SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

CRIME ROMPE SEUS PRÓPRIOS CODIGOS

Resultado de imagem para ASSASSINATO NO AEROPORTO

ZERO HORA 20 de setembro de 2016 | N° 18639


SUA SEGURANÇA | Humberto Trezzi





Quando você pensa que não falta mais nada para que padrões mafiosos se instalem de vez em Porto Alegre, a realidade teima contradizê-lo. Um sujeito é morto no saguão do aeroporto, em plena luz do dia, enquanto conversa com familiares. O que mais falta?

Já vivemos na seguinte situação: mostre-me com quem andas e serás morto igual. As quadrilhas não respeitam inocentes. Na ânsia de abater os inimigos, matam também seus amigos e familiares. Pode ter ocorrido no caso do aeroporto.

A Capital experimenta sequência de rupturas de códigos que outrora eram praticados e seguidos pelos próprios criminosos. Acompanhe.

– O perigo que rondava as escolas, tempos atrás, era do traficante que vendia droga batizada aos alunos. Agora, o risco é ser morto. Que o diga a família da mãe assassinada por ladrões ao buscar o filho.

– No início deste ano, um homem foi morto por desafetos dentro de um ônibus, em um dos principais cruzamentos da Capital.

– Na Rua André Puente, perto de um dos mais elegantes bairros da Capital, o Moinhos de Vento, o cadáver de um rapaz foi jogado na rua, de manhã. Tudo filmado.

Os críticos do governo Sartori dirão que ele deixou a sociedade no fundo do poço. Mas a verdade é que a escalada de rupturas nos padrões é crescente e perpassa vários governantes. Crimes sangrentos sempre ocorreram nas periferias, mas famílias eram respeitadas. Não mais. As quadrilhas perderam a própria ética não escrita que juravam praticar. E a carência de efetivo policial também transformou áreas nobres em campo de batalha.

Há também histórico sentimento em relação a mortes de criminosos. Muita gente pensa que “enquanto for entre bandidos, as mortes são boas para a sociedade”. O problema é que o acerto de contas continua a ocorrer e, cada vez mais, diante das pessoas que nada têm a ver com isso. Não adianta alguém pensar que o policial deve lavar as mãos.

É preciso prender e condenar.
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