SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

ALTA DOS HOMICÍDIOS NOS TERRITÓRIOS DA PAZ SUPERA A MÉDIA DA CAPITAL



ZERO HORA 30 de dezembro de 2014 | N° 18028


EDUARDO TORRES


DEPOIS DE QUATRO ANOS. Lomba do Pinheiro, Restinga, Rubem Berta e Santa Tereza ainda são os bairros mais violentos. Nessas áreas, 178 pessoas foram mortas neste ano. Projeto pode não ter continuidade em 2015


O muro alto, de concreto, ao redor da casa da moradora de 69 anos não é uma questão estética. É precaução de quem já se acostumou com a rotina violenta no bairro Restinga, zona sul de Porto Alegre. No começo da tarde de 17 de dezembro, ela estava nos fundos de casa quando ouviu os disparos. Foram pelo menos 10. E logo lhe veio o pensamento:

– Deram para matar mesmo.

A realidade era a mesma em setembro de 2011, quando o governo do Estado lançou, a uma quadra da casa dela, um dos quatro Territórios da Paz de Porto Alegre. A meta era reduzir os índices de homicídios na Restinga e nos bairros Lomba do Pinheiro, Rubem Berta e Santa Tereza.

A gestão atual chega ao fim e as regiões, que concentram 17% da população da Capital, continuam respondendo por um terço dos assassinatos. Os números de homicídios são os dados escolhidos pela Secretaria de Segurança como indicadores de sucesso (ou não) do programa. Os resultados mostram 178 mortos nas quatro áreas em 2014, a maior quantidade nos quatro anos. Enquanto Porto Alegre fecha o ano com alta de 18,9% dos homicídios em relação a 2013, nos Territórios o aumento foi de 27,1%.

Em sua primeira entrevista desde que foi anunciado como futuro secretário de Segurança, Wantuir Jacini evitou entrar em detalhes sobre o futuro do programa. Limitou-se a dizer que vai “analisar tecnicamente” os resultados efetivos.

COORDENADOR PREVÊ RESULTADOS EM 1O ANOS

Diferentemente do discurso inicial, que prometia reduzir os assassinatos, agora a coordenação do programa insiste que, se mantido, o projeto fará com que a moradora que hoje se esconde atrás dos muros na Rua Abolição mude seus hábitos. Mas a longo prazo. Ela não crê. E nem precisa de estatísticas para ter seu próprio diagnóstico da realidade ainda distante da paz. Naquele dia, Filipe Trambasco, 32 anos, foi executado ao meio- dia, em frente ao portão do posto de saúde. Só em 2014, três pessoas foram mortas ali, a menos de 50 metros da base montada pela Brigada Militar no bairro.

Para o coordenador do programa RS na Paz, Carlos Robério Corrêa, é preciso maturação:

– Priorizamos trabalhar com jovens de 12 a 29 anos, pois são eles os que mais matam e morrem. E isso leva algum tempo. Trata-se de um trabalho para mudar uma cultura de violência. Se tiver continuidade, os resultados serão observados daqui a uns 10 anos.









JOVEM É AGREDIDA EM CASA NOTURNA POR NEGAR BEIJO

ZERO HORA 30/12/2014 | 06h04

Confusão na noite. Jovem nega beijo e é agredida em boate do Litoral Norte. Menina levou uma garrafada na cabeça e teve de ser encaminhada para o hospital em Xangri-Lá após confusão em casa noturna

por Mauricio Tonetto



Fabiane Bessa, 19 anos, diz que ainda não está acreditando que foi atacada porque se negou a ficar com um homem Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal


Humilhação e perplexidade são as palavras que vêm à mente da jovem Fabiane Lessa, 19 anos, quando lembra da madrugada do último domingo, 28 de dezembro. Golpeada na cabeça por uma garrafa de tequila, ela teve de ser retirada pelos bombeiros da boate Privilège, em Xangri-Lá, no Litoral Norte.

O motivo teria sido negar-se a ficar com um homem, identificado como André Granville. Uma ocorrência por lesão corporal foi registrada na Brigada Militar em Capão da Canoa.

– Ele chegou em mim na festa e eu empurrei, disse para sair de perto. Ele chegou novamente e eu empurrei outra vez. Avisei um amigo dele que estava incomodando, e quando (André) ouviu isso me chamou de vagabunda e tocou a garrafa na minha cabeça. Eu desmaiei – relata Fabiane.





De acordo com a jovem, que trabalha em uma empresa de seguros e assistência a viagens na Capital, ela conhecia André de vista, mas nunca tinha conversado com ele até a noite de sábado. A agressão teria ocorrido por volta das 6h30min em um camarote e foi confirmada pela assessoria da Privilége – a casa noturna era inaugurada naquela noite. O homem foi retirado pelos seguranças.

Fabiane foi colocada em um táxi pelo Corpo de Bombeiros, com ajuda de funcionários da boate, e recebeu atendimento no Hospital Santa Luzia, em Capão da Canoa. Cinco pontos foram dados na sua cabeça e uma parte do cabelo teve de ser raspada.

– Tenho flashs da garrafa batendo, alguém me segurando e eu acordando. Não acredito ainda que isso ocorreu, é inexplicável, não tenho condições de pensar em nada agora. O meu pai ficou furioso quando me viu chegando em casa toda enfaixada – conta a jovem.



Uma amiga, Daniela Bamberg, 21 anos, presenciou a cena e disse que a agressão revoltou pessoas presentes e deu início a uma confusão, que foi logo contida pelos seguranças:

– Aconteceu tudo muito rápido e os funcionários da boate agiram na hora. Um dos sócios viu o tumulto e perguntou se estava tudo bem. Foi uma humilhação para nós.

"Não foi por querer, estava todo mundo bêbado", diz homem

Zero Hora entrou em contato com André Granville, que negou ter atacado a garota com uma garrafa de tequila. Conforme ele, que deve ser indiciado por lesão corporal, foi um acidente:

– Eu estava num lugar mais alto e ela num mais baixo. Me empurraram e eu caí. Estava com um negócio na mão, um copo. Vamos resolver isso na polícia, não foi por querer, estava todo mundo bêbado. Eu estava bêbado, mas não foi intencional. A gente bebeu tequila, o problema foi esse.

A BRIGADA MILITAR E SUA MISSÃO CONSTITUCIONAL







PORTAL GRUPO CENTAURO
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014


Editorial do Grupo Centauro




O “Grupo Centauro”, composto por oficiais da Carreira de Nível Superior (CNS) da Brigada Militar, na sua maioria profissionais que galgaram os últimos postos como Oficiais Superiores, e alguns tendo exercido as funções de Comandante-Geral, Chefe da Casa Militar, Gabinete do Governador, Assembleia Legislativa e Tribunal de Justiça, não pode ficar alheio a problema tão angustiante que aflige a comunidade gaúcha nesse momento importante que é a mudança da governo.


Diante de notícias que vêm sendo divulgadas pela mídia dando conta de falta de policiamento ostensivo e o conseqüente aumento da criminalidade, entendeu o Grupo Centauro ser necessário participar neste processo mediante contribuição com o devido e amplo esclarecimento público sobre a situação.


A contribuição que trazemos está calcada na aprendizagem desses Oficiais ao longo de décadas na atividade de polícia ostensiva, praticando as mais diversas orientações de Governo, aplicação de estratégias e técnicas em todos os níveis (administrativos e operacionais).


Deste conjunto de experiências adquiriu-se a nítida percepção sobre os múltiplos elementos que condicionam os gestores no sentido de superarem as angústias e ansiedades diante da pressão dos diversos atores envolvidos nas demandas. Aprendemos que nos momentos de decisão torna-se fundamental compreender todos os aspectos inerentes ao pleito, sempre com a intenção de contemplar e priorizar as definições que efetivamente traduzam o bem da coletividade.


O trabalho apresentado foi elaborado com o viés Institucional e visa atender os interesses da Sociedade.


Considerações iniciais:



Afirmar que as ações de polícia realizadas pela Brigada Militar estão calcadas apenas na presença física do Policial Militar é desconhecer a amplitude das ações propiciadas a partir da Constituição Estadual de 1989.


Essa atuação, baseada na eficiência da presença ostensiva do policial (fundamental para a prevenção), por si só já não responde ao que a sociedade precisa, diante da crescente onda de violência e criminalidade: - Eficácia, resultados corretos!


O modelo utilizado tem sido a priorização do atendimento aos chamados, com o policiamento motorizado em detrimento de outras modalidades e tem uma explicação lógica. Assim, se dá a aquisição de veículos e a construção de estruturas materiais, sem a efetiva política de Segurança Pública voltada para a prevenção e a solução de casos.


O modelo necessário precisa ser o da produção de resultados, mediante ações de uma Polícia Ostensiva comprometida com a redução dos crimes e a minimização da violência em todas as suas formas.


A Brigada Militar pode atuar nesse modelo de Polícia de Resultados pelo emprego planejado, organizado e coordenado de forma correta e integral, pelos seus Oficiais, mediante a fiscalização intensa sobre execução, e da gestão correta e inteligente dos recursos e informações disponíveis.


Os investimentos públicos em Segurança Pública devem, portanto, estar direcionados no sentido do incentivo à prevenção dos crimes e da solução dos casos.


Nas últimas décadas a prevenção foi abandonada e as ocorrências atendidas são apenas números para relatórios e estatística!


Situação:



A retração policial nos grandes centros com a resposta de que “não há efetivo” gerou a deficiente prevenção e ocasionou a ocupação dos morros e bairros mais pobres pelos traficantes. Com essa retração, os bandidos criaram praticamente um “estado paralelo”, submetendo a população às regras próprias, a exemplo do que se instalou no Rio de Janeiro.


