estado, o Disque 100, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDHPR), registrou 1.159 casos em 2011. Neste ano, em um levantamento até outubro, os episódios de preconceito contra gays, lésbicas, travestis e transexuais (LGBTT) já superam a marca de 6,5 mil denúncias. Os jovens são as principais vítimas dos atos violentos e representam 33% do total das ocorrências. A cada quatro casos de homofobia registrados no Brasil, três são com homens gays.

Estudante de Direito na USP, André Baliera, de 29 anos, foi espancado em 2012 por dois homens no bairro Pinheiros, zona oeste de São Paulo. Ele voltava a pé para a casa pela Rua Henrique Schaumann quando Bruno Portieri e Diego Souza o ofenderam pela sua orientação sexual. Após uma discussão, foi agredido pela dupla.

"Nos primeiros dias, não saía de casa. Fui ao psiquiatra, tomei remédios e fiquei seis meses sem passar na frente do posto em que fui agredido", conta. Quase dois anos depois, receio e medo estão presentes no dia a dia. André continua a vida. Sai com os amigos, passeia com o namorado, mas ainda é alvo de preconceito. "Em junho deste ano estava com meu namorado assistindo um filme em Santos e fomos xingados de 'viados' dentro do cinema. Chamei a polícia na hora", disse.

Para a SDHPR, o crescimento das denúncias é um fator positivo para combater a violência homofóbica. A coordenadora da área LGBT, Samanda Freitas, diz que o próximo desafio é garantir que esses crimes sejam apurados. "Precisamos melhorar o atendimento desses casos e isso passa por um treinamento dos policiais para que identifiquem os crimes de ódio LGBT e investiguem com o mesmo cuidado que as demais ocorrências", afirmou.

Cerca de 26% dos casos acontecem nas ruas das grandes cidades. Em 2007, a transexual Renata Peron voltava de uma festa com um amigo quando nove rapazes os cercaram na Praça da República, centro da capital paulista. Trinta minutos de violência foram tempo suficiente para chutes, socos, xingamentos, três litros de sangue e um rim perdidos por Renata. Ela denunciou o crime na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), mas a investigação não teve sucesso.



"Ninguém foi preso e fica um sentimento de pena. Nem bicho faz essas coisas. Passei seis meses fazendo terapia para entender por que fui agredida."

Renata, felizmente, não fez parte da estatística que deixa o Brasil na liderança do número de assassinatos de travestis e transexuais em todo o mundo, segundo relatório da ONG Transgeder Europe. Entre janeiro de 2008 e abril de 2013 foram 486 mortes, quatro vezes a mais que no México, segundo país com mais casos registrados.

Assassinatos. A mesma sorte não teve o filho de Avelino Mendes Fortuna, de 52 anos. Nesta semana, fez dois anos que Lucas Fortuna, de 28, morreu assassinado em Santo Agostim, na Grande Recife, em Pernambuco. Jornalista, foi espancado por uma dupla de homens e jogado ainda vivo no mar. Os assassinos foram presos e confessaram o crime por homofobia, mas no inquérito a polícia trata o caso como latrocínio.

Depois da morte do filho, Avelino virou ativista na ONG Mães pela Igualdade, que luta pelo fim da discriminação contra homossexuais e o engajamento dos pais LGBTs na vida de seus filhos. "O pai que não sai do armário junto com seu filho se torna cúmplice da morte e da agressão dele no futuro", afirmou. "Um dos nossos objetivos é fazer com que os pais participem, lutem pelos direitos da sua família", completou.

As estatísticas oficiais de homicídios de homossexuais no País são recentes. O Grupo Gay da Bahia há anos faz um levantamento anual a partir de notícias divulgada na mídia. Em 2014 já foram 257 casos registrados até novembro. Nos últimos 12 anos, o crescimento supera 180%.

Discriminação. A discriminação e a violência psicológica, no entanto, estão entre as ocorrências mais comuns registradas na SDRPH e delegacias especializadas em Direitos Humanos. Cerca de 76% dos casos são de homossexuais que sofrem preconceito no trabalho, assédio moral e perseguição. No Maranhão, o professor universitário Glécio Machado Siqueira, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), tem sido alvo de ofensas por parte dos estudantes de Ciências Agrárias.

"Desde o começo do ano recebo ameaças, injúrias e boicotes das minhas aulas por causa da minha orientação sexual. Entrei em contato com todas as instâncias da universidade e a resposta que recebi foi o silêncio", reclama.

