SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

domingo, 25 de janeiro de 2015

A BOMBA ATÔMICA BRASILEIRA



ZERO HORA 25 de janeiro de 2015 | N° 18053


MARCELO RECH*



É modesta e tímida a sugestão da presidente Dilma de dialogar com o Estado Islâmico para resolver a maior crise da atualidade. O Brasil deveria não só estabelecer relações diplomáticas com o califado como, inspirado no sucesso do imperialismo ianque, impor ao EI nosso mundialmente reconhecido padrão político e de gestão pública.

O primeiro passo será mostrar aos califáveis como conquistar palácios substituindo as armas por promessas de fazer chover no deserto e denúncias sobre a podridão dos adversários e antecessores. Uma vez no poder, distribuem-se caravanas de cargos a dezenas de tribos, seitas e correntes para assegurar os fiéis. Muitos novos sultões se refestelarão no bazar parlamentar onde se regateiam emendas, favores e apoios, arquivando assim aquelas pirações de dominar o mundo.

A etapa seguinte será resolver os problemas de segurança e a sanha dos fanáticos. Aí é que entra o estelar modelo judicial e penal brasileiro. Com prisões lotadas e leniência generalizada, só uns poucos cumprirão penas. No intervalo entre motins, os presos confraternizarão em churrascos, usarão drogas e farão selfies. Para fazer companhia aos guerrilheiros, despacharemos um avião cheinho de traficantes brasileiros. Eles têm muitas afinidades: usam armas pesadas, andam em “bondes”, celebram com tiros de fuzil para cima e executam impiedosamente seus desafetos. Para que outros não se machuquem, guerrilheiros e traficantes serão confinados em uma área remota onde poderão se dedicar ao esporte de se aniquilar mutuamente.

Solucionadas as questões mais básicas, chegará a hora de dar um jeito na economia. A primeira medida será transferir nosso modelo energético, que fará das trevas medievais do califado um evento real. Também exportaremos a fórmula brasileira de construção de refinarias, tão necessárias em uma região afogada em petróleo. Alguns ex-diretores da Petrobras e empreiteiros se reencontrariam por lá. Em um ano, se terá exaurido de tal forma o tesouro que não sobrará um dinar para comprar nem munição de segunda mão. Seria a paz pela exaustão econômica.

Com o EI prostrado, entrarão nossas tropas de ocupação: esquadrilhas de funk, frotas de axé e exércitos de pastores vendendo milagres sem necessidade de alguém se tornar mártir. A partir do festival que escolherá a musa do califado, a Mulher Tâmara, começará então um festerê de mil e uma noites sem hora para acabar. Crises do mundo, aí vai o brazilian way of life! Pre-pa-ra.



*JORNALISTA DO GRUPO RBS MARCELO.RECH@GRUPORBS.COM.BR
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