SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

NO SEMIABERTO, VINTE ATAQUES A BANCOS NO CURRÍCULO E 112 ANOS DE CONDENAÇÕES




ZERO HORA 09 de fevereiro de 2016 | N° 18440


EDUARDO TORRES

Vinte ataques a banco no currículo


CINCO PRESOS NO NORTE DO RS somam 112 anos de condenações. Quase todos deveriam estar na cadeia, mas semiaberto os beneficiou


A quadrilha de ladrões de bancos presa na madrugada do último domingo, em uma ação da Polícia Civil no norte do Estado, reunia um grupo de especialistas. A eles, o Deic atribui pelo menos 20 ataques a bancos com explosões entre Região Metropolitana, Serra e Norte em apenas um ano. Além de pelo menos um ataque a carro-forte.

– Já sabíamos que era a principal quadrilha atuando nos assaltos a bancos. Agora temos a certeza de que era também a mais especializada – afirma o delegado Joel Wagner, que comandou a investigação pela Delegacia de Roubos, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Ontem, a polícia revelou quem eram os comparsas de Ronaldo Bandeira Mack, 39 anos – morto no tiroteio –, e que acabaram presos no sítio ocupado pelo bando em Mormaço. O grupo era formado por criminosos da Região Metropolitana, todos com extenso histórico no crime e, pelo menos cinco deles ainda cumpriam penas que, somadas, dariam 112 anos de condenações. Poderiam estar na cadeia, mas foram beneficiados com progressões de regime.

A começar pelo suposto líder, Mack. Com condenações até 2028, em 2014 ele conquistou o direito de progredir para o semiaberto, mas desde janeiro do ano passado estava foragido. Natural de Esteio e com bases no crime em Canoas e no Vale do Sinos, a polícia tem a suspeita que, desde a sua volta às ruas, tenha formado a quadrilha na região.

– Já naquele momento, passamos a monitorá-lo. Era, sem dúvida, o foragido número um do Deic – aponta o delegado Wagner.

Agora, todos foram autuados em flagrante por porte ilegal de armas, munições e explosivos, receptação de carros, além de tentativa de homicídio contra os policiais e levados ao presídio de Soledade. Todos serão indiciados pelos três crimes e por roubos a bancos. Dois adolescentes, também apreendidos no sítio que servia de base à quadrilha, foram encaminhados à Fase. Eles seriam olheiros.

– Resta saber quanto tempo ficarão na cadeia – comenta o chefe de polícia, delegado Guilherme Wondracek.


Apreensões de armas não frearam bando


O primeiro crime bem sucedido da quadrilha teria acontecido com a explosão de uma agência do Banco do Brasil em General Câmara, no primeiro dia de 2015. Dias depois, a Delegacia de Roubos apreendeu dois fuzis, cordéis e explosivos em Canoas. Duas mulheres que guardavam o material da quadrilha foram presas, mas os agentes não chegaram ao bando.

– Acreditávamos que dariam uma parada, mas nada disso. Foi surpreendente como essa quadrilha tem acesso fácil a armamento pesado e se reestruturou muito rapidamente – conta o delegado Joel Wagner.

Em maio do ano passado, depois de outro ataque, novamente a polícia conseguiu apreender quatro fuzis, explosivos, carros clonados e coletes à prova de balas em Nova Hartz. Naquela ocasião, o assaltante conhecido como João das Couves – considerado um dos principais assaltantes de banco do Estado – foi preso. A suspeita é de que ele também fizesse parte da organização criminosa.

Antes que os policiais chegassem à base do bando, um sítio em Mormaço, no Norte, a quadrilha teria saído, mas voltou à propriedade no começo da madrugada. A suspeita é de que algo tenha dado errado no planejado. Investigações apontavam que nas horas seguintes eles pretendiam fazer uma série de ataques a bancos na região.

Na ação de domingo, outros cinco fuzis, explosivos e coletes à prova de balas, além de dois carros clonados, foram apreendidos.



5 fuzis

Foram apreendidos com os bandidos. Sendo três .223, um AK-47 e um 7.62. Pelo menos uma das armas, um .223 de origem canadense, a polícia tem certeza que é uruguaia. O armamento ainda conservava a numeração do país vizinho. Já o 7.62 é do Exército brasileiro. Ainda é apurada a origem dos outros três equipamentos.



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