A Organização dos Advogados do Brasil entregou uma queixa-crime para a UFMA. A reportagem entrou em contato com a universidade, que não se manifestou. "É triste ver que numa universidade, onde estamos pra aprender e expandir conhecimentos, acontece essa homofobia velada. Toda a minha tristeza foi convertida na luta pelos meus direitos. Espero que todos os homossexuais tomem coragem pra fazer o mesmo".

Para lembrar. Em um intervalo de sete dias, pelo menos três jovens foram vítimas de ataques violentos: dois deles, no último dia 9, foram agredidos por 15 homens em vagão do metrô. Marco Souza, de 19 anos, foi assassinado a facadas em frente ao Parque do Ibirapuera, no domingo passado. Há suspeita de que ele tenha sofrido um ataque homofóbico.





São Paulo lidera casos de violência contra homossexuais

Segundo a delegada titular da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância de São Paulo, há subnotificação das ocorrências


SÃO PAULO - No gabinete da delegada Daniela Branco, titular da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância de São Paulo (Decradi), não param de chegar casos motivados de intolerância. Cerca de 20% dos casos são agressões contra homossexuais. No ano, a Decradi 157 boletins de ocorrência até setembro, sendo 37 relacionados à vítimas LGBTT - o maior número do Brasil.



A maioria dos crimes são contra a honra, seguidos de lesão corporal e ameaças. "Os casos são subnotificados. Geralmente, a vítima foge da exposição porque as famílias não conhecem a orientação sexual da pessoa", disse a delegada.



Na Decradi, há um banco de dados com fotos de rosto de suspeitos de cometer os ataques. O objetivo é ajudar as vítimas e a polícia a encontrar os culpados. Uma tarefa difícil, segundo Daniela Branco. "Esses tipos de crimes são difíceis de enquadrar e ultrapassam nossos limites", avaliou.

Projeto que criminaliza homofobia só deve ser discutido em 2015

Proposta, que está no Senado, prevê prisão de até 5 anos para quem cometer discriminação motivada pela orientação sexual


SÃO PAULO - O projeto de lei 122, que criminaliza a homofobia, está com o texto bloqueado há oito anos. Visto por especialistas como principal instrumento para diminuir o número de assassinatos e atos violentos contra homossexuais, a mobilização de grupos religiosos fez o texto parar no Senado Nacional. A expectativa dos senadores é que retorne à pauta no ano que vem.



Apresentada em 2006 na Câmara dos Deputados, a proposta prevê penas de até cinco anos de prisão para quem cometer atos diretos ou indiretos de discriminação ou preconceito motivado pela orientação sexual. O texto chegou a ser aprovado na Câmara dos Deputados, mas não foi adiante no Senado. Na sua última versão, ficou sob redação do senador Paulo Paim (PT-RS).



"Fiz um trabalho de costura e articulação com a bancada evangélica e católica, com a comunidade LGBT, em busca de uma redação que agradasse a todos. Estávamos quase perto de um acordo", conta o senador.



Após uma negociação, o termo homofobia foi excluído do texto. A proposta era enquadrar o delito como crime de ódio, com as mesmas regras válidas para o racismo, com penas de caráter inafiançável e imprescritível.



Para o juiz federal Roger Raupp Rios, especialista em Direitos Humanos, os magistrados já tem adotado uma postura de reprovação aos casos de discriminação homofóbica, deferindo multas e processos administrativos para os réus. Segundo ele, uma alternativa para tornar o processo criminal seria uma orientação clara do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tema. "O Supremo já discute esse tema há anos, mas na primeira instância decidiu negar essa recomendação. Eles estão reavaliando a equiparação do racismo aos casos de homofobia, o que seria um passo para criminalizarmos a homofobia", defendeu.



Votação. Atualmente, o projeto está na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, para ser anexado à discussão sobre a reformulação do Código Penal. Segundo Paim, os senadores negociam levar o texto para votação a partir de 2015. "É a nossa esperança, mas será difícil aprovar porque a bancada que foi eleita para o novo mandato é muito mais conservadora. Será necessária uma mobilização muito maior da sociedade", ponderou.

Ministérios criam grupo para mapear atos de discriminação na web

Segundo dados da Safernet Brasil, houve aumento de até 600% em crimes cibernéticos de 2013 para 2014

SÃO PAULO - O governo federal instaurou nesta quinta-feira, 20, um grupo de trabalho para mapear atos de discriminação na internet. A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Ideli Salvatti, diz acreditar que, além de incentivar as denúncias de violência e crimes de ódio no Brasil, é necessário investigar casos virtuais. "O crime virtual desemboca, infelizmente, no crime real", disse.



