SEGURANÇA PÚBLICA - CONCEITO E OBJETIVO

No Sistema de Justiça Criminal, cada poder tem funções que interagem, complementam e dão continuidade ao esforço do outro na preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. A eficácia do sistema depende da harmonia e comprometimento dos Poderes de Estado em garantir a paz social. O Sistema de Justiça Criminal envolve leis claras e objetivas, prevenção de delitos, contenção, investigação, perícia, denuncia, defesa, processo legal, julgamento, sentença e a execução penal com objetivos e prioridades de reeducação, reintegração social e ressocialização do autor de ilicitudes. A finalidade do Sistema é garantir o direito da população à Justiça e à Segurança Pública, a celeridade dos processos e a supremacia do interesse público em que a justiça, a vida, a saúde, o patrimônio e o bem-estar das pessoas e comunidades são prioridades.

terça-feira, 6 de junho de 2017

ESPANHA INTEGRA SEGURANÇA PRIVADA NAS ATIVIDADES E PLANOS DE SEGURANÇA



Espanha – integra segurança privada nas atividades e planos de segurança pública Cel. Sanz: A segurança privada é essencial para segurança pública



Ronaldo Pena, Diretor executivo


Por Redação Notebooks Segurança
Cuadernos de Seguridade n.o. 318 20 de janeiro de 2017



Andrés Sanz Coronado, Coronel Chefe da Proteção de Segurança (SEPROSE) da Guarda Civil na Espanha, diz nesta entrevista CUADERNOS SEGURANÇA que " vivemos com os profissionais de segurança privada não como elementos da paisagem, mas como atores reais no campo de segurança com suas próprias funções e um reconhecimento cada vez maior " . Coronel Sanz considera que a prioridade fortalecer os mecanismos de colaboração e coordenação entre os dois títulos, bem como a necessidade de trabalhar na sensibilização em uma "cultura de segurança e vigilância integrado para a detecção precoce de ameaças cibernéticas e terroristas" .

Na Europa as organizações de segurança municipal estão cada vez mais inserindo a segurança privada nos planos de ação para aumentar a prevenção. São diversos projetos e programas de integração. Um deles é o chamado Coopera, ele foi desenvolvido para suprir as deficiências da segurança pública e colocar a segurança privada em plena atividade colaborando com a prevenção. O programa prevê uma extensão de objetivos e ação de apoio em áreas geográficas de patrulhas e comunicação em tempo real de situações suspeitas, além de uso de acesso de câmeras privadas de segurança. Outra importante ação é a cooperação de treinamento fornecido pelas escolas privadas de segurança para a segurança pública. Outro ponto também é usar as informações dos detetives privados que na Europa são controlados pelo Ministério do Interior. No Brasil as funções de segurança privada são controladas pelo Ministério da Justiça.

Os esforços de integração entre as operações são feitos por diversos programas e cada um dentro de uma assertividade de resultado. Os comandantes locais e diretores de diversas empresas numa área geográfica através de instituições representativas, sentam em mesas de reuniões conjuntas para traçar planos de apoio e conhecer as demandas de segurança em determinada localidade.

Isso de forma objetiva. As diferenças são claras e os paradigmas existem, há uma tendência da segurança pública se considerar superior pelo fato de ter o chamado “poder de polícia”, mas a segurança privada quando extendida para a mesma prática está protegia pela extensão do mesmo poderio guardadas as proporções técnicas como segurança meio e não como uma atividade fim. Mas de qualquer forma, todos trabalham em prol da prevenção e da qualidade de vida na sociedade.

Troca de informações, dados e de apoio da Guarda Municipal para a segurança privada é também um item de real importância. A aproximação, reduziu tempo de respostas para casos reais, diminuiu a incidência de alarmes falsos e melhorou a atividade da segurança privada para a sociedade. Essa integração só tem a dar certo. Afinal são barcos diferentes indo ao mesmo objetivo. 


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