SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

APREENSÕES DE FUZIS CRESCEM 14O POR CENTO



ZERO HORA 08 de junho de 2016 | N° 18550


RENATO DORNELLES



EM APENAS QUATRO MESES, agentes recolheram 24 armas de uso restrito no RS, enquanto, no mesmo período do ano passado, foram 10

Nos quatro primeiros meses deste ano, a Polícia Civil apreendeu 24 fuzis no Rio Grande do Sul. O número representa aumento de 140% em relação às apreensões de igual período do ano passado e 53% do total recolhido em todo 2015, quando um recorde foi batido: 45 fuzis. O dado foi divulgado pelo chefe de polícia, delegado Emerson Wendt, no balanço das ações realizadas pela instituição no primeiro quadrimestre de 2016.

As apreensões realizadas de janeiro a abril deste ano ficam ainda mais expressivas se comparado às de 2014, quando foram recolhidas pela polícia no primeiro quadrimestre nove dessas armas e, no ano todo, 26.

– O número de apreensões comprova a qualidade da investigação. Vamos cada vez mais fortalecer o trabalho do setor de inteligência – disse.

Por outro lado, Wendt admite que o alto número de apreensões, além de confirmar o trabalho que vem sendo realizado, ratifica a entrada de grande número de armas de uso restrito no território gaúcho:

– É um problema que precisa ser combatido, principalmente nas fronteiras. É necessário, se não estancar por completo, ao menos fazer o monitoramento.

TRÁFICO DE DROGAS TEM RELAÇÃO DIRETA

Para o delegado, devido a sua localização, o Rio Grande do Sul é considerado um ponto estratégico por contrabandistas de armas.

– O Estado, às vezes, não está sendo só destino, mas também meio de passagem para armamento contrabandeado de países vizinhos. É preciso fortalecer a inteligência – reforça.

Uma parte significativa dos fuzis apreendidos neste ano estava em poder de grupos ligados ao tráfico de drogas, de acordo com o diretor de investigações do Denarc, delegado Mário Souza.

– Neste ano, já houve 11 apreensões pelo Denarc – ressalta.

O número de armas entrando no Estado preocupa quem lida diariamente com a violência.

– Estou preocupadíssima com a entrada de armas deste calibre. Tem muitos fuzis nas mãos de criminosos e isso faz com que cresça o número de homicídios – avalia Lúcia Helena Callegari, promotora da 1ª Vara do Júri da Capital.

Em março, uma viatura da Brigada foi alvo de rajada de fuzil na Capital. O confronto terminou com quatro bandidos mortos.

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