Quando o Estado resolveu intervir, a situação estava tão caótica que as conseqüências foram as mais terríveis, e até hoje não há a consolidação de presença do poder público, ocasionando situações que só se vê em zonas de combate com mortes generalizadas.


O Rio Grande do Sul está no mesmo caminho. São urgentes as ações preventivas para não permitir a ocupação total de territórios por parte de bandidos, pois em alguns locais, traficantes já ditam normas e impõem até “toque de recolher”.


Nesse ínterim o que aconteceu com a Brigada Militar? - Houve uma “esdrúxula” reforma administrativo-operacional, e uma “exclusiva” (pois não ocorreu em outras Polícias Militares brasileiras) reformulação estrutural e de carreira - ambas altamente perniciosas aos interesses da sociedade.


Essas mudanças geraram a redução do efetivo policial destinado à finalidade principal, pois focaram políticas de Governo voltadas ao atendimento dos interesses dos partidos governantes e individuais de parcela da Corporação.


Fatos e Atos que agravam a situação na Brigada Militar:



1. Na Carreira de Nível Superior houve o preenchimento de vagas apenas nos postos de final de carreira, comprometendo a operacionalidade que é representada, primordialmente, pelos postos de Capitão e Major. Assim o topo da pirâmide – gestão e planejamento - está completo, mas a sua base – coordenação e fiscalização - está esfacelada.


Por outro lado, há uma distorção histórica na qual ocorre a busca frenética por Cargos em Comissão (CC), que nada têm a ver com as atribuições Constitucionais da Corporação, atendendo apenas aos interesses pessoais e políticos. Isso apresenta aos “contemplados” três situações deploráveis: a) fuga do serviço operacional; b) ganhos financeiros maiores; e, c) promoções precoces.


2. Do mesmo modo, na Carreira de Nível Médio, as graduações de Sargentos, e os postos de Tenentes estão completos. O problema está localizado na base, onde a quantidade dos Soldados está com previsão aquém do necessário e deficiente em relação ao preenchimento das vagas previstas.


Neste nível a distorção ainda é mais preocupante. A promoção é “automática”, quando da transferência para a Reserva Remunerada!


A edição de Leis específicas “premiou” as Praças e incentivou a busca pela inatividade precoce. Isso gerou a falta de qualquer incentivo em buscar a realização de Curso de Sargento e até de Oficiais.


Os que ainda têm interesse em efetuar Cursos de Formação, o fazem apenas para buscar galgar a Carreira de Nível Superior sem concurso público e, desta forma “burlar” a legislação e a jurisprudência pátria.


A fórmula de cálculo de vencimentos das Praças é diferenciada, de forma que, um Tenente na Reserva e com a incorporação de uma Função Gratificada civil percebe mais do que um Coronel em final de carreira.


Essas questões, se não forem resolvidas, inviabilizarão a própria atividade da Corporação, sendo fácil prever que em período diminuto de tempo não haverá mais como oferecer maiores salários aos cargos iniciais, sob pena de comprometer definitivamente a folha de pagamento.


PROVIDÊNCIAS



Neste cenário, é salutar o Governo adotar uma política de Segurança Pública, no âmbito da Brigada Militar, que atenda a dois grandes grupos de providências, que são:


a) Administrativas,


b) Operacionais.


Administrativas:


- Rever o número de Comandos Regionais, diminuindo a quantidade, e defini-los como função exclusiva do posto de Coronel.


- No interior, rever a atual organização diminuindo o número de Batalhões, substituindo por frações menores sob o comando de Majores ou Capitães.


- Revisão das cessões de policiais militares para o exercício de cargos estranhos à missão constitucional das polícias militares, agregando os que forem cedidos, com as conseqüentes perdas de direitos a promoções por merecimento, dentre outros. Não permitir, tampouco, que a remuneração dos cedidos, pelos cargos exercidos, seja incorporada aos salários sob nenhuma hipótese, acabando com o atrativo hoje existente de que é mais vantajoso trabalhar “fora da Brigada Militar”.


- Rever a legislação que dispõe sobre a promoção imediata de policiais (Nível Médio) quando são transferidos para a Reserva Remunerada. Isto incentiva a aposentadoria, quando deveria ser incentivada a permanência no serviço ativo.


Interessante citar que estão se aposentando policiais militares (em grande maioria do Nível Médio) que ainda não completaram cinqüenta anos, quando a média de vida do brasileiro está em 75 anos de idade.


Prejuízo para o Estado, que fica pagando aposentadoria por mais de trinta anos para quem não produziu conforme a sua formação, assim como aumentando cada vez mais o déficit do IPE.


Operacionais:



- Polícia de permanência – instalação de postos policiais permanentes, sob o comando de Capitães, com a constante presença policial nas ruas, fazendo patrulhamentos e contato com as comunidades.


- Reenquadramento das unidades sob comando operacional e administrativo centralizado, especialmente em locais com efetivos inferiores a 30 homens (Pelotão), substituindo-as por frações comandadas por Capitães ou Majores.


- Estabelecer a organização e estrutura operacional em Batalhões ou Regimentos, passando as atividades especializadas a tratadas de forma integrada, tornando a especialidade uma característica do emprego policial e não uma especialização institucional.


Decisão Política:

- Imediata substituição de policiais militares em serviços carcerários, dado que pelo tempo em que exercem tais funções, em torno de vinte anos, já se deve ter permitido ao órgão estadual competente a formação de efetivos próprios.


- Recolhimento de Policiais Militares em atividades civis e estranhas a atividade fim, nos termos da legislação pertinente.


- Estabelecer um percentual máximo para atividades administrativas, recrutando pessoal temporário para essas atividades em substituição de pessoal apto para o serviço operacional.


- Estabelecer tempo mínimo de serviço para pleitear atividade administrativa ou aproveitar pessoal com redução de capacidade física.


- Rever as atribuições do CIOSP, transferindo suas atribuições no que diz respeito ao despacho de viaturas para o CPC, uma vez que hoje as Unidades Operacionais perderam a autonomia para gerir seus recursos e estabelecer prioridades dentro de um planejamento global.


Efetivos – Recursos Humanos



Para uma eficiente prevenção, é necessário que os policiais voltem às ruas e não se limitem unicamente ao atendimento de crimes depois da sua ocorrência. Isto só serve para contagens estatísticas, pois não diminui no cidadão a sensação de insegurança. Portanto, a reposição de efetivos é imperativa. A forma, no entanto, em que está ocorrendo a inclusão é insuficiente, pois sequer tem reposto a quantidade de policiais que estão se aposentando.


Atualmente a Brigada Militar tem menos policiais no serviço Ativo do que possuía há vinte anos!


Seleção e Inclusão


Para atender essa demanda, impõe-se a criação de quatro Escolas de formação de Soldados, distribuídas entre capital, região metropolitana e interior, cada uma delas formando pelo menos 200 policiais a cada três meses. Com isto, haverá o aporte de 3.200 novos policiais militares por ano, ou seja, em torno de 200% a mais do que se aposenta no período.


Para isso, há uma razoável quantidade de prédios que podem ser usados como Escolas, bastando que sejam adequados.


Na direção e composição do quadro de professores podem ser utilizados policiais militares da Reserva Remunerada ou mesmo Reformados, salvo para aquelas matérias que são imperativas outras formações próprias unicamente do pessoal do serviço Ativo, tais com Operações Especiais e de Controle de Distúrbios. Também podem ser utilizados para palestras sobre assuntos específicos, dos conhecimentos e experiência adquiridos ao longo da carreira.


Ações no Nível Nacional



A prevenção sempre será prejudicada enquanto a legislação penal atual for favorável ao crime. Como se sabe, a maioria dos criminosos, ou é oriunda do regime aberto ou semi-aberto, ou está em liberdade condicional. É necessário que bandidos fiquem encarcerados, sob pena de a sociedade continuar a ser vítima de toda sorte de crimes.


A eficácia das ações de prevenção operacional, e das ações de caráter legal decorre da certeza de que o criminoso será efetivamente punido. Entretanto, atualmente, a situação estrutural e legal tem gerado mais a impressão da impunidade, com penas brandas.


Isso reflete nos criminosos mediante a idéia de que a punição é tão branda que acaba compensando a reincidência!


Grande parte dos crimes ocorre em função do livre tráfico de drogas e de armas, que passam sem qualquer controle pelas fronteiras. Isto sobrecarrega os Estados e suas respectivas polícias. Um efetivo controle das fronteiras, mediante a presença policial decorrente de planejamento e gestão inteligente diminuirá este tráfico. A redução dos crimes evitará que os Estados sejam sobrecarregados, principalmente pela ausência dos órgãos federais, que são responsáveis pelo controle das fronteiras.


QUANTO A ATIVIDADE DE BOMBEIROS


- Realizar licitação para a contratação de Oficiais e Praças da Reserva Remunerada para realizarem atividades complementares de Prevenção de Incêndio, sendo elas: Análise: Carreira de Nível Superior; Inspeção: Carreira de Nível Médio.


- Definição da atividade de Bombeiro Profissional Civil como atividade complementar do Corpo de Bombeiros para atuação operacional de combate a incêndio, salvamento e socorrismo em municípios com população abaixo de 10.000 habitantes, bem como no mercado de trabalho, com credenciamento condicionado à comprovação de qualificação adequada às Normas do Corpo de Bombeiros Militar RS.


- Definir que o Governo poderá convocar integrantes da Reserva Remunerada (Oficiais da Carreira de Nível Superior) para a organização e coordenação e chefia de bombeiros municipais, na modalidade de Bombeiro Misto. Nessas localidades, instituir atividades de prevenção de incêndio sob a chefia desses convocados, mediante subordinação funcional com o Corpo de Bombeiros Militar do RS.


CONCLUSÃO:


Por uma questão ética deixamos de opinar ou apresentar em nosso trabalho como deve ser definida cada questão, cabendo essa tarefa ao Comando da Corporação.


