SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

domingo, 12 de julho de 2015

O MONOPÓLIO DA JOGATINA NO BRASIL



ZERO HORA 12 de julho de 2015 | N° 18224


PAULO SANT’ANA

Pouca prática

O governo federal instituiu o monopólio da jogatina no Brasil.


Um apostador, como eu e milhões de brasileiros, só pode jogar nos jogos da Caixa Federal.

Não temos opção para outras apostas, exclusividade da Caixa Federal.

Então, só posso jogar na Loto, na Mega Sena, na Dupla Sena, só nos jogos da Caixa.

É uma monopólio irritante. Por que a Caixa não estende a outras apostas e a outras iniciativas esse seu exasperante monopólio?

Eu gosto, por exemplo, de jogar no bicho. Só posso jogar no bicho no Uruguai e na Argentina, onde o governo concede a terceiros a exploração desse tipo de aposta. E, se eu por acaso for jogar no bicho clandestino, arrisco ser preso.

Isso está errado. Forçado, aqui no Brasil, o apostador a apostar nos tipos de apostas da Caixa, mesmo contra sua vontade. Isso é uma burrice, se não for safadeza.

O jogo de quaisquer apostas é do instinto humano. O homem criou o jogo para distrair o seu espírito, como forma de premiar apostadores. Só que, da forma como o regime brasileiro instituiu o jogo, ficou sem graça. Porque os ganhadores da Mega Sena ou da Dupla Sena só podem chegar ao sucesso se acertarem um sem-número de dezenas, o que é muito difícil, quase impossível.

Então, inteligentemente, o regime tinha de criar apostas em que os vencedores fossem milhares, em que não fossem exigidas inúmeras dezenas para ser acertador: mesmo ganhando pouco, quem acertasse duas ou três dezenas tinha de ser contemplado.

Assim como é atualmente entre nós, o sujeito passa a vida apostando e nunca é acertador. Ora, isso desanima...

Deixasse então o regime que fossem livres as apostas e quem quisesse bancá-las poderia fazê-lo, claro que os banqueiros tinham de ser registrados e pagariam os tributos respectivos.

Assim não! É aquela monotonia de ninguém acertando todos os dias através dos tempos, desancando todos os dias os apostadores, isso é de uma rotina exasperante.

Não dá esperança...

No Uruguai, por exemplo, joga-se no bicho. Mas acertar uma dezena ou uma centena para cada apostador é frequente.

Aqui no Brasil, para ser acertador tem que acertar quatro entre 60 dezenas. Impossível!!!

A Mega Sena e a Dupla Sena só aparecem com prêmios quando os apostadores atingirem o máximo de acertos, o que é praticamente impossível, tinham de ser também premiados os apostadores que acertassem poucas dezenas.

Eu sou doutor nesse assunto. E vejo que colocaram para administrar as apostas no Brasil pessoas que não entendem desse assunto.

É que no Brasil o jogo foi proibido durante o governo de Eurico Gaspar Dutra, enquanto prosseguia no Uruguai e na Argentina. Então, eles adquiriram prática e se aperfeiçoaram. E nós ficamos aqui patinando, oferecendo aos apostadores jogos pouco atraentes.

Está tudo errado aqui, alguém precisa modificar tudo.

Tem que pôr a dirigir esses jogos pessoas entendidas que viajem ao Uruguai e à Argentina e tragam de lá modelos interessantes, de aceitação popular generalizada.
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