O grupo será formado por representantes de diferentes ministérios, incluindo a Polícia Federal, e usará informações fornecidas pelo Laboratório de Estudos em Imagem e Cibercultura (Labic) da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). O laboratório desenvolveu um aplicativo capaz de monitorar em tempo real milhões de mensagens em redes como Facebook, Twitter, Instagram, YouTube e Flickr.



Segundo dados da Safernet Brasil, houve aumento de até 600% em crimes cibernéticos de 2013 para 2014 - o número absoluto não foi divulgado. "As ações para controle dos crimes online atualmente estão dispersas em várias áreas do governo. Integrar esse trabalho vai facilitar que a polícia consiga muito mais que computar os casos, mas resolvê-los", afirmou Ideli.



Homofobia. Para a ministra, o crescimento dos números de denúncias de atos violentos contra homossexuais revela um movimento de ação LGBT pela busca de seus direitos. "Anos atrás, as pessoas tinham receio em denunciar pelo medo da exposição e de novas agressões. Estamos mudando esse paradigma e precisamos desenvolver novas ações", avaliou.



Segundo Ideli, a redução dos homicídios e agressões contra homossexuais passa, sem desvios, pela aprovação da criminalização da homofobia. Sem previsão de votação, a ministra aposta nas ações do Judiciário.



Ideli disse que tem se reunido com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que já adotou como alternativa usar a lei do racismo como um instrumento para crimes homofóbicos. "Se ainda não temos uma lei específica, aplicamos a geral. Mesmo sem aprovação do Congresso, não podemos virar as costas para esse tema", diz.

ESCOLA E POSTO DE SAÚDE FECHAM POR MOTIVO DE SEGURANÇA

DIÁRIO GAÚCHO 20/11/2014 | 15h33

Eduardo Torres

Depois de execução no Pavão, escolas e posto de saúde fecham em outras duas ilhas em Porto Alegre. Estão fechadas duas escolas e um posto de saúde na Ilha das Flores e dos Marinheiros



Jovem foi executado com diversos tiros no meio da rua Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS



Duas escolas e um posto de saúde fecharam as portas na tarde desta quinta-feira (20) em razão da falta de segurança na região das Ilhas da Capital. A Escola Estadual de Ensino Fundamental Alvarenga Peixoto, na Ilha dos Marinheiros e a Escola Estadual Oscar Schitt, na das Flores além a Unidade Básica de Saúde da Ilha do Marinheiros suspenderam o serviço.

Foto: Maria Eduarda Fortuna/Rádio Gaúcha

Clima tenso desde outubro

No fim de outubro, a briga entre gangues da região se intensificou, depois que o chefe do tráfico da ilha dos Marinheiros foi morto. Dias depois, três integrantes da mesma gangue também foram assassinados.

Desde lá, a Brigada Militar garante que já prendeu sete pessoas e que está intensificando o policiamento no local.

Homicídio logo cedo na Ilha do Pavão

Um jovem identificado como Cassiano Ismael dos Santos Alves, 20 anos, foi executado com diversos tiros de pistolas 9mm e .380 por volta das 8h30min desta quinta, na Rua B da Ilha do Pavão, em Porto Alegre.

Um grupo com pelo menos oito homens fortemente armados invadiu a ilha e foi direto à casa onde Cassiano dormia. No local, estava ainda um casal. Todos foram arrancados de dentro do casebre e o rapaz teria sido arrastado até a rua e executado. A polícia acredita que ele tenha sido atingido por mais de dez tiros.

Na fuga, os criminosos teriam saído atirando da Ilha do Pavão, em direção à Ilha dos Marinheiros. No meio do caminho, um vigilante do Clube Navegantes São João acabou baleado na perna. Ele foi socorrido.

Cassiano tinha envolvimento com o tráfico de drogas e já esteve preso. O caso é apurado pela 2ª DHPP, que trabalha com a hipótese de mais uma morte relacionada à guerra do tráfico na região do Arquipélago.