Assim nos posicionamos de forma a propiciar subsídios que visem a melhoria do serviço de policiamento ostensivo.


Entendemos e defendemos a moralidade, igualdade e legalidade das atividades da Brigada Militar a fim de não pairar dúvidas para a Sociedade.




Assim, acreditamos ter alcançado subsídios para uma análise consciente, propiciando os esclarecimentos sobre os fatos, que muitas vezes são distorcidos de forma intencional e leviana, gerando efeitos prejudiciais para a gestão da Segurança Pública, sentidos diretamente pela população.

domingo, 28 de dezembro de 2014

DUAS PERDAS ALÉM DAS MORTES: NOSSA BAGUNÇA LEGAL E ASSASSINA



CORREIO DO POVO Porto Alegre, 28 de Dezembro de 2014


OSCAR BESSI FILHO



Não são apenas assassinatos. Por mais que sejam, ambos, brutais e vis, e tão vis quanto todos os outros que ocorreram neste final de semana. Mas eram dois policiais militares. Eram dois homens que, por ofício, representavam o Estado e seu povo, o conjunto de cidadãos de todas as classes, cores e credos, todos os contribuintes, um contexto de lei e de ordem, de civilidade e sociedade organizada.

Eles eram representação fardada da cidadania gaúcha. E isto tudo, além de suas vidas, de suas famílias, de suas dignidades e histórias pessoais, foi ultrajado por criaturas que se divertem matando e roubando. E eu digo se divertem porque recebem autorização de um sistema confuso e caótico para, munidos de armas, saírem arrecadando bens sem o esforço de um trabalho, ceifando vidas sem o menor escrúpulo ou o temor de uma punição. Sim, nossa bagunça legal permite, premia com indultos, incentiva e parece interessada em manter este ciclo interminável de proliferação de assassinos triviais.

Uma violência que alimenta lucros, que parece conveniente, eis que só faz crescer na falta da educação que transformaria ou da correção que poderia estancar seus efeitos indesejados. Qual o sentido de ver um sargento, recém promovido, ser morto na frente de sua casa ao chegar, executado por assaltantes?

Qual o sentido de ver um soldado executado para que apenas entregasse o carro que era seu a ladrões armados? Qual o sentido de considerarmos tantas mortes normais?

E não haverá discurso político de oportunidade falando da vulnerabilidade dos cidadãos como um todo, policiais ou não, e relacionando estas tragédias com uma tremenda violação aos direitos humanos mais básicos que podemos ter.

Não haverá comoção. Nem mudança.

Nem se fará qualquer movimento na direção de dias mais calmos. Nada.

A caixa d’água vaza e ainda se fala em comprar baldes, nada além. Mas só quando a goteira molha as pantufas do dono da casa.

sábado, 27 de dezembro de 2014

POLICIAL MILITAR É MORTO EM GRAVATAÍ

CORREIO DO POVO 27/12/2014

Cíntia Marchi


Mesmo ferido, sargento de BM em Canoas conseguiu atingir os homens que o atacaram




Sílvio Rodrigo dos Santos, de 38 anos, tinha sido promovido a sargento no início de novembro | Foto: Brigada Militar / Divulgação / CP


Um sargento da Brigada Militar foi morto na tarde deste sábado, no bairro Cohab C, Parada 74, em Gravataí, em frente da sua casa. Sílvio Rodrigo dos Santos, de 38 anos, tinha sido promovido a sargento no início de novembro. Segundo o sargento Airton Maier, da BM de Gravataí, Sílvio foi atingido com dois tiros. Ele revidou e também acertou os dois homens que o atacaram.

“Ele estava à paisana e o que se sabe é que esses homens chegaram direto nele. Ainda não se tem conhecimento se foi para matar ou para roubar”, disse Maier. A morte ocorreu próximo das 16h30min.

Sílvio era servidor da Brigada Militar há 12 anos. Nos últimos quatro, atuava em Canoas. Os dois homens que também foram baleados no local foram encaminhados para o Hospital Dom João Becker, de Gravataí. O hospital não informou a estado de saúde deles..

SEQUÊNCIA DE TERROR



DIÁRIO GAÚCHO 26/12/2014 | 20h19


Sequência de terror faz mais uma vítima na Umbu, em Alvorada, Sequência de quatro homicídios em 27 horas durante o feriado do Natal intriga a polícia no Bairro Umbu, em Alvorada. Polícia ainda investiga se crimes estão relacionados

Eduardo Torres




Dois tiros de pistola 9mm no rosto. E o corpo de Mirelle de Oliveira, 35 anos, ficou caído na Rua Avanço, Bairro Umbu, em Alvorada. A cena foi testemunhada por diversas pessoas que circulavam pela via por volta das 20h de quinta, mas ninguém ousou falar com a polícia.

É com o silêncio e o mistério que os investigadores da Delegacia de Homicídios de Alvorada vão se deparar a partir de segunda-feira. A morte de Mirelle foi a quarta, com as mesmas características, no Bairro Umbu, em um intervalo de 27 horas, desde a tarde de quarta. Todos os homicídios ocorreram em locais próximos uns dos outros. De acordo com os investigadores da Delegacia de Homicídios de Alvorada, não é descartada a hipótese de que uma mesma quadrilha esteja por trás de todos os crimes, mas até agora, não foi encontrado nenhum elemento concreto que ligue as vítimas entre si.


Conforme a polícia, Mirelle era moradora do bairro. Usuária de drogas, não tinha endereço fixo. No momento em que foi executada, segurava um cachimbo usado para fumar crack. Ela seria namorada do traficante Davi Erazel dos Santos, 45 anos, executado em dezembro do ano passado no Bairro Umbu.

À exemplo dos assassinatos anteriores, os matadores, usando pistolas 9mm, teriam chegado ao local de carro, já atirando. Nenhum dos mortos teria sido atingido aleatoriamente. Segundo a polícia, os quatro crimes estão relacionados ao tráfico.
A série de mortes que marcou o Natal em Alvorada começou por volta das 17h de quarta, quando João Carlos da Silva, 41 anos, foi morto a tiros por homens que passaram em um carro prata. Ele estava na rua com outros dois homens, que ficaram feridos. Os crimes seguiram na madrugada seguinte e na tarde de quinta.

Apesar da distância, até o momento a polícia não descarta que até mesmo a morte de João Cleber Soares de Souza, 25 anos, também com tiros na cabeça, no Bairro Jardim Aparecida, ocorrida na madrugada de quinta, esteja relacionada aos demais crimes.


Uma "invasão" é apurada desde julho

As características dos crimes do Natal na Umbu coincidem com pelo menos outros 12 assassinatos investigados pela Delegacia de Homicídios entre julho e novembro no bairro. Uma das hipóteses consideradas é de que criminosos ligados à facção dos Bala na Cara estariam tomando pontos de tráfico da região na base do terror.

Entre as vítimas desta ofensiva estariam, por exemplo, Tiago Delanheze Carvalho, 27 anos, a mulher dele, Luana Patrícia de Oliveira de Souza, 19 anos, e o irmão dela, Lucas Oliveira dos Santos, 16 anos, executados em casa em uma chacina ocorrida em setembro, na Rua São Paulo.
As suspeita dos investigadores, que ainda não chegaram aos executores da chacina, é de que Tiago tenha sido morto em virtude do bar que mantinha no bairro. O local vinha sendo cobiçado pelos Bala como ponto de tráfico.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

TURISTA ITALIANA É MORTA ESTRANGULADA NO CEARÁ

Do G1 CE 26/12/2014 19h50

Turista italiana achada morta no Ceará foi estrangulada, aponta laudo. Gaia Molinari sofreu golpes com objeto cortante antes de estrangulamento. Corpo foi achado na praia de Jericoacoara, ponto turístico do Ceará.





Gaia, com frequência, publicava fotos da estadia no Brasil. (Foto: Reprodução/Facebook)

A turista italiana Gaia Molinari, de 29 anos, foi morta por estrangulamento, de acordo com laudo da Polícia Civil divulgado nesta sexta-feira (26). Segundo a polícia, Gaia sofreu vários golpes com objetos cortantes no corpo e no rosto antes de ser asfixiada por estrangulamento na quinta-feira (25). O corpo dela foi encontrado próximo à Pedra Furada, ponto turístico da Praia de Jericoacoara, no litoral do Ceará.

O representante do vice-consulado da Itália no Ceará, Roberto Misici, disse que acompanha todo o processo para o traslado do corpo. "Estamos trabalhando da melhor maneira para que o corpo seja levado logo para a Italia. Mas como é um caso de homícidio, não é um processo muito rápido". O caso ganhou destaque na imprensa italiana, que afirmou que Gaia estava no brasil para participar de um projeto de ajuda a crianças carentes.

O advogado indicado pelo Vice-Consulado Italiano no Ceará para acompanhar o caso, Walmir Medeiros, diz que ainda não teve acesso à necropsia e que a polícia ainda não tem suspeitos do autor do homicídio. Ainda segundo o advogado, a família da vítima já foi notificada sobre a morte de Gaia, que morava na Inglaterra.


Antes de ir para Jericoacoara, a italiana estava hospedada em um albergue, em Fortaleza, desde o dia 16 de dezembro. No alberque Gaia conheceu uma carioca que a convidou para ir a Jericoacoara. De acordo com funcionários do albergue, no local ela deixou alguns objetos pessoais como um computador e o passaporte.

Segundo informações da Polícia Militar (PM), o corpo da italiana foi encontrado por outros turistas na área do Serrote e apresentava vários ferimentos pelo corpo. De acordo com a PM, o rosto da italiana estava perfurado e teve forte sangramento. Patrícia Bezerra afirmou que não há como saber se foi um crime de latrocínio e que qualquer informação precipitada pode prejudicar o andamento das investigações.

