SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

CANSEI DO RIO GRANDE,



ZERO HORA 12 de novembro de 2015 | N° 18353



WESLEY C. CARDIA*



Em 24 horas, três pessoas muito próximas foram assaltadas. Levaram os carros das três. Onde? Num quadrilátero de poucas quadras no coração do Moinhos de Vento. Até aqui, nenhuma surpresa. No primeiro caso, a guardadora de carros, que estava a poucos metros do local falou: “Foi o Dieguinho. Eu já disse a ele para não roubar na minha quadra”. No segundo caso, na Barão de Santo Ângelo, o assaltante também é conhecido dos moradores. E, no terceiro caso, 24 horas depois, quem é o profissional dedicado que voltou a trabalhar? Não se espantem! O Dieguinho. Ora vejam: que moço laborioso!

Não vou falar da falta de segurança. Não quero ser mais um a se lamuriar daquilo que todos os gaúchos estão cansados de saber e vivenciar. Também não vou questionar o porquê de os ladrões serem conhecidos no bairro, e não estarem na cadeia.

O que me enlouquece, na verdade, é um Estado falido como o nosso ter que brigar na Assembleia para modernizar a previdência, para vender, fechar ou até dar empresas (se for o caso) que consomem dinheiro público. Ou seja: o seu dinheiro, caro leitor. Que raio de sociedade é essa que não se dá conta de que o Estado não tem dinheiro? Governo não produz riqueza. Consome. E quase sempre atrapalha quem quer produzir. Nós, trabalhadores e empresários, é que pagamos a conta desse descalabro. E enquanto gaúchos retrógrados, sejam eleitores, governantes ou deputados, não entenderem que o Estado tem que se preocupar apenas com saúde, segurança e educação, nós acabaremos mais fundo no poço do que já estamos.

Alguém me diga, por favor, se há alguma vida inteligente no governo que se disponha a mudar os rumos da política gaúcha a agir proativamente. Alguém que tenha coragem de fazer; de mudar paradigmas, de vender centenas de imóveis subutilizados ou mesmo não utilizados (como já foi prometido nas 10 últimas gestões), a fechar empresas e concentrar os parcos recursos públicos naquilo que interessa. Do contrário, dentro de pouco tempo, a única pessoa produtiva no Rio Grande será nosso diligente Dieguinho.

*Consultor de marketing
Postar um comentário