* Com informações da Rádio Gaúcha

QUADRILHA LEVA MOTOS AQUÁTICAS DE ESTACIONAMENTO DE SHOPPING

DIÁRIO GAÚCHO 20/11/2014 | 19h23

Vanessa Kannenberg

Quadrilha leva motos aquáticas de estacionamento de shopping. Criminosos tinham cartão de acesso ao Barra Shopping e, com isso, entraram e saíram com os veículos rebocadas sem serem percebidos



Câmeras de segurança do estacionamento flagraram os furtos Foto: Reprodução / Reprodução



Além do gosto pela ostentação, a quadrilha especializada em roubo e clonagem de veículos que foi desmantelada nesta quinta-feira pela polícia também se caracteriza pela ousadia. Uma das provas disso é que, na noite do último dia 9, em um prazo de duas horas e meia, os criminosos entraram e saíram do Barra Shopping Sul duas vezes — em cada uma delas levando uma moto aquática rebocada.

A explicação para os furtos terem sido feitos sem que ninguém notasse é que eles tinham um cartão de acesso ao shopping. Segundo o inspetor Vinícius Dacol, da 14ª DP de Porto Alegre, por três meses, a quadrilha alugou uma das salas comerciais do complexo. Assim, além de ostentar para os clientes, já que a sala ficava em uma das torres mais requintadas da Capital, o local deixou como legado o acesso liberado.


— (Na noite dos furtos) Eles chegaram em um Ônix e apresentaram o cartão, não tinha como ninguém desconfiar. Já sabiam que tinha Jet skis estacionados lá dentro, então só chegaram, engataram o reboque e saíram, como se fossem deles — conta Dacol.

Cada um dos veículos levados é avaliado em cerca de R$ 60 mil.

Entre a primeira entrada, às 22h15min daquele domingo, e a segunda saída, às 23h43min, eles ainda levaram o primeiro veículo até uma lavagem em Cachoeirinha. O segundo também foi “desovado” lá, segundo o delegado Tiago Baldin, e ambos ficaram no local por um dia, a fim de serem “esfriados”.

— Chama a atenção a tranquilidade com que faziam tudo, para depois ostentar em lanchas, festas e redes sociais — comenta Baldin.


A quadrilha também foi precavida. No dia seguinte aos furtos, câmeras de segurança flagraram os suspeitos rondando a lavagem, para verificar se estava tudo certo.

Com a Operação Nômades (nome criado pela forma de atuação, que variava os locais a cada novo golpe), sete suspeitos foram presos, sendo cinco com prisão preventiva e dois ainda detidos em flagrante. A polícia não divulga o nome dos envolvidos, alegando que a investigação deve continuar. No total, 14 pessoas são investigadas por participação.

DEPENAÇÃO EM ALTA



O SUL Porto Alegre, Sexta-feira, 21 de Novembro de 2014.



WANDERLEY SOARES


Quadrilheiros retomaram uma atividade que parecia em extinção



Os roubos e furtos de carros, levados por inteiro por quadrilhas especializadas, chegaram a dar a impressão de que os depenadores de veículos estivessem extinção. Possivelmente alavancados por receptadores, a depenação de veículos deixados estacionados nas ruas agora está em alta, o que é facilitado pelo rarefeito policiamento ostensivo muito especialmente durante a noite. O objetivo maior dos ladrões tem sido as rodas que são negociadas com desmanches clandestinos (nem tão clandestinos) ou trocadas por drogas. Ainda esta semana um cidadão que teve de levar um filho ao HPS deixou seu carro na bela avenida José Bonifácio e, ao retornar, encontrou o veículo sem as rodas e com o painel totalmente depredado. A José Bonifácio, durante a noite e mesmo em grande parte do dia é uma espécie de feudo de ladrões e traficantes


Banco


Pelo menos três homens assaltaram a agência do banco Sicredi na avenida Benjamin Constant esquina com a rua 11 de Agosto, bairro São João, Zona Norte de Porto Alegre. O trio abordou um funcionário que entrava para trabalhar por volta das 9h. Em seguida, rendeu os demais trabalhadores e todos foram trancados em um banheiro. Os criminosos roubaram dinheiro do cofre e fugiram


Celulares


A Susepe (Superintendência dos Serviços Penitenciários) deverá implementar nos próximos dias o fim da revista intíma convencional nas cadeias do RS. Segundo o superintendente Gelson Treiesleben os visitantes poderão passar pela revista com roupas íntimas. Equipamentos para detecção de metais e entorpecentes serão usados durante a vistoria. O superintendente afirma que a medida é suficiente para impedir a entrada de armas e drogas no sistema prisional. O futuro dirá se os celulares também serão interceptados


Luxo bandido


A Polícia Civil desarticulou uma quadrilha que atuava no roubo e clonagem de carros na Grande Porto Alegre. Os criminosos usavam o dinheiro para aparentar uma vida típica de classe alta. Promoviam festas com mulheres em locais de luxo e postavam fotos em redes sociais. De acordo com o delegado Thiago Baldin, o grupo chegou a alugar uma sala comercial em um shopping da Zona Sul da Capital com aluguel de R$ 3 mil por mês