"Ainda é precipitado falar qualquer coisa sobre a morte da turista italiana. O que a gente sabe é que ela foi encontrada somente de biquíni, com canga e que do lado dela foram encontrados alguns objetos pessoais como bolsa, cópia do passaporte, chicletes e nada de valor", disse a delegada Patrícia Bezerra.

Os moradores de Jijoca de Jericoacoara afirmam que a jovem estava em Jericoacoara acompanhada de uma amiga carioca. Ambas deveriam ter deixado a cidade de Jijoca na quarta-feira (24), mas Gaia Molinari não retornou do passeio na véspera do Natal. Ela trabalhava em um hostel em Jijoca de Jericoacoara em troca de hospedagem e viajava por vários países, segundo pessoas que conheceram a vítima.

Depoimento

Uma amiga da italiana que estava com Gaia na Praia de Jericoacoara, prestou depoimento na manhã desta sexta-feira (26) para a delegada Patrícia Bezerra na Delegacia de Proteção ao Turista (Deprotur). Ela não quis falar com a imprensa. Segundo o delegado Walmir Medeiros, ela não tem qualquer relação com o crime.

Ainda de acordo com a delegada Patrícia Bezerra, Gaia Molinari estava em Jericoacoara com a carioca desde último dia 21 de dezembro e se conheceram em Fortaleza. Patrícia Bezerra acrescentou que a italiana estava hospedada em uma pousada na capital desde o dia 16 de dezembro, mas não soube informar se ela já estava há ais tempo em Fortaleza.

SOLUÇÃO DE CONTINUIDADE




ZERO HORA 26 de dezembro de 2014 | N° 18024


SUA SEGURANÇA | HUMBERTO TREZZI




Ao contrário dos eleitores gaúchos, que desde a década de 1930 não apoiam reeleição de governador, o governo José Ivo Sartori surpreendeu ao manter no comando das polícias Militar e Civil dois homens-fortes do seu antecessor e adversário, Tarso Genro. Parece ter optado pelo clássico “não se mexe em time que está ganhando”, uma solução técnica e que não obedeceu a critérios partidários.

Algo similar já tinha ocorrido na passagem da gestão Yeda Crusius para a de Tarso, quando o delegado Ranolfo Vieira Junior, chefe do Deic (unidade especializada da Polícia Civil), foi promovido a chefe de Polícia e não escanteado, como poderia ocorrer em troca de governos oponentes.

O delegado Guilherme Wondracek e o coronel Alfeu Freitas têm uma característica em comum: são da linha de frente, acostumados ao contato com as ruas. O policial civil liderou as investigações que levaram à prisão dos dois mais notórios assaltantes de carro-forte do Rio Grande do Sul, Cláudio Ribeiro (Papagaio) e José Carlos dos Santos (Seco). Foram equipes suas que seguiram e trocaram tiros com os quadrilheiros. Wondracek “conhece o rengo sentado e o cego dormindo” na Polícia, para ficar em um ditado gauchesco.

Freitas percorreu todos os espinhosos caminhos da BM, do principal batalhão (o 9º) ao serviço de inteligência (PM2), que investiga crimes praticados pela própria corporação. É outro que fincou pé no barro antes de subir.

Foi fundamental, para a manutenção de Wondracek no cargo, as excelentes relações que ele mantém com a Polícia Federal, inclusive de organizar operações conjuntas contra assaltantes.

Oriundo da PF, o secretário Wantuir Jacini ouviu seus colegas antes de formalizar as escolhas dos chefes das polícias gaúchas. A manutenção de Wondracek contrariou muita gente que esperava um expurgo dos expoentes do governo Tarso Genro nas duas estruturas.

Delegados que estavam no ostracismo durante o governo petista temem continuar na geladeira sob a gestão de Wondracek. Falam em “continuísmo” e não em continuidade...

OS DESAFIOS QUE ESPERAM A NOVA CÚPULA DA SEGURANÇA NO RS

ZERO HORA 26/12/2014 | 04h01
 

GOVERNO SARTORI. Futuros chefes da Polícia Civil e da Brigada Militar terão a missão de reduzir os índices de criminalidade ao mesmo tempo em que enfrentam carência de equipes, presídios precários e manifestações

por José Luís Costa



Guilherme Wondracek é o atual chefe da Polícia Civil e Alfeu Freitas Moreira assumiu o subcomando da BM em novembro Foto: Manuela Brandolff e Sgt Alberto Vargas / Divulgação


Escolhidos para dirigir as duas principais forças de segurança no Estado a partir de janeiro, o coronel Alfeu Freitas, no comando da Brigada Militar, e o delegado Guilherme Wondracek, na chefia da Polícia Civil, assumem a missão de dar novo rumo a uma das áreas mais sensíveis no futuro governo de José Ivo Sartori. Ter gente suficiente para combater a criminalidade e debelar os índices dos delitos de maior gravidade se configuram nos maiores desafios para as duas corporações.

A vantagem dos dois é que eles já fazem parte da cúpula da segurança no governo de Tarso Genro. Freitas é subcomandante da BM desde novembro, e Wondracek, chefe da Polícia Civil desde março.



Ao contrário do coronel Fábio Fernandes, que comandou a BM durante quase quatro anos e era ligado ao PT, Freitas tem um perfil mais técnico. Nesse sentido, se enquadra no desejo do novo governador para a cúpula das polícias: chefes que dominem o assunto, bons gestores com ênfase para a operacionalidade, independentemente de afinidades partidárias, seja de sigla aliada ou de oposição.

Sabedor do que o espera, o coronel Freitas assegura que a BM estará mais presente nas ruas para reprimir a criminalidade de forma geral. Projeta incremento no policiamento a pé e na eficiência:

— A BM vai estar onde tem problemas e vai se antecipar. Vamos aumentar a qualidade das ações com mais abordagens e blitze.

Quanto a protestos que vem provocando interrupções no trânsito, o coronel enfatiza que a postura da BM será da negociação.

— Uma das missões da BM é mediar conflitos. Temos de medir o interesse público. A manifestação é um direito, mas desde que seja de forma ordeira. Não pode prejudicar as demais pessoas no seu dia a dia.

Wondracek afirma que já trabalha para frear os homicídios, os roubos de veículos e as explosões em bancos, mas tem um problema a solucionar: falta de pessoal.

— É um dos grandes dilemas. Acabam de ser nomeados 700 policiais civis recém-formados. Teríamos que formar mais 670, mas isso está no terreno das intenções.




Gestão do efetivo

Para tentar suprir carências, lembra que está em prática um plano para otimizar recursos. Mediante convênio com a Secretaria da Fazenda e o Instituto Falcone, alguns delegados têm se especializado em gestão. Um exemplo é a distribuição dos novos 700 policiais: obedece, além do critério populacional, a uma lógica por tipo de crime. Como as prioridades são combater homicídios e crimes graves contra o patrimônio (como assalto com lesões), mais agentes serão concentrados onde esses delitos são preponderantes.

Para as polícias terem sucesso nessa empreitada, o secretário da Segurança Pública escolhido por Sartori, o delegado federal aposentado Wantuir Jacini, precisará providenciar novos espaços nas cadeias, sem acesso a celulares, e definir o futuro do Presídio Central. Estão em construção 4 mil vagas na Região Metropolitana, mas há necessidade de uma nova cadeia de segurança máxima.




LINHA DE FRENTE

Wantuir Jacini, secretário de Segurança – natural de São Gabriel, é delegado federal aposentado e fez sua carreira longe do Estado. Desde 2007, é secretário de Justiça e Segurança Pública do Mato Grosso do Sul. Na Polícia Federal (PF), ingressou como agente em 1976 e, quatro anos depois, assumiu como delegado. Coordenou a Superintendência da PF no Rio e em Mato Grosso do Sul (durante dois períodos) e também áreas localizadas em Brasília.

Guilherme Yates Wondracek, chefe da Polícia Civil – natural de Ijuí, tem 48 anos e é formado em Direito. Começou a carreira policial como delegado em 1991. Passou por cidades do Interior e trabalhou no Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca). Durante 11 anos atuou no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Em 2011, assumiu a direção do Deic, no qual permaneceu até março, quando foi nomeado chefe de polícia.

Alfeu Freitas Moreira, 50 anos, comandante-geral da Brigada Militar (BM) – é o atual subcomandante-geral da BM. Nascido em Caxias do Sul, ingressou como oficial da BM em 1982. Trabalhou no Comando Rodoviário, comandou o 18º BPM, em Viamão, e o 9º BPM, em Porto Alegre, onde esteve por 10 anos. Foi chefe da Seção de Inteligência da BM, do Comando de Policiamento da Capital e do Estado-Maior. Desde novembro, é o subcomandante da BM.



COMENTÁRIO DO BENGOCHEA -  SEGURANÇA PÚBLICA É UM DIREITO BÁSICO E SOCIAL DA POPULAÇÃO; E AS FORÇAS DE SEGURANÇA CUMPREM FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA. Quem devolvam os efetivos desviados, paguem salários e auxílios justos e necessários, e restabeleçam a capacidade humana e operativa das forças policiais e prisionais. E busquem a criação do Sistema de Justiça Criminal e da Polícia Nacional de Fronteira para executar o policiamento ostensivo nas fronteiras do RS, responsabilidade exclusiva federal.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

VANDALISMO, ROUBOS E TIROS EM FUNK NA RUA

BAND.COM NOTÍCIAS 25 de dezembro de 2014 - 14h08


PM acaba com baile funk na Grande São Paulo. Antes, participantes da festa escutavam música em volume alto, empinavam motocicletas pela rua e até trafegavam em cima de carros


Baile funk começou por volta das 20h de quarta-feira Reprodução/Café com Jornal
Da Redação, com Café com Jornal



Um baile funk realizado desde 20h de quarta-feira, no bairro de Jardim Conceição, em Osasco, na Grande São Paulo, foi interrompido por policiais militares na manhã desta quinta-feira. Havia muitas pessoas na festa e, com a chegada da PM, muitos fugiram – toda a cena foi registrada pelo programa “Café com Jornal”, da Band, em tempo real.

