SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

domingo, 24 de janeiro de 2016

SEGURANÇA, O PROBLEMA MAIS URGENTE


ZERO HORA 23 de janeiro de 2016



A reunião de planejamento da Olimpíada dos jornalistas e comunicadores do Grupo RBS estava para começar. Sala cheia, dezenas de colegas se cumprimentando, quando chega o Luciano Potter, colunista de ZH e comunicador da Atlântida e do Pretinho Básico, agitado:

- Acabei de ser assaltado no Centro. O cara me botou uma faca no pescoço. Levou meu celular.

Potter contou a história para dois ou três colegas. Começou a reunião. Todos sentaram e começaram a trabalhar. No dia seguinte, alguém comenta comigo no corredor da Redação: sabia que levaram o carro da Célia Ribeiro (colunista do Donna)?

Entro na minha sala e uma pessoa da família me manda um link de uma matéria da própria Zero Hora: fizeram um arrastão em uma pizzaria conhecida do nosso bairro.

E segue a vida. Ninguém se surpreende mais com um colega ameaçado com uma faca no pescoço, com uma senhora de 86 anos vítima de roubo à mão armada, com arrastão no restaurante da esquina. Nossos leitores estão nos dizendo todo dia: a criminalidade virou epidemia.

Você aí deve estar lendo isto e lembrando de vários casos em que um colega, um parente, um conhecido, um amigo ou você mesmo foi vítima. Pense em qualquer familiar. Tem alguém na sua família que ainda não passou por isso?

Já vínhamos intensificando o número e a profundidade das reportagens sobre segurança nos últimos tempos, refletindo a realidade das ruas e a demanda de nossos públicos. Mas agora vamos fazer mais. Na reunião de editores de quinta-feira, decidimos que Zero Hora não pode se anestesiar para esse assunto. Não é aceitável. Não podemos nos conformar. E não vamos nos conformar.

Resolvemos criar a série de reportagens Crise na Segurança, acompanhada de editoriais com a opinião do Grupo RBS, que estreia nesta segunda-feira. Convidamos as redações do Diário Gaúcho, da Rádio Gaúcha e da RBS TV para se unirem à causa.

Queremos dar as mãos ao público que nos lê, nos ouve, nos assiste, na busca de soluções, na prevenção e na cobrança do Estado. Queremos que você participe. Conte sua história, ou a de um familiar ou conhecido. Ela poderá inspirar alguma pauta do jornal, do rádio ou da televisão. Envie seu relato pelo e-mail seguranca@zerohora.com.br ou pelo Facebook de ZH: facebook.com/zerohora. As reportagens especiais sobre o assunto, que serão publicadas duas ou três vezes por semana, serão sempre identificadas com este antetítulo e esta programação gráfica:



Em qualquer pesquisa com a população, segurança grita como o problema mais urgente, o mais grave, o mais preocupante. É nosso papel, como porta-vozes do que acontece com os nossos leitores, ampliar ainda mais essa cobertura.



COMENTÁRIO DO BENGOCHEA
- Que este esforço de Zero Hora não tenha o mesmo destino das outras matérias e denúncias publicadas pelo jornal sobre a falta de garantia do direito à segurança pública no RS. Que seja realizada esta nova proposta especulando as responsabilidades e obrigações dos atores com que detêm a competência legal no Estado Democrático de Direito de solucionar de forma permanente a plena garantia deste direito focado na função pública e observando a supremacia do interesse público.

Continuar mostrando a realidade do cenário de violência é importante, mas o essencial é constranger e pressionar as autoridades lenientes e permissivas que estão deixando o crime rolar solto, identificando as responsabilidades e exigindo soluções sem fuga de obrigações, sem jogo de empurra e sem argumentos evasivos que evidenciam o próprio descaso, negligência, omissão e descompromisso. A nação precisa da indignação, da revolta e da intolerância de todos os brasileiros unidos contra a impunidade dos criminosos, especialmente aqueles que tiram a vida, o patrimônio, o bem estar e a liberdade das pessoas e comunidades. BASTA! Parabenizo a ZH po ressaltar e não se conformar da necessidade do direito de TODOS à segurança pública.
Postar um comentário