Imposição bandida



Mesmo com o reforço de policiamento anunciado pela Brigada Militar, duas escolas e um posto de saúde fecharam as portas na tarde de ontem em razão da falta de segurança na Região das Ilhas de Porto Alegre. A Escola Estadual de Ensino Fundamental Alvarenga Peixoto e a Unidade Básica de Saúde, na Ilha dos Marinheiros, além da Escola Estadual Oscar Schimitt, na Ilha das Flores, suspenderam o serviço. A Unidade Básica de Saúde da Ilha dos Marinheiros encerrou o atendimento e irá remarcar as consultas. Na madrugada de ontem, o corpo de um integrante da gangue da Ilha do Pavão foi encontrado na rua com marcas de tiros

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

LADRÕES DE CARRO OSTENTAVAM EM FESTAS, BARCOS E ESCRITÓRIO DE LUXO

DIÁRIO GAÚCHO 20/11/2014 | 07h30

Cid Martins

Presos ladrões de veículos que ostentavam em festas, barcos e escritório de luxo em Porto Alegre. Grupo tinha escritório em torre da zona sul pelo qual pagava R$ 3 mil de aluguel



Foto: Ronaldo Bernardi / Agencia RBS



Após roubos e clonagem de veículos na Grande Porto Alegre, pelo menos 14 integrantes de uma quadrilha usavam o dinheiro para ostentar uma vida típica de classe alta. As informações são da Rádio Gaúcha.

O grupo, desarticulado na manhã desta quinta-feira pela 14ª Delegacia da Capital, promovia festas com mulheres e em locais de luxo, também comprava e usava lanchas, praticava tiro ao alvo com armas longas e chegou a alugar uma sala comercial por pelo menos R$ 3 mil mensais em torre de shopping na zona sul da cidade. Desde abril, os criminosos teriam movimentado cerca de R$ 3 milhões.



Operação Nômades

De acordo com o titular da 14ª DP, delegado Tiago Baldin, a investigação começou há quatro meses e, nesta quinta-feira, foram cumpridos 14 mandados de busca e sete de prisão preventiva nas cidades de Porto Alegre, Viamão, Imbé e Tramandaí. A quadrilha agia em toda a Região Metropolitana furtando e roubando veículos.

Ostentação

A ostentação foi comprovada em escutas telefônicas, monitoramento feito pelos policiais e também por meio de fotos em redes sociais. O grupo constituiu empresa jurídica, alugou uma sala comercial como base dos seus integrantes e, de acordo com a investigação, isso tudo simplesmente para mostrar poder e riqueza.

— Eles tinham dois principais tipos de hobby: além das festas que duravam um final de semana inteiro, usavam lanchas em marinas da Capital (uma que tinha sido roubada foi recuperada em Cachoeirinha) e um integrante praticava tiro ao alvo com armas longas — afirma Baldin.


Foto: Polícia Civil/Divulgação

Crimes

A polícia identificou vários tipos de crimes praticados. Chamaram a atenção dos agentes o uso e falsificação de documentos falsos para tentar regularizar na Marinha do Brasil uma lancha roubada. Os outros crimes são roubo, furto e clonagem de veículos, estelionato e furto e roubo de embarcações.

* Rádio Gaúcha

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

2014 É O ANO MAIS VIOLENTO DA DÉCADA NA REGIÃO METROPOLITANA DE POA

DIÁRIO GAÚCHO 19/11/2014 | 07h07

Eduardo Torres

2014 é ano mais violento da década na Região Metropolitana. A explosão da guerra do tráfico resultou em um recorde histórico de homicídios



Guerra do tráfico teria vitimado morador do Bairro Cascata Foto: Eduardo Torres / Diário Gaúcho



Ninguém buscava explicações ou ousava se mostrar curioso demais com o que acontecia em uma das casas no alto do Bairro Cascata. No final de uma das vielas que corta o Morro da Polícia, familiares juntavam silenciosamente, na manhã de ontem, os pertences do pintor Ubirajara Vicenciel Lopes, o Bira, 57 anos. Os vizinhos, perguntados sobre o que aconteceu na madrugada, preferiam não se envolver. E a polícia ainda dá os primeiros passos para esclarecer o assassinato ocorrido no começo da madrugada.