Antes da chegada da polícia, os participantes do baile funk escutavam música em volume alto, empinavam motocicletas pela rua e até trafegavam em cima de carros. Alguns motoristas que não participavam da festa e tentavam passar pelo local tiveram o carro depredado.

Alguns participantes do baile funk foram detidos pela PM para averiguação. Além disso, uma grande quantidade de lixo foi deixada no local.



Tiroteio na madrugada matou três


Após o fim do baile funk, a PM informou que, durante a madrugada, foi acionada por conta da ocorrência da festa com cerca de 500 pessoas no local, regada a bebidas alcóolicas e drogas. Segundo as autoridades, durante a festa, um carro passou próximo e os ocupantes atiraram contra duas pessoas. As vítimas foram socorridas, mas uma delas não resistiu aos ferimentos.

Logo depois, na mesma região, a polícia desconfiou de um veículo com quatro pessoas em seu interior e deu ordem de parada. Um dos ocupantes do carro atirou contra os PMs e houve troca de tiros.

No confronto, dois menores morreram. Outro menor foi baleado e socorrido ao PS da região, enquanto o quarto ocupante do veículo conseguiu fugir.

Na hora do primeiro tiroteio, os participantes do baile funk chegaram a se dispersar, mas depois se reuniram novamente e mantiveram a festa ativa até a manhã desta quinta-feira.

Roubo de carros e motos durante a festa

Após o fim do baile funk, a polícia divulgou que cinco motos e quatro carros foram roubados durante a festa. Uma das motos foi queimada e um carro acabou danificado.

No total, sete menores foram levados para a delegacia e indiciados por furto e assalto a mão armada. O caso foi encaminhado ao 1° DP de Osasco.




DELEGADO WANTUIR ADMITE QUE SECRETARIA DE SEGURANÇA RS SERÁ UM GRANDE DESAFIO

ZERO HORA 17/12/2014 | 06h30


Conseguimos resolver 70% dos homicídios no Mato Grosso do Sul, diz futuro secretário de Segurança no RS. Wantuir Jacini admite que será "um grande desafio" estar à frente da Secretaria de Segurança no Rio Grande do Sul



Considerado um técnico, Wantuir Jacini comanda a Secretaria de Segurança de Mato Grosso do Sul Foto: Divulgação / Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul


O delegado federal aposentado Wantuir Jacini, futuro titular da Secretaria da Segurança Pública, sinaliza com uma proposta aguardada há décadas: estancar a farra dos celulares nas cadeias, um dos principais combustíveis da violência no Estado.

Em entrevista coletiva via Skype, na manhã de terça-feira, de Campo Grande (MS), Jacini garantiu existir meios para sufocar a comunicação entre bandidos responsáveis por crimes que atormentam os gaúchos, como assassinatos, tráfico de drogas, roubos e sequestros.

— É inaceitável que facções operem de dentro dos presídios. Existem meios para coibir a entrada e o funcionamento desses equipamentos. O bloqueio de sinal, o rigor nas revistas pessoais, e outras ações com base em inteligência policial. A partir de janeiro, vamos adotar medidas para bloquear essas iniciativas — afirmou Jacini, que comanda a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) de Mato Grosso do Sul desde 2007.



Gaúcho de São Gabriel, mas longe dos pampas há mais de 30 anos, ele aceitou o convite do governador eleito José Ivo Sartori para comandar uma das áreas mais espinhosas. Sorridente, foi questionado por mais de 40 minutos sobre como pretende enfrentar a criminalidade e a crise nas cadeias com efetivos reduzidos que buscam melhores salários em um Estado com cofres raspados. Para a maioria das respostas foi diplomático:

— Tenho de conhecer a realidade atual para poder tomar providências adequadas. As ações necessárias serão adotadas.

Jacini é apontado como um secretário de perfil técnico — e não político. Em oito anos à frente da Sejusp, adotou medidas consideradas relevantes no enfrentamento à criminalidade no MS, entre elas a implantação dos bloqueadores de sinal de telefonia celular nos presídios e a criação de um gabinete voltado ao combate do tráfico na fronteira com Paraguai. Confira a entrevista completa abaixo:



O senhor está há mais de 30 anos longe do Rio Grande do Sul. Qual o seu conhecimento sobre os problemas da segurança pública no Estado?
É aquele que tenho da Polícia Federal em nível nacional, do Colégio de Secretários de Segurança, do Colégio de Secretários de Justiça e do Colégio Nacional de Segurança Pública. Em todos eles, os secretários relatam os seus principais problemas nos Estados. O doutor Michels (Airton Michels, atual secretário) sempre trouxe as questões do Rio Grande do Sul para todos nós.

Como foi a aproximação com o governo Sartori? Como se deu o convite e o que o motivou a aceitá-lo?
O diretor-geral da PF (Leandro Daiello, também gaúcho) conversou comigo. Expôs a situação e, a partir daí, conversamos pessoalmente com o governador eleito e aconteceu o convite.

O senhor vem do Mato do Grosso do Sul, um Estado com 2,6 milhões de habitantes e 10 mil presos. Aqui são mais de 11 milhões de habitantes e 29 mil presos. Como encara esse desafio?
É um grande desafio. Vou contar com o apoio e o trabalho de todos os gaúchos, de toda a imprensa, das instituições policiais.

O senhor enfrenta problemas no Mato Grosso do Sul com homicídios...
Conseguimos reduzir os homicídios, os roubos e os furtos. Apreendemos 230 toneladas de drogas, que representam 80% da droga apreendida no Brasil. Conseguimos resolver 70% dos homicídios, que são números semelhantes a países da Europa. Isso é fruto de múltiplas políticas e ações que foram desenvolvidas. Espero repetir no Rio Grande do Sul essa mesma matriz de gestão.

Mas no Mato Grosso do Sul a taxa de homicídios em 2013 foi maior do que aqui.
Não analisei. Aqui temos 1.660 quilômetros de fronteira seca, permeados por estradas federais, estaduais, municipais e múltiplas cidades. E, nessas cidades, é onde acontece grande parte dos homicídios.

O senhor não revela a idade?
A faixa etária não condiz com a higidez física e com a idade mental.

O senhor é natural de São Gabriel. Qual é a sua relação com a cidade?
Tenho parentes em São Gabriel, em Vila Nova do Sul, na área rural. Nas minhas férias, sempre passo nas estâncias deles.

Em 1999, foi publicado que o senhor seria o mais cotado para ser o diretor-geral da PF pelo então ministro da Justiça, Renan Calheiros, mas foi preterido por ter sido punido com 30 dias de suspensão por conta de uma investigação sobre contrabando de café no Paraná. É verdade?
Não. Realmente, houve uma punição disciplinar que aconteceu em 1984. Eu não fui indicado (para diretor-geral da PF) por causa disso, foi por conveniência da Presidência da República.

Pode revelar o fato que levou a sua punição?
Poxa, uma falta disciplinar de 30 anos atrás? Eu prefiro não falar. Nem lembrava mais disso. Fui superintendente da PF duas vezes, fui coordenador regional no Rio de Janeiro, e diretor-interino da PF após essa punição disciplinar. De modo que a PF reconheceu que eu não deveria ter sido punido ou, então, reconheceu que houve excesso na punição.


Quem é Wantuir Jacini

Natural de São Gabriel, ingressou em 1976 como agente na Polícia Federal em Mato Grosso (antes de o Estado se dividir em dois). No ano seguinte, formou-se em Direito. Em 1980, passou em concurso assumindo como delegado da PF.

Trabalhou em Bagé. Depois, foi transferido para o Rio, onde coordenou a Superintendência da PF entre 1992 e 1994. Nos três anos seguintes, foi superintendente da PF em Mato Grosso do Sul e, de 1997 a 1999, coordenador central de polícia da PF, em Brasília.

De 2000 a 2004, voltou a comandar a PF no Mato Grosso do Sul. Foi coordenador-geral de Segurança Privada da PF, em Brasília, entre 2004 e 2006, e desde 2007 é secretário de Justiça e Segurança Pública no MS, nos governos do PMDB.

HOMEM MORRE SEM SOCORRO AO FICAR PRESO EM ÔNIBUS DURANTE PROTESTO

ZERO HORA 24/12/2014 | 13h17

Ataque de asma. Homem morre após ficar preso em ônibus durante protesto. Jairo de Oliveira Machado ficou quase seis horas em congestionamento nas ilhas do Guaíba



Foto: Marcelo Oliveira / Agencia RBS

A Delegacia de Polícia de Eldorado do Sul instaurou inquérito nesta quarta-feira para apurar a morte de um homem que ficou por quase seis hores trancado em congestionamento na BR-290, na última segunda-feira. A rodovia estava bloqueada na região das ilhas do Guaíba em função de um protesto contra a falta de luz.

Jairo de Oliveira Machado, 46 anos, natural de Santa Maria, morreu por volta da 1h de terça-feira. De acordo com o registro da ocorrência, ele teve um ataque de asma e não resistiu após ficar quase seis horas esperando por atendimento.

O coletivo não tinha como sair da pista devido ao grande engarrafamento e ambulâncias não conseguiam chegar ao local tanto pela quantidade de carros quanto pelos acessos por pontes entre as ilhas.


O delegado de Eldorado do Sul, Alencar Carraro, explica que instaurar um inquérito é um procedimento padrão e todos os fatos precisam ser investigados. No entanto, ele destaca que é difícil responsabilizar alguém nestes casos. Mesmo assim, vai tentar buscar provas e ouvir testemunhas para tentar apurar a responsabilidade sobre o caso.

