SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

terça-feira, 31 de março de 2015

INSEGURANÇA VERDE

ZERO HORA 31/03/2015 | 04h05


Escuridão, drogas, sexo e crime na orla do Guaíba. Prefeitura investe em programa de iluminação para melhorar a segurança de parques e praças

por André Mags




Passeio às escuras à beira das águas Foto: Félix Zucco / Agencia RBS

Orla do Guaíba, 23h30min de 10 de março. Nada mau para um morador ou turista dar uma chegada à beira das águas nesse horário. Desde que seja perto da Usina do Gasômetro, o ambiente poderá ser até familiar. Um casal se divertia com sua filha pequena perto das barracas de cor laranja. Um grupo de jovens fazia fotos, havia um skatista e alguns comerciantes em suas barracas, fechando o caixa do dia.


Mais adiante, a luz escasseia um pouco, e quase some onde a água do Guaíba beija a terra. O cheiro de rato morto domina o olfato. Além dos pássaros que catavam algum alimento ali, um casal fazia sexo em cima do capô de um carro. Outro carro parou por perto, mas eles pareceram não se importar. Um pouco acima, junto à calçada, dois traficantes guardavam posto sob uma árvore.

O Anfiteatro Pôr do Sol era palco para trocas de casais em 2011, quando Zero Hora publicou um levantamento sobre a insegurança nas áreas verdes da cidade. Agora, com o fechamento das cancelas à noite, se tornou mais difícil a entrada dos carros que levavam os casais para os encontros sexuais. Na região, se formavam grupos que postavam fotos das transas na internet. Agora, eles procuram outros recantos, inclusive no Parque Harmonia. Foi na região do anfiteatro que um ex-estudante da UFRGS foi morto, em janeiro.

Programa de iluminação avançará em praças periféricas

Em visita a áreas verdes de regiões centrais de Porto Alegre nas últimas semanas, ZH não encontrou muitos lugares mal iluminados em bairros como Cidade Baixa, Azenha e Menino Deus. Já em bairros mais afastados, como Chácara das Pedras, Três Figueiras, Mario Quintana, Farrapos e Jardim Itu-Sabará, muitas praças ainda aguardam iluminação.

— Essa praça aqui nunca teve iluminação. As pessoas poderiam estar usando o lugar de noite, mas fica assim, vazio — comentou o vigilante das quadras em torno da Praça Dr. Luis Francisco Guerra Blessmann, entre a Chácara das Pedras e o Três Figueiras.

Parte dessas praças será contemplada este ano, dentro do programa de iluminação pública que recentemente já beneficiou a Praça da Encol. Na lista dessas 29 áreas verdes, somente três ficam em pontos mais centrais (duas na Praia de Belas e uma na Cidade Baixa). Há cerca de 600 praças e parques na Capital — 107 receberam nova iluminação em 2013.

O Parcão, outro dos mais convidativos parques da Capital, recebeu no dia 10 o evento de lançamento do seu programa de iluminação. As obras começaram ainda em fevereiro, e deverão ser finalizadas daqui a dois meses.

Escuridão aumenta a criminalidade


A falta de iluminação é um grande incentivo à criminalidade. Um exemplo histórico ocorreu na Inglaterra durante a Crise do Petróleo, em 1974. Ao passo em que a iluminação pública teve de ser reduzida em 50% em algumas áreas da cidade, houve aumento de 100% nos furtos e de 50% na média dos índices de criminalidade.

— Quando as praças e parques se tornam espaços escuros, acabam sendo tomados pela violência, viram refúgios, esconderijos — observa o secretário municipal de Obras e Viação, Mauro Zacher.
Postar um comentário