A morte, que por enquanto é encarada pela polícia como a sexta no confronto de traficantes da região desde o final de outubro, marcou um dado ainda mais alarmante. Desde que o Diário Gaúcho começou a acompanhar os homicídios da Região Metropolitana, em 2011, jamais o índice havia sido tão alto. Ontem, chegou à marca de 1.205 assassinatos, batendo o que foi registrado em todo o ano de 2012 - até então o mais violento -, quando ocorreram 1.002 crimes.

De acordo com a polícia, situações como a do Bairro Cascata, onde traficantes disputam um território e impõem suas regras à comunidade, respondem por boa parte desses crimes. Conforme o levantamento do DG, pelo menos 66% dos assassinatos tiveram tráfico de drogas ou acerto de contas como motivação. Na Capital, atualmente, pelo menos seis regiões são palco desse tipo de guerra.

No caso da morte do Bira, a 1ª DHPP ainda não conseguiu esclarecer se ele era, de fato, o alvo de uma quadrilha. Há pelo menos três grupos que disputam as bocas de fumo na região próxima à Avenida Oscar Pereira. A dificuldade da polícia, agora, é quebrar a lei do silêncio.

Homens teriam invadido a casa de Bira e o executaram com dois tiros. Uma das filhas dele, que não vivia com o pai, mas havia ido para lá na véspera, teria presenciado o crime. Segundo testemunhas, ela teria permanecido sozinha na casa até o amanhecer, em estado de choque. Foi quando um colega de obra do seu pai apareceu no local. Ele buscaria Ubirajara para trabalhar, mas foi surpreendido pela situação.

Apenado é executado à luz do dia na Lomba do Pinheiro

A polícia investiga se um possível acerto de contas pode ter sido o motivo do assassinato de Alex Sandro da Fonseca Borba, 38 anos, em plena luz do dia - e no meio da rua - ontem, no Bairro Lomba do Pinheiro, Zona Leste da Capital. Alex, que era detento do regime semiaberto no Instituto Penal Miguel Dario, voltava para casa em seu carro, por volta das 12h30min, quando pelo menos dois homens, provavelmente a pé, o interceptaram. Ele foi morto com pelo menos dez tiros pelo corpo.

- Foram muitos disparos de pistola, com o uso de dois calibres. E poucas testemunhas no local - diz o chefe de investigação da 1ª DHPP, Fernando Barreto.

Os criminosos usaram pistolas 9mm e .380. Atingido, Alex bateu o carro em um poste e, na sequência, em um muro. Os criminosos encostaram nele e descarregaram as armas. Segundo a companheira de Alex, ele estava se "endireitando" desde abril, quando progrediu para o regime semiaberto. Estava trabalhando como pedreiro.

Com duas condenações por tráfico de drogas, e uma por porte ilegal de arma, quando foi pego logo após comprar um fuzil 7.62 em Bagé, Alex ainda respondia por pelo menos um homicídio, cometido em 2008, no Bairro Agronomia.


Morte de casal é misteriosa

Eram 21h30min de segunda quando moradores próximos da prainha do Paquetá, no Bairro Mato Grande, em Canoas, ouviram disparos. Ao chegar lá, PMs encontraram Anderson Alex Marcelino e Cristiane Soares da Rosa, 22 anos, mortos a tiros, com os corpos saindo pelas portas abertas de um Mégane. Entre as pernas da mulher, havia um revólver calibre 38 com seis cápsulas deflagradas. Nas proximidades, havia um estojo de pistola .380. Os investigadores da Delegacia de Homicídios acreditam que a arma foi a usada no crime.

Eles têm convicção de que Anderson e Cristiane foram mortos ali, provavelmente levados por alguém. Ainda não há certeza de quantos atiradores participaram do crime. O motivo também é desconhecido pela polícia.

Ontem, os agentes de Canoas estavam em contato com a Delegacia de Homicídios de Viamão, pois o casal seria morador daquela cidade.

Morto pelo amigo

Uma discussão entre dois amigos de infância, que vinha sendo alimentada há dias em redes sociais e pelo WhatsApp, acabou em morte no Bairro Humaitá, Zona Norte de Porto Alegre, na noite de segunda-feira. Segundo a Brigada Militar, os dois jovens teriam brigado dentro de um condomínio e um rapaz de 19 anos morreu com uma facada no peito.

O suspeito, que foi detido em flagrante pela BM quando fugia, tem 18 anos. Ele relatou à polícia que vinha se desentendo com o amigo, seu vizinho. O nome dele e o da vítima não foram divulgados. A 2ª DHPP investiga o caso.