— Como instaurei hoje o inquérito e amanhã é Natal, já quero chamar as pessoas para depor na sexta-feira — destaca Carraro.


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Por isto é que o Brasil é o país da impunidade. Como pode organizarem um protesto bloqueando acessos de uma das maiores capitais do Brasil, causando congestionamento e impedindo um socorro de emergência para um senhor com problemas de saúde que morreu no local. Alguém deveria ser responsabilizado, pois os organizadores assumiram o risco de produzir danos e até mortes, para mostrar que o crime não compensa.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

CORONEL FREITAS NA BM E DELEGADO WONDRACEK NA PC


DIÁRIO GAÚCHO 24/12/2014 | 10h26


José Luís Costa


Sartori deve anunciar Alfeu Freitas como comandante da BM e Wondracek como chefe da Polícia Civil. Futuro governador e próximo secretário de Segurança Pública, Wantuir Jacini, reuniram-se em Porto Alegre nesta terça-feira



Guilherme Wondracek é o atual chefe da Polícia Civil e Alfeu Freitas Moreira assumiu o subcomando da BM em novembro Foto: Manuela Brandolff e Sgt Alberto Vargas / Divulgação


José Ivo Sartori e o futuro titular da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Rio Grande do Sul, delegado federal Wanuir Jacini, devem anunciar ainda nesta quarta-feira os nomes que irão dirigir a Polícia Civil e a Brigada Militar a partir de janeiro.

Os prováveis nomes para comandar as corporações são Alfeu Freitas Moreira, como comandante da BM, e o delegado Guilherme Wondracek, que deve seguir como chefe da Civil.

O perfil procurado por Jacini era de policiais com experiência, não envolvidos em polêmicas, denúncias ou ações judiciais. Eles ainda deveriam ser modernos em suas condutas, conectados às novas tecnologias e ferramentas de trabalho.

Alfeu Freitas tem mais de 30 anos de experiência. Foi comandantante do 9º Batalhão de Polícia Militar (9ºBPM) de Porto Alegre. Em 2012, assumiu a liderança do Comando de Policiamento da Capital (CPC) e, em novembro deste ano, o coronel deixou o posto de chefe do Estado-maior e assumiu como subcomandante da Brigada Militar.

Guilherme Wondracek tem se destacado por conduzir a Polícia Civil sem sobressaltos, recebendo elogios das equipes de transição e de representantes da Justiça e do Ministério Público. Wondracek tem mais de 20 anos na corporação e já foi diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Em janeiro de 2000, Wondracek comandou a operação que prendeu o assaltante de carros-fortes Cláudio Adriano Ribeiro, o Papagaio, que naquele momento era o homem mais procurado do sul do Brasil.

A escolha dos dirigentes das corporações se após visita de Jacini ao Estado. Ele chegou a Porto Alegre nesta terça-feira, e esteve reunido com Sartori no gabinete de transição, no Centro de Treinamento da Procergs.

* Zero Hora

A BELEZA DE UM GESTO SILENCIOSO



ZERO HORA - 24/12/2014 e 25/12/2014 | N° 18023


INFORME ESPECIAL | Tulio Milman




Aconteceu durante o especial de fim de ano da RBS TV. Foram quatro horas e 20 minutos ao vivo, sem parar. Um show de televisão.

Mas eu quero contar uma outra coisa. Elói Zorzetto, Manoel Soares, Cristiane Silva, Cláudio Brito, Simone Lazzari e eu pedíamos doações de brinquedos e de comida. Muita gente apareceu. A imensa maioria, humilde.

Lá pelas tantas, avistei um amigo com uma sacolinha na mão. Era um brinquedo novo, que ele havia comprado para doar.

Um cara famoso, que percorre o Brasil dando palestras, que escreve artigos e encanta plateias. Um profissional que sabe a importância da mídia e que depende dela, em boa parte, para viver.

O Cézar Freitas, diretor da RBS TV, sugeriu que eu o entrevistasse. Adorei a ideia, porque esse meu amigo fala bem, é profundo em suas abordagens. Está acostumado a se expor.

Mas meu amigo resistiu. “Eu vim aqui por outro motivo”, ele dizia. Fui insistindo, insistindo. Faltavam poucos minutos para entrarmos no ar. Eu o via desconfortável. Até que ele disse: “Cara, não me leva a mal. Vou embora. Não vim aqui fazer marketing. Vim doar um brinquedo”. Falou com leveza, sem qualquer agressividade. E saiu, depois de me dar um abraço apertado.

Eu já respeitava esse meu amigo. Agora, passei a admirá-lo ainda mais.

Nunca vou revelar o nome dele, mas me senti no dever de compartilhar o gesto. Foi um dos mais lindos que vi.

Ele conseguiu traduzir, como ninguém, o que deveria ser o Natal.


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA - Por que esta matéria sobre solidariedade está aqui num blog que trata das questões de segurança? Primeiro, porque solidariedade é o maior símbolo de humanidade, que transmite a magia de doação uns com os outros, de fazer boas ações sem esperar nada em troca, de união frente às oportunidades, às ameaças, à dor e à alegria. Nas questões de justiça criminal onde a segurança pública está inserida, a solidariedade é importante para manter as pessoas unidas e mobilizar as em torno de princípios, valores, objetivos e metas sociais como segurança pública, saúde, educação, justiça criminal, justiça social, justiça tributária, exigindo dos poderes a garantia de todos os direitos sociais que aumentam a qualidade de vida e orientam para o futuro onde estarão nossos filhos e netos.

A Solidariedade social
é "a ideia de que seus praticantes sintam-se integrantes de uma mesma comunidade e, portanto, sintam-se interdependentes. Há importantes estudos sociológicos realizados pelo francês Émile Durkheim (1858-1917), em sua obra intitulada Da Divisão do Trabalho Social. Sua tese é de que a sociedade era mantida coesa por duas forças de unidade. Uma em relação a pontos de vista semelhantes compartilhados pelas pessoas, por exemplo, valores e crenças religiosas, o que ele denominou de solidariedade mecânica." (wikipedia)


NOVO SECRETARIO DE SEGURANÇA DO RS AVALIA NOMES PARA A BM E PC

ZERO HORA 23/12/2014 | 21h20

Segurança Pública. Novo secretário avalia nomes para BM e Polícia Civil. Wantuir Jacini participou de reuniões em Porto Alegre para tratar de políticas para a área

por José Luís Costa




Jacini teve reunião com Sartori na sede da Procergs, zona sul da Capital Foto: José Luís Costa / Agencia RBS


O futuro titular da Secretaria da Segurança Pública (SSP), delegado federal aposentado Wantuir Jacini, desembarcou nesta terça-feira em Porto Alegre para tratar de políticas para o setor e escolher quem vai dirigir a Polícia Civil, a Brigada Militar e as demais corporações da pasta a partir de janeiro. É possível que sejam anunciados os nomes, encerrando um ciclo de quase dois meses de especulações e boataria.

Embora estivesse no Mato Grosso do Sul, onde é secretário de segurança desde 2007, Jacini vinha conversando com o governador eleito José Ivo Sartori e futuros assessores na montagem da equipe de trabalho. Às 11h, ele se reuniu com Sartori, no gabinete de transição, no Centro de Treinamento da Procergs, por mais de uma hora. A imprensa não teve acesso nem ao pátio do local, e a assessoria do futuro governo se negou a divulgar fotos do encontro.

À tarde, Jacini visitou a Superintendência da Polícia Federal e esteve conversando com o atual secretário da Segurança, Airton Michels, que reservou uma sala no prédio para o seu sucessor já começar a trabalhar.

O perfil exigido por Jacini é de técnico que domine o tema e não tenha se envolvido em polêmicas, denúncias ou mesmo ações judiciais. Para compor a cúpula das corporações, o comandante da BM e o chefe da Civil, os chamados "número um" precisam ter alta qualidade em gestão e os "números dois", características mais voltadas para operacionalidade.

A preferência é por policiais com experiência, mas que sejam modernos em suas condutas, conectados às novas tecnologias e ferramentas de trabalho. E tenham tempo de serviço a cumprir, ao menos, dois anos, evitando, assim, que seja preciso trocas no primeiro ano de governo, sobretudo na Brigada Militar.

Pelo menos cinco coronéis aparecem com chances de assumir o Quartel-General da BM na Rua dos Andradas. A busca pelos novos dirigentes não levaria em conta afinidades partidárias, seja de sigla aliada ou de oposição. O importante é que se encaixe nos requisitos. Pode até ser gente que ocupe postos importantes no atual governo. A ideia é fugir da simples troca, apenas porque começa um novo governo.

Seguindo esse raciocínio, existe a possibilidade de ser guindado ao comando-geral da BM o coronel Antônio Scussel, hoje na direção do Departamento de Comando e Controle Integrado da Secretaria de Segurança. E a Polícia Civil poderia seguir sob a batuta do delegado Guilherme Wondracek. Ele tem se destacado por conduzir a corporação sem sobressaltos, recebendo elogios das equipes de transição e de representantes da Justiça e do Ministério Público.


COMENTÁRIO DO BENGOCHEA NADA CONTRA O DELEGADO FEDERAL QUE VAI ASSUMIR A SECRETÁRIO DE SEGURANÇA, mas enquanto perdurar a gestão política no dever de garantir do direito da população à segurança pública, continuará a forte e nociva ingerência dos interesses partidários, a injustiça salarial, a evasão de potencial, os desvios de finalidade e a segregação das forças policiais e do setor prisional do sistema de justiça criminal, burocratizando os processos e prejudicando as ligações, as atribuições, as competências, as funções precípuas, a finalidade pública e o funcionamento harmônico e sistêmico dos poderes e suas instituições, órgãos e departamentos. Por isto, defendo a extinção da secretaria de segurança  pública e dar prioridade ás questões e sistematização da JUSTIÇA CRIMINAL brasileira. Sem esta transformação, a população brasileira continuará sob império da impunidade do terror que desacredita os poderes, ameaça as Instituições democráticas, enfraquece as forças policiais e prisionais, aumenta o colapso prisional e fomenta a violência e a criminalidade no Brasil.

