SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

TRAFICANTES OBRIGAVAM MORADORES A ABANDONAR CASAS E ESTABELECIMENTOS

ZERO HORA 22/01/2015 | 07h58

Presos traficantes que expulsaram moradores de casa em Esteio. Entre os dias 9 e 11 de janeiro, proprietários de pelo menos duas casas e de uma lancheria foram obrigados a abandonar os locais

por Cid Martins



Até o momento, três pessoas foram presas, e um adolescente, apreendido Foto: Polícia Civil / Divulgação


Traficantes que expulsaram de casa famílias em Esteio ou que eram ligados a grupo rival são alvo de operação policial na manhã desta quinta-feira. Estão sendo cumpridos dez mandados de busca, cinco de prisão e quatro de apreensão de adolescentes nos bairros Hípica e Parque Primavera. Até o momento, três pessoas foram presas e um adolescente, apreendido. As informações são do blog Caso de Polícia.

Entre os dias 9 e 11 de janeiro, proprietários de pelo menos duas casas e de uma lancheria foram obrigados a abandonar os locais. Alguns chegaram a ser escoltados pela polícia. O estabelecimento comercial foi, inclusive, destruído após incêndio. A responsável não havia aceitado que o local fosse ponto de venda de drogas.

Outras residências foram alvejadas por tiros para intimidar as famílias. Conforme a investigação policial, esses casos se tratavam de pessoas ligadas a um grupo rival de Sapucaia do Sul que se estabeleceu nos bairros de Esteio em agosto do ano passado, após assassinato de traficante que comandava a venda de drogas na região.


A operação é comandada pela 2ª Delegacia Regional Metropolitana e pela Delegacia da Mulher de Canoas. Segundo o delegado regional Fernando Soares, em parceria com a Brigada Militar, serão intensificados os trabalhos de policiamento ostensivo e de reaproximação com a comunidade.

— É inadmissível que isso ocorra, e vamos estar atentos para evitar que pessoas sejam expulsas das próprias casas por esses criminosos — disse Soares.


Foto: Polícia Civil / Divulgação

* Rádio Gaúcha


VÍDEO: moradores são expulsos e têm casas queimadas por traficantes em Território da Paz
Imagens feitas pela Polícia Civil de Esteio mostram a fúria de criminosos contra pelo menos três famílias

por Mauricio Tonetto



Vidros quebrados, marcas de tiros em uma mesa de sinuca, forro do teto derretido pelas chamas, televisões estouradas e até carnes espalhadas pelo chão. Esse é o resultado da fúria de traficantes na Região Metropolitana, que expulsaram pelo menos três famílias das próprias residências em Esteio, dentro do Território da Paz, porque elas se negaram a oferecer os locais para o comércio de drogas.



Inconformadas com os ataques, as vítimas procuraram a Polícia Civil e denunciaram a quadrilha, como noticiou o Diário Gaúcho na última terça-feira. As imagens da destruição (acima) foram feitas no dia 12 de janeiro pela equipe de investigação da DP de Esteio.

Os criminosos queriam usar um bar na Vila Hípica, bairro Primavera, como base para o tráfico, mas a proprietária não aceitou. A represália veio contra ela, sua cunhada e um homem. Na manhã desta quinta, os policiais fazem uma operação na cidade para recolher os suspeitos. Serão cumpridos nove mandados de prisão.



– Eles invadiram e quebraram tudo. Teve fogo, pedra, tiro. Saí com a mochila e minha filha de cinco anos, mais nada. Agora, só Deus sabe para onde eu vou – relatou uma das vítimas.

– Deram tiro e tocaram fogo na minha casa também, só porque minha cunhada se negou a deixar vender drogas dentro do bar – disse a outra mulher.

– Vieram falar comigo e pediram para eu guardar armas e drogas para eles na minha casa. Não topei, e então colocaram um revólver na minha cara e disseram que iam me matar se eu não saísse. Estou refugiado na casa de parentes, mal deu tempo de pegar as minhas coisas – contou o homem.

Armas e drogas pelo Whatsapp

Os moradores ficaram com medo de retornar à Vila Hípica e contrataram um caminhão para fazer uma mudança improvisada. Escoltados pela Polícia Civil, levaram o pouco que restou das casas. O temor foi reforçado por imagens recebidas por eles pelo Whatsapp (veja abaixo), em que os suspeitos aparecem com fuzis, pistolas e ostentam uma quantidade considerável de droga.


Crédito: Divulgação / Polícia Civil


Crédito: Divulgação / Polícia Civil

A gangue teria cerca de 15 integrantes (entre eles, pelo menos duas mulheres), alguns com antecedentes criminais. O grupo começou a aparecer fortemente armado na região após a morte de um líder do tráfico no começo deste ano e deram prazo para que todos deixassem suas residências, pois as mesmas seriam transformadas em pontos venda de entorpecentes.
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