TELEFONISTA DE ZERO HORA É MORTA A FACADAS NO CENTRO DE POA

ZERO HORA  24/12/2014 | 09h39


Violência em Porto Alegre. Telefonista é morta a facadas no centro da Capital. Juraci Antônia Rabello trabalhava em ZH


Foto: Emílio Pedroso / Agencia RBS
Telefonista da redação de Zero Hora havia 22 anos, Juraci Antônia Rabello, 57 anos, foi morta a facadas na frente da filha na noite desta terça-feira, no prédio onde morava, no centro de Porto Alegre.

O crime aconteceu por volta das 21h e o principal suspeito é o zelador do prédio, identificado pela Polícia Civil como Carlos Veloso, 55 anos. De acordo com a Brigada Militar, Juraci estaria chegando em casa, na Rua Duque de Caxias, acompanhada da filha de 19 anos quando foi atacada. As duas teriam tido um princípio de discussão com o zelador em frente ao apartamento dele, no térreo. Veloso teria puxado uma faca e avançado contra a jovem.

Na tentativa de defender a filha, Juraci foi atingida por pelo menos três facadas, na barriga, embaixo do braço direito e no pescoço. Morador de um apartamento no 3º andar do prédio, o publicitário Daniel Godoi Wagner, 36 anos, ouviu os gritos e saiu em socorro das vizinhas.


— Quando abri a porta para ver o que estava acontecendo, a dona Juraci veio pelo corredor pedindo por socorro. Ela entrou no meu apartamento, mostrou o ferimento na barriga, deitou-se no tapete da sala e pediu que eu saísse para salvar a filha dela — conta Wagner.

No corredor, o vizinho achou a jovem, que também havia sido atingida na barriga por uma facada superficial. Ao retornar ao apartamento, os dois já encontraram Juraci em estado de choque.

— Ela estava deitada de lado, imóvel e com os olhos fixos. Foi quando vi o ferimento maior no pescoço, chamamos socorro e ficamos tentando reanimá-la — relata Wagner.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou ao local em menos de cinco minutos, mas Juraci não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A filha dela foi levada para o Hospital de Pronto Socorro (HPS) e passa bem. Até o final da noite desta terça-feira, BM e Polícia Civil faziam buscas pelo zelador, que fugiu logo após o crime. Conforme a delegada Jeiselaure Rocha de Souza, que atendeu a ocorrência, a faca utilizada no ataque foi encontrada suja de sangue, dentro do apartamento do zelador.

— O local estava vazio e com a televisão ligada, o que indica que ele fugiu às pressas, mas ainda teve tempo de esconder a faca, que foi apreendida — conta Jeiselaure.

Conforme a delegada, na fuga, o suspeito foi até o minimercado de propriedade do síndico do prédio, na Rua Demétrio Ribeiro, e falou sobre o crime, em um primeiro momento, afirmando que iria se entregar. Pouco depois, no entanto, Veloso fugiu. À polícia, a ex-mulher do suspeito confirmou que ele entrou em contato por telefone, mas não disse onde estava. Policiais fizeram buscas na casa da mulher, mas o zelador não foi localizado.

O caso será investigado pela 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (2ª DHPP). Segundo os vizinhos, o zelador trabalhava há cerca de oito anos no prédio, era tido como pacato, solícito e não tinha histórico de discussões com os moradores.

— Ele nunca reclamou de nada. Era supercalmo. Foi uma surpresa muito grande para todos aqui — conta Wagner.

Muito estimada por seus colegas, pela gentileza e simpatia no trato com leitores e funcionários, Juraci era solteira e morava com a filha em um apartamento no 7º andar do prédio onde morreu. Além da jovem, ela deixa um casal de filhos.​

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

ASSALTADO NO CARRO AO SAIR DO BANCO COM DINHEIRO



DIÁRIO GAÚCHO Porto Alegre23/12/2014 | 17h19


Irmão de publicitário morto em assalto é roubado em "saidinha de banco. Empresário, irmão de Lairson Kunzler, entregou R$ 8 mil que levava no carro


Humberto Trezzi




O empresário Laerson Kunzler foi assaltado, segunda-feira, nas mesmas circunstâncias que vitimaram seu irmão, o publicitário Lairson Kunzler, morto em roubo em fevereiro deste ano. Os dois foram atacados por ladrões na chamada "saidinha de banco", quando criminosos seguem pessoas que acabaram de sair de agências bancárias.

A diferença dos casos, em favor de Laerson, é que ele não tentou fugir. Entregou R$ 8 mil que levava no carro. O assalto foi nas proximidades do shopping Bourbon da Avenida Ipiranga, em Porto Alegre.

O empresário sacou o dinheiro em uma agência da Caixa Econômica Federal situada no shopping. Quando passava pela rua de trás do Bourbon, foi cercado por três pessoas que usavam capacetes e tripulavam motos. Dois bloquearam a frente do carro do empresário, e um deles obrigou-o a entregar o valor, acondicionado num envelope pardo.


O irmão de Laerson, Lairson, foi morto em 24 de fevereiro numa situação bem parecida. Ele tinha sacado R$ 45 mil numa agência bancária no bairro Moinhos de Vento e, ao chegar em casa, no carro dele, foi abordado por um motoqueiro. Acelerou o veículo para tentar escapar e foi assassinado pelas costas. Nove indivíduos foram indiciados pela Polícia Civil como suspeitos de envolvimento no crime. Dois deles foram julgados em setembro. Um foi absolvido e o outro, condenado por associação criminosa — a conclusão é que participou do planejamento do roubo, mas não do assassinato.

No caso desta semana, envolvendo Laerson, a 11ª Delegacia de Polícia Civil (Partenon) trabalha com duas hipóteses: que a vítima tenha sido monitorada dentro da agência ou que alguém tenha informado ladrões que o empresário sacaria o dinheiro.

*Zero Hora

ÔNIBUS E PNEUS INCENDIADOS, CONFRONTO, BLOQUEIO DE ESTRADAS E ASSALTOS

ZERO HORA 23/12/2014 | 07h24


Fogo, bloqueio de estradas e congestionamento: como foi a segunda na Região Metropolitana
Na Vila Cruzeiro, em Porto Alegre, um ônibus foi incendiado em retaliação a morte de um jovem em confronto com a Brigada Militar



Protesto em Alvorada e na BR-290 e congestionamento depois do protesto pela falta de luz Foto: Montagem sobre foto de Jaques Machado/ Rádio Gaúcha, Triunfo Concepa, divulgação e Ronaldo Bernardi, Agência RBS A segunda-feira foi marcada por protestos na região metropolitana de Porto Alegre. Em Eldorado do Sul, Alvorada e Canoas os protestos ocorreram por causa da falta de energia elétrica registrada desde o temporal de sábado. Em Porto Alegre, na Vila Cruzeiro, um ônibus foi incendiado após um jovem ser morto em confronto com a Brigada Militar.

O protesto que teve mais tempo de duração foi o registrado na BR-290, em Eldorado do Sul. Moradores da região das Ilhas, em Porto Alegre, bloquearam a via por quase quatro horas. O bloqueio, que se iniciou no final da tarde de segunda, ocorreu no Km 96 da freeway e no Km 101 da BR-290 em razão da falta de luz na região desde o final de semana.


Foto: Triunfo Concepa, Divulgação

Os moradores bloquearam a pista com pneus em chamas próximo ao DC Shopping, no sentido Porto Alegre-Litoral. Às 23h50min, a CEEE informou que a energia havia sido totalmente restabelecida na região das Ilhas. O trânsito foi liberado por completo por volta da 0h20min de terça. O congestionamento chegou a 10 quilômetros no local e durou até por volta da 1h30min.

Em Alvorada, os moradores do bairro Salomé bloquearam a avenida de mesmo nome também por falta de energia elétrica no começo da noite de segunda. Eles atearam fogo em madeira, pneus e sofás velhos em forma de protesto pela falta de luz. Nos bairros São Pedro, Jardim Algarve e Jardim Esplanada também ocorreram manifestações, encerradas pouco depois da meia-noite.



Em Canoas, dezenas de moradores protestaram também contra a falta de luz na Rua Pistoia, no bairro Rio Branco. Eles colocaram fogo em galhos de árvores para obstruir a passagem pela rua. Por volta da meia-noite, a situação foi normalizada e o trânsito liberado.

Na Vila Cruzeiro, um ônibus foi incendiado no bairro Santa Tereza, em Porto Alegre. Vias foram bloqueadas e houve de tiros com a Brigada Militar (BM). A polícia passou a madrugada na Vila Cruzeiro em busca de suspeitos do protesto. A suspeita é que o protesto tenha começado como uma possível retaliação pela morte de Bruno Galvão Queiros Ramos, 18 anos, que teria antecedentes criminais, segundo o major José Carlos Pacheco, subcomandante do 1º Batalhão de Polícia Militar.

Conforme a BM, por volta das 20h, o jovem teria recebido uma guarnição da BM a tiros no Acesso 5, entre as ruas Orfanotrófio e Octavio de Souza. Baleado, ele chegou a ser socorrido mas morreu no HPS. Com ele foram apreendidos um revólver calibre 38 com dois cartuchos deflagrados e pacotes de drogas. Pouco antes da 1h, entulhos foram incendiados na Rua Cruzeiro do Sul para driblar o cerco dos policiais.

A EPTC chegou a suspender a circulação da linha Orfanotrófio e desviou a T3, nos dois sentidos. Na manhã desta terça pelo menos nove linhas de ônibus atrasaram o funcionamento com os funcionários das empresas solicitando mais segurança para circular, conforme informações da Rádio Gaúcha.









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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

O PAQUISTÃO É AQUI



ZH 22 de dezembro de 2014 | N° 18021


JOSÉ CARLOS STURZA DE MORAES*



O Nobel da Paz 2014 não assegurou o direito à vida para as crianças do Paquistão, nem na escola que escancara o genocídio, nem no país como um todo. Indignemo-nos, pois uma vida ceifada em qualquer lugar do mundo é uma vida a menos. Mas conflitos armados não se resumem a países em guerras internacionais ou civis declaradas.

Nossa distância em relação ao Paquistão não é tão grande assim. Temos nossos extremismos. Em relação à educação, estamos na 88ª posição no mesmo índice em que o Paquistão aparece na 113ª, entre 127 países analisados pela Unesco, em 2011. Temos nossas guerras cotidianas acontecendo e impedindo o acesso, a aprendizagem e a permanência na escola. Professores, pais e principalmente estudantes sofrem violências constantes.

No dia 15 de dezembro, em Brasília, participamos de um encontro para avaliação das Caravanas de Educação em Direitos Humanos no Brasil. Relatos de extermínio de crianças e adolescentes, de violência do tráfico e policial, inclusive com ameaças de agentes públicos a familiares de vítimas, fizeram parte da normalidade dos relatos, de Norte a Sul.

Parte dessa realidade é conhecida, revela-se nas faltas à escola nos momentos de conflitos urbanos das “guerras” decorrentes do tráfico de drogas, das violências familiares diversas, e de conflitos rurais por terra. Mas, além das faltas, existe o abandono escolar e a morte por assassinato de crianças e adolescentes em nosso país.

Existe um processo praticamente de extermínio, especialmente em relação às populações negras e indígenas, que é denunciado pela existência de um indicador específico para medir mortes. Trata-se do Índice de Homicídios na Adolescência (IHA). Por quê? Porque, apenas nos municípios com 100 mil ou mais habitantes, a morte natural é responsável por 87,5% das mortes totais, mas na faixa dos 12 aos 18 anos apenas 30,5% das mortes são naturais. Segundo o Ministério da Saúde, 45,2% das mortes adolescentes são por assassinato e 18,8% por acidentes (principalmente trânsito). Ou seja, em nosso país, em termos absolutos, adolescentes morrem mais de causas externas do que naturais. Morrem principalmente assassinados.

*Coordenador do Projeto Protagonismo de Crianças e Adolescentes (Amencar)

domingo, 21 de dezembro de 2014

PESSOAS SÃO MORTAS POR ENGANO


Pelo menos quatro pessoas são mortas por engano em Porto Alegre e Região Eduardo Torres/Diário Gaúcho
DIÁRIO GAÚCHO 19/12/2014 | 21h07


Pelo menos quatro pessoas são mortas por engano em Porto Alegre e Região. Crimes ocorreram no intervalo de apenas duas horas, na noite dessa quinta-feira

Eduardo Torres



A dona de casa Irma Terezinha Oliveira Pereira, 59 anos, ainda estava em choque na manhã de hoje. Pouco antes das 21h de quinta, ao voltar para casa, viu o filho, Anderson Pereira da Rosa, 27 anos, trabalhando e feliz. Dez minutos depois, foi avisada de que ele havia sido executado a tiros dentro do mercadinho em que trabalhava, no Beco dos Marianos, Bairro Jardim Carvalho, na Zona Leste de Porto Alegre.

O rapaz, que sofria de esquizofrenia, foi assassinado com pelo menos dez tiros, atrás do balcão onde trabalhava desde o começo do mês. Conforme a polícia, ele foi morto sem motivo. Róbson Ferraz, 21 anos, que também estava no local, foi executado com tiros pelas costas, também de graça.

Por volta das 21h, os três executores chegaram ao mercado, onde um grupo de jovens estava reunido. Armados, mandaram a gurizada ficar do lado de fora, enquanto um dos suspeitos entrava. Segundo testemunhas, ele teria perguntado por um homem de apelido "Gão". Todos teriam dito que não conheciam ninguém com esse apelido. Ao chegar no balcão, onde Anderson trabalhava como caixa, o atirador teria perguntado o nome dele. Quando ele respondeu, foi executado. Na saída, o trio mandou os jovens correrem e começou a atirar. Róbson foi atingido por tiros na cabeça. Ele ainda foi socorrido no Hospital São Lucas, da PUC, mas não resistiu aos ferimentos.

O trio fugiu em um carro preto e ainda não foi identificados pela 5ª DHPP.

Minutos antes do crime, ela havia chegado ao Beco dos Marianos carregando as compras do dia. Passou em frente ao mercadinho e abanou para Anderson, o nono de seus dez filhos. Irma seguiu até a casa da família, a menos de 500m dali.

Dois mortos por um capacete

Um suposto desacerto na negociação por um capacete acabou com dois jovens mortos a tiros por volta das 20h de quinta, na Rua 25 de Outubro, Vila Asa Branca, no Bairro Sarandi, Zona Norte da Capital. Felipe de Oliveira dos Santos, 20 anos, e Eduardo Patrick Nunes, 17 anos, foram mortos e outro adolescente, de 17 anos, acabou ferido e foi socorrido ao Hospital Cristo Redentor.

A suspeita da polícia é de que Eduardo foi morto por nada. Segundo testemunhas, um homem teria abordado Felipe perto da casa dele para cobrar dinheiro da venda do capacete. O rapaz entrou em casa e, quando voltou, supostamente com o pagamento, foi atingido por um tiro no peito.

A 3ª DHPP investiga se houve reação e, no fogo cruzado, Eduardo, que estava junto com Felipe, acabou atingido. A participação do outro adolescente ferido no crime é investigada.

Mataram o Marcos errado

A polícia de Gravataí acredita que o mecânico Marcos da Rosa Santos, 56 anos, foi morto por engano dentro da sua oficina por volta das 22h de quinta, enquanto consertava o veículo de um xará seu. Dois homens em uma moto teriam entrado na oficina perguntando quem era o Marcos. O dono da oficina, prontamente, respondeu.

Ele não teve tempo de explicar nada e foi atingido por um disparo fatal. A suspeita da polícia é de que o alvo dos matadores era o cliente, de 44 anos, que tem o mesmo nome, e antecedentes por tráfico. Ele tentou correr e foi atingido nas pernas e na cabeça.

Ao ouvir o barulho, outro homem, de 32 anos, que estava em um bar, foi ver o que acontecia. Acabou ferido em uma das pernas.

A dupla de atiradores fugiu na moto. Os dois homens feridos foram socorridos no Hospital Dom João Becker.

O caso é apurado pela Delegacia de Homicídios de Gravataí.


Comerciante executado em Canoas

É misteriosa para a polícia a motivação da morte de Juarez Cruz, 56 anos, por volta das 23h de quinta, na banca em que trabalhava junto à Estação Mathias Velho do Trensurb, em Canoas. De acordo com os investigadores da Delegacia de Homicídios, uma moto teria parado em frente à banca e um homem armado desceu atirando contra Juarez.
O comerciante foi atingido por cinco disparos, quatro deles na cabeça. A polícia trabalha com a hipótese de uma execução, de causa misteriosa, uma vez que Juarez não tinha antecedentes criminais.
Câmeras de monitoramento próximas da estação já foram solicitadas pela Polícia Civil.

Outras mortes
Capital – Um homem ainda não identificado foi encontrado morto com um tiro na testa, por volta da 1h30min de sexta, dentro de casa, na Rua Encantadora, Bairro Agronomia, na Zona Leste. O caso é apurado pela 1ª DHPP.









LÍDER COMUNITÁRIO DO ALEMÃO É ASSASSINADO

VEJA ONLINE 21/12/2014 - 11:24


Líder comunitário de favela é assassinado em centro cultural . Guinha era militante da causa gay e fundador de Grupo Diversidade do Alemão





Polícia reforçou a segurança no Complexo do Alemão, após protesto (Reprodução/TV/VEJA)

O presidente da Associação de Moradores do Conjunto das Casinhas, na comunidade da Fazendinha, no Complexo do Alemão (zona norte), Luiz Antônio de Moura, de 41 anos, foi assassinado na tarde de ontem. Conhecido como Guinha, ele foi baleado em um centro cultural da comunidade. Guinha era militante da causa gay e fundador do Grupo Diversidade LGBT do Alemão.



Os tiros foram disparados de dentro de um carro que passou em frente à casa. O crime é investigado pela Divisão de Homicídios (DH). Um rapaz de 18 anos foi atingido no braço, atendido em um hospital da região e está fora de perigo.

Em sua página no Facebook, Guinha publicou, nos últimos dias, fotos de festas e atividades comunitárias. O líder comunitário é personagem do documentário "Favela Gay", sobre a militância em defesa dos direitos dos homossexuais nas comunidades cariocas, produzido por Cacá Diegues e Renata de Almeida Magalhães. No filme, Guinha contou episódios de perseguição a homossexuais e transexuais do conjunto de favelas.

O líder comunitário dizia que, no passado, eram frequentes ataques comandados por traficantes. "Para eles, policial, x-9 (delator) e gay eram a mesma coisa", disse. A intolerância, afirmou, ficava mais grave com a presença de igrejas evangélicas nas favelas. "Nos cultos, nos atacam abertamente. Se o gay for espírita ou umbandista, complica ainda mais", lamentou.

Em nota, a Coordenadoria de Polícia Pacificadora informou que policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) ouviram os disparos e encontraram o corpo de Guinha, na localidade de Casinhas, no fim da tarde de ontem. O corpo foi levado para a Instituto Médico Legal (IML).

(Com Estadão Conteúdo)